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terça-feira, 11 de julho de 2017

SERÁ QUE A RESERVA MORAL DA NAÇÃO ENFRAQUECEU?

Será que a reserva moral da Nação enfraqueceu?
(Publicado no semanário O DIABO em 170711)

A tragédia que afectou muitos portugueses do interior, principalmente da denominada «zona do pinhal», com os fogos florestais, deve ser motivo de boa reflexão. Foi um grande abalo, principalmente por terem sido criadas leis com medidas para os prevenir, mas que não foram concretizadas no terreno por não terem sido criadas condições adequadas. Com as alterações ocorridas nas técnicas agrícolas que tornaram menos utilizados os matos, a caruma e os ramos dos pinheiros, o que mantinha as florestas permanentemente limpas, os fogos tornaram-se mais frequentes e é incompreensível, perante tais evoluções, a decisão de extinguir a Guarda Florestal que teria um papel importante na supervisão do cumprimento das regras legisladas destinadas a evitar incêndios e, também como consequência, na mentalização das populações, autarquias e serviços inerentes à prevenção. E nada ficou com aptidão e missão para a substituir, nessas indispensáveis tarefas. A imposição das adequadas medidas preventivas reduziria a calamidade que, desde há vários anos, ameaça com gravidade crescente as vidas e os bens dos habitantes das áreas mais desprotegidas.

Mas, quase ao mesmo tempo desta tragédia, a Nação sofreu outro forte abalo, o da ineficácia das forças que em tempos foram denominadas «reserva moral da Nação». Por incúria, parece que continuada, mostraram que não são capazes de defender a Nação, pois nem sequer conseguem impedir que lhes furtem o armamento guardado em paióis que era suposto serem guardados de forma a torná-los invioláveis.

Quais as causas deste furto, como de outros já ocorridos nos seus quartéis e também na Polícia. Parece haver um enfraquecimento da disciplina, da dedicação ao cumprimento do dever, do sentido de responsabilidade, incutido na mente dos recrutas do serviço militar obrigatório (SMO). Mas este foi extinto como o foi a Guarda Fiscal. Parece doença endémica generalizada!

Desapareceu o culto da excelência e poucos procuram evidenciar-se pelos resultados excelentes das suas acções. Noutros tempos, não havia horário para, à tarde se sair das unidades, pois isso não dependia de relógio mas sim do «toque de ordem», quando a ordem de serviço já estava afixada nas vitrinas das subunidades. Não era muito utilizada a dureza da instrução porque essa era doseada por forma a dar importância à acção cívica, à disciplina, à actividade em trabalho de equipa com vista a objectivos e tudo isso orientado para o respeito pela Pátria, para a defesa do País e dos interesses colectivos. Era a procura da eficiência com vista à segurança das pessoas e dos materiais.

Há quem diga que os militares que se encontram de guarda aos quartéis, por receio de acidentes com arma de fogo, não têm condições para responder com a necessária rapidez a agressores violentos. E é preciso adequar as condições de actuação de sentinelas ao momento actual de ameaças de terrorismo e outros actos violentos. Há casos em que a reacção dos responsáveis pela segurança tem que ser imediata e adequada às circunstâncias. Portanto a instrução deve preparar o pessoal para reagir prontamente a situações críticas, sem perder a sensatez e o auto-domínio.

Resumindo, estes dois acontecimentos indesejáveis exigem dois tipos de decisões imediatas uma com efeito relativamente rápido e outra de resultados mais demorados mas sustentáveis no futuro. A primeira consiste em remediar os danos causados, com medidas adequadas. A outra traduz-se em analisar cuidadosa e rigorosamente as causas do sucedido e preparar medidas muito correctas e ponderadas para o futuro, a partir de agora, para colmatar os erros, omissões, falhas de organização, desleixos, irresponsabilidades, etc. que ocasionaram os acidentes. Assim se definirão lições de organização e procedimentos que evitem repetições de situações críticas.

Será bom que o sucedido no mês dos Santos populares seja bem aproveitado como lição e incentivo para serem realizados melhoramentos nas instituições públicas por forma a terem mais eficiência nos resultados a obter, a bem dos interesses nacionais. Façamos tudo para bem da Pátria, que é de todos nós mas que muitos ignoram e desprezam. Defendamos todos e cada um dos seus sectores, desde a floresta até à força moral dos defensores de Portugal, que devemos defender em todos os aspectos, quer físicos e materiais, quer cívicos e morais. Façamos tudo quanto pudermos para tonificar a reserva moral da Nação, para darmos ao mundo novos exemplos de bem-fazer, como diria Luís de Camões se ainda fosse vivo.

António João Soares
4-07-2017

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EXEMPLO A SEGUIR POR GESTORES PÚBLICOS


Uma autarquia tomou uma decisão exemplar ao decidir criar um conselho de opinião, composto por especialistas e personalidades com ligação ao município, que terá natureza "consultiva" em relação a intervenções na área classificada como Património Mundial.

Tal procedimento deveria passar a ser praticado em todas a grandes decisões com incidência nos interesses nacionais, evitando-se medidas tomadas por «inspiração» de momento, por palpite ou por impressão com boa intenção, mas sem base numa análise correcta e rigorosa do problema e que, por isso, depois têm que ser anuladas, afectando a credibilidade da instituição em causa.

As decisões sobre assuntos importantes para o país ou autarquias devem ser tomadas de forma a que os interesses de Portugal, dos portugueses em geral, sejam colocados sempre acima de tudo. Para isso, elas devem se precedidas de análise cuidadosa, após ser colhida a opinião de pessoas bem conhecedoras do problema e que sejam independentes de partidos e de outros interesses de forma a não serem tentadas a pressionar a favor de empresas de construção civil, empresas locais com interesse dependente do espaço público ou da obra a realizar, de políticos partidários que pretendam defender interesses próprios ou de amigos, etc.

Ao alinhar estas palavras recordo o espírito que me levou a elaborar os textos «preparar a decisão», e «amar Portugal sem se submeter a um partido». Cada gestor de um qualquer sector público (incluindo autarquias e instituições nacionais) deve colocar em primeira prioridade os interesses nacionais e dedicar a cada assunto o máximo das suas capacidades de forma a merecer a frase do velho poeta «bendita a Pátria que tais filhos tem».

