Mostrar mensagens com a etiqueta votos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta votos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de julho de 2009

Votar em quem???!!!

No artigo do Correio da Manhã de 11 do corente Um raciocínio lógico Emídio Rangel expõe ideias que não trazem nada de novo mas estimulam algumas reflexões.

Diz que «É completamente óbvio que o CDS, com valores na ordem dos 6%, e o PCP, com resultados que não ultrapassaram os dois dígitos, não podem ambicionar tal lugar», referindo-se ao cargo de primeiro-ministro. A afirmação de que os resultados do PCP «não ultrapassaram os dois dígitos» só pode ser um lapso sem relevância, provavelmente, motivado por distracção, pois para ultrapassar os dois dígitos, os resultados teriam que ser, no mínimo, 100%.

Mas do artigo ressalta a ideia de que a melhor, mais lógica opção dos eleitores seria a escolha entre dois partidos, os que já vêem alternando as maiorias, por vezes absolutas, ou se têm traduzido em arrogâncias, autoritarismo com sintomas patológicos de ditadura a prazo. Mas a isso há que opor que nada na Natureza nem nas organizações se traduz na escolha entre preto e branco em monotonia fastidiosa. Os eleitores são livres e ninguém lhes deve reduzir essa liberdade, de votar no partido cujo programa e propostas estratégicas nos diversos sectores mais lhes agradarem tendo em vista o futuro de Portugal, isto é, dos portugueses actuais e vindouros. Um partido que hoje é pequeno ou recém-formado pode amanhã vir a constituir o Governo de que Portugal vem precisando e não tem tido. A proposta pode corresponder ao chamado «voto útil», o que é um oportunismo mercantilista, iludindo o conceito de democracia.

Uma outra reflexão é que tecer conjecturas à vida nacional com base na quantidade de votos, é utilizar a lógica de contagem de pontos para os campeonatos de futebol. É a politiquice, a política com letra minúscula, que ignora ou procura esquecer que a Política com maiúsculas é a ciência e a arte de governar o Estado, cujo principal pilar é a população, as pessoas que usam o BI português e aquelas que cá residem, mesmo que temporariamente. E se o raciocínio for encaminhado segundo esta lógica, não há que olhar para os líderes mais faladores ou fotogénicos, mas para os que apresentem propostas mais equilibradas e adequadas a um Portugal melhor, que se mostrem mais dialogantes, sensíveis aos problemas das pessoas, capazes de procurar e obter pareceres e opiniões em qualquer sector da sociedade, com vista a decidir de forma mais ajustada ao futuro que mais convém para Portugal, para os portugueses.

Com estas reflexões, pode não ser trazido nada de extraordinário, mas procura-se inserir mais clareza no tema do artigo referido e nas palavras aqui expendidas em diversos posts ao longo de mais de dois anos e meio.

Ler mais...

domingo, 28 de junho de 2009

Promessas e acusações

A campanha eleitoral das últimas legislativas, assente em promessas miríficas e em projectos de reformas de que o Estado estava necessitado para se modernizar, granjearam ao PS a maioria absoluta dos votos. Foi uma táctica vencedora, premiada. O Governo prometia ser o melhor desde 1974.

Porém, passados poucos meses, o entusiasmo e a ilusão deram lugar ao desconforto, ao descrédito e à desilusão, e as recentes eleições para o PE vieram concretizar o sentimento colectivo que se vinha tornando visível. É que as promessas não foram cumpridas. Os projectos de reformas foram muito mal esboçados e iniciados, pois em vez de procurarem obter a colaboração e o entusiasmo dos agentes mais representativos dos sectores afectados, hostilizaram os funcionários que iriam ser beneficiados ou atingidos pelas reformas visadas. E daí a resistência de juízes, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, professores, militares, polícias e a generalidade dos funcionários públicos.

A lição devia ter sido aprendida por forma a que os erros tácticos não fossem repetidos e a actual campanha fosse iniciada em moldes mais prometedores. A estabilidade governativa de que tanto se fala, o respeito pelos governantes, a credibilidade do Estado, mereceriam esse cuidado!

Mas, pelo contrário, a falta de autocrítica, de exame de consciência, leva à continuação da arrogância que já deu o que tinha a dar. À falta de outras modalidades de acção, ouve-se o início de mais promessas.

