Transcreve-se artigo com proposta sensata, concreta que pode ser um bom ponto de partida para se sair do marasmo das «bocas foleiras» , das ideias inconsequentes e incongruentes que não conduzem a nada e, pelo contrário para se entrar num caminho lógico para modernizar Portugal. É uma proposta que se insere na metodologia Pensar antes de decidir, aqui referida em várias ocasiões.
Eis o artigo:
PS deve integrar comissão de cortes na despesa e levar propostas, diz Marcelo
PÚBLICO. 13/01/2013 - 22:28. MARIA LOPES
Comentador acredita que Governo não vai levar avante as sugestões “radicais” do FMI, cujo relatório serve apenas para “preparar o ambiente” para mais contenção.
Uma comissão com um texto inicial, composta por todos os partidos, sem lugar a votações finais, e onde os partidos da coligação e o PS apresentem medidas concretas. Este é o desenho ideal para a comissão parlamentar para os cortes na despesa do Estado, segundo Marcelo Rebelo de Sousa.
O comentador defendeu este domingo na TVI que “é fundamental que a comissão tenha a oposição. É importante que o PS lá esteja”.
“Tenho duas sugestões. Que a comissão tenha um texto inicial. Vai debater o quê? Uma comissão destas supõe um documento que sirva de referência. E que não haja votação final”, descreveu Marcelo Rebelo de Sousa. “Esta comissão serve para que os partidos da maioria mostrarem que têm alguma ideia da reforma que querem fazer. E também para a oposição deixar a sua posição e propostas.” Até porque, insiste o professor, “ainda não ouvimos uma ideia brilhante da parte de Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Nem uma.” O trabalho da comissão será fundamental para aclarar posições, mas não é algo que se faça “a correr, em quatro semanas”, como é suposto acontecer, de acordo com o calendário que Passos Coelho quer cumprir.
Relatório “prepara o ambiente”
Sobre o relatório do FMI, Marcelo diz que se trata de um “relatório político com fundamentos técnicos. O FMI é uma organização política e apresenta propostas políticas.” O documento, no entender do professor, serve apenas para “preparar o ambiente”, porque acredita que “as decisões vão ser diferentes das mais radicais que lá estão”.
O relatório, porém, esqueceu uma questão fundamental – para além de se basear em dados estatísticos desactualizados: “Ignora a história do país e o que explica como ele é. O relatório ignora que Portugal teve sempre muito Estado e pouca sociedade civil. Foi esse factor que impediu a desagregação social.” E Marcelo também realça que “é uma incógnita saber se o país melhoraria com aquelas propostas”.
Mas a questão neste momento é saber “que ideias vão em frente”, depois de o Governo terminar o levantamento ministério a ministério que está a fazer. Marcelo não tem dúvidas que sejam aceites as sugestões de aumento de taxas moderadoras e de propinas, assim como da alteração das regras de cálculo das pensões e da saída de uma parte dos funcionários públicos por rescisão. Estas últimas serão sustentadas com os quatro milhões de euros extra que o Estado vai receber decorrentes da correcção cambial.
“O governo tem de ganhar a confiança dos portugueses para fazer isto, sem romper o consenso social”, avisa Marcelo, que considera que é preciso muito mais tempo do que as quatro semanas que o Governo prevê. “Não se muda uma característica histórica num mês. Vão todos debater a correr como vai ser. Cortar, corta-se, mas não se faz uma reforma do Estado em quatro semanas.”
Acerca da acusação de António José Seguro de que o Governo não tem legitimidade para levar avante estas reformas estruturais, Marcelo Rebelo de Sousa discorda. “O Governo tem, do ponto de vista do Direito, toda a legitimidade jurídica para fazer tudo o que está a fazer. Mas como disse Adriano Moreira, tem uma legitimidade política enfraquecida.” O professor recorda que “todos os que chegaram ao poder prometeram coisas que depois não fizeram”.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Acções concretas precisam-se
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A. João Soares
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Falta informação sobre empregabilidade ???
A notícia «Cursos com mais desemprego esgotam vagas», mostram que os candidatos ao ensino superior , seus familiares e amigos, desconhecem as realidades sobre o desemprego nas diversas ares do conhecimento, e enveredam por cursos com pouca capacidade de garantir emprego.
Parece insólito, demonstrando falta de conhecimento de métodos de preparar a decisão e a do curso a seguir é importante e exige procura de informação, de dados, exige que se pense antes de decidir. Ou será que o o valor dos subsídios de inserção ou de desemprego será tão compensador que se transforme em forma de vida e torne menos importante a escolha do curso a tirar, olhando para este apenas pelo aspecto da facilidade?
Imagem da Net.
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A. João Soares
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Estudantes premiados
Toda a gente se queixa da degradação social, da violência nas escolas, na superficialidade dos jovens, mas há poucos gestos positivos de enfatizar os casos de valor de mérito que podem servir de exemplo e estímulo. À semelhança do que aqui tem sido feito em outros casos exemplares, não se perde a oportunidade de exaltar este.
Notícia do Correio da Manhã fala dos três melhores alunos de 2009 do ensino secundário que foram premiados pela ministra da Educação, Isabel Alçada, na Academia das Ciências de Lisboa cabendo a cada prémio cinco mil euros.
Foram premiados:
-Lígia Santos com o prémio Pedro Nunes, melhor a Matemática,
-Teresa Neves com o prémio Padre António Vieira, melhor em Português,
-Pedro Espírito Santo com o prémio Alexandre Herculano, melhor em História.
Tiveram todos 20 valores nas disciplina em que foram premiados e também conseguiram 20 na média final do Secundário.
