O guião da reforma do Estado apresentado na quarta-feira pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, fica bastante aquém da "refundação do Estado" que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, prometeu no início da legislatura. (…) "Isto é uma espécie de cardápio, de ementa, para futuros governos escolherem o que querem comer"
Sobre este tema, ver o post Portas e o guião «irrevogável» e abrir os links nele constantes
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
MARCELO FALA DO GUIÃO DA REFORMA DO ESTADO
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A. João Soares
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
MARCELO ANALISA PROPOSTA DO PRESIDENTE
Depois de tantas opiniões sobre o «compromisso de salvação nacional», não pode deixar de se ler e ouvir o que Marcelo Rebelo de Sousa disse.
E aguardemos que Portugal sobreviva de forma «irrevogável»!!!
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Reforma do Estado sugerida em 2006
No artigo de opinião Lições da história, o conselheiro de Estado Luís Marques Mendes sugere reflexões de interesse para conhecermos as realidades do Portugal actual.
Recorda que, em 2006, como líder do PSD, para reduzir a despesa do Estado e o tornar sustentável, propôs:
- a rescisão amigável de contratos na função pública,
- a extinção de várias empresas e institutos públicos,
- a passagem para o sector privado e social da gestão de estabelecimentos de saúde e de educação,
- a concessão das principais empresas públicas de transportes e
- a mudança de modelo no regime de segurança social.
Nessa altura, a aplicação destas medidas poderia ter sido feita de forma relativamente tranquila, pois não estávamos na crise em que hoje nos encontramos, nem tínhamos o desemprego que hoje temos. Mas o governo de José Sócrates e vários líderes de opinião consideraram tais propostas quase um crime de lesa-pátria.
Agora, anos depois, tais propostas vão ter de ser aplicadas, em dose reforçada porque a situação se agravou devido à degradação económica e social. Conclui que «se ter razão antes de tempo não resolve problema algum, governar sem sentido estratégico acarreta, normalmente, uma factura bem pesada para os cidadãos.»
Retira outra conclusão que tem a ver com a coerência e com a necessidade de coragem de fazer os cortes que se impõem, pois «o sol na eira e a chuva no nabal» não joga bem com a realidade. O tempo que vivemos recomenda coragem e sensibilidade. A coragem de fazer o que há anos devia ter sido feito. A sensibilidade de perceber que adiar é penalizar novamente os mais carenciados.
Diz que, decididamente, o ciclo que atravessamos não é para aqueles que só sabem prometer a facilidade e a ilusão. Como diz o nosso povo, «quando a esmola é grande, o pobre desconfia.»
A parte final do artigo faz pensar: O Governo mudou de partido há menos de dois anos e a austeridade fez aumentar a miséria, com encerramento de empresas e explosão do desemprego. Os actuais governantes dizem que a culpa pertence aos anteriores mas parece que o mal vem de longe, de erros sucessivos continuados.
Como foi aqui referido em Carreira política, é lógico perguntar
Quem são os políticos? Que preparação têm? que experiência da vida possuem? O que leva as pessoas a votarem neles?
Há quem diga que eles têm duas características marcantes: ambiciosos e sem coragem. Isto é: Querem ser ricos por qualquer forma e subordinam-se como rafeiros fieis aos donos do dinheiro, os do polvo, os do feudalismo dos grupos económicos. Isso viu-se no caso referido em Justiça Social ??? , em 1-09-2010, e na sequência que a ideia veio a ter até aos dias mais recentes. Também o caso dos BPN, BCP,e BPP e Banif mostram que os mais carentes são espoliados daquilo que lhes faz falta para irem sobrevivendo a fim de recapitalizarem o «feudalismo dos grupos económicos.
Porque não foi ainda criado um tecto das reformas e mesmo salarial?
Porque não acabam com fundações, observatórios, empresa públicas e autárquicas, e com grande parte dos lugares de assessores e de «especialistas»?