O secretário-geral socialista, José Sócrates, propôs a criação de cinco mil estágios profissionais por ano na administração pública, considerando que a promoção de estágios é também uma obrigação do Estado. Mais do mesmo: uma promessa vaga e sem estudos de base que a tornem credível. Talvez um projecto do tipo «novas oportunidades» que não parará enquanto houver um português sem diploma de licenciatura.

Um outro assunto que nesta data devia ser ponderado é o de os partidos deveriam procurar votos com argumentos positivos, mostrando as suas capacidades de realização, aquilo de que são capazes para solucionar os problemas de Portugal, e evitar os ataques soezes aos partidos rivais. Este procedimento de ataques sistemáticos e cansativamente repetitivos e descabidos, foi usado pelo cabeça de lista do PS ao PE, Vital Moreira, que, com isso, obteve um resultado aviltante para o partido, como ficou bem visível pela atitude do seu secretário-geral na noite das eleições.

Destes ataques devia ter sido tirada a devida lição para a evitar a repetição dos mesmos erros nesta campanha que está a ser preparada.

Porém, em vez da assunção da lição, vemos o próprio secretário-geral a imitar Vital Moreira como se vê pelos as notícias com os títulos Sócrates acusa direita de querer retroceder nas políticas sociais e Sócrates intensifica críticas à Direita. Os eleitores já mostraram que não se deixam pressionar por esses argumentos demolidores, reagindo a eles negativamente. Será preferível que o partido reaja de forma positiva, construtiva, mostrando aquilo que vale, aquilo de que é capaz e tudo isto condimentado por uma forte afirmação de vontade de colocar os interesses dos cidadãos trabalhadores acima dos interesses dos partidos e dos políticos.

Infelizmente, para desgraça dos portugueses, tudo começa mal, com a preparação da decisão das datas das eleições em que os argumentos assentaram nos interesses dos partidos e não nos interesses dos portugueses, dos custos de dois actos eleitorais em vez de apenas uma campanha e de um dia.

Os eleitores dirão nas urnas a sua posição. Já mostraram que não são tão «burros» como por aí se possa pensar.

Ler mais...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Votar depois de pensar

Têm sido feitos muitos apelos ao voto, contra a abstenção e até surgem sugestões para que o voto passe a ser obrigatório. Realmente, em democracia, a abstenção é uma cobardia, um acto demonstrativo de desprezo pela vida do País, dos portugueses.

Mas antes de votar é indispensável que se pense qual o sentido a dar ao voto. Pensar pela própria cabeça sem se deixar arrastar por promessas fantasiosas, sem ir na cantiga de vendedores de ilusões. Nesse momento de meditação, de reflexão, convém recordar as posições tomadas pelos candidatos em relação a casos nacionais que foram objecto da comunicação social, para daí ajuizar aquele que mais merece o seu voto.

Por exemplo:

- Luta contra a corrupção e contra o enriquecimento ilícito;
-Financiamento dos partidos com dinheiro vivo. Nete caso parece não haver diferenças , a não ser quanto a candidatos que não estejam na AR;
- Redução do pessoal dos gabinetes, como assessores, etc,
- Controlo das despesas do Estado, viagens, subsídios a políticos, cartões de crédito, etc;
- Responsabilização dos decisores a nível do Estado e das autarquias;
- Reformas acumuladas e de valores astronómicos;
- Justiça social, diferenças entre os que ganham o salário mínimo e os que ganham fortunas inimagináveis pelo cidadão comum ;
- Independência da Justiça, efectiva e resistente a pressões de políticos e de ricos;
- Segurança Interna geral e nos bairros suburbanos;
- Pedofilia e crimes sexuais contra menores, deficientes, etc
- Controlo dos ordenados dos políticos das instituições públicas e autárquicas, como Banco de Portugal, ERSE, Gebalis, etc
- Imigração;
- Funcionamento do sistema de saúde, principalmente no Interior do País;
- Ensino e formação técnica e profissional;
- Regionalização;
- Aborto, Eutanásia, casamento entre homossexuais
-Etc.

Depois de analisar as posições já tomadas sobre estes assuntos pelos candidatos, escolha aquele que mais garantias lhe der. Se nenhum lhe agradar, se nenhum lhe parecer merecedor do seu voto, não inutilize o boletim de voto, dobre-o e entregue-o limpo. Assim mostrará que nenhum lhe agrada.

Mas faça isso em sua consciência, depois de procurar o candidato mais válido. Não tome qualquer decisão só porque ouviu um conselho intencionado.

