Mostrar mensagens com a etiqueta Autárquicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autárquicas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ELEIÇÕES. ALGUÉM MERECE O NOSSO VOTO ???


Transcrição de artigo, seguida de NOTA:

Desilusão autárquica
Correio da Manhã. 05-08-2013. 01h00. Por: João Vaz, redator principal

Não infringir a lei não iliba quem pede o voto para dar cobertura a teias de interesses inaceitáveis.

Cartazes nas ruas com caras de candidatos mostram que está lançada a campanha eleitoral das Autárquicas. Dois anos após o toque a rebate nas contas públicas, seria desejável que estas eleições revelassem reformas estruturais.

A fusão de cerca de mil freguesias parece, no entanto, quase nada. Parece solução do tipo "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma". Não se pensou naquilo de que o País necessita para melhorar a sua organização política. Amanhou-se antes uma redução de autarquias minúsculas que representam pouco nas contas públicas e nos jogos do poder partidário.

A primeira aplicação do limite dos três mandatos autárquicos também não prestigia a classe política. A lei é ambígua e prejudica a imagem moral dos que se candidatam a novas autarquias. E que dizer da candidatura de Isaltino Morais, que está preso a cumprir pena.

Parece inverosímil que os legisladores não prevenissem situações tão imorais. Em Itália, que nesta matéria não é flor que se cheire, o condenado Berlusconi não pode candidatar-se ao Senado porque tal exige folha judicial limpa.

As contas são outro imbróglio. Argumenta-se que as dívidas das autarquias constituem uma parte reduzida no total da dívida pública. A questão é complexa, mas o princípio é claro: as autarquias, tal como o poder central, não podem gastar mais do que recebem para gerir e devem fazê-lo com transparência e eficácia no benefício das populações.
O escrutínio das decisões e despesas é da responsabilidade das assembleias municipais, que se desprestigiam como câmaras de eco do poder dos executivos e mandantes partidários. Há demasiados casos de corrupção à vista de todos para que se tenha complacência com os deputados municipais. Não ser confrontado com a infracção da lei não iliba quem pede o voto para, em vez de servir o interesse dos cidadãos, dar cobertura a teias de interesses inaceitáveis.

Neste estado das coisas, lembra história aos quadradinhos a afirmação de Rui Rio a pintar o Porto como uma espécie de ‘aldeia de Astérix’, já não na Gália toda ocupada pelos romanos, mas no Portugal minado pela corrupção e má gestão.

Sem o mesmo destaque mediático, há casos mais exemplares. Mas não chegam.

NOTA: O voto é um direito e um dever que deve ser utilizado com plena consciência. É preciso que as pessoas estejam esclarecidas daquilo que se passa acerca desta questão e fiquem cientes dos perigos que podem advir de abusos e de lutas por interesses ocultos. Não podemos confiar em quem tendo o dever de nos defender, acabe por tudo fazer para seu benefício e de seus cúmplices e coniventes e nos explora sem dó nem piedade.

Da reflexão realtiva às eleições pode ressaltar razão suficiente para muitas pessoas poderem decididir não votar nas próximas eleições. Votar em quem?

Nenhum dos candidatos está a avançar para se sacrificar em benefício dos portugueses, mas apenas para satisfazer a sua ambição de riqueza e de visibilidade. Se tem dúvidas, procure as razões das campanhas duras como as de Seara em Lisboa, de Menezes no Porto, Moita Flores em Oeiras e o detido Isaltino para a Assembleia Municipal de Oeiras. Onde está a ética? E onde escasseia a «podridão dos hábitos políticos» referida pelo ministro Rui Machete?


Imagem de arquivo

Ler mais...

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MENEZES COM SENSATEZ DESARMA RIO


Embora não tendo especial consideração pelos políticos, em geral, exceptuando eventuais excepções, aprecio atitudes interessantes, independentemente das pessoas a que se referem. Neste momento admiro a forma, muito correcta como Menezes reagiu ao que sobre ele foi dito por Rui Rio.