Segundo as declarações de cada um ao jornal, o segredo do seu êxito resulta de atenção nas aulas e apoio próximo de pais e professores. Foram unânimes em que essa é a receita para o sucesso na escola. Não sendo necessário ser «marrão» e privar-se do convívio com os amigos e das distracções próprias da idade
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Mais um sucesso português no estrangeiro
Transcrição de notícia que serve para aumentar a auto-estima dos portugueses:
Flautista madeirense evidencia-se no Royal Northern College of Music
Lusa. 29 de Novembro de 2009
Funchal, 29 Nov (Lusa) - A flautista madeirense Carla Sousa completou o seu mestrado no Royal Northern College of Music (RNCM) com a qualificação máxima e obteve um estágio na Orquestra BBC do País de Gales, anunciou hoje a Associação Cultural Encontros da Eira (ACEE).
Segundo uma nota daquela associação madeirense, a flautista portuguesa concluiu o mestrado em Performance de Flauta Transversal com 20 valores e três distinções, depois de em 2009 se ter licenciado na mesma instituição com 20 valores e distinção.
A mesma nota adianta que Carla Sousa recebeu distinções em todas as componentes do curso: Recital Final, Música de Câmara e Tese de Mestrado, esta última com o tema "Os Instrumentos Tradicionais da Ilha da Madeira - o seu papel na cultura Madeirense dos séculos XIX, XX e XXI".
NOTA: Parabéns á artista Carla de Sousa. Continue na senda do sucesso, da excelência. Felizmente, há vários casos de sucesso, de portugueses que se distinguem em situações internacionais prestigiantes. É pena que, para a política, salvo eventuais excepções, só vão aqueles que, para se licenciarem, não dispensam a muleta do partido (a Comunicação Social tem dado a conhecer alguns dos nomes, os mais mediáticos). Sou tentado a transcrever esta frase do blogue A Tulha do Atílio: «Crie-se um Governo de Salvação Nacional que consolide o País quer económica quer financeiramente para que possa ser viável socialmente.»
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A. João Soares
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Férias difíceis para Sócrates
Meses difíceis de gerir são o futuro imediato do PS, o que exige uma análise perfeita das realidades nacionais, uma estratégia muito cuidadosa da campanha eleitoral e um filtro adequado nas palavras dos militantes mais espontâneos, como Santos Silva, Lello e Vitalino. Qualquer palavra menos ajustada pode fazer ruir o castelo de cartas a montar meticulosamente. O caso Elisa Ferreira foi objecto de um alerta oportuno de Rui Rio no início da campanha para o PE, mas o PS fez ouvidos de mercador usando da sua b+habitual arrogância, mas agora acordou, fora do momento próprio, levantando mais desunião partidária. A candidata, certamente, só ocupará um dos cargos e o «boy» que o partido quer obsequiar terá então oportunidade de ser premiado.
É um assunto que irá gerar confusão tal como as palavras pouco claras acerca de Alegre. E além disso, surge agora o «chumbo às obras públicas» que bem podia ser evitado se a decisão tivesse assentado num estudo correcto das reais necessidades do País, bem explicado à Nação, sem arrogância, sem imposição, sem termos de teimosia como o «jamé». E o resultado é que o povo, discordante, pode e deve manifestar no voto o seu direito de soberania.
Mas melhor do que as minhas palavras, é a pena experiente da jornalista, pelo que transcrevo o seguinte artigo do Jornal de Notícias.
O Verão Quente que José Sócrates terá de enfrentar
JN. 090713. ISABEL TEIXEIRA DA MOTA
Os factores externos às campanhas eleitorais voltarão a sentir-se. Mas será que a Oposição os vai aproveitar?
O Verão político será marcado pelas campanhas partidárias que já estão nas ruas. A crise, a gripe, os incêndios e a insegurança têm tudo para "aquecer" o debate. Três sociólogos analisam os temas no quadro do período eleitoral que se avizinha.
A campanha eleitoral começou. José Sócrates multiplica-se em contactos com a sociedade civil para tentar ouvir e interpretar o sentir do eleitorado. Manuela Ferreira Leite prepara o programa eleitoral nos fóruns Portugal de Verdade. Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã desdobram-se em acções de rua.
O JN interrogou três sociólogos sobre o impacto que os temas da criminalidade, crise internacional, gripe e incêndios terão nas campanhas políticas num verão que seguramente não será igual aos outros.
"A marca da campanha terá em linha de conta o que foi o último ano: uma fricção muito forte de todos os partidos da Oposição contra o Governo", salienta o sociólogo Paquete de Oliveira.
Sente-se um clima de "forte sentido de confrontação", aponta o investigador do ISCTE, reconhecendo que os temas da crise, da gripe, da criminalidade e dos incêndios florestais podem tornar-se "perturbadores" caso tenham uma "evolução negativa".
O sociólogo José Leite Viegas destaca "o aproveitamento" que os partidos da Oposição poderão fazer do evoluir dos acontecimentos nos próximos meses. "Os temas de campanha estarão muito dependentes do aproveitamento que a Oposição fizer", declarou ao JN. Exemplo: "há um sentimento de insegurança latente na sociedade que pode tornar-se explícito em face de casos mediáticos e aí a gestão política será complicada em período pré-eleitoral".
Outro exemplo: "a crise está cá, mas se as empresas aproveitarem as férias para fecharem as portas e não abrirem mais, isso causará um problema político ao Governo que a Oposição não vai deixar passar".
"Não é de excluir que os partidos queiram cavalgar essa onda", adverte, na mesma linha, André Freire, sublinhando que "são temas recorrentes, mas a época é que é especial". "Seria de esperar em Agosto um arrefecimento dos temas políticos", sustenta, até pelo forte sinal de"cansaço" que o país manifestou nas Europeias.
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A. João Soares
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