O post Carreira política pecou por não ter referido o aspecto da «formação política» que transparece da notícia:
"Jotas" da Trofa à pancada por causa de uma guerra de cartazes
Parece poder concluir-se que, se o regime político-partidário e a «carreira política» não forem alterados, estes pequenos tipos serão os nossos governantes dentro de pouco tempo. Poderão ser ainda piores do que os actuais e os mais recentes…
Por outro lado, a luta contra o tráfico de influências, a corrupção e o enriquecimento ilícito tem que ter presente que estas ilegitimidades ou imoralidades derivam das motivações e da maneira como se «formam» os políticos, através das JOTAS
O que é que as pessoas contribuintes e vítimas da austeridade pensam fazer???
quinta-feira, 2 de maio de 2013
FUTUROS GOVERNANTES EM «FORMAÇÃO»
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A. João Soares
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Carreirismo político
Transcrevem-se algumas frases como aperitivo para quem desejar ler a extensa notícia:
Carreiras baseadas em cargos de nomeação política, pouca experiência profissional e fraca autonomia face aos partidos são perversos, dizem os analistas.
Portugal está a assistir às primeiras gerações de políticos profissionais no poder, oriundos das juventudes partidárias e com reduzida experiência profissional fora da política. José Sócrates, anterior primeiro-ministro socialista, Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, e Passos Coelho, actual chefe de governo, todos iniciaram a vida política na Juventude Social-Democrata (JSD). A JS serviu como alavanca para António José Seguro, actual secretário-geral do PS, ou António Costa, presidente da Câmara de Lisboa.
As «jotas» são fonte de carreiras focadas exclusivamente na política. …os perigos do carreirismo político, que Costa Pinto considera contribuir para “uma profissionalização acéfala e dependente das direcções dos partidos”.
Os políticos de carreira desenvolvem um “autismo” relativamente aos problemas da sociedade. “As pessoas sem experiência profissional revelam um handicap de conhecimento da sociedade e não podem funcionar como um elo de ligação entre esta, a decisão política e o Estado”
Este processo “afasta a decisão política da realidade da sociedade civil”, ressalva o investigador António Costa Pinto, que sublinha a diferença entre as realidades nacional e internacional: “A falta de instrução e formação dos políticos portugueses face ao panorama internacional, como em França ou na Alemanha.”
A escassa experiência profissional demonstrada por alguns políticos assume contornos alarmantes, quando “só serve para enfeitar o currículo”
.As nomeações para gabinetes ministeriais e para empresas da administração local são os casos mais comuns no preenchimento do currículo dos militantes das “jotas”. Com a agravante de que a dependência da vida política “gera um problema de autonomia e independência face aos partidos”.
Curiosamente, esta notícia aparece pouco tempo depois da notícia Ministros com carreira partidária licenciam-se mais tarde que os independentes que refere um estudo dos politólogos António Costa Pinto e Pedro Tavares de Almeida sobre o perfil dos ministros portugueses entre 1976 e 2012, de Carreira política e de Como obter currículo na política.
É por estas e por outras que muitos eleitores preferem o voto em branco, como demonstração de que nenhum candidato lhes merece confiança.
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A. João Soares
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domingo, 8 de julho de 2012
Carreira política
O artigo que apresenta aspecto de seriedade, faz recordar uma ficção que, pelos vistos, não anda longe da realidade.
Na aldeia, situada perto da cidade, há um relacionamento cordial entre os aldeãos e muitos comerciantes, sendo alguns destres, naturais das pequenas terras suburbanas. A D. Genoveva, quando comprava um pull-over para o seu filho Zequinha, desabafou com o Sr. Gomes as preocupações com o miúdo que andava mal nos estudos, sem queda para os livros nem paciência para se sentar demoradamente a fazer os trabalhos de casa, parecendo só pensar na bola e outras brincadeiras com os vizinhos. Ela afligia-se com o que iria ser deste rapaz se não tivesse um mínimo de resultados nos estudos.
