Operação Memória faz sete detidos e 22 mil euros em multas
Ana Mafalda Inácio, DN
Sete detenções e mais de 22 mil euros em multas. Este o balanço da Operação Stop Memória levada a cabo pela Divisão de Trânsito (DT) do Comando da PSP de Lisboa, na sexta-feira à noite. O objectivo era reforçar a fiscalização no que toca à condução sob o efeito do álcool e ao uso dos cintos de segurança, bem como a outros comportamentos que possam pôr em perigo a circulação rodoviária, já que hoje se assinala o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, explicou ao DN o oficial de dia da DT.
No entanto, o maior número de infracções detectadas foi mesmo por excesso de álcool, 18 muito graves e 29 graves, o que correspondeu às sete detenções, seis homens e uma mulher, e a mais de 16 mil euros em multas. Durante mais de três horas, foram testados ao álcool 506 condutores, destes 103 eram mulheres, das quais nove registavam taxas acima dos 0,5 g/l no sangue. Um dos detidos não só tinha uma taxa de alcoolemia elevada como conduzia sem carta uma viatura que não tinha também seguro nem inspecção. Os restantes seis mil euros do total de infracções reportavam-se a situações de falta de documentação, inspecções, seguro, coletes, cintos de segurança e alteração de características de viaturas.
Nas ruas da capital estiveram mais de 50 agentes de várias esquadras da DT, 14 viaturas e 12 motas, que controlaram o trânsito em cinco locais estratégicos, junto a zonas de animação nocturna, como Bairro Alto, Cais do Sodré e Restauradores.
Esta não foi a única operação na cidade nem no País. O Dia em Memória das Vítimas da Estrada também foi assinalado pela polícia em Aveiro, onde 70 agentes fiscalizaram 700 viaturas, o que resultou em cinco detenções e 106 autos de contra-ordenação por infracções rodoviárias, 12 das quais por condução sob a influência do álcool. A operação, que incidiu nas zonas de Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Ovar, foi desencadeada a pedido do gabinete coordenador de segurança distrital do Governo Civil. "Serviu para demonstrar às pessoas o cuidado que devem ter com a condução e que por vezes tendem a descurar", alertou o comissário Loureiro, do comando da PSP.| com JÚLIO ALMEIDA, Aveiro
NOTA: Memória dos milhares de portugueses que morreram na estrada ou ali deixaram a sua vitalidade, ficando inválidos para o resto da vida. Qual o número de vítimas dos últimos dez anos?
O que fez a Prevenção rodoviária, o que fizeram os governantes, para o evitar???
É vergonhoso haver razões para se falar de «situações de falta de documentação, inspecções, seguro, coletes, cintos de segurança e alteração de características de viaturas.» O que têm andado a fazer as forças policiais e a Justiça para se chegar a este ponto???
Para que serve termos de andar com o pára-brisas com papelinhos se não servem para nada, pois não têm servido para punir quem não faz as inspecções, ou não paga os seguros???
Afinal, para que serve pagarmos impostos? Para que servem os inúmeros assessores? Qual o resultado dos altos salários de indivíduos que deviam garantir a segurança dos portugueses nas estradas, nas ruas, etc? Quem pode esclarecer os portugueses das razões que levam a não se reduzir drasticamente esta tragédia?
domingo, 18 de novembro de 2007
Segurança rodoviária. Memória acusa governantes
Posted by
A. João Soares
at
17:50
6
comments
Labels: inválidos, mortos, rodoviária, segurança
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Ministério genial!!!
O MAI está a estudar uma ideia de colocar no pára-brisas dos carros um dístico de cor que denuncie se o condutor é seguro ou perigoso. Se teve acidentes ou não. Ideia maravilhosa de um ministério que já resolveu tudo o que é essencial para a felicidade dos cidadãos e agora se preocupa com pormenores conducentes ao aumento da segurança nas estradas!!!
Uns génios extraordinariamente inteligentes e realistas!!! É preciso que criem também dísticos para denunciar os carros que transportam casais de namorados mais preocupados com as meiguices do que com a segurança deles e dos outros utentes da estrada. Também um dístico para dizer que o condutor esteve na discoteca até às seis da manhã, outro para o que matou a sede com uma conhecida marca de uísque, ou que se tranquilizou com determinado estupefaciente, etc, etc.
