Mostrar mensagens com a etiqueta presidenciais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta presidenciais. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de janeiro de 2016

CANDIDATO CÂNDIDO FERREIRA RECUSA AMARRAS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL



Em plena época de crítica crescente ao REGIME DE PEQUENAS «DITADURAS» com restrições de liberdades e condicionamento das mentes dos portugueses, é de sublinhar a atitude do candidato a PR CÂNDIDO FERREIRA de recusar aceitar a metodologia dos debates pré-eleitorais televisivos.

Dá um exemplo a ser seguido pelos portugueses: compreender as mordaças que lhes são impostas e recusar sempre que não concorde. A aceitação demasiado tolerante de coisas com que não concordamos e em que não vemos vantagens para o bem geral tem sido a causa da crise social em que temos vivido. Se, em democracia, a soberania pertence à Nação, isto é, aos cidadãos, estes têm o poder, o direito e o dever de exigir, ou através dos seus representantes eleitos ou contra estes, se não cumprem aquilo que prometeram e o que lhes é devido, em favor dos cidadãos.

;Basta de tanto sofrer, com sacrifícios de vária ordem. A Comunicação Social tem deveres para com a população e não pode deixar de os cumprir, com isenção e objectividade.

Ver:
http://www.dn.pt/portugal/interior/candido-ferreira-convida-outros-candidatos-a-recusar-debates-discriminatorios-4960174.html

Ler mais...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais. Vencedores e vencidos

Transcrição do artigo de João Freire publicado no blogue A Ideia Livre que constitui um documento do momento actual, útil para futura consulta.

Quem ganhou e quem perdeu

Ganhou o presidente Cavaco Silva (quando apareceu era o “professor Cavaco e Silva”) porque nele votaram: as pessoas de bom senso que acreditam na honestidade do homem e não queriam acrescentar à crise económica mais um rol de embaraços políticos; o “bom povo português” que gosta de ver um dos seus alçado à proeminência de Belém; os facciosos do “cavaquismo” e do “populismo PPD/PSD”. E também porque houve 4,2% de votos brancos e não foram votar 53,4% dos eleitores que não acreditavam nos candidatos nem se revêem nos partidos que os apoiam, porque já detestam “a política” ou porque simplesmente estão hoje sobretudo preocupados com o imediato das suas vidas.

Perdeu Manuel Alegre e “a esquerda”, porque os seus 19,8% de votantes só incluíram os “bloquistas”, muito menos dos eleitores PS das últimas legislativas (então 36,5%), o esquerdismo mítico saudoso do 25 de Abril (ou os restos simbólicos do republicanismo anti-fascista) e aqueles que são sempre “contra as direitas”.

Francisco Lopes e o PCP conseguiram um “empate” porque, mostrando a velha habilidade táctica do estalinismo, deixaram Alegre e a esquerda afundar-se sozinhos e mantiveram aproximadamente o seu bastião de 400 mil votos (7,1% contra 7,8% nas legislativas de 2009).

Fernando Nobre sai confortado desta aventura (que uns tantos lhe terão acenado) porque, sendo um homem bom e solidário, não se confundiu com os “políticos”; e sendo um homem livre, disse coisas – contra os interesses e os poderes estabelecidos – que só um homem livre pode dizer, nisso correspondendo ao verdadeiro espírito de cidadania felizmente presente em não pouca gente: os 14,1% que obteve são prova disso, embora sejam um potencial porventura inepto para o exercício do poder, nas actuais condições de funcionamento da vida política.

José Manuel Coelho, sem quaisquer meios, ainda recolheu muitos votos de protesto mas, com Defensor Moura, foi o “folclore local” que, com coragem e presunção, cumpriram desta vez o papel de compère habitualmente desempenhado por Garcia Pereira para dar credibilidade democrática ao processo eleitoral, mostrando que “mesmo os pequenos podem lá chegar”.

Agora, the show is over e é preciso pagar as contas.

JF / 23.Jan.2011

Imagem da Net

Ler mais...

Presidenciais. Análise dos resultados

Transcrição do artigo de Pedro Coimbra publicado no seu blogue Devaneios a Oriente que, pela serenidade e isenção com que está escrito, constitui um documento deste momento, útil para futura consulta.