O Sr. Gomes ouviu pacientemente os desabafos, compreendeu a preocupação da mãe acerca do futuro do filho e lembrou-se de outros casos ocorridos na cidade e que ainda na véspera tinham sido motivo de conversa no Grémio do Comércio. E como tinha amizade à família da D. Genoveva lá lhe sugeriu uma solução possível – dissesse ao filho para se inscrever na Jota do partido do Presidente da Câmara e, se tivesse dúvida, que falasse com o filho do Almeida, dois anos mais velho, para saber como iria conseguir a inscrição.
A D. Genoveva não ficou muito segura com o conselho e, no dia seguinte, falou com outro comerciante, o Sr. Loureiro, que lhe confirmou a vida que passaram a ter dois ou três rapazes que seguiram essa via. Mas recomendou: diga ao Zequinha, para continuar a estudar mas sem se preocupar demasiado com as notas, que passe a não faltar a comícios e outras actividades do partido, seja simpático e prestável para seus colegas e chefes, colabore na colagem de cartazes, agite a bandeirinha, aplauda os discursos dos líderes e depois lhes diga que foi um belo e brilhante discurso. Dessa forma conquistará o apreço do chefe principal e obterá dele os favores para ser nomeado para funções de destaque, como assessor, candidato à assembleia municipal, a vereador, a deputado, podendo ir a secretário de Estado, a ministro e até um dia ser primeiro-ministro, o que seria uma honra para a terra e para os vizinhos e amigos.
Entretanto, baseado no conhecimento que tem com os homens de alta posição, pode fazer jeitos, meter cunhas em benefício de pessoas conhecidas para abreviar um pedido de licença de obras ou qualquer outro caso de burocracia, o que lhe rende umas atenções, uns robalos, umas alheiras, ou as duas coisas juntas, etc. Com isso vai acumular uma considerável fortuna em pouco tempo, como tem acontecido a muitos políticos bem conhecidos. Aliás, não se conhece nenhum ex-político que não seja rico, com abundantes e variados sinais exteriores de riqueza, com várias reformas douradas, e não só.
Mas a mãe Genoveva não via naquilo a realização do seu sonho de ver o filho ser tratado por Sr. Dr. e disse-o ao Sr. Loureiro que, de imediato, a tranquilizou. Não tenha receio, depois de fazer uns favores a gente com poder no ensino, nas grandes empresas, etc., aquilo a que os jornais chamam «tráfico de influências» e «corrupção», acaba por ocupar uns tachos valentes que lhe dão «currículo profissional» com «equivalência» para dezenas de cadeiras numa universidade privada e, depois e com a amizade entretanto adquirida com professores e directores, recebe o diploma que desejar. Não pense que estou a delirar, pois procuro seguir as notícias e vi que veio a público, há dias, que uma universidade deu 89 diplomas, com base em equivalências de «currículo profissional» e de uns pares de cadeiras para, com a boa vontade de professores complacentes, servirem de embalagem ou de capa do diploma. Vá por mim, D. Genoveva. O Zequinha que leve muito a sério a integração no ambiente de «louvaminhas» e concordância reverente com os chefes. Ele, depois de entrar na Jota, verá como é fácil percorrer o caminho e ele até é um rapaz bem dotado de boa presença e de palavra fácil para poder ser um conquistador de votos, e de diplomas.
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A. João Soares
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Como obter currículo na política
Jovem adolescente, se acabaste os estudos ou os interrompeste e não tens um trabalho bem remunerado nem esperanças de carreira de futuro, conversa com familiares e amigos relacionados com políticos, inscreve-te na Juventude de partido do governo, procura ser simpático e adulador, evidenciando qualidades pessoais, dedicação, sentido do dever e de lealdade, para com todos, principalmente os mais influentes e os que podem nomeá-lo para assessor. Depois de nomeado, não é preciso esforçares-te a aprender a executar as tuas tarefas, mas finge interesse em tudo com um sorriso e evidenciando as qualidades atrás referidas.