Uma semana depois de esboçar este texto, surgiu uma notícia que realça a necessidade de as pessoas serem seleccionadas para as funções, de acordo com competência e capacidade que dêem garantia de bom desempenho. O concurso público, bem efectuado, sem intenções reservadas, permite dar prioridade ao saber, à competência, à experiência, à dedicação ao interesse de Portugal e à capacidade e coragem para dizer não a interesses particulares nocivos ao interesse nacional.

Devem ser evitados casos como o que uma notícia referiu que «Diretor do SEF facilitou amigos do ministro para salvar cargo e Serviço», num negócio dos vistos gold, caso agora em julgamento. Isto vem provar que, em decisões de elevada importância nacional, há sempre inconvenientes em distribuir tachos aos «boys», aos amigos e aqueles a quem se devem favores, em vez de ocupar os lugares através do critério atrás defendido de forma a que as decisões dêem primeira prioridade aos interesses nacionais e não aos de partidos ou de pessoas. O «boy» que vai para o tacho, além de raramente possuir capacidade para ajudar a tomar decisões correctas, tem tendência para agir com gratidão e apoiar todos os caprichos do seu protector, tipo «yesman». É isso que chamam «politicamente correcto», salvando o seu cargo e o do protector. Mas, com tais compadrios, lançam o País no «lamaçal» em vez de o tornarem mais rico e dar melhor qualidade de vida às pessoas.

Em conclusão, os decisores devem ser apoiados por pessoas competentes e não por amigos cúmplices e coniventes.

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segunda-feira, 21 de março de 2016

PORTUGUÊS COM ÊXITO PUBLICAMENTE RECONHECIDO NO CANADÁ



Enquanto muita gente dá prioridade a insultos, calúnias e acusações ainda há quem RECONHEÇA O VALOR QUANDO EXISTE RIGOR INTELECTUAL, ESFORÇO PELA EXCELÊNCIA NA INVESTIGAÇÃO E PELO AVANÇO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
O professor português João Pedro Trovão, dedicando-se ao aperfeiçoamento da eficiência de novos veículos eléctricos, não obteve cá o necessário apoio financeiro e aproveitou uma oportunidade do Canadá, onde tem tido êxito nas investigações na Universidade de Sherbrooke, em que é professor, ao ponto de lhe ser concedido um financiamento do Governo Federal de 500 mil dólares (340 mil euros) para desenvolver os seus projectos.
E recebeu uma carta do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, em que reconhece o seu trabalho e a sua dedicação ao aumento do conhecimento científico.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

RESPONSABILIDADE DA MAIORIA GOVERNAMENTAL




Estas palavras, meditadas sem preconceitos de partidos, merecem atenção. Quem é sério não deve fugir às suas responsabilidades, não deve sacudir a água do capote, deve procurar soluções.E devia estudar os assuntos antes de decidir para não sacrificar os contribuintes.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DUVIDA SOBRE A CAPACIDADE DOS GOVERNANTES

O Reitor da Universidade de Lisboa mostra-se céptico em relação à nossa classe política, conforme artigo de «notícias ao minuto»

O Sr Reitor foi cuidadoso e correcto ao utilizar o verbo duvidar. Mas o facto da incapacidade não surpreende. Basta olharmos para o critério de admissão às Jotas (Ver aqui), em que impera a ambição e o oportunismo de pessoas falhadas na avaliação escolar que procuram maneira fácil e vistosa de buscar garantia de futuro.

Depois a mentalidade nos partidos de competição para os votos por qualquer forma, a especulação, a ganância e apresentação de listas eleitorais com nomes que não foram devidamente apresentados aos eleitores o que leva estes a terem de escolher não pelo valor ético, moral, cultural, académico ou de experiência profissional, mas a optar pela lista cuja propaganda ou interesse pessoal mais o motiva. Só muito depois das eleições e casualmente se vão conhecendo os eleitos, como os casos de Duarte Lima, Isaltino, Carlos Peixoto, Ricardo Rodrigues, Jorge Barreto Xavier entre muitos outros.

As eleições, embora sejam o acto mais significativo da democracia, constitui uma farsa em que os eleitores não têm condições para escolher os cidadãos mais válidos, mas apenas os mais ambiciosos unidos entre si por obscuros laços de empatia, de conivências, cumplicidades e trocas de favores.

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terça-feira, 30 de julho de 2013

DESLEIXO GENERALIZA-SE ???


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Conheça os últimos acidentes ferroviários na Europa
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 29 Jul 2013 - 21:5

A colisão de dois comboios esta segunda-feira (29 de Julho) na Suíça, que provocou 44 feridos, quatro deles graves, acontece cinco dias depois da tragédia ferroviária em Espanha que causou 79 mortos e mais de uma centena de feridos.

Lista dos acidentes de comboio mais recentes na Europa:

3 de março de 2012 – 16 pessoas perderam a vida e outras 58 ficaram feridas numa colisão frontal entre dois comboios numa das principais linhas da Polónia que une Varsóvia e Cracóvia. O acidente teve origem num erro humano.

13 de abril de 2012 – Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando um comboio regional que fazia a rota Frankfurt-Hanau chocou com um trator estacionado na estrada perto de Muhlheim, na Alemanha. 21 de abril de 2012 – Uma pessoa morreu e outras 124 ficaram feridas na colisão de dois comboios entre a estação central de Amesterdão e a de Sloterdijk, na Holanda.

4 de maio de 2013 – Uma pessoa morreu, 93 ficaram feridas e 300 foram evacuadas devido à explosão de vários vagões de um comboio de mercadorias que transportava substâncias químicas inflamáveis entre as localidades belgas de Schelle e Wetteren, perto de Gent, na Bélgica. No acidente, provocado por excesso de velocidade, descarrilaram oito vagões e três incendiaram-se.

12 de julho de 2013 – Pelo menos sete mortos e 30 pessoas ficaram feridas quando um comboio que saía de Paris em direção a Limoges descarrilou em Bretigny-sur-Orge, na região da capital francesa. O Governo francês descartou o erro humano.

24 de julho de 2013 – Setenta e nove pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, 3o em estado grave, no descarrilamento de um comboio que fazia a rota Madrid-Ferrol nas imediações de Santiago de Compostela, na Galiza, a maior tragédia ferroviária em Espanha nos últimos 70 anos.

