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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Segurança rodoviária. Mais do mesmo

Há quase uma dezena de anos que iniciei a escrita de cartas para os jornais, com intenção de sensibilizar os automobilistas a conduzirem com mais segurança e prudência, respeitando as suas vidas e as dos outros.

Tem sido ponto assente que, de entre todos os factores intervenientes nos acidentes na estrada, o mais importante é o comportamento do automobilista, o seu respeito por si próprio, pelos seus passageiros e pelos outros utentes da estrada. Enfim, civismo.
Mas não deixei de apontar o dedo a restrições de velocidade incompreensíveis e injustificadas, algumas completamente idiotas, e a uma sinalização muitas vezes inútil por incompleta, ou demasiado profusa, e confusa. Muito há a fazer nestes equipamentos da estrada.

Mas, hoje a notícia diz que o Conselho de Ministros aprovou ontem uma proposta de revisão do Código da Estrada, que terá agora de ser submetida à Assembleia da República e que se destina «exclusivamente a agilizar e centralizar o processo contra-ordenacional na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR)».

Portanto, deste magno problema que se traduziu por, entre os dias 21 de Dezembro (em que se iniciou a operação Natal) e 2 deste mês, terem morrido «apenas» 33 pessoas nas estradas, a preocupação do legislador, continua os erros de óptica dos anos anteriores, apontando todas as espingardas para a repressão, para as multas. Dá a impressão que os políticos portugueses consideram as estradas e os automóveis como fontes de receitas através das multas e não como ferramentas essenciais para a vida económica e o bem-estar e felicidade das pessoas. A falta de humanidade transparece logo quando se diz que este ano morreram menos 4 pessoas do que no ano passado, como se o número de mortes ocorridas não fosse já tragicamente grande!

Como interpretar a capacidade de visão e de análise dos nossos eleitos?

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terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A beber enquanto conduzia

Transcrito do Portugal Diário

Apanhado a beber champanhe enquanto conduzia

Condutor tinha uma taxa de alcoolemia de 2,76 gramas por litro de sangue.
A Divisão de Trânsito da PSP do Porto deteve hoje de manhã, no Porto, um condutor com uma taxa de alcoolemia de 2,76 gramas por litro de sangue, anunciou fonte policial.

Segundo fonte da DT da PSP, o condutor acusou no teste de alcoolemia efectuado no local onde foi interceptado uma taxa superior a três gramas por litro de sangue.

«No segundo teste, efectuado já nas instalações da polícia, o condutor tinha uma taxa de 2,76», acrescentou.

Segundo a mesma fonte, o condutor foi interceptado na Rua do Freixo, cerca das 08:00, quando conduzia e bebia champanhe ao mesmo tempo.

A taxa máxima de álcool no sangue permitida por lei é de 0,49 gramas por litro de sangue.

Uma quantidade de 0,5 a 0,80 gramas de álcool por litro de sangue é considerada uma infracção grave, sendo de 0,81 a 1,19 muito grave.

NOTA: Sobre a insegurança nas estradas, sugiro a leitura do post Crime na Estrada em Blog do Leão Pelado. O que acontecerá a este potencial homicida que coloca em perigo de inocentes e cumpridores utentes da estrada? De que esperam para começar a condenar severamente tais inconscientes que ameaçam vidas inocentes? De que esperam os governantes para acabar com a assustadora quantidade de vítimas da estrada?
O povo deve acordar e pensar que a vida não é só futebol e telenovelas. Há, problemas muito graves que exigem solução válida e um deles é este, o do sangue no asfalto.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Tragédia nas estradas

Introdução: Transcrição do texto do artigo publicado no blog Mentira pelo colega bloguista «Mentiroso», excluindo as fotografias por dificuldades técnicas e fazendo pequenas adaptações com a intenção de suprir a falta delas. Este tema devia ser tratado com a maior visibilidade em toda a Comunicação Social, a fim de reduzir a gravidade desta situação. Hoje o JN traz notícia de que têm morrido em média mais de dois mortos por dia nas estradas.

