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terça-feira, 13 de agosto de 2013

FEDERAÇÃO DE GRUPOS CORPORATIVOS


Em boa verdade, Portugal não pode considerar-se um Estado unificado, congruente, consequente. Não é ditadura mas também não é democracia. Parece uma FEDERAÇÃO DE CAPELINHAS ou de confrarias, ou de corporações ou de bandos em que cada um dos seus elementos usufrui de direitos próprios, não publicitados mas reais, de benefícios à custa do sacrifício da grande maioria anónima. Os políticos, os juízes principalmente os do Tribunal Constitucional, os «observatórios», as fundações, as PPPs, etc, etc . Cada uma destas fracções, de acordo com as cumplicidades e com as conivências com o Poder formal, usa e abusa de regalias que são excepção à Lei Geral. Até parece que não existe qualquer Lei Geral, pois as excepções em benefício de um ou outro ou todos estes grupos corporativos são regra seguida na generalidade.

E tudo isto acontece às escondidas dos portugueses, embora uma vez por outra surjam sinais ilusórios de que a equidade vai ser reposta como a de que Governo ajusta subvenções dos políticos aos sacrifícios dos portugueses, o que bem interpretado mostra que, ao impor tais sacrifícios aos cidadãos, houve o cuidado de deixar de fora os políticos, como se não fossem portugueses.

Há até o caso bem explícito no Diário da República nos despachos de nomeação de assessores (agora denominados «especialistas» para iludir os portugueses que estavam chocados com a quantidade de assessores), que para não ficarem lesados sem subsídios de férias e de Natal, retirados aos vulgares trabalhadores do Estado, recebem anualmente mais dois salários extraordinários. Há quem preveja que, se o direito adquirido aos subsídios vier a ser restabelecido, esses privilegiados recebê-lo-ão sem lhes serem retirados os salários extraordinários.

E que dizer das formas especiais e variadas como são concedidas as reformas e respectivas pensões aos elementos das diversas mordomias e da «legitimidade» da sua acumulação?

As notícias dizem que no primeiro semestre deste ano, foram decretadas insolventes 2425 famílias, ou seja 52,4% do total, mas pelo contrário, não há conhecimento de algum elemento dos que cresceram á sombra do dinheiro público e se inserem nas «corporações» atrás referidas viva com dificuldades para pagar a conta ao merceeiro. Nenhum deles pertence aos 52,4%, pois faz parte de uma minoria a que não se aplicam as leis gerais… Embora nem tudo seja referido pelos jornais, e principalmente por isso, convém estar atento aos sinais de injustiça social que escapam à propaganda oficial agora reforçada pelos chamados «briefings».

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Justiça exemplar em países civilizados


De vez em quando chegam notícias do bom funcionamento da JUSTIÇA em países civilizados em que todos os cidadãos, sem excepção, estão sujeitos à sua acção disciplinadora.

Dos casos exemplares que vêm a público, ressalta a gora a notícia de que o ex-Presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy é suspeito de corrupção em investigação a financiamento de partidos, com vários títulos noutros periódicos acusado por abuso de confiança no âmbito do caso Bettencourt ou acareado com mordomo da família Bettencourt.

Têm vindo de outros países notícias de políticos e ex-governantes terem sido condenados. Por exemplo, já aqui foi focado o caso do julgamento ocorrida na Coreia do Sul em Agosto de 1996, em que foram severamente condenados dois antigos Presidentes, apesar de terem sido pilares muito válidos na construção económica do País que tinha sido destruído pela guerra com o vizinho do Norte, e que ouviram sentenças por terem cedido à tentação da corrupção, tendo o General Park Chung Hee sido condenado à morte e Roh Tae-Wu a 22 anos de prisão.

Curiosamente, o nosso povo de brandos costumes, perante a lassidão da Justiça em relação aos políticos, prefere fazer justiça de maneira informal, agora, através de «petições» para impedir Sócrates de ser comentador na TV pública. Ora a administração da RTP é livre de contratar com quem julga de interesse e, por outro lado, todos somos inocentes até sermos condenados por sentença passada em julgado, e Sócrates, apesar das suspeitas sobre si levantadas, não foi condenado.

Que grande diferença entre os exemplos dados pela Coreia do Sul há 17 anos e pela França agora e o que se passa entre nós. Serão os nossos políticos todos angélicos, pois raros têm sido condenados? Quais?

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quinta-feira, 5 de julho de 2007

O ciclo vicioso dos partidos

Na realidade, o objectivo dos partidos políticos é a conquista o poder. Para quê? Para poderem nomear pessoas, isto é, os familiares e amigos dos companheiros de clã. Para quê? Para que estes, em prova de gratidão pelo bom emprego, contribuam, por todos os meios para a manutenção do poder «ad eternum».

Isto não é exagero nem má língua. Além de ser deduzido da observação dos acontecimentos frequentemente noticiados, foi agora dito, como noticia o JN, pelo Sr. deputado Vítor Baptista que «Ganhámos as eleições para nomear pessoas» e que as substituições «são normais, tendo em conta os resultados eleitorais». O PS, com maioria, «é um glutão dos lugares da Administração Pública». Isto vinha a propósito das demissões dos directores do centro de saúde de Vieira do Minho e do Hospital de S. João da Madeira.

Também, há pouco tempo, quando foi muito falado o número excessivo de assessores da Câmara Municipal de Lisboa (CML), uma vereadora em entrevista à comunicação social disse, com toda a franqueza, que as nomeações são feitas por critério de «confiança política» e não propriamente de «competência técnica».

Somos assim tentados a crer que os políticos governam para os interesses pessoais e dos amigos e não prioritariamente para o País, isto é, não se preocupam grandemente em melhorar as condições de vida dos portugueses contribuintes. Parece que é verdade não haver na política, vergonha, ética, moralidade, nem sequer bom senso, e muito menos amor e dedicação ao País. É espantosa a facilidade com que alguns políticos deixam cair a máscara da democracia, mal afivelada, por serem maus actores e por terem no íntimo da sua ambição as molas impulsionadoras do autoritarismo oligárquico.

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