NOTA. Houve 3 acidentes ferroviários em 1912 e, em pouco mais de meio ano, em 1923, já houve 4. É um sinal muitas vezes referido de crescente desmazelo das pessoas no desempenho das suas tarefas. A Humanidade terá perdido o culto da perfeição naquilo que faz? Nos acidentes ferroviários, o desleixo humano constitui um factor importantes quer na operação da máquina quer, antes da viagem, na sua manutenção. Um erro pode ter consequências dramáticas para muitas pessoas e famílias.

Impõe-se que no ensino se preparem as crianças para virem a ser adultos cuidadosos, eficientes e responsáveis. E, depois, a Justiça deve punir severamente os responsáveis pelos acidentes, ao mesmo tempo que as empresas devem sancionar qualquer pequena deficiência e premiar os trabalhadores impecáveis. A tão falada avaliação de desempenho deve ser uma realidade, mas é indispensável que seja efectuada com a finalidade de conseguir os melhores resultados do trabalho para bem dos utentes, da população em geral e da empresa.


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segunda-feira, 10 de junho de 2013

PR DISSE AOS MILITARES, EM 10 DE JUNHO, EM ELVAS


Transcrição integral do discurso do PR:

Discurso do Presidente da República nas Cerimónias Militares das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=74552
Elvas, 10 de junho de 2013

Comemoramos hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Comemorar é revisitar o passado, o legado da cultura e da história, de referências e de valores que moldaram a nossa identidade. Porque esta Pátria em que nos revemos foi e sempre será determinada pelo querer e pela vontade dos portugueses. É este o sentido que devemos dar a estas Comemorações.

Fazêmo-lo em Elvas, Cidade-Quartel, cidade de longa presença e tradições militares, palco de batalhas, e onde se escreveram das mais belas páginas da nossa história. Aqui se travou uma das decisivas Batalhas da Restauração, nas Linhas de Elvas, onde, movidas pelo querer e coragem, as tropas portuguesas e a população obtiveram uma vitória de enorme importância política, militar e simbólica.

Envolvida pelo imponente Aqueduto da Amoreira, sob o testemunho das suas muralhas intemporais e o olhar distante do Forte da Graça, uma das jóias da arquitectura militar, a grandiosidade de Elvas materializa-se no seu vasto património de fortificações, simbiose perfeita entre o saber e o querer, o conhecimento da arte da guerra, a que se juntou a determinação e a ambição de um Povo.

É este o legado que deve ser exaltado, competindo a todos nós estar à altura desta herança, confiantes e seguros de que a alma e o sentir português se mantêm vivos e merecedores do seu passado.

Portugueses,

Uma vez mais contamos com a presença, nesta Cerimónia, dos Antigos Combatentes que, como tem acontecido nos últimos anos, ocuparão lugar de relevo no Desfile Militar. Destaco o extraordinário espírito de solidariedade que os Combatentes tão bem conhecem e que hoje, em Portugal, como tantos exemplos ilustram, se estende por toda a sociedade civil, no seio das famílias, nas instituições de apoio social e nas iniciativas que surgem a nível local para minorar as dificuldades dos que são mais atingidos pela crise que o País atravessa.

A Nação deve saber honrar aqueles que tudo deram por ela, prestando-lhes a devida homenagem e não esquecendo o apoio que lhes é devido..

Militares,

A situação de crise e de exiguidade de recursos que vivemos exige reformas, exige sacrifícios, exige a compreensão do que está em jogo, exige um arreigado patriotismo e um notável espírito de missão. Nenhuma instituição deve permanecer intocada. Mas nenhuma instituição deve ser descaracterizada na sua essência. Mais, ainda, quando se trata de pilares fundamentais do Estado, expressão de valores e de princípios que não se alienam.

Quero realçar, desde já, o comportamento exemplar das Forças Armadas.

As Forças Armadas compreendem e participam no esforço que a todos é pedido. Colaborando e procedendo a estudos no sentido de se encontrarem as soluções que melhor se harmonizem com os objectivos propostos. Prosseguindo uma reestruturação que prevê acomodar uma redução significativa de efectivos e que é bem reveladora do espírito e da atitude de cooperação demonstrados neste processo.

As Forças Armadas têm sido um referencial de estabilidade, coesão e disciplina, cumprindo as suas tarefas com grande competência, dedicação e profissionalismo.

As reformas devem ser cuidadosamente preparadas e calendarizadas, ser objecto de um consenso alargado entre os órgãos de soberania e envolver um diálogo aprofundado com os Chefes Militares, salvaguardando a razão de ser das Forças Armadas, a sua capacidade de combate, a sua motivação e a sua condição militar.

Aos órgãos de soberania compete definir o enquadramento político e jurídico da Defesa Nacional e das Forças Armadas. Compete-lhes a orientação política, a afetação de recursos, o acompanhamento e a supervisão da respetiva ação. É sua a responsabilidade primeira pelo bom funcionamento da Instituição Militar em face dos objetivos definidos e dos superiores interesses da Nação.

Aos militares compete cumprir as determinações e orientações dos agentes políticos. Mas têm também o direito e, diria até, o dever de contribuir, com lealdade e sentido de ajuda, para a formulação das melhores soluções em relação às Forças Armadas.

Os decisores políticos têm, por sua vez, a obrigação de com eles trabalharem para essa finalidade.

Estarão assim criadas as condições para que as reformas não se limitem a um mero exercício de rigor orçamental, antes incorporando um conjunto de princípios funcionais e de valores patrióticos, éticos e institucionais que caracterizam as Forças Armadas e que lhes são próprios.

Haverá, sem dúvida, margem para racionalizar na estrutura superior, nas áreas de comando, na logística e no ensino e no dispositivo territorial, mas sempre salvaguardando a componente operacional e não descaracterizando a Instituição Militar.

Militares,

O processo de reformas em curso nas Forças Armadas vai ainda requerer muito trabalho e especial cuidado, nomeadamente no tratamento das questões do âmbito do pessoal, reconhecidamente o seu principal ativo.

A área da Saúde reveste-se de vincada importância operacional e de especial sensibilidade para a Família Militar, possuindo uma natureza específica que importa contemplar na definição da sua estrutura e organização.

Ainda na área do pessoal, decorre a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, que, sendo um documento definidor das carreiras, da formação, das funções, das relações hierárquicas e disciplinares, dos direitos e deveres e, no fundo, moldando o futuro da Instituição Militar e dos elementos que a servem, assume importância capital.

O processo de revisão deve ser conduzido com ponderação, sensatez e respeito pelos princípios, regras e valores da Instituição.

