O primeiro-ministro fez ontem um balanço positivo da evolução da economia e adiantou que os dados do crescimento no 3º trimestre apontam também para valores positivos. No entanto, sublinhou que “ainda não temos por garantido que seremos bem sucedidos” e deixou recados à oposição e, nas entrelinhas, ao Tribunal Constitucional, sublinhando que estamos “a chegar ao momento da verdade”.
Porém, há muitos sinais preocupantes por contrariarem esse optimismo. Vejamos os títulos de algumas notícias:
- Conselho Económico e Social demarca-se do optimismo do Governo nas Grandes Opções do Plano
- Conselho Económico e Social critica falta de estratégia e de soluções para a crise das GOP
- Bruxelas avisa. Sem cortes não há mercados, há um segundo resgate
- Consumo de combustíveis cai mais de 7% em Julho
- Empresas públicas. Mais dívidas, mais prejuízos e menos trabalhadores
- O sinuoso caminho do futuro
- Quase mil funcionários públicos pediram rescisão
- Guilherme Silva. 'Passos não será necessariamente recandidato a primeiro-ministro'
- Líder da CGTP não acredita que crescimento previsto para 2014 crie emprego
Perante estes sinais contraditórios não se apresenta fácil acreditar num prognóstico, mas as previsões de cortes e agravamento da austeridade em 2014 não são de bom agoiro.
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sábado, 5 de outubro de 2013
QUE PERSPECTIVAS PARA PORTUGAL ?
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A. João Soares
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FALSO OPTIMISMO VS REALIDADES
Transcrição de notícia que merece meditação acerca das realidades que nos pretendem ocultar:
Conselho Económico e Social demarca-se do optimismo do Governo nas Grandes Opções do Plano
Negócios. 04 Outubro 2013, 21:30 por Lusa
O Conselho Económico e Social (CES) demarcou-se do optimismo manifestado pelo Governo na proposta de Grandes Opções do Plano (GOP) para 2014, referindo o aumento do desemprego, das falências de empresas e da pobreza.
"O optimismo do Governo contrasta fortemente com os números do desemprego, com o número de empresas falidas, com a redução do poder de compra das famílias e com o aumento da pobreza. Contrasta ainda com o continuado aumento da dívida pública", diz o projecto de parecer do CES, a que agência Lusa teve acesso, que vai ser discutido e aprovado segunda-feira pela Comissão Especializada Permanente de Política Económica e Social (CEPES).
Segundo o projecto de parecer, que será posteriormente aprovado pelo plenário do CES, as condições de financiamento da economia portuguesa "são extremamente penalizadoras" e, apesar da afirmação do governo de que estão a ser criadas as bases para uma economia mais competitiva e dinâmica, "estão a ser criadas preocupantes condições de ruptura social".
"A ideia optimista de "fim de ciclo" e de que se inicia uma nova fase da vida nacional de que o documento se encontra imbuído não é, assim, partilhada pelo CES", é assumido no projecto de parecer.
O CES manifesta ainda o receio de que as intenções expressas de criação de condições para o relançamento do investimento privado sejam goradas pela debilidade do mercado doméstico, pela instabilidade fiscal e pela incerteza da consolidação orçamental e da reforma da administração pública.
Para o Conselho, a reforma da administração pública referida nas GOP limita-se a "uma redução de pessoal e de remunerações". "No entender do CES é uma visão redutora do que se espera de uma reforma deste sector", diz o projecto de parecer.
O Governo aprovou a 5 de Setembro o anteprojecto das Grandes Opções do Plano (GOP) com as grandes linhas orientadoras para o próximo ano e enviou-o dia 10 ao Conselho Económico e Social (CES) para que este órgão emita o respectivo parecer.
Após o parecer do CES, o Governo aprovará a proposta final de GOP para 2014 e, juntamente com a proposta de Orçamento do Estado, enviá-las-á para a Assembleia da República até 15 de Outubro.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Férias difíceis para Sócrates
Meses difíceis de gerir são o futuro imediato do PS, o que exige uma análise perfeita das realidades nacionais, uma estratégia muito cuidadosa da campanha eleitoral e um filtro adequado nas palavras dos militantes mais espontâneos, como Santos Silva, Lello e Vitalino. Qualquer palavra menos ajustada pode fazer ruir o castelo de cartas a montar meticulosamente. O caso Elisa Ferreira foi objecto de um alerta oportuno de Rui Rio no início da campanha para o PE, mas o PS fez ouvidos de mercador usando da sua b+habitual arrogância, mas agora acordou, fora do momento próprio, levantando mais desunião partidária. A candidata, certamente, só ocupará um dos cargos e o «boy» que o partido quer obsequiar terá então oportunidade de ser premiado.