Sondagens, previsões, e agora os resultados

Os resultados da eleições presidenciais em Portugal apresentam muito poucas surpresas.
Relativamente ao cenário que aqui tinha traçado na passada sexta-feira, os resultados já apurados confirmam, em grande medida, o que então previra.

Cavaco Silva foi reeleito à primeira volta.
Com uma votação, em percentagem, superior à que havia conseguido nas últimas eleições.
E superior também à votação com que Jorge Sampaio fora reeleito.
No entanto, os 52,91% que Cavaco Silva conseguiu, andam longe dos 60% que algumas sondagens lhe davam.
Ainda assim, são mais que suficientes para fazer de Cavaco Silva o grande vencedor da noite.
Não só por ter sido reeleito, não só pela percentagem de votos conseguidos (percentagem, notar bem, que o número de votos, 2 230 000, é o mais baixo de sempre), mas, principalmente, por ter ganho em todos os distritos do país.
Depois desta eleição, e desta votação, Cavaco Silva estará já a pensar que pode cumprir o seu sonho.
Que sempre foi, na realidade, cumprir o sonho de outro - Sá Carneiro.
Uma maioria, um governo, um presidente, será o próximo objectivo a alcançar.
E que, em boa verdade, nunca se apresentou tão verosímil.

Outro dos vencedores da noite foi Fernando Nobre.
Os 14,1%, correspondentes a quase seiscentos mil votos, constituem um resultado excelente para quem se apresentou longe dos aparelhos e das máquinas partidárias.
E dos apoios financeiros que as mesmas proporcionam.
No entanto, e embora reconhecendo o feito, confesso que ainda estava à espera de mais.
Os portugueses estão realmente fartos de politiquice e de politiqueiros.
E têm uma tendência natural para apoiar, por simpatia e empatia, quem se apresenta longe desse universo.
Esse traço de personalidade dos eleitores portugueses, aliado à personalidade afável, educada, altruísta, de Fernando Nobre, fizeram-me vaticinar um resultado ainda superior.
Ainda assim, sem dúvida uma votação expressiva a que conseguida pelo fundador da AMI.
Esperemos que não fique agora na ilusão que os seus seiscentos mil votos representam realmente o seu peso eleitoral.
E que, mais do que isso, representam algo mais que um mero resultado eleitoral de circunstância.

Outro dos grandes vencedores, e a grande surpresa, foi José Manuel Coelho.
O candidato vindo da Madeira, onde conseguiu quase 40% dos votos, e conseguiu fazer sombra a Cavaco, obteve um resultado verdadeiramente surpreendente.
Quase 190 000 votos, que correspondem a 4,5% dos votos expressos, dão a José Manuel Coelho o direito a reclamar vitória.
E a infernizar a vida a Alberto João Jardim, aquele que era o grande objectivo de José Manuel Coelho nestas eleições.
O fenómeno José Manuel Coelho só se explica também por ser uma voz incómoda, revoltada, por exprimir, ainda que de uma forma algo pueril, os sentimentos de muitos portugueses no momento difícil que se atravessa.
O voto em José Manuel Coelho é um voto de protesto contra esse momento difícil.
E a ausência de soluções credíveis.
Ao mesmo tempo que é também um voto divertido.
Salvas as devidas proporções, um fenómeno semelhante ao voto no palhaço Tiririca no Brasil.

No meio, o "empata" destas eleições, foi Francisco Lopes.
Quase 400 000 votos, 7,14%, confirmam as previsões das sondagens, excedem um pouco as minhas.
E, ao contrário do que afirmou Francisco Lopes, não representam "uma afirmação de revolta do nosso povo".
Representam antes a confirmação de um fenómeno que todos conhecemos há mais de trinta anos.
O eleitorado do PCP vota cegamente em quem o partido apresentar como candidato.
Nem que seja a Bota Botilde!!
Este seguidismo dos comunistas portugueses chega a ser confrangedor.
Mas nada surpreendente.