Ler mais...

domingo, 10 de maio de 2009

Merecem o voto em branco

Meditando à volta do tema deste artigo do Correio da Manhã, da autoria de João Pereira Coutinho, chegamos à conclusão que entre todos os candidatos, pelo que cita e pela análise quotidiana das acções dos nossos políticos, «venha o diabo e escolha», o que significa que temos que lhes dizer que nenhum satisfaz os interesses de Portugal e, portanto, terão voto em branco, porque abstenção é cobardia.

Ninguém disfarça?

CM. 10 Maio 2009 - 00h30

Qual a diferença entre um bom e um mau político? Resposta: o primeiro ainda disfarça. Em Portugal, ninguém disfarça. Há uns tempos, os deputados aprovaram um mecanismo de financiamento partidário que, ao permitir avultadas quantidades em dinheiro vivo, serve de convite à corrupção mais mafiosa. Só uma criatura votou contra.

Mais recentemente, Elisa Ferreira, candidata do PS às europeias e às autárquicas, declarou com orgulho que só está nas europeias ‘por empréstimo’. A ideia de Elisa é ir a Bruxelas assinar o nome e regressar logo para o Porto.

Moral da história? Os nossos políticos são tão bons que até admitem tudo: a corrupção como forma de vida e a natureza mendaz das candidaturas em que participam. Enganam-se os que pedem mais ética na política. Eu, por mim, já ficava contente com alguma estética.

João Pereira Coutinho, Colunista

Ler mais...

terça-feira, 8 de julho de 2008

A política do chocolate

O jornal gratuito «Global Notícias» de 8 do corrente traz a notícia de que na «Região Oeste, Estradas compensam saída do Aeroporto». É um título estranho que nada beneficia a imagem do Governo.

Vão ser investidos na região 197 milhões de euros com o argumento de «compensar as populações pela mudança de localização do aeroporto da Ota para o campo de tiro de Alcochete». Vai ser alterado o panorama de acessibilidades da região.

Trata-se de um região que já tem a linha de ferro do Norte e do Oeste, irá ter o TGV para o Porto, tem as auto-estradas A1, A8 e A10 e o IC21, e agora, além de vários troços de ligação, vai também ter o IC11.

Vai correr-se o risco de uma tão densa quadrícula tipo urbano de avenidas e ruas largas, chamadas auto-estradas e itinerários complementares, irem prejudicar os muitos campos de golfe já construídos e a construir na região!!!

Pelo contrário, ninguém pensa nas acessibilidades de Vila Nova de Paiva para Tabuaço e Carrazeda de Ansiães, ou de Meda para Lamego, de Castelo de Paiva para S. Pedro do Sul, de Vale de Cambra para Lamego, de Oliveira do Hospital para Castelo Branco, de Penamacor para a Covilhã, etc. Nenhum governante pensa a sério no interior, ignora-o totalmente.

À Ota nada tiraram a não ser uma esperança que não se concretizou e que veio a comprovar-se que não passava de uma ilusão sem fundamento bem explicado. Mas o facto de tudo ter ficado na mesma, não justifica tão grande necessidade de novas acessibilidades. Um falso argumento. Tal profusão de comunicações seria menos ilógica se ali fosse construído o aeroporto.

Faz recordar o jovem pai que naquele fim-de-semana fica com o filho ainda criança e o leva a almoçar ao restaurante. O miúdo está mal-educado devido ao mimo dado pela mãe e pelo pai que lhe satisfazem todos os caprichos a fim de ele não fazer birra. Há entre eles uma chantagem mútua. Recusa a sopa e exige chocolate, senão faz birra, e o pai, para evitar tal aborrecimento, manda-o ir ao balcão escolher o chocolate que lhe agrada. Entre eles não há diálogo útil, não há capacidade de conversar sobre as vantagens da sopa e ensinar a criança a raciocinar de forma lógica e sensata. Desta forma não se educa uma criança e apenas se cria um monstro ou um potencial criminoso.

Esta «compensação» à Região Oeste é um fenómeno semelhante ao referido neste exemplo, é a «política do chocolate». Para evitar manifestações, como as dos camionistas, professores, etc., e a consequente perda de votos, dá-se o chocolate.

O que é muito sintomático é que o próprio Governo já não se apercebe do ridículo da argumentação e usa-a com uma naturalidade impressionante, preocupante, e nem dá conta que agrava a diferenciação entre o litoral já demasiado favorecido e o interior cada vez mais abandonado.

Ler mais...