Seriam apenas uns dísticos a juntar ao do seguro (que é totalmente inútil, visto que só a BT-GNR acaba por detectar os carros sem seguro, em grandes quantidades), ao das inspecções periódicas, ao do imposto de circulação. São inúteis mas ornamentam os pára-brisas!!!
APENAS me permito sugerir aos responsáveis do MAI que não imponham dísticos em quantidade tão exagerada que impeçam o condutor de dispor de um pequeno rectângulo livre no vidro de modo a poder conduzir com a segurança suficiente para não saírem da estrada. Mesmo sem esses adesivos já há despistes que sobram!!!
Com medidas deste calibre, podemos estar descansados porque temos gente inteligente e sensata a velar por nós!!!
Posted by
A. João Soares
at
17:42
7
comments
Labels: insensatez, loucura, rodoviária, segurança
sábado, 11 de agosto de 2007
Tragédia rodoviária
Em aditamento ao post Tragédia nas estradas, é indispensável bater repetidamente no tema a fim de que as pessoas comecem a pensar com muita seriedade no problema que em férias e épocas festivas enlutam tantas famílias.
Não é problema fácil de resolver, porque os governantes têm-se mostrado muito canhestros na forma como têm pretendido resolver o problema. Não pomos em dúvida de que a sua intenção tenha sido reduzir o número de vítimas, mas a verdade é que não o conseguem, enquanto não tomarem medidas eficazes conducentes a esse desiderato. As medidas tomadas são o oposto do desejado. Vejamos alguns exemplos:
A legislação nada tem de racional. De cada vez que se convencem que o problema é grave, fazem mais leis a alterar as anteriores sem procurarem se a culpa era da lei. Daqui resulta uma profusão e confusão tal que poucos portugueses conhecem o código. Se quisessem conhecê-lo teriam de adquirir e de ler atentamente um enorme e confuso volume de diplomas legais com inúmeras alterações. Haverá alguém que se convença que o pedreiro José de Areola, Meda, ou o taberneiro Manuel de Alhais de Cima, Vila Nova de Paiva, conhecem todos esses pormenores legais? Ora, se apenas os advogados e mais meia dúzia de cidadãos conhecem a lei, para que serve ela? Apenas serve para os políticos argumentarem que fizeram lei.
A sinalização é um convite à infracção. Passeando calmamente ao longo de ruas e estradas com o olhar atento nos sinais, conclui-se que, provavelmente, um sinal de 50 Km/h é colocado porque o «técnico» acha que ali é perigoso circular a mais de 100/h. Depois, se ali houver um despiste de um carro que circulava a 120, os sábios do trânsito raciocinam – se com o sinal de 50 houve um despiste, então é preciso baixar para 30. Inteligentes!!! E, assim, num local onde se podia passar a 100 fica, por imposição do sinal, proibido circular a mais de 30. Bonito, não é? Há dias passei na 3ª circular entre Alcabideche e Birre, uma via rápida com algumas características de auto-estrada. Na descida para a ponte da ribeira das Vinhas, há umas curvas que podem ser percorridas a 80 com segurança e sem casas dos lados nem possibilidade de atravessamento de pessoas, e espantosamente, está lá um sinal de 30. Porquê? Para quê? Só se for para a caça à multa. Dentro de Cascais, na avenida 25 de Abril, entre o hotel Cidadela e a praça Sá Carneiro, há um troço com o sinal de 30, e esse troço tem uma corrente metálica contínua na beira dos dois passeios que impede a travessia de peões. Como se explica?
O bloqueio das rodas é um contra-senso. Se acham que multar não é suficiente, então devem rebocar o carro. Porquê? Porque se ali é proibido estacionar é porque o carro prejudica algo. Se a roda é bloqueada, o condutor quando chega não pode retirá-lo e tem que esperar que venha a autoridade fazer o desbloqueamento, o que significa que será aumentado o prejuízo para terceiros causado pelo estacionamento. Qual a razão para se aumentar o incómodo para um inocente pelo prolongamento do tempo do carro ali estacionado? Quem consegue explicar isto?
Talões colados no pára-brisas para quê? É obrigatório colar os comprovativos do seguro, do imposto autárquico e da inspecção periódica, porquê e para quê? Certamente apenas para tornar o vidro mais opaco. É que as notícias das operações stop, dizem que o número de carros detectados sem seguro é, normalmente elevado. Se fosse respeitado o espírito do legislador, certamente, poucos dias depois de acabar o prazo para a compra do selo, ou do fim da validade do seguro ou da inspecção, o dono do carro seria intimado a pagar a multa respectiva. Não sendo assim, ignora-se porque se mantém esse uso anacrónico e inútil.