O grande derrotado da noite é, sem qualquer dúvida, Manuel Alegre.
Uma percentagem de votos inferior a 20%, uma votação inferior em quase 200 000 votos ao seu célebre milhão de votos.
Alegre foi, como Soares há cinco anos, vítima da sua ingenuidade e da sua sede de protagonismo.
Fraquezas aproveitadas com mestria maquiavélica por José Sócrtaes.
Embriagado com o milhão de votos conquistado nas últimas eleições presidenciais, então sem o apoio do PS, Manuel Alegre não percebeu que tinha conquistado essa votação precisamente por não ser apoiado pelo PS.
Como se este erro não fosse suficiente, a candidatura de Alegre apresentou um caldo de apoios que teve momentos de puro ridículo.
Ouvir Fernando Rosas dizer que Cavaco era o candidato do sistema, do arco da governação PS/PSD, num dos comícios de campanha de Manuel Alegre, dá cabo das esperanças ao mais carismático dos candidatos.
Juntar PS, Bloco de Esquerda e PCTP/MRPP, foi um erro crasso.
Que o PS de Sócrates soube cavalgar muito bem.
Os apoios do PS a Manuel Alegre foram quase envergonhados.
E assumiram, quase sempre, mais a forma de ataques a Cavaco Silva do que de apoios a Manuel Alegre.
Na estrada, e na hora da derrota, Alegre andou sozinho ou acompanhado pelos pesos-pesados do Bloco de Esquerda.
E por alguns socialistas pouco alinhados com a via socrática do partido.
Manuel Alegre termina aqui a sua carreira política.
Sem brilho, algo abandonado.
Fazendo lembrar os desportistas que arrastam as suas carreiras sem perceberem o momento ideal para as terminar em grande estilo.
No caso de Manuel Alegre, esse momento teria sido há cinco anos.

Outro dos grandes derrotados de ontem foi Defensor Moura.
Resultado de uma campanha deplorável, de ataques que variaram entre o reles e o patético (a evocação constante daquele episódio de um palco em Viana do Castelo é sintomática desse descontrolo), sem uma única ideia válida, Defensor Moura sai destas eleições vergado ao peso de uma derrota pesada (1,5%, correspondentes a 66 000 votos).
E com a imagem de ter sido o peão de brega que Sócrates usou para atacar Cavaco.

Grande destaque também para a brutal taxa de abstenção registada.
53,37%, mais de cinco milhões de eleitores, preferiram não votar.
Foram mais os abstencionistas que os votantes.
Sinal do afastamento dos portugueses em relação à política, de desilusão face às condições de vida que enfrentam, de enorme desinteresse ante as soluções(?) e alternativas(?) que lhes foram apresentadas.
Também de protesto face a uma campanha eleitoral pobre, feia, feita sobretudo de ataques e insultos.
Argumentos que valem igualmente para explicar os votos brancos e nulos que se registaram.

Por fim, o "perdedor mais vencedor" destas eleições - José Sócrates.
José Sócrates, derrotado porque é o secretário-geral do PS, que apoiou o candidato derrotado Manuel Alegre, paradoxalmente, conseguiu tudo o que queria nestas eleições.
"Arrumou" Manuel Alegre na prateleira onde já estavam colocados Mário Soares, Almeida Santos e os outros históricos do PS;
Atacou Cavaco Silva, através de Alegre, e, sobretudo, de Defensor Moura;
Envolveu-se ao mínimo na campanha, evitando assim chamuscar demasiado a sua imagem;
Antes de se juntar a Alegre na derrota, apareceu a falar ao país na sua total disponibilidade para continuar a cooperação estratégica com a presidência da República.
Sintomático.

Resta saber o que é que, verdadeiramente, pretende Cavaco fazer doravante.
À semelhança de Soares e Sampaio, no segundo mandato de ambos, Cavaco vai agora ser muito mais interventivo nos assuntos da governação do país.
Apertem os cintos que se aproxima turbulência!!

Imagem da Net

Ler mais...

domingo, 16 de janeiro de 2011

O amigo António à caça de insólitos

O Amigo António continua a deleitar-me com a sua forma de olhar para as coisas complicadas como se estivesse a ver tudo claro transparente, mas não deixa de ficar intrigado com as manobras da baixa política. Desta vez, saiu-se com a descoberta do insólito apoio do PSD a Cavaco Silva.

Custou-me a concluir que tinha ouvido bem, pois ambas as entidades são fruto da mesma árvore e companheiros do mesmo grupo ou tendência. Mas ele, com o seu raciocínio muito simples e adequado a explicar o menos visível aos mais ignorantes, esclareceu a sua «anedota» que parece não o ser.

