Em resposta à proposta socialista de aumento do salário mínimo, o PM «chegou a dizer que, dada a actual conjuntura, o “mais sensato” seria fazer o oposto». Teimou que “quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego, a medida mais sensata que se pode tomar é exactamente a oposta.”. ‘Explicou’ que o governo não deixará de “discutir o aumento do salário mínimo”, mas numa altura em que “o tecido produtivo tenha condições para o fazer”, caso contrário isso só trará “mais desemprego”. Reiterou que, na actual conjuntura, um aumento do salário mínimo seria um "sobrecusto" para as empresas e uma "barreira" ao emprego.
Mas as ‘explicações’ do PM não foram credíveis nem consistentes, mas saíram eivadas de fantasia, não convencendo nem os mais ignorantes nem os mais doutos e não tardaram notícias a elucidar. Por exemplo o presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, afirmou que a revisão em baixa do salário mínimo é um "erro e um disparate" político, económico e social e que "não é uma forma para criar mais emprego".
Por outro lado, a contrariar que o aumento do SMN descapitalizaria as empresas e obrigaria muitas a encerrar e aumentar o desemprego, surgiu a posição completamente diferente do Presidente da República, no encerramento do encontro "Jovens e o futuro da economia",. "Nunca pensem que é nos baixos salários que se garante a competitividade das empresas.
Outra notícia afirma que «mesmo num país ensombrado pela crise há empresas que mantém as suas políticas de aumentos salariais. Em sectores como a química, farmacêutica, vidro ou metalurgia, os colaboradores vão ter este ano um aumento no vencimento que varia entre 1% e 3%».
Como não há regra sem excepção, poderá haver casos em que seja dada razão aos argumentos do PM, mas quando se olha atentamente para os portugueses, que são o pilar fundamental do Estado, não se pode ser sadicamente teimoso, com os olhos fixados apenas em números e o pensamento em fantasias muitas vezes irrealizáveis, como o foi a maioria das intenções manifestadas em quase dois anos.
Os portugueses continuam a esperar que lhes seja explicado em linguagem simples, compreensível e verdadeira que benefícios obtiveram em resultado dos sacrifícios que têm sido obrigados a fazer.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
PM teimoso e fantasista
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A. João Soares
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Empresa e seu papel social-2
A economia precisa de Homens assim.
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A. João Soares
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Empresa e seu papel social-1
Este caso é um bom exemplo daquilo que deve ser uma empresa. Infelizmente, poucas mostram ter consciência das suas múltiplas responsabilidades: remuneração do capital investido, salários a administradores e trabalhadores, pagamento a fornecedores, oferta aos clientes de produtos em boa qualidade e preço, relações de boa vizinhança com a população local em acções de mecenato.
Os trabalhadores devem ser a cada momento considerados como agentes activos da empresa com interesses nos bons resultados, pelo que devem ser apoiados e incentivados de forma semelhante ao que é praticado em relação à administração, em proporção adequada.
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A. João Soares
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domingo, 21 de agosto de 2011
Luta de influências? Indecisão?
Será que está em estudo a sua eliminação, ou privatização? Ou será difícil resistir e tomar decisão perante todas influências e pressões em defesa de candidatos?
Inclino-me para que se esteja a preparar cuidadosamente a reforma estrutural e funcional e a clarificar as tarefas inerentes. Pelo menos, assim se deduz das palavras do ministro Santos Pereira.
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A. João Soares
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Fundações e empresas públicas
Depois de vários artigos relacionados com o título deste, de que em baixo são citados alguns, por ordem alfabética, sugere-se a cuidada observação do vídeo a que conduz este linK
http://www.tvi24.iol.pt/galeria_nova.html?mul_id=13377657
Eis a lista atrás referida:
- Défice. Solução é reduzir despesas
- Dezenas de institutos públicos a extinguir
-Empresas públicas demasiado numerosas
- Fundações são cancro ou maná?
- Fundações são cancro sem controlo
- Fundações serão cancro incurável???
- Gestores e ostentação
- Gestores públicos com prémios chocantes
- Reduzir a despesa pública
- Reduzir o défice controlando as despesas
- Rui Rio merece aplausos
- Sugestões para o novo Governo
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A. João Soares
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Empresários que detestam risco!!!