Férias. Aproveite Para se Suicidar

O cão é o mais antigo companheiro do homem, com quem vive há mais de 114.000 anos. Com ele aprendeu muitas manhas e se habituou a viver, caçar, comer, ajudar no que lhe exigiu, ensinou, e treinou. Obedece e cumpre sem reclamar.

Conhecendo o velho ditado dos países desenvolvidos e civilizados, que diz que pelo comportamento das crianças e dos cães se conhece a mentalidade dos adultos, chegamos à óbvia conclusão de que difícil seria aos portugueses terem sentimentos e comportamentos mais atrasados e selvagens.

Costuma ensinar o seu cão a ser agressivo e a morder às pessoas de que não gosta. Acha giro? Se não o fizer ele não morderá. Só o cão dum selvagem morde nas outras pessoas: o cão copia o comportamento e os sentimentos do seu dono, não apenas o que o dono diz, mas muito mais o comportamento e, sobretudo, o que o cão sabe que ele sente. Quando diz ao seu rebento para não fazer uma certa coisa porque não está bem, mas você a faz, o que vai ele aprender, o que lhe disse ou o que lhe ensinou com o seu exemplo? O ditado é certo e é pouco conhecido em Portugal porque todos têm vergonha do que ele revela. Desmascara totalmente.

Costuma abandonar o seu cão quando vai de férias? Adquiriu um cão para o seu filho pequeno ter alguma coisa em que bater? É o método mais eficiente e altamente psicológico para formar o carácter duma futura besta humana, que de humano terá tudo menos a mentalidade.

Se está num destes casos, não se esqueça de aproveitar a oportunidade magnífica que tantos aproveitam para nestas férias se suicidar na estrada. Será um contributo patriota para acabar com o mau nome que os portugueses angariaram por todo o mundo para onde forem desde há umas décadas.

Pelo caminho, faça uma paragem para assar um frango numa pequena fogueira. Sabe muito melhor que em casa. Se após ter terminado o repasto já não tiver nenhum líquido para apagar, é simples, urine em cima e espalhe o restante com os pés. Mais adiante, ao atravessar uma propriedade bem arborizada, se tiver terminado o seu cigarro, atire a beata acesa para as ervas secas da orla.

Agora que já contribuiu para os bombeiros justificarem a sua existência, só lhe falta mostrar o que tem entre as pernas para poder consumar tranquilamente o acto essencial. Tente aproveitar estradas vazias para não matar mais ninguém, acelere a fundo e atire-se contra qualquer coisa dura ou para debaixo dum pesado bem grande, se possível pela frente. As mulheres têm a sorte de não possuírem nada semelhante entre as pernas, por isso que raramente têm coragem para se suicidarem deste modo.

Aqueles que se virem livres de si agradecerão com reconhecimento, contentamento e alívio. Saudades? Duas ou três semanas. O mundo será um pouco melhor.

Quando o seu espírito pairar sobre o asfalto e olhar para o corpo donde acabou de sair, verá qualquer coisa como o que se vê em imagens que pela sua agressividade não são publicadas.

São imagens geralmente não publicadas a fim de evitar que os suicidas percam a coragem no momento crucial.

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

Acabar com mortes na estrada

Todos os anos grande inúmeros portugueses perdem a vida nas estradas, principalmente em momentos em que se dirigem para lugares de prazer em família ou em grupo ou deles regressam, no fins de semana e nas férias. Em lugar da alegria vem o luto e o sofrimento de todos os géneros. Pessoas que sobreviveram mas ficaram deficientes profundos na dependência da família enquanto esta puder apoiar. Situações só compreendidas por quem com elas convive.

As sucessivas medidas dos governos, devido ao desconhecimento das causas primárias do problema e à ganância do dinheiro, resultam apenas em maiores coimas e multas, mas deixam intacta a tragédia que continua incólume, apesar de muitas sugestões piedosas para a melhoria do civismo cuja ausência está na base da maior parte dos acidentes.