Os dados dele são os seguintes: Cavaco é de todos os candidatos o único que, pelo seu passado e a sua forma de estar na política, garante a continuidade, na crise com que conviveu sem evidenciar o mínimo sintoma de alergia e sem fazer algo de positivo para a evitar ou debelar, mesmo que fosse apenas por palavras bem audíveis e insuspeitas.

Pelo contrário, o PSD tem mostrado interesse em mudanças na governação, por forma a melhorar todas as deficiências de organização da máquina pública, passando pela Educação, pela Saúde, pela Justiça, etc..e, para isso, mostra-se interessado em eleições legislativas antecipadas. Ora, depois de o povo, como dizem, ir eleger Cavaco Silva, portanto profundamente mentalizado para evitar a mudança e quaisquer aventuras, será difícil fazer uma lavagem ao cérebro colectiva e eficaz que contrarie o tratamento hormonal que agora lhe está a ser injectado com efeito positivo (na hipótese de o candidato ganhar).

Por outro lado o PS, depois das eleições, se tiverem o referido desfecho, vai agarrar-se ao slogan da continuidade e da estabilidade de que o povo mostrou gostar ao eleger Cavaco.

Achei piada a este raciocínio do Amigo António e não deixei de o trazer aqui para que cada um se ria ou medite, sobre o quanto há de insólito nas tácticas políticas.

Não tive coragem de perguntar qual o candidato que, segundo ele, o PSD deveria apoiar mas, como é muito cauteloso, talvez armasse em pitonisa e dissesse uma frase esfíngica como «qualquer um excepto Cavaco, Alegre e Defensor», porque todos os outros estão mais preparados para mudanças.

Ler mais...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E eles querem ser chefes de Estado !!!

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Os Tendeiros
Correio da Manhã. 09-01-2011. Por: Francisco Moita Flores, professor universitário

Confesso, até pela admiração que tenho pela sua obra literária, que não imaginava Manuel Alegre a liderar uma campanha tão ignóbil, tão suja, tão desprovida de dignidade quando se discute o futuro do mais alto cargo do Estado, que é com mágoa que o vejo afundar-se neste mar de peçonha e ressabiamento em que tende a transformar-se a campanha eleitoral.

Os ataques pessoais, contra a honra e o carácter do seu adversário Cavaco Silva, não se compaginam com o poeta que cantou Camões, que deu um sentido universal e de liberdade às palavras e aos poemas escritos em português. É certo que o pioneiro da arruaça foi Defensor Moura. Outra surpresa. Para o pior. Este embirrou com o 10 de Junho, renegou o orgulho de celebrar o Dia de Portugal e de Camões e, para tanto, não se coíbe de mentir. Por causa de uma tenda, imaginem! Decidiu que era tema de campanha eleitoral uma tenda que teve de alugar para as comemorações do 10 de Junho.

A tenda mostra, segundo ele, que Cavaco faz favorecimento a amigos pois, no ano seguinte, a dita tenda terá sido paga por ele à autarquia que recebeu, com orgulho, as celebrações do dia de Portugal. Ora essa autarquia é Santarém. E já explicámos, já mostrámos a factura, que foi publicada, que a tenda dos seus ódios foi paga por Santarém e não pela Presidência. Ao abrigo do mesmo protocolo que ele voluntariamente assinou para as celebrações do Dia de Portugal. Numa das suas intervenções, deixou claro para o que vinha com a sua campanha. Desfazer a imagem de honradez do seu adversário. Nem uma crítica política, nem uma alternativa política surge da parte destes dois concorrentes. Apenas um chorrilho de insultos que mais parece uma briga de tendeiros por um bom lugar na feira.

