Diz o médico que só ele mesmo poderá vencer Cavaco Silva na segunda volta: "Dia 24 vamos estar de novo na estrada."
"Sou a única alternativa ao marasmo, ao subcoma em que nos mergulharam, mas porque vos tenho a vós"
Assumindo-se como único destinatário do voto útil, diz que "Alegre nunca ganhará a segunda volta, nunca, por causa do radicalismo que o fecha num segmento da sociedade portuguesa do qual nunca mais sairá; não poderá nunca transformar Portugal". Ver mais aqui.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Nobre com esperança na 2ª volta
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A. João Soares
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sábado, 21 de agosto de 2010
Fernando Nobre candidato da mudança
Apresentam-se algumas frases da entrevista dada por Fernando Nobre ao PÚBLICO:
Eu costumo dizer que quantos mais candidatos formos melhor, se todos aparecerem para discutir propostas, soluções e ideias para o país. Quanto mais discussão houver melhor.
É a candidatura da cidadania, que tem sido o meu pilar há mais de 30 anos. Eu não evoco a cidadania por um mero objectivo conjuntural.
A minha candidatura é a das pessoas e procura uma mudança radical. Um rompimento com o que tem sido feito até hoje. Se as pessoas quiserem mais do mesmo, embora se queixem, têm muito por onde escolher. Se efectivamente quiserem a mudança e outro tipo de paradigma de sociedade, que eu defendo e que está escrita nos meus livros, têm uma escolha que é a minha candidatura.
Os cidadãos têm de estar no cerne de todas as questões. O Estado, a economia e as finanças só têm razão de ser se tiverem como único objectivo o desenvolvimento humano. Este é que é o novo paradigma da civilização e que Portugal também tem de implementar.
Fala-se de um cidadão que nunca teve uma participação na vida política activa partidária. Então este cidadão não serviria? Será que os outros foram assim tão competentes até hoje e nos conduziram para a situação em que estamos mergulhados? Acredito que os portugueses são muito mais esclarecidos e sábios do que muitas pessoas pensam. Nestas eleições elas vão ter uma efectiva escolha.
Eu vou até ao fim para unir os cidadãos. Estamos perante desafios de tal modo graves para a sociedade portuguesa que os cidadãos têm de saber que têm por fim um cidadão como eles para ir até ao fim e para defender os seus verdadeiros interesses.
É uma candidatura unipessoal, não partidarizada. É política, eu faço política há mais de 30 anos. Repare: quem se ocupa de questões humanitárias e sociais como eu há mais de 30 anos, eu faço política, não é política partidária. Continuarei sempre a ser o presidente da AMI e o fundador da AMI.
A independência e a autonomia da magistratura e do Ministério Público são essenciais a um verdadeiro Estado democrático, mas algo está a correr mal no pilar da justiça no nosso país e o Presidente da República tem de intervir e de participar na procura de uma solução. Porque o que está à vista em muitos casos - e vamos ver o que vai acontecer com a Casa Pia - é que há uma justiça para os quem têm os meios para recorrer aos grandes escritórios de advogados e outra para o mero cidadão.
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A. João Soares
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domingo, 1 de agosto de 2010
O povo gosta de continuar em crise…
Lendo o post A crise vem do tempo do Eça, vê-se que já em 1867 Eça de Queiroz dizia dos políticos os defeitos que hoje possuem. Mas, apesar de o regime não ser o mesmo, não há organismo que controle os desmandos dos líderes interesseiros e viciados, tendo que ser o povo (em democracia, é ele o detentor da soberania) que deve agir através do voto (votar em branco se os candidatos não são merecedores de aprovação) e manifestando-se de forma visível e determinada contra incompetências e desonestidades de quem está nos lugares de poder. Mas o sentir dos portugueses, «Não penso mas existo», origina esta apatia que vem de há séculos.
Qualquer órgão de fiscalização e moralização do regime seria constituído pelos políticos actuais, rústicos deslumbrados, novos-ricos, coniventes e cúmplices entre si, ávidos de benesses, do enriquecimento ilícito, do futuro tacho dourado nos bancos ou nas grandes empresas, em troca de favores que resultam sempre em prejuízo dos cidadãos anónimos.
Escolham-se pessoas isentas de pecado, sempre que possível ou tanto quanto possível. Os que alguma vez mentiram ou foram desleais aos interesses nacionais devem deixar de ter o voto de pessoas conscientes.
A culpa da situação pantanosa em que vivemos desde há muito (Eça definiu-a há 143 anos) é do povo que tem permitido ser explorado pelos deslumbrados que ambicionam a maior fortuna por qualquer meio.
O povo que não gosta de pensar, embora se lamente da crise, quer a sua continuidade, quer votar nos causadores da actual situação ou por terem errado ou por se terem omitido. A notícia Sondagem dá vitória folgada a Cavaco à primeira volta não surpreende e demonstra a apatia tradicional, é disso demonstração cabal.