Ao fim de trinta dias, alega as questões pessoais que, conforme as circunstâncias, te parecerem mais convincentes e diz ao teu chefe que, com muita pena tua, não podes continuar nas funções. Mostra interesse em teres uma referência elogiosa para facilitar futuro emprego
Deve ter sido assim que, tal como outros «boys», Davide Gonçalves da Silva Foguete conseguiu um louvor atribuído pela secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, por ter exercido durante 30 dias as funções de adjunto do seu gabinete, entre 25 de Julho e 25 de Agosto. Com tal louvor e as qualidades evidenciadas, conseguirá durante os 12 meses do ano uma folha de serviços notável e terá um futuro invejável e inimaginável.
É para rir? O facto foi real. Nada garante que seja original e que não venha a repetir-se. Ver aqui.
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A. João Soares
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Formação dos políticos
Recebi por e-mail em fotocópia de página do Jornal de Notícias este artigo que deve ser meditado na época de campanha eleitoral que já está praticamente activada. Depois de mais esta alusão à formação ética, moral e académica dos políticos, espantamo-nos do aumento dos votos em branco, verificado recentemente!
Foleiros & doutores
JN. 2009-11-05. Por Manuel Antonio Pina
Terminaram as chamadas "Queimas'das Fitas" e salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos.
No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado.
A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com musica pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o País.
Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, ve-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar ate já lá estão).
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A. João Soares
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sábado, 31 de janeiro de 2009
É fartar vilanagem!!
Vem hoje no Correio da Manhã um notícia espectacular sobre como se pode arranjar dinheiro para comprar um andar de luxo por 224.000 Euros quando se tem um rendimento declarado para efeitos de pagamento de IRS, de 250 Euros por ano!!
O que também é curioso é o facto da senhora em causa receber uma pensão de reforma paga pela Segurança Social de 3.000 Euros.
E é ainda mais curioso que tal facto não tenha despertado a atenção das Finanças tão pressurosa na perseguição dos pobres contribuintes para indagar da dita senhora o por quê de tal mistério.
Por mera coincidência a senhora é a mãe do nosso Primeiro Ministro José Sócrates!!
Que coincidência engraçada!
E como é que a sehora arranjou tanto dinheiro para pagar a pronto a casinha?
É caso para perguntar também, como é que um jovem, na altura Secretário de Estado arranjou dinheiro para comprar, no mesmo prédio, um apartamento de valor semelhante!
Realmente, é curioso como a passagem pelo Governo abre os caminhos para a árvore das patacas.
O dinheiro para esses senhores cai sobre eles em cascatas!
Quando for crescido quero ser governante.
É melhor que ser jogador de futebol, pois não é preciso puxar pelo físico.
E nem os pequenos e pequenas que ganham a vida a fazer-se convidados para as festas e inaugurações de lojas e bares ganham tão bem.
José Morais Silva
NOTA: Recebido por e-mail. Pelo que consta sobre o autor, não é movido por intuitos de «campanha negra», nem pretende «linchamentos políticos», nem gosta de «deturpações» nem de «insídias» ou de «insinuações». Explicitamente, ele diz que apenas tem dúvidas, apenas quer ser esclarecido para aprender e mostra estar seguro daquilo que quer ser quando for grande. J M Silva, deixa de queimar tanto as pestanas a estudar e inscreve-te já numa Jota, vai a todas as reuniões e comícios, aplaude ruidosamente, agita bem a bandeirinha, diz em frente dos chefes os últimos chavões ou slogans que lhes ouviste, mostra-te interessado num lugar de assessor, em qualquer lado, nunca discordes dos chefes, aumenta a actividade quando começarem a organizar as listas para candidatos a deputados... e em breve irás a secretário de Estado e a ministro, sê sempre simpático com os gestores de empresas públicas ou privadas que tenham negócios com o Estado e, entretanto, salta para um tacho. Ficarás rico e a tua família também. Queres exemplos de sucesso com esta metodologia? Vai olhando para os jornais (BPN, BPP, BCP, Mota Engil, PT, GALP, etc, etc)
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A. João Soares
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