Por último, o Ensino é um verdadeiro esteio da estrutura e do funcionamento das Forças Armadas. Vocacionada para o desempenho técnico-profissional e para o Comando de pessoas, muitas vezes em situações de grande exigência e complexidade, a Formação Militar não se limita à componente académica.

Estando inserida de forma plena no sistema universitário nacional, a Formação Militar, é, antes de tudo, uma Escola de Chefes e uma escola de valores castrenses e de cidadania, o que lhe confere um caráter distintivo. Não é por acaso que as Escolas Militares têm Comandantes e não Reitores.

Portugueses,

As Forças Armadas têm cumprido as suas missões dentro e fora do território nacional, sendo de saudar a sua elevada operacionalidade. Para que esta se mantenha em elevados padrões, é importante garantir as condições para o treino e operação das forças.

No plano interno, para além das missões estritamente militares, as Forças Armadas atuam em apoio às populações e ao desenvolvimento nacional.

Na última década, foram empregues mais de 36 mil militares e percorridos mais de 3 milhões de quilómetros em defesa da floresta e na abertura de estradas, voaram-se mais de 28 mil horas e efetuaram-se 230 mil horas de navegação, envolvendo mais de 70 mil militares, em missões como a busca e salvamento no mar, a vigilância dos espaços marítimos sob jurisdição nacional, as operações de emergência na área da saúde. As capacidades e os recursos das Forças Armadas são postos, no dia-a-dia, ao serviço de Portugal e dos portugueses.

No plano externo, Portugal tem cerca de 700 militares destacados em cinco Teatros de Operações - Afeganistão, Kosovo, Mediterrâneo, Somália e Mali -, continuando também a assumir importantes compromissos, no âmbito da Cooperação Técnico-Militar, com os Países de Língua Oficial Portuguesa.

Destaco o sucesso no combate à pirataria marítima, onde Portugal comanda presentemente a Operação Atalanta no âmbito da União Europeia.

Também no Afeganistão, como parte da “estratégia de saída” da coligação internacional, as Forças Armadas Portuguesas estão a implementar uma nova configuração do dispositivo, com ênfase na formação dos militares locais, de modo a assegurar uma transferência progressiva das responsabilidades de segurança para os próprios afegãos.

Militares,.

A vossa determinação e disponibilidade, o vosso espírito de missão, constituem inquestionável exemplo de cidadania, de profissionalismo e dedicação à Pátria..

Os tempos que vivemos são tempos de riscos, incertezas e desafios. Mas, perante as dificuldades, não podemos perder a coesão e o sentido de comunidade e solidariedade. Não se pode esquecer quem mais precisa, tal como não podemos enveredar por um caminho de negativismo, resignação ou indiferença..

Perante vós, como Comandante Supremo, quero expressar a todos os militares o meu apreço e a minha confiança pela forma responsável como têm interpretado a dimensão e o sentir de ser Soldado de Portugal, manifestando um comportamento e um sentido de dever exemplares. Lembrando a coragem dos que nos antecederam, vamos transformar um tempo de incerteza em tempo de esperança e de mudança, de vontade autêntica em construir um destino comum que, juntos, conseguiremos alcançar: o destino de sermos Portugal.

Obrigado..

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Passos Coelho aconselhado a sair por amigos e camaradas de partido


Transcreve-se artigo: António Capucho não descarta saída de Passos Coelho do Governo

Vítor Gaspar e Miguel Relvas são outros ministros que devem ser substituídos, diz o social-democrata. Também Ângelo Correia considera que chegou a altura de remodelar o executivo.

António Capucho defendeu esta terça-feira, citado pela Rádio Renascença, que o Governo precisa de profundas alterações na sua composição e que uma eventual remodelação do executivo não pode deixar de apontar para a substituição dos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares.

“No mínimo, é indispensável que altere a sua composição, que afaste os ministros que manifestamente têm conduzido a política macroeconómica – estou a falar do ministro das Finanças, para ser directo –, quem tem proporcionado uma falta de credibilidade total a este Governo, por outras razões, como o ministro Miguel Relvas, mas que, de facto, se veja se é possível, com a liderança do doutor Pedro Passos Coelho, proporcionar uma nova estratégia política que não conduza a este desastre”, afirma Capucho.

Mas até a saída do primeiro-ministro não é descartada pelo histórico do PSD: “Se necessário, se se verificar que este não é capaz, por exemplo, de proporcionar um debate nacional sério sobre a reforma do Estado, se não é capaz de trazer à discussão o próprio Partido Socialista, há que mudar de primeiro-ministro. É uma solução que não deve estar afastada das hipóteses de decisão do Presidente da República”.

Já em declarações hoje à TSF, o social-democrata Ângelo Correia, considerado próximo do primeiro-ministro, aconselha Passos a antecipar-se politicamente, o que significa remodelar: “O primeiro-ministro faria bem, nesta altura, livre de pressões, apenas olhando para o seu próprio interior e partido, para a opinião do partido que está coligado com ele e para o sentimento da opinião pública. Ele deve pensar bastante e antecipar-se a outras questões, órgãos e outras solicitações, outras requisições que lhe possam ser feitas”.

Considerando que o executivo está perante “um dilema”, o histórico do CDS Freitas do Amaral defendeu esta segunda-feira que ou o Governo muda de política ou “o país muda de Governo”, alinhando-se com as declarações já proferidas pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. Freitas afirmou ainda estar convicto de que a melhor solução para Portugal, neste momento, seria um outro Governo “da actual maioria”, que dispensasse a realização de eleições.

Mas o fundador do CDS deixou também duras críticas ao desempenho de Vítor Gaspar: “O ministro das Finanças, se não sair ao mesmo tempo que o primeiro-ministro, vai sair antes dele. Falhou tudo, falhou tudo. Foi apresentado como o tecnocrata que não falhava as suas previsões, com grande competência técnica. Falhou a sua missão.”

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terça-feira, 19 de março de 2013

Salvemos Portugal !!!


Transcrição da notícia que merece a maior atenção por parte dos portugueses, principalmente do Senhor Presidente da República:

Freitas apela a um "grande consenso nacional"
 Expresso. 22:31 Segunda feira, 18 de março de 2013 José Pedro Castanheira

Ao apresentar a biografia de Mário Soares, de Joaquim Vieira, o fundador do CDS exortou à união "de todos os democratas com preocupações sociais".

