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sexta-feira, 28 de junho de 2013

VALORES ÉTICOS, SIMPLICIDADE E FELICIDADE


No Jornal de Negócios, encontrei textos que definem um cenário optimista em 2023 originado pelas lições aprendidas com a experiência da crise crise que estamos vivendo. Isto faz pensar no livro 1984 de George Orwell, com a diferença de que este pintava um quadro pessimista e ficou aquém da realidade advinda. Seria óptimo que 2023 ultrapassasse as previsões em optimismo. Os tópicos de Isabel Jonet, presidente da Entreajuda e do Banco Alimentar coincidem na sua essência com escritos já aqui publicados em diversos posts.

Com a devida vénia, vou servir-me de palavras da autora de em 2023 viveremos melhor com menos, regressando à essência para que sirvam de «mandamentos» para melhorar os comportamentos que conduzam ao cenário edénico por ela desenhado para daqui a 10 anos. Esse cenário só poderá ser realidade se nos convencermos dos caminhos a trilhar para nosso bem e dos nossos filhos e netos.

Eis os ensinamentos e sugestões:

Na vida temos que saber separar o essencial daquilo que é secundário, desnecessário supérfluo, isto é aprender a viver com o possível e essencial e procurar valorizar a ética;
A experiência enrique-se com a aprendizagem e as ilações que possamos e consigamos elaborar e retirar de cada um dos momentos vividos, dos melhores e dos piores.
Isso nos permite ter uma melhor qualidade de vida no futuro, sem doentio apego a coisas sem real importância. Valorizar o SER acima do TER.
Com tal aprendizagem conseguiremos ultrapassar os momentos mais difíceis e criar melhores oportunidades de vida, com uma gestão mais racional de poucos recursos e o desprendimento em relação aquilo que não é essencial.
O que é secundário, os sinais de riqueza, de ostentação, o esbanjamento, impedem muitas vezes de valorizarmos aquilo que é fundamental, os valores éticos e a simplicidade. O apego às coisas materiais não essenciais absorve tempo e energias que fazem falta para construção da verdadeira felicidade.
Para bem da sociedade, todos e cada um de nós, uns mais responsáveis do que outros, com maior ou menor capacidade de intervenção, enquanto decisores ou meros agentes económicos ou políticos, mas todos imbuídos do mesmo dever cívico, devemos procurar ser capazes de apresentar e de propor soluções que permitam preparar um futuro em que seja menos provável o aparecimento de crises devidas à hipervalorização das condições financeiras e materiais.
Com a boa gestão de recursos materiais, a Redução de desperdícios, a sua Reutilização, Reparação e Reciclagem, a gestão individual, familiar e empresarial será mais económica e reduz-se a hipótese de carência de recursos.
É provável que surja escassez de recursos mas será bom que eles tenham uma repartição mais justa e equitativa para deles fazermos uma melhor utilização com um critério são de valorização do que é essencial e secundarizando o que é supérfluo, dispensável, não essencial. Assim, com menos, somos capazes de fazer mais e melhor. E,, depois do sacrifício de cada crise, podemos reflectir naquilo que vínhamos fazendo errado e na forma de rectificarmos o comportamento. Podemos, assim, lançar novas bases para uma sociedade em que se transmita aos vindouros o saber adquirido pela experiência e criar uma civilização sustentável.
O regresso à essência das coisas permite deixar aos descendentes uma herança menos pesada e hábitos mais racionais.
Estas reflexões e o hábito de pensar antes de agir permitirá uma nova reestruturação e um novo desenvolvimento das economias, contribuindo para recuperar confiança e tornar mais rigoroso o acesso ao crédito, na medida absolutamente indispensável e devidamente controlada, crucial para criar emprego e gerar crescimento conveniente, sem obsessão.
Com a indispensável intervenção do Estado reeducam-se comportamentos cívicos e de sobriedade na forma de viver em sociedade e nas opções pessoais. Assim se recuperam valores que são pedra basilar de todas as sociedades, se humanizam as interacções e se coloca o Homem no centro das decisões.
O civismo, assim fortalecido, pressuposto fundamental da sociedade ou da humanidade, levará à definição de um objectivo comum, que funcionará como mola impulsionadora e mobilizadora de toda a colectividade, o que, numa lógica de bem comum, reinventa a solidariedade, recupera a noção da responsabilidade colectiva, fomentando a certeza de que os nossos actos individuais são importantes, determinantes, para o bem-estar social, colectivo, global, fazendo interiorizar que existem direitos e deveres que não podem ser menosprezados.
Enfim, é imprescindível um regresso ao essencial, um despojamento de tudo aquilo que tem invadido as nossas vidas, sem lhes acrescentar qualquer valor efectivo. Paralelamente ao esforço individual e aos benefícios daí advenientes, será promovido o desenvolvimento e a redução das desigualdades a nível social e mundial.