Dar o voto a quem durante um mandato nada fez de especial, positivo, e teve várias situações dúbias. Sentiu-se na necessidade de tentar justificar a compra e venda das acções da SLN (BPN), a não exoneração do Conselheiro de Estado Dias Loureiro (BPN), o Estatuto dos Açores, as escutas no Palácio de Belém, a promulgação do casamento homossexual (mal argumentado) .
Se não fez melhor e foi por não ser capaz, não dá esperança de fazer melhor no segundo mandato. Se não teve coragem de lutar contra a crise económica, política e social com a intenção de poder ganhar as eleições para um segundo mandato, foi desleal a Portugal porque colocou os seus interesses pessoais acima dos interesses nacionais. Mas o povo não pensa e, segundo as sondagens, dá-lhe a vitória à primeira volta, enquanto ao único candidato que está virgem em manhas e vícios de políticos, dá apenas 10%.
O povo apesar de se queixar, gosta masoquistamente de continuar no mesmo lamaçal com os mesmos carcereiros. Cada povo tem o que merece, como no tempo do Eça, mas agora, com o inconveniente de estarmos em democracia e cada eleitor ter direito a um voto…
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domingo, 6 de junho de 2010
Fernando Nobre não é culpado do actual sistema
O candidato afirma, com legítima vaidade, que nunca viveu do sistema e não tem mais culpas na actual situação do país do que qualquer vulgar cidadão. O mesmo não se passa com os outros candidatos já publicamente referidos que estão na causa da actual crise. E desafia que quem desejar continuar com o sistema que tem vigorado até hoje e que gerou a actual crise grave que vote nos candidatos do sistema. Para Nobre, os “candidatos do sistema” levaram o país “à situação em que está, e têm responsabilidades acrescidas em relação a mim. Se querem por uma vez ter a possibilidade de uma mudança radical...”
Quando lhe perguntam se se considera um homem de esquerda ou de direita, Nobre responde: “mais do que palavras - acho que as palavras estão gastas e esgotadas - são as acções. De palavreado é muito fácil dar-se um carimbo de esquerda ou de direita. Eu demonstrei na prática o que sou, e não foi em seis meses ou num ano - levo 31 anos de intervenção social”. “Na fase em que o nosso país está não é o momento de ostracizar seja quem for. Nós precisamos de nos unir”, acrescenta.
“Se eu chegar a Belém, como calculo chegar, dos dez desígnios nacionais pelos quais eu pugnarei, um deles vai ser a agricultura”, afirmou Fernando Nobre, em declarações aos jornalistas durante uma visita à Feira da Agricultura, em Santarém. Classificou a agricultura como um “sector vital”, lamentando a falta de atenção que lhe tem sido dada.
“Não estamos a dar a atenção devida e, se não estamos a dar, não teremos os investimentos necessários e um agricultor não se prepara de um dia para o outro”,
“Eu sou daqueles que pugno para que, em vez de estarmos a importar cerca de 70 por cento do nosso consumo alimentício, nós poderíamos tentar atingir a auto-satisfação, a auto-suficiência alimentar, [ou], pelo menos, diminuir drasticamente a nossa dependência exterior quanto aos alimentos”.
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A. João Soares
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Palavras do Candidato a Belém Fernando Nobre
Em reacção a provocação de Manuel Alegre, Fernando Nobre disse várias ideias com muito interesse, em entrevista à Agência Lusa:
"Eu sei que uma certa ou possível candidatura quer lançar um barulho, sobre o qual eu me vou pronunciar pela última vez".
"Embora o meu nome nunca tenha sido citado, é evidente que como só há um candidato assumido, que sou eu, as críticas só podem ser para mim, eu gosto das críticas frontais, directas, porque é assim que trato com as pessoas (...) eu não sou pessoa para ser influenciada por ninguém, penso pela minha cabeça", vincou.
Fez questão de enfatizar que até hoje foi "a única pessoa que se afirmou como candidato" e que "quis fazê-lo às claras".
Fernando Nobre citou "um provérbio africano" que considera "muito instrutivo": "Mais vale ser a cabeça do rato, do que o rabo do elefante".
"Eu sou a cabeça do meu rato, ninguém pensa por mim, desde os 15 anos que conduzo a minha vida, fui sozinho para Bruxelas com 15 anos, num apartamento que o meu pai alugou para mim e assumi o meu destino, não sou pessoa para ser influenciado".
"O povo português saberá julgar quem está aqui para falar de Portugal e quem está aqui naquela postura péssima, de maledicência, eu não vou por aí".
A sua candidatura "não é cheque em branco nenhum" e recomendou a "quem diz que nunca ouviu nenhuma ideia" sua a ler os seus livros. "Estão lá ideias muito bem expressas quanto às causas nacionais", acrescentou.
Disse ter um "pensamento político apartidário, porque quem se ocupa de questões sociais e humanísticas é evidente que faz política, não faz é política partidária".
A noção de "direita, centro ou esquerda" não tem "qualquer cabimento" e esse é um "debate esgotado".
"Eu não me enfeudarei a nenhum partido, vou para Belém livre de qualquer compromisso, a minha candidatura é transversal, é apartidária, eu vou procurar votos em todos os quadrantes da classe política portuguesa, à direita, ao centro e à esquerda".
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A. João Soares
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