Há um malabarismo desonesto em toda a história com que estes dois candidatos querem forçar a mistificação sobre o BPN. Queriam que Cavaco antecipasse a história. Sendo que comprou e vendeu acções, de forma legal, num tempo em que o BPN era um banco em pleno funcionamento, que mostrava sinais de ser sadio, em que centenas de milhares de portugueses confiavam, e com o BPN negociaram na mais pura boa-fé, exigem-lhe que soubesse o futuro. Que soubesse que sete anos depois dessa venda, em vez de um banco estivesse ali um covil de manhosos. Não podia saber. Ninguém sabia. Nem a invocação de estarem lá amigos vale alguma coisa. É apenas obscena. E conhecendo-se toda a história, como agora se conhece, não existe crime algum. Ou melhor, existem dois: os crimes de injúrias e difamação com que dois candidatos procuram matar a honra de um adversário. Coisa indigna, para quem quer ser Presidente da República.

NOTA: Não é por acaso que não atacam o candidato Fernando Nobre. Está isento dos vícios e das manhas dos políticos, não está incluído nos tais «provincianos deslumbrados»!!! Por isso, se Portugal precisa de mudança, ele será o mais liberto de peias, conivências e cumplicidades para poder agir em defesa dos interesses nacionais, com as pessoas a terem prioridade sobre os números.

Imagem do CM

Ler mais...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Presidenciais. Visão redutora

Transcrição de artigo de opinião que considero aceitável, mas com uma visão redutora, muito comum em jornalistas, comentadores e muita população menos preparada, o que suscita a NOTA final.

Abstenção, nulo ou voto em branco?
Jornal de Notícias. 02-06-2010. Por Manuel Serrão

Mais de cinco meses depois de Manuel Alegre anunciar a sua disponibilidade para voltar a ser candidato a presidente da República, o Partido Socialista, que nas últimas eleições tinha apoiado Mário Soares contra ele, dispôs-se agora a dar-lhe o seu apoio aparentemente inequívoco. Apesar da Comissão Nacional do PS ter apoiado o pedido de Sócrates na sua larga maioria, poucos são os socialistas que rejubilaram com o facto.

Existem alguns históricos do PS, como José Lello e Vitor Ramalho, que deram conta pública do seu desconforto e de uma forma mais ao menos elegante já deixaram saber que nem farão campanha, nem votarão nele. Muitos outros socialistas anónimos e com responsabilidades no aparelho partidário comungam das dúvidas de José Lello e Vítor Ramalho e provavelmente não estarão dispostos a votar nas próximas Presidenciais naquele candidato contra quem votaram nas anteriores.

Do outro lado da barricada, a posição de Cavaco Silva também não é famosa. Para além de outras questiúnculas que já vêm do passado, a última decisão do presidente de promulgar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo (e mais do que a promulgação, a pífia explicação com que justificou o acto) também abriram brechas na muralha de aço que a Direita normalmente ergueria na defesa do presidente das suas cores e valores. Mesmo aqueles que defendem que Cavaco Silva foi o primeiro-ministro que mais governou à esquerda desde a época revolucionária de Vasco Gonçalves e Pinheiro de Azevedo, não estavam à espera que, numa questão fracturante como esta, Cavaco Silva abdicasse dos valores que nortearam a sua candidatura com uma justificação de conjuntura. Em último caso, sempre se pode dizer que a discussão parlamentar sobre o veto político do presidente podia ser agendada para um período em que a Assembleia da República já tivesse dado por encerrados todos os seus contributos possíveis para a resolução da crise económica.

Que eu me lembre, vamos ter as primeiras presidenciais em que não há um único candidato que satisfaça de um modo geral o seu potencial eleitorado. Como também não acredito que ainda possam surgir outros candidatos com mais consistência que os habituais e folclóricos candidatos do queijo da serra, a minha grande expectativa consiste em saber o que é que irá aumentar mais nas próximas presidenciais: a abstenção, o voto nulo ou o voto em branco?


NOTA: O autor apenas refere dois candidatos, um já declarado e o outro previsível, mas omite um outro também já declarado, o Dr. Fernando Nobre que, se for eleito, não será certamente pior do que o actual tem sido e será seguramente melhor do que o poeta da Rádio Argel. Trata-se de uma pessoa com excepcional sensibilidade, carinho e respeito pelas pessoas que carecem de apoio, que são vítimas de acidentes ou calamidades naturais. Um coração disponível para os que sofrem em qualquer parte do mundo e, principalmente no seu País se o elegerem.