"A crise de Chipre pode deitar tudo a perder" na União Europeia, afirmou Freitas do Amaral durante a apresentação da biografia de Mário Soares, da autoria do jornalista Joaquim Vieira.

Extremamente crítico relativamente à actual governação portuguesa, o fundador do CDS apelou a um "grande consenso nacional" entre os dirigentes políticos. "Saibam colaborar de perto quando a Pátria assim o exigir" foi o apelo que deixou. E que concretizou: "Chegou o momento de todos os democratas com preocupações sociais se unirem".

As críticas do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros estenderam-se à União Europeia. Referiu-se aos "dirigentes incapazes", verberou as "políticas erradas" e denunciou os "novos nacionalismos". Criticou em particular os governos europeus que "querem impor a austeridade como única receita". A este propósito, citou o presidente norte-americano John Kennedy: "Se não formos capazes de apoiar os muitos que são pobres, não saberemos salvar os poucos que são ricos".

"Não tenhamos medo de agir enquanto é tempo"

O ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas não teve dúvidas em afirmar que "não foi esta a Europa e idealizada por Jean Monnet". Recordou, a propósito, que o processo de construção europeia foi obra da conjugação dos partidos e governos democratas-cristãos e sociais-democratas, que se defrontaram com os votos contrários "dos conservadores, dos nacionalistas e de alguns liberais, a par dos comunistas e da extrema-esquerda". Por ironia do destino, quem está actualmente à frente da Europa "são os neo-conservadores, os novos nacionalistas e os neo-liberais.". Manifestando-se muito preocupado com as consequências das últimas medidas aplicadas em Chipre, Freitas do Amaral exortou: "Não tenhamos medo de agir enquanto é tempo".

As afirmações de Diogo Freitas do Amaral foram produzidas ao fim da tarde numa livraria da baixa de Lisboa, onde apresentou o livro "Mário Soares. Uma vida". Da autoria de Joaquim Vieira, é uma biografia com a chancela da editora "A Esfera dos Livros". Freitas do Amaral protagonizou a mais renhida das eleições presidenciais de que há memória em Portugal, tendo sido derrotado à segunda volta em 1986. O vencedor foi, precisamente, Mário Soares, a quem Freitas desejou um rápido restabelecimento. "Homens como ele fazem muita falta a Portugal", concluiu Freitas do Amaral.

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domingo, 17 de março de 2013

PM é prometedor compulsivo


Perante a sucessão de desaires governativos progressivamente agravados e umas previsões para os próximos anos na sequência da espiral recessiva, Passos Coelho, com a sua habitual intenção de criar optimismo e esperança nos portugueses disse que «devemos procurar desmentir as previsões» do Governo, a que preside. Não disse quem é o sujeito de «devemos», mas supõe-se que sejam os governantes, os mesmos autores das previsões. Ele próprio disse que vai trabalhar para evitar que as previsões económicas se concretizem, as tais do seu Governo (mas ele não se passou para a oposição!!!).

Essa sua intenção começou por gerar em mim um efeito afrodisíaco, de estupefaciente, de incentivo à confiança no homem do leme.

Mas depressa, acordei dessa queda na letargia e me recordei que em 14 de Agosto (aniversário da batalha de Aljubarrota) último, Passos anuncia o fim da recessão em 2013, ideia de falsa propaganda que, poucos dias depois, foi evidenciada como absolutamente lunática ou utópica e hoje, passado pouco mais de meio ano, com sucessivas previsões falhadas e substituídas por outras mais pessimistas ou realistas, já não se repudia o conceito de «espiral recessiva» e de esperar que a recessão termine só para o próximo Governo. E, apesar de o seu Governo ser o autor das previsões, ele desdramatiza de forma incompreensível que “Previsões são apenas previsões”, o que significa que o médico deste doente, depois de receitar o mesmo remédio que agravou a doença e que, por isso, não a pode curar, não consegue optar por outra terapia menos danosa, mas reconhece que nem imagina sequer quando o doente recuperará, se é que algum dia conseguirá melhorar.

Entretanto, pessoas observadoras atentas dizem que as "coisas vão de mal a pior" e outras admitem que primavera é tempo de ruturas e outras fazem prognósticos menos optimistas. Do seu próprio partido sai a notícia de quem defende demissão do Governo.

Senhor primeiro-ministro, os portugueses não precisam da continuação dos seus anúncios de boas intenções, ideias, promessas e «planos» que conhecem há quase dois anos sem a mínima repercussão na melhoria das suas vidas (fome, desemprego, saúde, escolas, segurança, etc); eles ficariam mais motivados para aguentar se vissem efeitos positivos dos sacrifícios já sofridos, se vissem que valeu a pena, mas os números conhecidos produzem um efeito contrário, demasiado depressivo. Como não lhes pode mostrar os resultados positivos que desejam, não tente embriagá-los mais, com fantasias que não consegue concretizar. Procure colocar no terreno as promessas que faz desde há mais de dois anos, quando ainda andava à caça dos nossos votos.

E quando decidir falar em público, procure explicar claramente, para ser compreendido pelos mais sacrificados, como podemos ter esperança em tempos melhores, como podemos acreditar que os governantes que têm apertado os nossos cinto,s dia após dia, sejam agora capazes de agir com mais realismo e eficácia, para melhorar as vidas das pessoas mais carentes de meios de subsistência.

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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Espiral recessiva impossível de afastar ???


Segundo notícia, Passos admite que não é possível afastar uma espiral recessiva, o que me parece pouco claro, pois tal falta de auto-confiança implicaria uma renúncia do género da de Bento XVI.

Se os portugueses ficam indiferentes a tais palavras, à semelhança do que acontece com o habitual pouco crédito dado às vozes de políticos, trata-se da aceitação de um suicídio colectivo, pois tal impossibilidade de afastar a espiral recessiva significa que estamos a cair inelutavelmente num precipício sem fundo de onde é impossível regressar.

Se o PM confessa não ter solução, qual é então o papel do Governo? O que está a fazer aí?

Que esperança, que confiança podem ter os portugueses no seu futuro e no dos seus descendentes?

Quais as motivações dos actuais governantes para entrarem na política? Quais as razões que os levaram a aceitar ser governantes?

O PM não pode cruzar os braços e fazer tal afirmação, mas devce pôr a sua equipa de Governo a estudar o problema e procurar as melhores soluções.



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sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 será mais do mesmo? Ou pior?