Há muitos mais casos para ilustrar a falta de lógica e racionalidade na gestão da segurança rodoviária. Como diz o colega do Leão Pelado, basta ir aos países mais evoluídos da Europa e copiar o que eles têm de melhor e, depois não fazer muitas adaptações para não estragar.
Posted by
A. João Soares
at
07:13
4
comments
Labels: legislação, rodoviária, sinalização, tragédia
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Tragédia nas estradas
Introdução: Transcrição do texto do artigo publicado no blog Mentira pelo colega bloguista «Mentiroso», excluindo as fotografias por dificuldades técnicas e fazendo pequenas adaptações com a intenção de suprir a falta delas. Este tema devia ser tratado com a maior visibilidade em toda a Comunicação Social, a fim de reduzir a gravidade desta situação. Hoje o JN traz notícia de que têm morrido em média mais de dois mortos por dia nas estradas.
Férias. Aproveite Para se Suicidar
O cão é o mais antigo companheiro do homem, com quem vive há mais de 114.000 anos. Com ele aprendeu muitas manhas e se habituou a viver, caçar, comer, ajudar no que lhe exigiu, ensinou, e treinou. Obedece e cumpre sem reclamar.
Conhecendo o velho ditado dos países desenvolvidos e civilizados, que diz que pelo comportamento das crianças e dos cães se conhece a mentalidade dos adultos, chegamos à óbvia conclusão de que difícil seria aos portugueses terem sentimentos e comportamentos mais atrasados e selvagens.
Costuma ensinar o seu cão a ser agressivo e a morder às pessoas de que não gosta. Acha giro? Se não o fizer ele não morderá. Só o cão dum selvagem morde nas outras pessoas: o cão copia o comportamento e os sentimentos do seu dono, não apenas o que o dono diz, mas muito mais o comportamento e, sobretudo, o que o cão sabe que ele sente. Quando diz ao seu rebento para não fazer uma certa coisa porque não está bem, mas você a faz, o que vai ele aprender, o que lhe disse ou o que lhe ensinou com o seu exemplo? O ditado é certo e é pouco conhecido em Portugal porque todos têm vergonha do que ele revela. Desmascara totalmente.
Costuma abandonar o seu cão quando vai de férias? Adquiriu um cão para o seu filho pequeno ter alguma coisa em que bater? É o método mais eficiente e altamente psicológico para formar o carácter duma futura besta humana, que de humano terá tudo menos a mentalidade.
Se está num destes casos, não se esqueça de aproveitar a oportunidade magnífica que tantos aproveitam para nestas férias se suicidar na estrada. Será um contributo patriota para acabar com o mau nome que os portugueses angariaram por todo o mundo para onde forem desde há umas décadas.
Pelo caminho, faça uma paragem para assar um frango numa pequena fogueira. Sabe muito melhor que em casa. Se após ter terminado o repasto já não tiver nenhum líquido para apagar, é simples, urine em cima e espalhe o restante com os pés. Mais adiante, ao atravessar uma propriedade bem arborizada, se tiver terminado o seu cigarro, atire a beata acesa para as ervas secas da orla.
Agora que já contribuiu para os bombeiros justificarem a sua existência, só lhe falta mostrar o que tem entre as pernas para poder consumar tranquilamente o acto essencial. Tente aproveitar estradas vazias para não matar mais ninguém, acelere a fundo e atire-se contra qualquer coisa dura ou para debaixo dum pesado bem grande, se possível pela frente. As mulheres têm a sorte de não possuírem nada semelhante entre as pernas, por isso que raramente têm coragem para se suicidarem deste modo.
Aqueles que se virem livres de si agradecerão com reconhecimento, contentamento e alívio. Saudades? Duas ou três semanas. O mundo será um pouco melhor.
Quando o seu espírito pairar sobre o asfalto e olhar para o corpo donde acabou de sair, verá qualquer coisa como o que se vê em imagens que pela sua agressividade não são publicadas.
São imagens geralmente não publicadas a fim de evitar que os suicidas percam a coragem no momento crucial.
Posted by
A. João Soares
at
09:42
1 comments
Labels: acidentes, estrada, rodoviária, segurança
