Em 5 de Dezembro de 2009 publiquei aqui o post Cascais. Promessa não cumprida, com uma fotografia do cartaz afixado em que se anunciavam obras na antiga casa Henrique Sommer, com um dístico bem visível «início de obra em Outubro de 2009». O mês de Outubro tinha passado tal como o de Novembro, quando o post foi elaborado. A casa segundo o cartaz é destinada (será?) a «centro de história local arquivo histórico municipal».
Passados alguns dias depois da publicação do post. O dístico foi retirado do cartaz que ainda continua como se vê na foto, onde o local que fora ocupado pelo dístico está a cor mais escura.
Presume-se que este atraso não acarreta sanção para ninguém. Porém se um munícipe se atrasa no pagamento da água, mesmo que seja apenas por um dia, por ter estado ausente, ou por doença ou por falta de dinheiro, acaba por ficar sujeito a um processo por infracção fiscal e ter de a pagar em triplicado!!! Com uma diferença: o prazo do pagamento da água é imposto ao consumidor, mas o prazo das obras municipais foi prometido pela própria autarquia
Onde está a moralidade, a equidade na aplicação da lei que deve ser igual para todos. com casos destes, não podemos criticar o regime de Muammar Khadafi, nem do Ben-Ali nem do Mubarak.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Atraso no pagamento da água triplica a factura
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A. João Soares
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Portugal, País virtual
A realidade, esse contratempo
Por Manuel António Pina, no JN
Deitar foguetes é um bom remédio para as depressões colectivas, o problema é ter que apanhar as canas.
No mesmo dia em que começava na AR o debate do Orçamento de Estado para 2008, e o Governo festejava, e a Maioria aplaudia, as prestações da economia portuguesa e as suas, a UE divulgava estatísticas que colocam Portugal no último lugar da Europa do crescimento do PIB "per capita". Enquanto, nos 27, PIB, produtividade e emprego continuam a ir por aí fora, aumenta, em todos esses factores, a distância de Portugal para a última carruagem do comboio europeu, o que quer dizer que estamos hoje pior do que estávamos em 2005, ano da graça da maioria absoluta do PS.
De perto, o panorama é ainda mais negro. Assim, a produtividade da nossa economia terá crescido apenas um terço da média europeia (0,5% contra 1,5%). Mas, como o emprego aumentou na UE mais do dobro do que em Portugal e a produtividade tem em conta o PIB por trabalhador, aqueles 0,5% são, na realidade, bem menos.
A solução pode ser, como faz a ministra da Educação com o abandono escolar, trabalhar "para a estatística" e despedir mais gente. Com o mesmo PIB a dividir por menos trabalhadores, aumentará milagrosamente a produtividade da economia portuguesa. E haverá novas razões para foguetório.
NOTA: Como disse o ex-PM Pinheiro de Azevedo, «é só fumaça». E o pior de tudo isto, por colocar fora do horizonte a hipótese de uma reforma profunda nas mentalidades, principalmente dos dirigentes, é que, como ele dizia «o povo é sereno», mas infelizmente continua demasiado sereno, silencioso e apático, talvez demasiado esperançado num milagres providencial, o que elimina as esperanças realistas.
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A. João Soares
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Labels: atraso, desemprego, PIB, produtividade