Em diálogo com comentador de blogue surgiu a ideia de 2013 poder trazer violência (caçador) para resolver a crise ou suicídio colectivo por incapacidade de resistir.

Das alternativas indicadas, é realmente mais positivo ser caçador do que recorrer ao suicídio, embora haja muitos que depois de grandes caçadas se suicidam… Mas nunca fui apologista do uso das armas para resolver litígios que podem e devem ser resolvidos por forma menos primitiva, mais civilizada, pelo diálogo e pela negociação, em vez de violência que atinge inocentes e destrói património e recursos que depois fazem falta.

As palavras com que nos embriagam e obscurecem o espírito crítico são uma arma poderosa e tudo devemos fazer para incitar as pessoas a usar o seu próprio raciocínio, o seu espírito crítico, para não se deixarem arrastar por palavras patéticas, por promessas de falso optimismo. Muitas vezes, é preferível errar pela sua própria opinião do que o fazer pela opinião dos outros. Se tem receio de a sua opinião estar errada, a dos outros também pode não estar certa e eles podem estar a defender interesses ocultos. A simpatia e as palavras promissoras são arma dos vigaristas, o que não significa que não possam ser utilizadas também por pessoas bem intencionadas e nossas amigas, mas devemos estar preparados para discernir e escolher. Por isso tem sido aqui referido que é necessário pensar antes de decidir.

Quando os cidadãos se habituarem a olhar esclarecidamente para os seus deveres e direitos de cidadania, compreenderão que devem agir responsavelmente guiados pelo seu raciocínio e não por propagandas e por promessas falaciosas, veiculadas por discursos de água destilada, sem conteúdo credível. Como podemos acreditar em promessas de indivíduos que já muito prometeram e, depois, nada alteraram ou até agiram em sentido oposto ao prometido. Muitas vezes, tais indivíduos comportam-se como aquilo que José Gil, já aqui citado, denominou de «neuróticos obsessivos» que se convencem que as suas ideias são acções. Porém, na realidade, o facto de muito teimarem numa ideia do «custe o que custar», não significa que ela seja posta em prática e, se for decidida, pode ter de vir a recuar, como tantas vezes tem acontecido, porque estava distante da realidade, porque não foi racionalmente preparada, porque não foi precedida pela metodologia «pensar antes de decidir» ou por outra semelhante.

O povo está a ficar mais esclarecido e os próximos dois meses obrigá-lo-ão a ver claramente o buraco em que as más políticas dos últimos tempos o lançaram. E, depois, talvez comece a funcionar a democracia, no seu significado etimológico.

Foram desrespeitados «direitos adquiridos» dos cidadãos da classe média, mas quando se fala dos abusos do poder em benefício das hidras que sugam o país, é argumentado que se trata de direitos adquiridos e não se lhes pode tocar. Estão neste caso as reformas milionárias e acumuladas (ainda não foi decretado limite máximo para tais despesas do Estado), a tolerância para o enriquecimento ilícito (não querem mexer no «ónus da prova»), as muitas dezenas de «observatórios» de utilidade duvidosa ou inúteis, os apoios a fundações que servem para enriquecimento de «tentáculos do polvo», o critério das nomeações dos «administradores» de empresa e de instituições públicas dependentes do Governo ou das autarquias, etc, etc.

Enfim, cada um usará a ferramenta que achar melhor para acabar com as fugas abusivas do dinheiro que nos é sacado. Uma ferramenta pode ser a escrita que deve ser usada com finalidade didáctica, generosa, altruista, construtiva, esclarecedora, incitando ao raciocínio para a livre formação de opinião pessoal.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Desorientados sem GPS

Verifica-se uma desorientação por parte dos decisores políticos, que faz lembrar os cataventos ou um viajante que, em dia de céu encoberto, se mete por picada através de floresta densa, que não conhece, sem ter o apoio de um GPS nem a luz solar para se orientar.

Agora Catarina Martins refere que foram criados 37 novos cargos remunerados de executivos intermunicipais para os “dinossauros autárquicos”, que já não podem candidatar-se nas próximas eleições, mas em quem o Poder tem interesse em manter «activos» dentro do polvo, situação esta que Catarina classifica como “um escândalo”. As competências dos cargos são vagas, eles não foram eleitos directamente pelos cidadãos nem submetidos a concurso público, apenas nomeados por compadrio político.

A confirmar-se esta notícia, a nomeação representa troca de favores, clientelismo político, «jobs for the boys», à custa da austeridade que é imposta ao pobre povo, numa altura em que, os governantes falam de redução das despesas mas que a levam a cabo apenas nos serviços essenciais aos cidadãos, como a educação, a saúde, a segurança social, etc. E, com os 37 novos cargos, vai aumentar-se a burocracia já excessivacujos efeitos são bem explicados no texto aqui transcrito do livro de José Gil.

Por outro lado, a desorientação é manifesta por isto representar um aumento da complexidade da estrutura do Estado quando se esperava o contrário com a promessa de refundação proposta por Passos e também a prometida reforma do Estado.

Se não há GPS aplicável, não têm faltado conselhos de notáveis pensadores nacionais e estrangeiros, acerca do caminho a seguir para a solução da crise, que deve ser diferente da austeridade excessiva do «custe o que custar». Só para indicar uns nomes da área dos partidos do Governo, ficando-me por Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Marques Mendes, Vítor Bento, João Salgueiro e Santana Lopes de quem transcrevo frases recentes: “Há uma coisa de que eu não tenho dúvida nenhuma, não se governa um povo deprimindo esse povo, não pode ser. Quem governa uma cidade, uma freguesia, um país, tem que dar ânimo a esse povo”. “É contranatura deprimir um povo quando se governa esse povo. Tem de se dizer qual é o futuro, mesmo que seja difícil. Mas as pessoas têm de acreditar que há um dia seguinte”. «não se governa nenhuma comunidade deprimindo essa comunidade».