Rui Rio demarcou-se da decisão do PSD em apoiar Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto, dizendo que, se ganhar a Câmara, Menezes vai destruir tudo o que foi feito.

Afirmou que seria «hipócrita», se apoiasse Menezes, e «oportunista», se ficasse calado só para não afrontar o PSD. «Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente daquilo que sei que vai destruir tudo o que foi feito [no Porto]. É lamentável que durante 12 anos o PSD tenha dito à população para votar num projecto como o meu e a meio do meu mandato venha dizer 'votem no seu contrário'. Isto descredibiliza os partidos».

Provavelmente, Rio poderá considerar-se com razão para assim falar, mas Menezes foi brilhante, dissociou-se da podridão dos hábitos políticos referida por Rui Machete e mostrou coerência com a sensatez e as palavras do Papa Francisco, ao reagir ao seu camarada de partido.

Luís Menezes afirmou não lhe ter "ódio", mas "respeito", e garantiu que tudo fará "para que termine o mandato com dignidade".

E disse: "Eu, na política, nunca me movimentei pelo ódio pessoal. O ódio cega-nos, torna-nos insensatos, faz-nos mentir, torna-nos por vezes até ridículos. Eu, em relação ao senhor presidente da Câmara do Porto e em relação a qualquer outro político português, não tenho ódio, tenho respeito".

Esta serenidade e auto-controlo arrefece qualquer tipo de hostilidade. É um apelo à paz e à recusa de conflitos, uma lição para as relações entre partidos, entre rivais em campanhas e entre Estados no âmbito internacional.

Imagem de arquivo

Ler mais...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CASCAIS EM AUTÁRQUICAS. REFLEXÃO


No período pré-eleitoral em que já estamos, é oportuno desejar aos candidatos à Câmara bons resultados, como compensação dos esforços que vão despender, e as melhores reflexões sobre os problemas reais do concelho e esboçar projectos para a resolução dos mais graves e urgentes.

Alguns desses problemas foram referidos nos «posts» de blog que a seguir se indicam. Todos, ou a sua maioria, foram comunicados à Câmara por e-mail. Mas apenas um ou dois tiveram solução.

Seria bom que, antes da ida às urnas, fossem divulgadas as soluções que cada candidatura espera dar a estes casos e a outros de importância semelhante.

Há outros casos como:

A continuação da Av Infante D. Henrique, a partir dos Bombeiros para ligar à margem esquerda da Ribeira das Vinhas na área vizinha ao Jumbo, onde se ligaria à Rua de Sintra e à Avenida Marginal.

Também será importante «ajustar» o trânsito na Av. 25 de Abril de forma a dispensar o passeio pelo tribunal, nas viagens para Ocidente (a colocação de duas rotundas junto aos vértices do Hotel poderá ser adoptada se não houver demasiada alergia a tal engenharia rodoviária).

Junto à estação encontra-se, há vários anos, um prédio em construção «parada». Pela localização é um cartaz da inoperância local. Faz lembrar um outro que esteve parado muitos anos a norte do mercado e que só foi terminado, segundo consta, depois de o presidente da Câmara da época ter «adquirido» um andar.

Será desejável que a nova vereação dê nova vida a Cascais, nova segundo os altos valores éticos e cívicos.

Eis os links para os posts referidos (por ordem alfabética):

- Cablagem aérea anacrónica em Cascais 
- Câmara em greve?
- Cascais não respeita peões
- Cascais, bela com senão
- Cascais. Insegurança para peões
- Cascais. Uma das nódoas locais
- Peões devem ser respeitados
- Promessa não cumprida
- Sarjetas, chuva e técnicos de hidráulica
- Trânsito em Cascais

Imagem de arquivo

Ler mais...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO PORTO

O actual ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, foi esta manhã anunciado por Luís Filipe Menezes como o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal do Porto.

Será que os militares estão de parabéns, se ele não acumular funções!!!

Imagem de arquivo

Ler mais...