Porque não eliminam a lei que permite a autarcas e outros a reformarem-se com pouco tempo de serviço?, etc, etc,
Não o fazem para não lesarem os interesses dos poderosos e, por tal razão, certamente, não acabarão com a ADSE nem com as regalias dos juízes, etc.
Também é expressiva a confissão manifesta de falta de coragem e de competência que ficou bem patente no desprezo das capacidades nacionais e no pedido de opinião a técnicos estrangeiros, teóricos e ignorantes das realidades nacionais, para darem lições de estratégia na «refundação» de Portugal. Seria mais adequado que se tivesse recorrido a «uma comissão com um texto inicial, composta por todos os partidos, sem lugar a votações finais, e onde os partidos da coligação e o PS apresentassem medidas concretas», como propõe Marcelo.
E aparece agora a exigência das Finanças a querer usar os cidadãos como fiscais do fisco exigindo facturas, e servem-se de uma infantilidade irracional ao dizer que as facturas apresentadas com a declaração do IRS dão 5% do IVA pago desde que o volume de despesas específicas indicadas ultrapasse muito mais de 2.000 euros por mês, o que só poderá convir aos que recebem salários muito superiores à média nacional, os ricaços.
O cidadão normal hesita em pedir facturas, porque elas não o beneficiam directamente... Embora, por outro lado, se não lhe derem a factura, fogem ao fisco e, depois, quem paga a crise é ele e outros pelintras como ele, pois as despesas do Estado não mostram tendência para serem reduzidas.
Continua a mesma injustiça social com os benefícios a irem sempre para os milionários do polvo que nos suga as energias, vivendo à sombra do erário público e, pelo contrário, os sacrifícios e a austeridade são suportados pelos pelintras, os eternos pagadores das mordomias dos senhores feudais.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Passos manietado por antigos favores de Relvas ???
O caso parece realmente um espinho cravado no pé do PM, e neste fim-de-semana surgiram mais duas vozes, de muito peso no PSD, que deram um veredicto talvez seja decisivo. Alberto João Jardim, no seu habitual tom irónico, a situação e disse que vai pedir equivalências para ficar com “quatro cursos” Veterinária, Biologia, Informática e Astronomia. A outra voz foi de Marcelo Rebelo de Sousa afirmando que o caso “é para o Governo um desgaste na sua credibilidade”, e que Passos Coelho precisa de um ministro “a sério”, apontando nomes para a sua substituição e, entre Nuno Morais Sarmento e Luís Marques Mendes, inclina-se para este.
A demora em Passos tomar uma atitude clara neste caso parece estranha e levanta a dúvida de se poder estar a sentir-se manietado por favores recebidos de Relvas como Helena Roseta diz no vídeo.
Esperemos que seja tomada a decisão que minore o desgaste da imagem do Governo, já sujeita a indesejada corrosão.
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Marcelo bate com o martelo nos dedos !!!
Li há tempos que as conversas têm três níveis, o dos conceitos e ideias, o dos factos e o das pessoas, mexericos ou intriguices. Marcelo Rebelo de Sousa, desceu do seu pedestal de catedrático para ser populista e tem deitado mão a temas do nível mais baixo, acabando por vezes a dar tiros no pé ou em vez de bater com o martelo no prego bate nos dedos.
Já há tempos, para defender o amigo Cavaco, enterrou-o afirmando que ele disse algo que não queria dizer, o mesmo que lhe chamar orate. Agora alinha em estilo já usado por José Lello em sentido contrário aos conselhos sensatos de António Costa que diz que políticos devem concentrar-se nos problemas do país e não em questões partidárias, e acusa Seguro de ter dado “golpaça” no PS.