Jaime Nogueira Pinto diz que “Salazar em ditadura explicava tudo o que estava a fazer"

Na ideia de contribuir para dar ânimo e esperança ao povo e de explicar o que está a passar-se, em ambiente de respeito pelos cidadãos, a CGTP pede a Cavaco Silva que “ouça o povo” ao que o ministro Aguiar-Branco, talvez, com uma ponta de ironia, mas com a preocupação de dizer o «politicamente correcto» afirma que o Governo está atento aos sinais da sociedade. Se isto é verdade, então podemos apelidar os governantes de sádicos, malvados e insensíveis, por aumentarem o sofrimento e a angústia de quem já sobrevive deprimido, como mostram os números do desemprego que não param de subir, e as pessoas deixam de cuidar da saúde por as taxas moderadoras terem sido aumentadas escandalosamente.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Raramente acertam à primeira

Transcrição de notícia do Correio da Manhã, seguida de NOTA:

Corte na Educação será de 5%. Garantia de ministro Nuno Crato

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, garantiu ontem ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) que o corte no orçamento de 2013 será de cerca de 5% e não de 9,4%. Cruz Serra, presidente do CRUP, disse que as dificuldades se mantêm mas “a situação já não será ingerível”.

NOTA: Esta é mais uma prova de que os governantes, salvo eventuais excepções, só pensam depois de errar. Este acaba por fazer um recuo de 46,8% passando de 9,4% para 5% o corte que queria fazer sem, pelos vistos, ser necessário. É pena não aprenderem a pensar antes de decidir e, agindo desta forma, mostram a utilidade e necessidade de manifestações e greves para exigir a correcção de medidas tomadas levianamente sem o sentido de responsabilidade de quem tem nas mãos o destino de um país e seus habitantes actuais e futuros.

Para que servem tantos assessores, especialistas, consultores, etc., se as decisões são tomadas por palpite, como se fosse um jogo de lotaria? Se agissem com democracia e transparência a preparação do corte teria sido feita em estudo concorrente em que seriam inseridos os diversos escalões da hierarquia administrativa, o que não impediria o ministro decidir atendendo também a factores políticos que explicasse para que os tutelados compreendessem e aderissem às medidas finais. Assim, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) teria sido ouvido antes e não depois do erro cometido e evitava o recuo e o corte do corte, nada prestigiante. Mas, infelizmente, raramente acertam à primeira.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Improviso Imperfeito

Governo corrige e completa simulações de IRS entregues aos deputados da coligação, numa reunião á porta fechada. Tratava-se de «simulações da autoria do Governo - também distribuídas aos jornalistas que esperavam pelo fim da reunião - onde mediam os impactos das alterações introduzidas na proposta de orçamento em matéria fiscal.»

«As simulações contêm algumas incorrecções e estão agora a ser alteradas para os corrigir, assim como para completar o documento. Em causa está a introdução de mais um quadro de simulações onde é incluído o exemplo de um casado com um filho, explicou a mesma fonte.»

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Assessores incompetentes ???

Segundo notícia do Jornal de Notícias, um movimento de patriotas observadores atentos apresenta queixa contra Cavaco e António Costa pelo episódio da bandeira nacional, «tendo em conta uma base legal, que existe no código penal. Trata-se do ultraje de símbolos nacionais, e a bandeira é um símbolo nacional». Sublinha que há "responsabilidades que tem que se apurar e o povo merece uma explicação»

Com a queixa, aquele movimento cívico pretende "saber o que é que aconteceu". "Porque existem equipas, não só da Câmara, como também do dispositivo do Presidente da República, que tentam garantir a segurança e a legalidade de todos os actos que ele faz - são equipas pagas por dinheiro dos contribuintes - e houve esta falta de respeito para com todos os portugueses, ao hastear uma bandeira ao contrário".

Realmente, isto levanta a dúvida sobre se existe racionalidade na existência de tantos e tão exageradamente pagos assessores, especialistas e consultores, cuja eficácia não é visível nos resultados das acções das entidades que é suposto deverem apoiar.

Imagem do Jornal de Notícias

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sábado, 6 de outubro de 2012

O êxito resulta de ética, esforço e luta

O tenor José Carreras, em entrevista, disse:

A situação social modificou-se, embora pareça que, nos últimos anos, estamos a regredir. Na minha geração, tínhamos de ser determinados e lutar pelo que queríamos. A geração seguinte viu tudo ser-lhe dado de um modo mais fácil. É uma geração de superprotegidos. (…)
Tive a sorte de ter estado no momento certo quando escolhi esta profissão, mas acredito que o reconhecimento que tenho resulta do esforço. Infelizmente, nem sempre é assim com as novas gerações. As novas gerações têm uma noção errada de que tudo se consegue de uma formal fácil: dinheiro, fama, estatuto. Às vezes, nem sequer há rigor moral. Claro que, entre os jovens, também há gente maravilhosa que segue a ética moral.

Cavaco Silva, no discurso de 5 de Outubro, disse:

O nosso sacrifício tem de ter um propósito, um sentido, uma razão de ser. Não atravessamos dificuldades unicamente para corrigir os erros do passado recente, mas também para encontrar um rumo de futuro. (…)
Muitos dos nossos jovens destacam-se a nível internacional, competem com os melhores do mundo (…) nos orgulham pelo seu dinamismo e pelas suas capacidades, pela sua ambição e vontade de vencer. (…) cada qual escolhe o seu caminho, movido pela ambição de revelar o seu talento e dar largas ao seu dinamismo.
Durante tempo demais, Portugal foi um país iludido pelo curto prazo, que de algum modo se deixou envolver pela espuma dos dias, vivendo o presente sem cuidar do futuro. Os tempos de crise constituem, em todo o caso, uma ocasião privilegiada para nos repensarmos como colectivo, para que encontremos caminhos de futuro que suscitem o consenso dos agentes políticos e sociais e que mobilizem a sociedade civil.
A Educação continua a ser o melhor investimento que cada um pode fazer no seu futuro.(…) As famílias, as crianças e os jovens têm de perceber que vale sempre a pena estudar, trabalhar com esforço e dedicação, buscar a excelência. Não podemos permitir que se instale a ideia de que o sucesso se alcança por outros meios. (…) Os alunos devem ser preparados ao longo do seu percurso escolar para um ambiente de maior exigência.
Se ambicionamos um futuro melhor, temos de ambicionar ser melhores no futuro. (…) um apelo aos jovens. Apesar das dificuldades, nunca deixem de apostar na vossa educação. Ninguém se arrepende por ser mais qualificado, mais culto, mais informado.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bandeira hasteada ao contrário

Na cerimónia do aniversário da criação da República, viu-se o PR a puxar a adriça da bandeira nacional, subindo esta ao longo mastro «de pernas para o ar», perante a indiferença de muitas entidades presentes, certamente algumas das quais desconhecendo que a bandeira tem uma única postura.