Esta omissão revela a visão redutora daqueles que não conseguem, imaginar uma saída do pântano a que o regime chegou e estão viciados e deslumbrados por políticos que aparecem frequentemente no pequeno ecrã, mas que já demonstraram a sua incapacidade para eliminarem as causas da crise e do seu agravamento progressivo, mantendo os erros e os vícios dos egoísmos, das vaidades e das ambições daqueles que têm ocupado as cadeiras do poder durante muitos anos. Esses que fazem parte do problema não conseguem ser parte da solução.

É esse espírito de acomodação cega de ovelhas obedientes que bem se evidenciou nas votações por unanimidade da Lei do Financiamento dos Partidos, em boa hora vetada, e na «lei da rolha» no Congresso do PSD, de que os congressistas se disseram arrependidos poucos minutos depois.

Com a mesma gente, Portugal não conseguirá recuperar o atraso, antes o agravará. Fernando Nobre, se for eleito, será o primeiro passo no caminho da renovação, da restauração de Portugal que já foi grande e que poderá reduzir a sua desvantagem em relação aos seus melhores parceiros.

Ler mais...

domingo, 30 de maio de 2010

Fernando Nobre despreocupado

Transcrição de notícia:


SIC online. 29-05-2010

O candidato à Presidência da República Fernando Nobre afirmou este sábado à Lusa "não estar nada preocupado" com o apoio do PS ao seu adversário Manuel Alegre, sustentando que "é uma decisão esperada".

"Não estou minimamente preocupado com o apoio do PS ao doutor Manuel Alegre e não tenho a mínima dúvida que muitos militantes socialistas vão votar em mim, até porque alguns presidentes de câmaras já tomaram posição pública, assim como líderes concelhios e coordenadores de juventudes socialistas", afirmou Fernando Nobre à margem de um encontro da comunidade Goesa realizado no Seixal.

O candidato presidencial referiu estar "confiante" pois acredita que a população portuguesa em geral vai saber escolher o candidato que "mais lhe transmite confiança, esperança e que lhes pode permitir traçar novos rumos".

"Vindo de um pilar que é a cidadania e que considero essencial para a afirmação de qualquer Estado, acredito que os cidadãos portugueses vão entender essa mensagem"
, acrescentou.

Questionado pela Lusa para reagir às palavras de Mário Soares que considerou Fernando Nobre um "bom candidato", o presidente da AMI respondeu que as recebeu com "muito respeito", e confessou ter uma "grande admiração por um dos poucos estadistas que Portugal teve no pós 25 de abril".

"É com muito respeito que recebo as opiniões do doutor Mário Soares e ele definirá no momento que achar oportuno quem irá apoiar. Eu estarei à espera", rematou.

Ler mais...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Próximo inquilino de Belém ?

Transcrição de post do blogue O Guardião:

Os Candidatos

Neste momento temos pelo menos três candidatos mais que prováveis à próxima eleição para a Presidência da República. Há duas candidaturas assumidas e uma que é anunciada por gente próxima mas ainda não assumida por razões óbvias que se prendem com a função que ocupa presentemente.

Penso que ainda é possível que surja mais alguma candidatura, que pode baralhar ainda mais os eleitores, que mesmo só com estes três já têm muito em que pensar.

Cavaco tem a vantagem da tradição, que nos diz que um presidente que se recandidata tem quase garantida a reeleição, mas no seu caso tem como factores negativos o facto de a direita estar em minoria nesta ocasião, e de neste mandato a situação política e económica se ter deteriorado em demasia, sem que ele tenha tomado uma posição inequívoca e firme para inverter a situação.

Alegre estava até há pouco tempo numa situação muito favorável, que lhe garantia os votos de grande parte da esquerda e dos descontentes, contudo não soube ou não quis demarcar-se dos partidos políticos, nomeadamente do PS, ao não tomar uma posição clara sobre o pantanal de suspeições que atingem José Sócrates.

Nobre por seu lado teria a vantagem de não ser um candidato subordinado ao apoio partidário, mas poderá ter contra si o facto de não ter divulgado as suas ideias para o país de um modo claro e inequívoco.

Eu continuo à espera dos desenvolvimentos desta disputa, guardando para mais tarde uma eventual escolha, que naturalmente pode vir a ser também, o voto em branco.

