
Diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço...
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Sobre os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável.
NOTA: Cuidado que, hoje, não é totalmente verdade aquilo que Mazarino diz dos ricos, pois estes não gastam tudo quando obtêm de rendimento, pois há os offshores, a especulação financeira, etc.
Recebido por e-mail de correspondente amiga. Imagem de arquivo
sexta-feira, 13 de abril de 2012
A Bíblia de Vítor Gaspar ???
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A. João Soares
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Labels: classe média, impostos, ricos
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Fosso entre ricos e pobres
Texto recebido por e-mail da amiga Maria João e que aqui transcrevo por vir confirmar o que tem sido expresso em variados posts aqui colocados nas últimas semanas.
Que fazer perante a situação descrita ???
Portugal agrava fosso entre ricos e pobres para o pior nível europeu o fosso entre ricos e pobres atingiu uma dimensão inédita. As diferenças salariais entre administradores e restantes trabalhadores podem explicar o agravamento das desigualdades.
O fosso entre ricos e pobres atingiu uma dimensão inédita. As diferenças salariais entre administradores e restantes trabalhadores podem explicar o agravamento das desigualdades.
"Portugal não pode continuar a ser um dos países europeus em que a pobreza e a desigualdade entre os que trabalham é maior". A afirmação consta do programa do Governo, mas os mais recentes dados estatísticos sugerem que o País detém e vai continuar a deter aquele que é um dos recordes menos cobiçados do mundo desenvolvido.
Contrariando a tendência europeia, Portugal é hoje não apenas o "campeão",
mas também o Estado-membro da União Europeia onde as disparidades de
rendimento mais se acentuaram nos últimos anos.
Jornal de Negócios
Sobre este tema, sugere-se a visita, entre outros, aos seguintes posts:
Contradições e precipitações dos políticos
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A. João Soares
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16:43
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Labels: fosso pobres, ricos