No Jornal de Notícias de hoje, 7 de Junho, vem a notícia de que o Vaticano quer que esta tragédia acabe, dado que ela tem persistido por todo o mundo. Oxalá esta posição seja orquestrada em todas as paróquias, com persistência, e que obtenha o efeito desejado.

Numa altura em que os acidentes causam anualmente 1,2 milhões de mortos em todo o Mundo, o Vaticano apresentou, ontem, os "10 Mandamentos da Estrada", o "Decálogo dos Condutores", que pretende promover a segurança rodoviária através da "virtude cristã". Este documento foi elaborado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), cujo presidente, cardeal Renato Martino, afirmou que a actual situação de insegurança nas estradas é "um grande desafio para a sociedade e para a Igreja". Segundo o CPPMI, ao longo do século passado, morreram 35 milhões de pessoas em acidentes rodoviários, de que resultaram, ainda, mais de mil milhões de feridos.

Deste decálogo, o jornal cita os seguintes «mandamentos:
"Não matarás",
"A estrada seja para ti um instrumento de comunhão, não de danos mortais" ,
"Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão"
"Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade, especialmente se for vítima de um acidente",
"O automóvel não seja para ti expressão de poder, de domínio e ocasião de pecado",
"Convence os jovens e os menos jovens a não conduzir quando não estão em condições de o fazer",
"Apoia as famílias das vítimas dos acidentes",
"Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão".

Todos os esforços para parar esta tragédia são bem vindos. Sigamos estes conselhos com a convicção de que estamos a contribuir para que a segurança nas estradas melhorará em benefício de todos nós.

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

As mortes na estrada continuam

Como noticia o Diário Digital, na semana passada, os acidentes rodoviários nas estradas de Portugal continental provocaram 16 mortos, 52 feridos graves e 443 feridos leves, segundo indicam os dados divulgados esta terça-feira pela Direcção-Geral de Viação (DGV).

Nas áreas patrulhadas pela GNR foram contabilizados 15 óbitos, 40 feridos graves e 600 feridos ligeiros.

A PSP, por seu turno, registou uma vítima mortal, 12 feridos graves e 243 feridos leves nas áreas sob sua jurisdição.

Desde o início do ano, os acidentes de viação resultaram em 347 mortos, 1.283 feridos graves e 17.249 feridos leves. Estes valores comparam-se com os 344 mortos, 1.483 feridos graves e 17.856 feridos ligeiros registados em igual período de 2006.

NOTA: Apesar dos retoques que o legislador faz insistentemente no Código da Estrada, o problema mantém-se, embora com pequenas variações de ano para ano. Porquê? Porque as alterações são feitas por palpite e sempre para aumentar os valores das coimas e tornar a vida mais difícil aos condutores que não sejam políticos. Parece lógico que qualquer alteração legislativa deve ser devidamente ponderada quanto à sua necessidade, e quanto à eficiência desejada e viável.

Seria desejável que uma lei não fosse alterada antes de fazer cumprir a que vigora. Por exemplo, já há muitos anos é obrigatório colar no pára-brisas, o comprovativo do seguro, da inspecção, do imposto municipal. Penso que essa obrigação serviria para facilitar a inspecção dos carros estacionados ao longo dos passeios e nos parques de estacionamento. Então como se compreende que circulem tantos carros sem seguro? Como se compreende que haja tantas pessoas a conduzir sem carta durante anos? Como se compreende que haja tanto carro com falta de faróis a circular durante a noite? Porque é que não são feitas mais operações stop, para fiscalizar a documentação e os órgãos de segurança do carro?

Seria mais proveitoso não modificar a lei, mas tomar medidas para que a vigente seja rigorosamente cumprida. Sem uma fiscalização eficiente e penalizações aplicadas sem demora, que sirvam de dissuasão, nada melhora, porque a base máxima de uma boa segurança reside no civismo, na consciência da necessidade de um comportamento de respeito pelos outros e pela própria segurança mas nada disso existe. E, na falta de civismo, é indispensável inspecção, repressão e penalização que sirva de ensino e crie reflexos cívicos.

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