É um assunto que irá gerar confusão tal como as palavras pouco claras acerca de Alegre. E além disso, surge agora o «chumbo às obras públicas» que bem podia ser evitado se a decisão tivesse assentado num estudo correcto das reais necessidades do País, bem explicado à Nação, sem arrogância, sem imposição, sem termos de teimosia como o «jamé». E o resultado é que o povo, discordante, pode e deve manifestar no voto o seu direito de soberania.
Mas melhor do que as minhas palavras, é a pena experiente da jornalista, pelo que transcrevo o seguinte artigo do Jornal de Notícias.
O Verão Quente que José Sócrates terá de enfrentar
JN. 090713. ISABEL TEIXEIRA DA MOTA
Os factores externos às campanhas eleitorais voltarão a sentir-se. Mas será que a Oposição os vai aproveitar?
O Verão político será marcado pelas campanhas partidárias que já estão nas ruas. A crise, a gripe, os incêndios e a insegurança têm tudo para "aquecer" o debate. Três sociólogos analisam os temas no quadro do período eleitoral que se avizinha.
A campanha eleitoral começou. José Sócrates multiplica-se em contactos com a sociedade civil para tentar ouvir e interpretar o sentir do eleitorado. Manuela Ferreira Leite prepara o programa eleitoral nos fóruns Portugal de Verdade. Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã desdobram-se em acções de rua.
O JN interrogou três sociólogos sobre o impacto que os temas da criminalidade, crise internacional, gripe e incêndios terão nas campanhas políticas num verão que seguramente não será igual aos outros.
"A marca da campanha terá em linha de conta o que foi o último ano: uma fricção muito forte de todos os partidos da Oposição contra o Governo", salienta o sociólogo Paquete de Oliveira.
Sente-se um clima de "forte sentido de confrontação", aponta o investigador do ISCTE, reconhecendo que os temas da crise, da gripe, da criminalidade e dos incêndios florestais podem tornar-se "perturbadores" caso tenham uma "evolução negativa".
O sociólogo José Leite Viegas destaca "o aproveitamento" que os partidos da Oposição poderão fazer do evoluir dos acontecimentos nos próximos meses. "Os temas de campanha estarão muito dependentes do aproveitamento que a Oposição fizer", declarou ao JN. Exemplo: "há um sentimento de insegurança latente na sociedade que pode tornar-se explícito em face de casos mediáticos e aí a gestão política será complicada em período pré-eleitoral".
Outro exemplo: "a crise está cá, mas se as empresas aproveitarem as férias para fecharem as portas e não abrirem mais, isso causará um problema político ao Governo que a Oposição não vai deixar passar".
"Não é de excluir que os partidos queiram cavalgar essa onda", adverte, na mesma linha, André Freire, sublinhando que "são temas recorrentes, mas a época é que é especial". "Seria de esperar em Agosto um arrefecimento dos temas políticos", sustenta, até pelo forte sinal de"cansaço" que o país manifestou nas Europeias.
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Governar com promessas e esperanças!!!
Notícia do Público diz que a ministra da educação espera entrar em 2010 com cerca de 200 escolas secundárias, de um total de 350 em projecto, a serem intervencionadas no âmbito do Programa de Modernização do Parque Escolar.
Os portugueses prefeririam ouvir notícias de problemas resolvidos, obras feitas, medidas implementadas, resultados, para fazerem a sua «avaliação do desempenho» do Governo. A mesma promessa aparece sob outro título no mesmo jornal.
Da área da Educação apareceram recentemente promessas não coincidentes referentes ao Magalhães, aqui e aqui e cuja concretização não foi noticiada. O povo começa a topar as realidades, pelo que os governantes devem consciencializar-se de que não é saudável governar com promessas vãs. As pessoas não gostam de propaganda enganosa e detestam mais promessas pouco convincentes.
Porém, não pode haver ilusões sobre as dificuldades inerentes ao acto de governar um País. E talvez seja esse factor que afasta muitos jovens da política como há tempos foi referido pelo Presidente Cavaco Silva. Mas quem está no governo é voluntário, supostamente para se dedicar à defesa do País, dos portugueses, e criar melhores condições de vida para estes. Essas reais dificuldades exigem muito bom senso, estudo dos problemas e ponderação na escolha das soluções mais adequadas aos interesses nacionais, que devem sobrepor-se aos interesses privados, sejam individuais ou de empresas.
Por isso, é também lamentável o que aconteceu nos dois casos das notícias a fábrica anunciada por três ministros e que nunca saiu do papel e empresa apadrinhada por Sócrates e Pinho confirma perda de certificação solar.
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A. João Soares
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