Se com isto queria lesar Seguro ou o PS, obteve resultado contrário como quando quis defender o seu amigo Cavaco e, em vez de desfazer o PS como parecia pretender, acabou por o unir e não tardaram as reações de vários sectores do partido:
- Líderes distritais criticam Marcelo, Miguel Freitas defende saída do Conselho de Estado
- PS acusa Marcelo de faltar à verdade três vezes
- António Galamba acusa Marcelo de mentir
- Zorrinho fala em “ataque de carácter” a Seguro e o próprio António José Seguro falou de forma bem clara:
- Seguro acusa Marcelo de “ataque vil e miserável”
Foi realmente uma táctica errada. E a única coisa que, de momento, parece ser aconselhável ao professor doutor é que deve passar a pensar antes de falar e procurar expor ideias com sentido de Estado que criem nos portugueses esperança e confiança e os estimulem a unir esforços para tirar Portugal da crise em que foi metido por inabilidade dos políticos mexeriqueiros.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Marcelo para defender o amigo enterrou-o
Marcelo tem razão quando diz «há dias em que uma pessoa não é feliz», pois a frase com que quis defender Cavaco sortiu um efeito contrário às suas prováveis intenções. Então, tem a coragem de dizer publicamente que Cavaco está em tal estado que «quis dizer uma coisa e saiu-lhe outra”. Depois diz que “há dias em que uma pessoa não é feliz”, o que pode levar a pensar se é essa a frase correcta ou se «há dias em que uma pessoa é feliz», como dizia um cauteleiro autorizado a entrar numa escola militar, que repetia o slogan «o quarto 24 já foi feliz!». Mas tratava-se da lotaria!
Marcelo deixou as pessoas a reflectir em sensatez, em capacidade e em auto-domínio para pensar bem e exprimir correctamente as ideias.
Com «defesas» como esta, não é fácil deixar de ter «dias em que uma pessoa não é feliz».
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Reforma do Estado ???!!!
Há meio século, havia os conhecidos «planos de fomento» que eram mecanismos de gestão conducentes à continuidade de acções positivas para o desenvolvimento nacional de forma convergente para objectivos de longo prazo. Qualquer decisão era inserida na sua linha orientadora, para um maior rendimento do esforço, da energia e dos meios utilizados. Hoje, pelo contrário, tudo é resolvido sobre o joelho, com decisões focando o imediato, com a concessão de subsídios isolados e pontuais, sem uma visão estratégica. Veja isso no post O essencial e o secundário.
Marcelo Rebelo de Sousa traduz essa falta de uma estratégia com objectivos bem definidos e ideias claras de como os atingir com a frase “Falta a ideia de uma reforma do Estado”.
Mudando ou não a Constituição, é urgente que se decida emagrecer a estrutura dos «tachos» inúteis, ou melhor, com utilidade apenas para os boys nomeados por compadrio e amiguismo e que são a causa da obesidade do Estado. A definição das grandes linhas estratégicas não pode ser feita “ às pinguinhas, de improviso”, mas «de uma vez só», de forma coerente para ser convincente e transmitir a segurança do rumo que se pretende dar ao barco.
É urgente, porque «cada dia e semana que passa, é um dia e uma semana que se perde”, que se evidencie seriedade, competência, vontade de defender os interesses de Portugal e o bem-estar dos portugueses mais carentes. A Educação devia ser mais orientada para os comportamentos mais racionais da população; a Justiça devia ser mais agilizada, rápida e olhando todos por igual, sem as imunidades dos elementos de bandos privilegiados; os serviços de apoio social deviam obedecer a critério bem claro e rigoroso, para não oscilarem ao sabor do caso isolado, etc.
Sem linhas orientadoras bem definidas, desperdiçam-se energias, em que o tempo é o recurso mais escasso e crítico, e são colocados remendos sem olhar ao contraste de cor e diferenças do tecido. É indispensável capacidade de visão conjunta e de sentido de Estado.
Há que evitar, fazer promessas vagas e ocas, deixando passar o tempo sem fazer nada visível bem orientado para criar uma sociedade mais justa e sem definir o País que queremos e a linha de desenvolvimento a seguir.
Começa a haver razões para recear pelo que acontecerá quando o bom povo despertar e vir claramente o que os Governos, a coberto de um regime viciado em atavismos negativos, têm feito do País.
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A. João Soares
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