Eis alguns títulos de posts já aqui publicados abordando estes ideais:

Pensar antes de decidir http://domirante.blogspot.pt/2008/12/pensar-antes-de-decidir.html
- Simplicidade de vida e justiça social 
- Dinheiro não é o essencial 
- Dinheiro não dá felicidade
- Mark Boyle: Há um ano sem dinheiro 
- Lição de vida dada por um Tuareg
- Dispensar excessos, consumismo e ostentação
- O Homem sensato e a Avestruz
- Simplicidade de vida e justiça social 
- A Simplicidade é louvável
- Simplicidade na vida
- Viver sem dinheiro, de trocas
- Obras faraónicas para ostentação
- PM Holandês usa bicicleta
- Marques Mendes persiste e insiste
- Gestão moderna é o inferno

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Constituição e Tribunal Constitucional

Circula por e-mail de endereços múltiplos o seguinte e-mail:

Novo impasse na eleição pela A.R. de juízes para o Tribunal Constitucional ?

Segundo a imprensa de hoje, depois de ter sido resolvido o problema shakespeariano “ser ou não ser juiz” permanecendo contudo a dúvida cartesiana “se um juiz deixa de ser juiz quando se encontra de licença sem vencimento”, correm rumores nos meios afectos aos partidos que se aproxima novo impasse na eleição de juízes para o Tribunal Constitucional depois de alguns deputados, não pondo em causa o seu curriculum, competência e isenção, terem no entanto manifestado as suas reservas à candidata desembargadora Fátima Mata Mouros por entenderem que o seu nome associado ao elevado cargo da República para o qual é proposta pode ferir a sensibilidade das pessoas e entidades mais ligadas ao mundo muçulmano e afectar as nossas relações com os países árabes.

Foi-lhe apenso o seguinte texto:

Este comentário seco recebido por e-mail demonstra bem que somos um povo de «faz-de-conta», preocupado com as aparências e desprezando o essencial. Recordo um caso ocorrido em Agosto de 1952, nas inspecções médicas para entrada na Escola do Exército, hoje Academia Militar. O capitão Chaves de Carvalho tinha por tarefa verificar se os candidatos tinham os dois testículos em condições normais e, enquanto apalpava o escroto de um candidato, vindo da inocente província, perguntou «Você é macaísta?». O rapaz surpreendido com a pergunta, disse «O quê?» e o capitão explicou «você é de Macau?». A resposta foi negativa.
Ora o essencial não era o feitio dos olhos dos candidatos.
Aqui nesta mensagem de e-mail, também se nota que os deputados dão mais importância ao nome de família da candidata ao TC do que ao problema fundamental que é o de analisar se é justificada a existência do TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. Será que lhe são entregues tarefas acima da capacidade dos tribunais normais que são ÓGÂO DE SOBERANISA?. Haverá algo que ele tenha que decidir que o não possa ser pelos tribunais normais?
Não será este e outros pormenores da Constituição uma «pesada herança» de ela ter sido elaborada por uma Assembleia Constituinte formada pelo PREC e que actuou inteiramente condicionada, inclusivamente em sequestro com cerco a São Bento? E que ainda não houve testículos para a alterar e adaptar a um estilo mais moderno e consentâneo com o Portugal de hoje !!!
Parece que o mal de Portugal é ter políticos que se candidataram às eleições e que não merecem confiança por não serem capazes de distinguir o essencial dos pormenores cosméticos e, por isso, não concentrarem toda a sua energia para realização do que mais interessa aos portugueses, dos interesses nacionais, e perdem tempo com jogos florais.
Perante a má qualidade dos candidatos a eleições, abençoados sejam aqueles eleitores que votam em branco, mostrando que não têm confiança em qualquer deles.
E, entretanto, o Portugal do Infante D. Henrique, continua adiado à espera de um salvador. Pensem nisto.
AJS

NOTA: Este assunto, como muitos outros, merece profunda meditação, desde os políticos em funções de responsabilidade até ao mais simples eleitor que tenha capacidade de raciocinar livremente. Os nossos «sábios» devem evitar vangloriar-se do seu saber livresco que os coloca muito longe das realidades que devem resolver e, por isso, impede que sejam eficientes e errem escandalosamente em coisas muito simples e banais. Os grande problemas resolvem-se começando por os reduzir à expressão mais simples, porque as melhores soluções encontram-se, frequentemente, na maior simplicidade.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Prioridade, lugar ao mais importante

O frasco de maionese e café

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes...Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o....tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".

De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.

As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia representa as pequenas coisas.

'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.

Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.

Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...

Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo."

Texto recebido por e-mail
Imagem do Google

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