sábado, 6 de agosto de 2011
NATO sofre 40 mortos no Afeganistão
Esta notícia suscita reflexão sobre esta guerra que, tal como outras recentes, surgiu há quase uma década, sem se perceber bem o seu motivo. Seria bom que fosse explicado, com verdade e lealdade, a verdadeira razão da ida da NATO para o Afeganistão; que fossem listadas as baixas sofridas de ambos os lados e outros «custos» de tal intervenção; que fossem listados os benefícios desta guerra, aparentemente sem sentido.
Será interessante ver atentamente o seguinte vídeo
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A. João Soares
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domingo, 19 de junho de 2011
NATO erra alvo na Líbia
Depois do artigo ONU criou na Líbia um precedente grave, houve mais sinais acerca da decisão de duvidosa legalidade e coerência de actuar militarmente num país soberano, sob pretexto que não passava de ingerência nos seus assuntos internos. Outros casos semelhantes têm ocorrido noutros estados que ou foram ignorados ou deram lugar a acções diplomáticas discretas.
Para cúmulo do azar da ONU e da NATO, esta acaba por admitir ter havido ataque acidental na Líbia. Pelas estatísticas e cálculos de probabilidade seria de recear que ao fim de tantas acções pudessem ocorrer actos falhados, erros de alvo ou efeitos laterais, hipótese que quem ordenou as acções militares não devia ter menosprezado ao preparar a decisão. Isto é grave porque o argumento mais agitado foi o da Defesa dos Direitos Humanos. E o que é que foi interpretado como Direitos Humanos? Será dar prioridade a matar a fome ou a matar o faminto?
Afinal qual a principal finalidade que levou à decidida agressão à Líbia? Qual a real razão desta ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano? E, quando se pensa nisto, as reflexões mostram que não devemos esquecer o alerta de Dwight David "Ike" Eisenhower acerca do perigo do «complexo industrial militar» criado para a II Guerra Mundial e que, depois de terminada esta, iria pressionar os governos a não pararem com as guerras a fim de as fábricas de armamento não terem de ser encerradas. No Afeganistão têm sido aperfeiçoados os drones, aviões sem piloto comandados dum deserto nos EUA (a guerra tende a deixar de ser actividade de heróis), e quais serão os novos equipamentos que estão a ser criados e melhorados neste treino operacional a decorrer na Líbia, escolhida como campo de experiência e treinos para novas armas? E porquê a Líbia e não outro Estado?
Imagem do Google
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Incerteza do futuro global
No artigo do Diário de Notícias, «A segurança global» o professor universitário Adriano Moreira, referindo a ONU e a NATO e os complexos problemas que lhes são inerentes na segurança internacional, diz a certa altura, com pouco optimismo, que é difícil estas instituições conseguirem «libertar-se de conceitos directores ultrapassados, em termos de assumir as mudanças da conjuntura que se sucedem em tempo acelerado».
A queda do muro de Berlim não permitiu prever o desenvolvimento da estratégia «da NATO com a sua circunstância definitivamente globalista, e que incita a interrogações levadas ao limite da sua pressentida extinção».
Com essa ocorrência, a NATO dilatou a sua área de interesse e de influência muito para além da sua missão inicial de «libertar a Europa do Atlântico aos Urais»; com o fim da guerra-fria deixou de existir a «ameaça por um inimigo identificado e visível» e criou-se um novo factor constituído pela incerteza na elaboração de prospectivas. A necessidade de enfrentar o terrorismo global reforçou a supremacia do unilateralismo «sobre a solidariedade do interesse colectivo», mostrando a «eficácia do desafio do forte ao fraco».
A unidade da estratégia colectiva da Organização cindiu-se em tendências, e ocorreu a esmagadora intervenção militar com resultados desastrosos no Iraque. Por outro lado a Europa, defensora da prioridade da diplomacia, tarda na sua definição e em obter «um peso específico na vida internacional». Recentemente, foi notório que a UE tem deslizado do seu objectivo euromundo político para a prioritária sobrevivência perante a «debilidade resultante da carência de matérias-primas, de energia e de reserva estratégica alimentar».
A NATO e, por arrastamento a UE, têm de dar urgência ao aprofundamento de análises «sobre a evolução da relação dos ocidentais com a sua circunstância mundial», «também da relação interna transatlântica», de «avaliações de pontos críticos já identificados» e a identificar e, perante tais estudos, concluir pela melhor solução para reformular a «definição de segurança que a NATO concretizou, e a resposta desregulada ao globalismo que a debilitou».
De tudo isto, «entre todas as manifestações de dúvidas, de quase certezas, e de fundamentalismos laicos e confessionais», parece estar a «consolidar-se a perspectiva de que a incerteza é a variável mais inquietante».
A quantidade de queixas do resto do mundo contra a passada regência política euromundista não está completamente apaziguada, e falta à Europa uma visão global da «casa comum que é a Terra», conceito que deve estar sempre bem presente a fim de ser possível «enfrentar ameaças que não são militares e a rodeiam sem distinção de povos».
E como o mundo está em mudança acelerada, sem esta capacidade de reduzir o grau de incerteza de todos os factores de conjuntura, será muito difícil enfrentar a «urgência de segurança global» por forma a evitar «o aprofundamento do desastre». Por tudo isto, pesa nos ombros dos governantes ocidentais enorme responsabilidade quanto ao futuro da humanidade, e, por conseguinte, não é menor a responsabilidade dos eleitores elegerem pessoas capazes de fazer face às necessidades de decisões de enorme importância para as gerações futuras.
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A. João Soares
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Labels: estratégia, incerteza do futuro, Ineficácia da ONU, NATO, UE