Há a tendência de atribuir ao Governo, aos políticos, as culpas de todo e qualquer mal, como se estivéssemos num regime paternalista, ditatorial em que fôssemos apenas ovelhas sem precisar de pensar e apenas bastando seguir o pastor.
O pequeno texto, extracto do artigo de hoje de Manuel António Pina coloca em evidência essa mentalidade, que orienta muitas manifestações da parte de empresários que, sem correr riscos, querem obter os maiores lucros, usando o mesmo critério dos políticos que querem manter as regalias e mordomias, colocando os contribuintes a pagar a crise, resultante das más governações sucessivas
À boleia da crise
Jornal de Notícias. 18-06-2010. Manuel António Pina
Os empresários estão preocupados com a situação do país (os empresários nunca estão preocupados consigo, mas com o país) e querem "rever as bases da competitividade, nomeadamente os custos da mão-de-obra" e correr menos riscos para "contratar e despedir pessoas".
Que empresários são estes que querem ter lucro sem correr riscos? E ser "competitivos" pagando menos e exigindo mais aos seus trabalhadores?
É sabido que Portugal é um dos países da Europa onde se trabalha mais e onde os custos laborais são mais baixos. E sucessivos estudos internacionais demonstram que a baixa produtividade das empresas portuguesas resulta sobretudo da má qualidade da gestão e do deficiente planeamento e organização do trabalho. Aqui, porém, os nossos empresários assobiam patrioticamente para o lado.
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A. João Soares
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domingo, 17 de maio de 2009
Empresário que respeita os trabalhadores
Depois do post Empresário disposto a empobrecer um pouco, em que é referido o empresário António Lopes, proprietário da fábrica têxtil Fiper, no Teixoso, Covilhã, que deseja mais trabalhadores para a sua empresa, deparo agora com mais um exemplo de respeito pelos trabalhadores, com consciência de que eles são um importante pilar da empresa e, sem eles, nenhuma empresa pode obter rentabilidade do capital.
Transcreve-se o artigo hoje publicado no Jornal de Notícias:
Irmãos Luzias fintam a crise dando trabalho
Empresa familiar, que entrou em 2009 com solidez financeira, decidiu contratar mais três trabalhadores
JN. 090517. 01h03m. por TEIXEIRA CORREIA
Apesar da crise, a empresa Irmãos Luzias, em Beja, entrou em 2009 contratando mais três trabalhadores para as suas oficinas, que se juntam aos outros 21 e aos seis membros da família que laboram na firma.
Dedicada ao sector automóvel, máquinas agrícolas e industriais, combustíveis, gás e lojas de conveniência, a empresa começou a laborar em 1971, com o nome Auto Mecânica Central Aldenovense.
De investimento em investimento, mas com os pés bem assentes no chão, tem criado um grupo de empresas em redor da Irmãos Luzias, apoiado numa verdadeira família, onde cada empregado é visto como mais um filho, um primo ou um sobrinho.
Tudo começou quando os irmãos José e António Luzia, naturais de Santa Vitória, concelho de Beja, rumaram à Aldeia Nova de São Bento, em Serpa. A venda dos tractores David Brown, como sub-agentes, foi o primeiro negócio. Vinte e um tractores vendidos na Margem Esquerda do Guadiana levam o importador a nomear a empresa como concessionária local. Face ao grande potencial, em 1981 surgiu o convite para liderar o distrito. Nasce a Irmãos Luzias no centro de Beja. As vendas sobem para 25 tractores por ano.
Décadas volvidas - já sem o irmão, mas com a mulher como sócia - José Luzia, o fundador, começa a construir as actuais instalações, na Zona Industrial da cidade, concluídas em 2003, com 5000 m2, um investimento de um milhão de euros. Pelo meio, a nomeação como concessionário da Skoda, então ainda checoslovaca.
José Luzia passa agora a maior parte do tempo num monte perto de Baleizão. São os filhos, Vitor e Elsa, que gerem a empresa. "Sempre olhei em frente. Nunca tive receio de arriscar, mas sempre sem ir além das minhas possibilidades", afirma, feliz. Para José Luzia, o segredo do sucesso mede-se por uma palavra: "honestidade".
