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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Complexidade do Mundo actual



Este vídeo mostra a complexidade das relações políticas internacionais e da sociedade subjugada pelo dinheiro e seus tentáculos. Os decisores políticos estão dominados por «conselheiros» demasiado rígidos e seguidores de teorias e regras inflexíveis. Num mundo em veloz evolução é indispensável muita perspicácia e flexibilidade para compreender as forças menos claras que movem os lemes e agir da forma mais eficaz.

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Qualquer mudança exige esforço

As pessoas gostam de falar de mudanças, sonham com elas e quando estão no poder procuram impor novidades. Algumas destas são oportunas e benéficas, mas raramente são devidamente preparadas (ver Pensar antes de Decidir) por forma a ser garantida a sua aceitação, sem rupturas traumáticas, e a sua implementação de forma sustentada. Sem essa preparação, uma simples mudança pode ser inviável.

Isto ficou bem ilustrado nas reformas que o actual Governo prometeu levar a cabo, mas em que não conseguiu obter êxito. Em vez de reformar com a colaboração dos principais agentes dos sectores em questão, tentou reformar contra tais agentes.

Não quero agora analisar as causas dos fracassos e dos recuos, mas apenas referir as dificuldades que as pessoas, muitas pessoas, cristalizadas num certo sistema de raciocínio, sentem e terem problemas de adaptação a situações diferentes.

Um dos candidatos às europeias, professor universitário, com mérito, sentiu esses obstáculos. Habituado às palavras sábias das sebentas e dos tratados académicos, não conseguiu descer ao terreno pedregoso da política com p minúsculo. Para evitar tropeções e quedas graves foi levado aos comícios e arruadas pela mão calejada de tutores de muita confiança do seu partido, os quais, não podendo sondar as ideias que germinam num tal cérebro condicionado por altas teorias, não conseguiram evitar afirmações que, por incorrectas e desajustadas, tiveram de ser rasuradas no dia seguinte com os inconvenientes que tal acção sempre traz. Isso passou-se com a invenção do «imposto europeu», com a reabertura da exploração das pirites alentejanas, etc. Prometeu que as minas vão reabrir, mas não disse quais as de S. Domingos, de Aljustrel ou outras? Parece que nenhumas, para já. Mas é bonito fazer promessas, mesmo que irreais.

Porém, o seu forte não tem sido apresentar projectos que elucidem sobre o seu mérito, sobre o merecimento do voto, mas denegrir o seu adversário melhor colocado. Até o acusa de não andar acolitado por grandes figuras do partido! Como se todos os candidatos precisassem de ser conduzidos pela mão como crianças que vão à escola pela primeira vez, ou como ele próprio. Tal acusação não passa de uma má reacção à acusação que sobre si pende de andar apoiado de muito perto pelos veteranos do seu partido. Será que temos de pagar uma equipa de consultores para lhe darem apoio permanente no Parlamento Europeu?

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domingo, 6 de julho de 2008

A Crise altera comportamentos

Desde sempre, as grandes catástrofes e as crises, mesmo que de âmbito menos grave, resultam em alterações de comportamentos com ajustamentos de procedimentos e adequação das despesas, cortando com consumos menos necessários ou facilmente substituíveis por outros.

Actualmente, as pessoas estão perante grandes elevações de preços desde as energias até aos alimentos imprescindíveis. A falta de treino nas contas dificulta uma adaptação rápida mas, mesmo com atrasos, ela está a aparecer.

Segundo diz o ditado «a necessidade aguça o engenho» e a capacidade de improviso e de desenrascanço da população está a evidenciar a sua engenhosidade na procura de soluções.
Hoje no Diário de Notícias e no Jornal de Negócios é tornado pública a grande queda do consumo de gasolina, principalmente a de mais octanas e um ligeiro aumento do consumo de gasóleo.

Isto representa que muita gente optou por deixar o carro parado e por utilizar os transportes públicos. E aqueles que não podem deixar de usar o carro, passaram a consumir gasolina mais barata quase deixando de ser vendida a aditivada e a preferir carros a gasóleo por motivo de economia. Por outro lado, diminuiu o culto do carro novo o que levou as vendas de carros a baixar significativamente.

O aspecto negativo do fenómeno, além de significar um amortecimento da actividade económica, é o risco de encerramento de muitas empresas que se dedicavam à venda de combustíveis e de veículos, com o respectivo aumento do desemprego. Mas as pessoas ao gerirem os seus problemas não podem limitar-se com essas consequências. Isso acontece sempre que há alterações económicas e tecnológicas; quando começaram a ser utilizados os automóveis, há cerca de um século, deixou de haver trabalho para os ferradores, construtores e reparadores de carroças e tratadores de cavalos. Há que fazer a reconversão das empresas que encerrarem e a reciclagem das suas actividades. A flexibilidade de emprego é cada vez mais frequente e exige dos trabalhadores mais capacidade e vontade de aprender novas tarefas em actividades diferentes. O progresso não se compadece com incapacidade de adaptação das pessoas. É bom que todos se compenetrem deste fenómeno e o encarem de modo positivo, construtivo.

É nas crises que é fundamental a possibilidade de adaptação a novos trabalhos, o improviso, a inovação e a competência que permita produtividade crescente.

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