Nota Importante: Neste post só analisei as candidaturas do regime, porque fora dele já existe uma candidatura de peso protagonizada por Sua Majestade D. Pata Negra sobre a qual me debruçarei numa próxima ocasião.

Publicada por O Guardião em O Guardião.

NOTA: A antecedência é grande e pode ter o efeito benéfico de os eleitores poderem informar-se de forma mais completa sobre os projectos e as capacidades de cada candidato, o que permitirá votar com mais segurança, com base em avaliações próprias e ser mais independente das propagandas que sempre procuram condicionar as decisões do voto.
Por outro lado, durante estes meses o povo é afastado da meditação sobre os grandes problemas nacionais, devido à pressão desta «pré-campanha». E dessa forma, deixa de se pensar nos graves problemas da educação, do emprego, da Justiça, da segurança pública, da saúde, das condições sociais dos mais desfavorecidos, etc.
Felicito o Guardião pelo estilo isento e imparcial como abordou esta análise. A referência a sua alteza o Rei dos Leitões, um célebre bloguista, faz esperar a eventualidade de mudança do regime, o que poderá ser conveniente para nos livrar dos vícios e manhas a que temos sido submetidos.

Ler mais...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Presidenciais e Manuel Alegre

Através de vários posts foram aqui trazidos dados de interesse sobre os candidatos que já manifestaram a sua posição quanto às eleições presidenciais. Esis os links desses posts: Alegre asfixiado pela pressa, Procurar acertar é meritório, Palavras do Candidato a Belém Fernando Nobre, Presidenciais. Alerta aos incautos.

Procurando continuar fiel aos princípios de isenção, imparcialidade e apartidarismo, tendo em atenção que os cidadãos, para votarem em consciência, precisam de estar informados e disporem da mais vasta gama de informação para, pela própria cabeça, extraírem as suas conclusões e decidirem o sentido do seu voto, colocamos aqui mais um post extraído do blogue Sorumbático que integra um artigo do jornal «Sol» de hoje.

«Dito & Feito»
Por José António Lima

PASSOU QUINZE arrastados e pesados dias sem nada ter a dizer sobre as chocantes revelações de que o país tomou conhecimento com as escutas do processo Face Oculta. Quando, finalmente, falou, Manuel Alegre fez um discurso redondo. A criticar «a promiscuidade entre a Justiça, a política e a comunicação social» e a lamentar que «se esteja a viver uma crise política em vez de se procurar resolver as dificuldades» do país ou que não haja «segredo de Justiça quando a Justiça não funciona». Politicamente condicionado, partidariamente manietado, Alegre procurou dar duas no cravo e uma na ferradura, fugindo aos problemas de fundo que o caso Face Oculta coloca – a este estilo de exercício do poder de Sócrates, ao PS como partido democrático e a si próprio como referência dos socialistas.

Não o choca :
O despudor da manipulação desmedida e controleira feita pela rede de figuras próximas do primeiro-ministro sobre empresários e meios de comunicação social?
A desqualificação e a ausência de ética política dos boys colocados em postos decisores, com ordenados e mordomias escandalosos?
A falta de vergonha de utilizar, comprovadamente, empresas públicas e com participações do Estado para beneficiar os meios de informação amigos e asfixiar financeiramente os órgãos de comunicação desalinhados?
Pelos vistos, choca pouco.

Este estilo Chávez:
Não lhe causa um sobressalto democrático?
Não abala as suas convicções em defesa do livre pensamento e expressão de ideias?
Não lhe provoca um assomo de revolta contra o controleirismo?
Pelos vistos, não.

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. Se, até em ditadura, isso já era uma certeza, em democracia não é possível silenciar todos os que os discordam ou informam com liberdade e independência – por muitos boys e aparelhos de poder que se tenham ao serviço e à disposição.

É pena que Manuel Alegre não junte a sua voz aos que se demarcam desta vocação manipuladora e com tiques totalitários. Que não esteja do lado dos que resistem e dizem não. O seu passado cívico e político exigia-o. E a sua candidatura a Presidente da República não sairia tão manifestamente diminuída pelos seus silêncios, omissões e cumplicidades com estas práticas antidemocráticas.

«SOL» de 26 Fev 10
Publicada por Carlos Medina Ribeiro em Sexta-feira, Fevereiro 26, 2010

Ler mais...