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quinta-feira, 30 de maio de 2013

COMBATER O DESEMPREGO JOVEM


O desemprego constitui uma crise com várias facetas negativas, desde o desaproveitamento do recurso mais precioso de um Estado, às condições de carência em que vive a população vítima dele. Quando afecta jovens no início de vida activa, os efeitos são mais dramáticos porque se perde a melhor idade para a motivação, a aprendizagem de métodos de trabalho, a inovação, a criatividade e a conjugação em actividades colectivas para um objectivo comum. Os jovens que não conseguem emprego no seu país e que têm valor e desejo de «obter o pão com o suor do seu rosto» desenvolvendo uma actividade económica que lhes garanta a vida independente, auto-suficiente, acabam por emigrar indo dar a sua energia, vontade e saber a países alheios.

Para se criar emprego é preciso desenvolver actividades económicas, empresas, o que exige financiamento inicial e projectos de produção de produtos ou serviços que satisfaçam necessidades de clientes, consumidores.

Para a generalidade dos nossos políticos, a criação das condições necessárias para o emprego compensador, pela obtenção do retorno dos utilizadores de produtos e serviços, não é bem claro e, muitas vezes, não passa de retórica cheia de generalidades inócuas.

Esperemos que os esforços agora esboçados conduzam a efeitos positivos:

- Europa debate flagelo do desemprego jovem (com vídeo)
- Álvaro Santos Pereira: "Medidas de combate ao desemprego jovem terão que ter efeito já"
- Ministro daEconomia pede investimento do BEI para ajudar a combater desemprego jovem
- Ministro da Economia em Paris na terça-feira para discutir desemprego jovem

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

QUAL A RESPOSTA DE ÁLVARO E DE GASPAR ???


Rui Rio acusa Governo de "não entender economia" e de querer "fechar o país

Sendo Rui Rio economista, as suas palavras têm, certamente, razão de ser, credibilidade, pelo que esta afirmação, título de notícia, deverá dar origem a uma polémica de esclarecimento público.

Oxalá que assim seja e, como «da discussão nasce a luz», espero não perder a oportunidade de aprender um pouco dessa ciência misteriosa em que todos sabem muito e ninguém impede as crises nem resolve prontamente as que ocorrem. E além de todos os cidadãos ficarem a ter uma pálida ideia deste tema, será desejável que o Governo, com os seus incontáveis «sábios», fique a «entender» um pouco a economia e, se «fechar o país», que o feche pelo lado de fora, para ficarmos mais descansados e seguros.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Álvaro. Verdades e Factos ou apenas Marketing Político?


Transcrição de artigo:

Álvaro, explica-nos o BPN e TGV
Jornal de Notícias. 07-02-2013. Publicado às 00.00. Por Daniel Deusdado

1. O ministro Álvaro tem um problema com os factos. Ontem, no Parlamento, a propósito de Franquelim Alves e do BPN, lá voltou ao estilo do tonitruante soundbyte, habituado a dizer o que quer sem que haja real contraditório mediático. A TVI 24 abriu o Jornal das 9 com a frase do ministro "Franquelim Alves ajudou a desmascarar a fraude do BPN" e a RTP, à mesma hora, puxou pela palavra "linchamento". Funciona sempre. Felizmente a SIC, no Jornal da Noite, desmentiu ponto por ponto o que disse Álvaro Santos Pereira sobre o novo secretário de Estado do Empreendedorismo e a TVI fez o mesmo. Claro, entre os muitos factos que desmentem o ministro, há um, claríssimo: Miguel Cadilhe (quando assumiu a presidência do banco, pós-Oliveira e Costa) enfrentou Franquelim Alves porque este não lhe comunicou a dimensão da fraude no grupo BPN. Além disso, a carta que o ministro invocou como tendo sido escrita por Franquelim Alves para desmascarar as trapaças no BPN, não foi, afinal, escrita por ele, como lhe demonstraram os deputados da Oposição. Que respondeu Álvaro aos factos? Nada.

2. Bastava ao ministro da Economia ter dito uma verdade de La Palice no Parlamento: o senhor secretário de Estado não se demite porque se o primeiro-ministro mantém a confiança no dr. Relvas, ninguém neste Governo tem vergonha do que quer que seja. E pronto, bastava. Não por acaso, o dr. Relvas veio a correr defender a "vítima" de mais uma "cabala política"...

3. Sejamos francos: o dr. Franquelim Alves era até há dias o gestor principal do milionário programa comunitário Compete (colocado lá pelo PSD em fevereiro último) e onde se podem decidir candidaturas em função dos mais variados critérios. Agora é secretário de Estado do Empreendedorismo onde, no essencial, é um ajudante do ministro Álvaro. Há uma diferença muito grande?

4. Aliás, como sabemos, ninguém vai parar a determinados lugares sem ser "de confiança". Por onde andou o dr. Franquelim Alves? Foi diretor financeiro da Lusomundo no início da década de 90, grupo que havia comprado por atacado os principais jornais portugueses privatizados pelo cavaquismo, passou depois pelo grupo Jerónimo Martins e PT. E foi finalmente parar à Sociedade Lusa de Negócios (do grupo BPN), uma sociedade que transformava os prejuízos do BPN em lucros chorudos. Repare-se então no currículo oficial do novo secretário de Estado: "Dezembro 2007 - Outubro 2008: CEO de um Grupo de participações sociais envolvendo as áreas da saúde, hotelaria, retalho automóvel e sistemas de informação". Zero de BPN/SLN. Álvaro e Relvas querem fazer de nós todos burros. E cegos. E surdos.

5. Aliás, um ponto extra sobre Álvaro, Gaspar e o Governo: afinal o TGV anunciado ontem já não é "TGV". É uma "linha de comboio apenas para mercadorias". E afinal é importante, mas só arranca em 2015... Mas há três falsidades na notícia:
-A primeira é de que o arranque em 2015 só serve para esconder que o dinheiro que existia atualmente para o projeto foi desviado em parte (600 milhões) para mais um buraco do Estado, a Parpública. Portanto, adia-se.
-Em segundo lugar: não há linhas ferroviárias apenas para mercadorias (como não há autoestradas apenas para camiões). Obviamente, haverá, o Lisboa-Madrid para passageiros, mas não se pode dizer já.
-Por fim, Gaspar não conseguiu fazer passar os apoios europeus de 25 para 85%. A percentagem de comparticipação europeia para redes transeuropeias de transportes sempre foi altíssima como se comprova em Espanha.

6. "Já alguém teve o bom senso de elucidar os portugueses por que estamos a investir milhares de milhões de euros num TGV, em vez de os gastarmos em novas escolas, hospitais mais modernos ou mesmo numa redução da carga fiscal?". Sabe quem escreveu isto? O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em "O medo do insucesso nacional", 2009. Era altamente demagógico e politicamente incendiário já que Sócrates cavalgava o TGV Lisboa-Madrid em ano eleitoral. Não havia, da parte de Álvaro, nesse livro, um esclarecimento sério sobre a componente "mercadorias" e "bitola europeia". Mas o marketing político é isto mesmo: areia para os olhos. E resulta quase sempre em boas carreiras políticas.

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