Terá sido mero acidente do contínuo que prendeu a bandeira à adriça? Ou terá sido uma partida de um monárquico a lamentar este dia de aniversário do derrube da monarquia? Inclino-me mais para a hipótese de acidente, erro por desconhecimento, desleixo, desatenção, o que vem sendo muito frequente em todas as profissões por todo o mundo. A perda do culto pela perfeição no desempenho das tarefas vem sendo notada na frequência de acidentes ferroviários, aeronáuticos, rodoviários, no desporto, no trabalho e em casa. Nota-se o desaparecimento da dedicação ao trabalho, do prazer por produzir obra perfeita, do gosto pelos bons resultados, interessando apenas o salário e o «prémio de presença».

É urgente a formação para a vida prática em geral e em cada profissão em particular, a avaliação correcta do desempenho e a penalização por faltas evitáveis. No caso da bandeira, deve ser feito sentir ao autor do erro que devia ter mais cuidado e, ao seu chefe imediato, que devia ter controlado a acção a fim de a cerimónia decorrer sem tal incidente.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Estado em Emergência

Transcrição de artigo:

E agora?
Correio da Manhã. 17-09-2012. 1h00. Por: Luís Pires da Silva, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE

Ao fim de pouco mais de um ano de governo, assistiu-se à maior manifestação que há na memória recente. Depois de se ter recusado um governo PS, escolheu-se o alternativo PSD/CDS. E agora?

O histerismo na classe política é patente. Há os que tudo fazem para se manterem no poder e os que tudo fazem para irem para o poder. E aqui não se fala dos líderes mas de todos aqueles que gravitam à sua volta. E com isto chegamos a um Estado em Emergência.

Sem a regeneração da classe política, que se subjuga ao poder económico e financeiro, que tem um discurso oco que já ninguém ouve, que age confirmando o que todos pensam deles, não é possível restabelecer a confiança dos cidadãos. E isto é um facto.

Esta manifestação foi mais uma forma de mostrar indignação contra a classe política. Alguma elite política sussurra que isto passa, que é um escape para as pessoas e que depois estas voltam para "as suas vidinhas".

Desenganem-se os que assim pensam. Não existe neste momento nenhuma classe profissional, incluindo aqueles que teoricamente os protegem, que não diga que está farta. Se nada for feito, a escalada de protesto aumentará certamente.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Filhos da Pátria

Transcrição seguida de NOTA:

Filharada portuguesa
Por Fernando Dacosta, publicado no Ionline em 16 Ago 2012 - 03:00

Há dias, um banqueiro tornou pública a soberba do ministro das Finanças ao adoptar o inglês como “língua de trabalho” no seu reino de secos e molhados. Esse banqueiro, Fernando Ulrich, abespinhou-se por Vítor Gaspar impor tal idioma aos que conferenciem com ele – isto é, portugueses a tratar, em território nacional (o Terreiro do Paço ainda o é), de assuntos portugueses.

Houve já, e por atitudes assim, quem entrasse de chamar “Nuno Álvares Pereira da Contabilidade” àquele (por iluminado) dirigente. Inapropriadamente, porém: a igreja do Condestável era a do catolicismo, a do ministro é a do cifrão; a bíblia de D. Nuno era a do Vaticano, a do dr. Gaspar é a de Bruxelas; a trindade venerada pelo santo era a celestial, a do contabilista é a troika.

Na sanha de aspergir a Pátria, o titular da sua pasta (pasta, massa, dinheiro) tomou como hissope uma calculadora que não regista valores de cultura, de história, de civilização de que a língua portuguesa é símbolo vivo. O menosprezo por ela fez-se-nos, aliás, uma constante: cantores cantam em inglês, romancistas romanceiam em francês, universidades cursam em americano, etc., num inqualificável atentado à nossa identidade.

A propósito de identidade, recordo amiúde o presidente Giscard da França que, ao visitar Portugal, nos deu uma bela bofetada de luva branca: quando, na conferência de imprensa de despedida, patuscos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da imprensa lhe falaram em inglês, ele interrompeu, sarcástico, pedindo aos intérpretes o favor de traduzirem o que se dizia para português e francês, as línguas dos países ali afirmados – não a Grã-Bretanha.

Gaspar e afins jamais perceberão ninharias destas. Que bela filharada tens, Portugal!

NOTA: Abençoada Pátria que tem sobrevivido com tais Filhos De Portugal!!!

Ele parece agir em função das ordens de Bruxelas que interpreta conforme os manuais por que estudou em inglês, ficando à margem de Portugal que, para ele, não passa de uma virtualidade de frios números que não lhe conseguem dar ideia das realidades que afligem a maior parte dos portugueses, com o desemprego a crescer, a economia a estiolar, como se vê pelo número de empresas encerradas e pela redução do consumo de gasóleo, entre outros sinais.

Tem sido um esforço hercúleo e inútil procurar-se compreender qual o benefício que resultou para Portugal dos sacrifícios, sofrimentos e dores que têm sido infligidos à maior parte dos portugueses (exceptuam-se os que vivem à volta do Poder eleito e do Poder real (bancos, grandes empresários e grandes especuladores).

Quanto às dúvidas acerca do seu desempenho, não deve ter sido por acaso a notícia de 29-01-2012 Cavaquistas defendem saída de Vítor Gaspar do Governo.

Em 22-06-2012 outra notícia Vítor Gaspar admite que défice orçamental está em risco de derrapar demonstra que o sacrifício da maioria dos portugueses (os do costume), ao fim de um ano não tinha mostrado sinais de ter sido útil e eficaz. O agravamento de uma doença não é animador para quem deseja a sua cura.

O seu distanciamento em relação às realidades da vida dos portugueses ficou explícito na notícia de 22-04-2012 Vítor Gaspar preocupado com desemprego em que se mostrou surpreendido por o desemprego ter sido muito superior aquele que tinha previsto. E em 09-05-2012, sentiu necessidade de afirmar Vítor Gaspar: “Eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio”, talvez por sentir que os cidadãos tinham dúvidas sobre as suas verdades.

Entretanto notícia de 14-08-2012 diz Taxa de desemprego com novo máximo de 15 no segundo trimestre e, a reforçar as provas da quebra da economia, a notícia Venda de gasóleo cai quase 10% no primeiro semestre de 2012,e a notícia de 08-04-2012, 17 falências por dia em Portugal.

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