O facto de os filhos e respectivos cônjuges trabalharem na empresa é, para Luzia, sinal de "rigor e defesa dos próprios bens". Vitor, de 34 anos, e Elsa, de 38, assumiram a liderança da empresa e têm promovido um crescimento sustentado, apoiado numa "nova geração de profissionais responsáveis", segundo o mais novo dos manos. "A confiança nas nossas capacidades tem sido decisiva", justifica Vitor, para quem os trabalhadores, são gente "altamente competente e orientada".
Na empresa há 17 anos, Joaquim Afonso considera a empresa a sua "segunda casa", onde espera "chegar à reforma". João Canena, 37 anos de idade e dez na empresa, portador de uma deficiência ao nível cardíaco que não impede de ser o cobrador, assegura ser "acarinhado como um filho. Só tenho motivos de felicidade desde que aqui cheguei". A mais recente aquisição da empresa é Pedro Galvão, mecânico na casa há pouco mais de um mês. "Em boa hora mudei para melhor. Trabalhar aqui é como saltar à corda. É fácil", assegura.
A Irmãos Luzias tem, assim, um papel decisivo no emprego da região. Sem apoios exteriores e num sector difícil, facturou 7,8 milhões de euros em 2008. Há três anos, na suas "bodas de prata", a Câmara de Beja reconheceu o labor que a empresa atribuindo-lhe a medalha de mérito municipal grau prata.
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A. João Soares
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Empresário disposto a empobrecer um pouco
António Lopes, proprietário da fábrica têxtil Fiper, no Teixoso, Covilhã, que emprega 50 pessoas, anunciou que, apesar da sua empresa "registar prejuízos", vai manter os trabalhadores a prazo que agora terminavam contrato, por entender que, na crise, o sacrifício deve ser de todos e não só dos operários. Vai manter os 29 trabalhadores com contratos a prazo, apesar de estar "a registar prejuízos todos os meses".
Disse à agência Lusa: "sei o que estes dramas representam dentro de casa. Já fui trabalhador, dirigente sindical e já os vivi. Agora, em tempo de vacas magras, também devo empobrecer um pouco". "O futuro a Deus pertence. Eu vou tentar aguentar tanto quanto possível e os despedimentos serão a última coisa a fazer".
Esta atitude do empresário veio recordar-me o que ouvi numa aula de economia ou de organização empresarial, há pouco mais de 40 anos. Na sociedade capitalista actual, em que tudo se subordina à ganância do dinheiro, esquece-se o facto de a empresa ter obrigações perante os donos do capital, os gestores, os trabalhadores a todos os níveis, os fornecedores, os clientes e a sociedade envolvente. É uma justa função social da empresa.
A empresa precisa de dar atenção a todos estes agentes económicos e, por isso, a distribuição dos lucros não deve beneficiar apenas os donos do capital e os gestores, mas principalmente os trabalhadores que foram indispensáveis para a sua obtenção. Qualquer destes factores não pode ser esquecido para que a empresa funcione de forma saudável e eficaz. A sociedade envolvente deve ser «acariciada» por outras formas, principalmente, pelo mecenato traduzido em pequenos gestos de apoio à vida social e a um ou outro caso de carência. Na área envolvente se incluem os familiares dos trabalhadores, os vizinhos, que são clientes e por vezes fornecedores. Os fornecedores devem ser respeitados e tratados com seriedade e honestidade; no mínimo devem ver as suas contas pagas com regularidade. Os clientes devem ser bem servidos na qualidade e no preço dos artigos ou serviços fornecidos e no apoio pós-venda, por forma a criar neles uma afectividade que seja garante de continuidade.
Imagine-se como a sociedade será mais harmónica e feliz quando estes aspectos forem encarados com franqueza e lealdade.
O senhor António Lopes dá, com este gesto, uma grande lição aos seus parceiros empresários, muitos dos quais querem continuar a gozar de todas as regalias e que a crise seja paga apenas pelos trabalhadores e suas famílias.
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A. João Soares
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