Não tenho propensão para o uso de meias palavras ou de gestos, mas acho interessante este vídeo que me foi enviado por um amigo sensibilizado com o post recente referente a Cidinha Campos.
Precisamos de representantes do povo com coragem, carácter, honra e sentido de Estado para falarem claramente, por qualquer forma que tanto os seus pares como os cidadãos entendam a sua mensagem e que, dessa maneira, contribuam para a moralização do regime.
domingo, 4 de abril de 2010
Parlamentar amante da verdade
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A. João Soares
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Labels: ttransparência, verdade
Ambiente e desenvolvimento
A operação Limpar Portugal, levada a efeito há duas semanas, deve ter como principal consequência s sensibilização da população e das entidades para a necessidade de cuidados especiais e permanentes com o ambiente. A notícia do Público de hoje «Empresa com licença de gestão ambiental deitou 10 toneladas de lixo em serras» evidencia um escândalo de crime ambiental por parte de uma empresa que devia zelar pelo ambiente. Mas mostra uma acção muito meritória da GNR que promete autuar para bem da defesa da Natureza. A GNR está de parabéns por isso.
A limpeza da natureza não deve ser encargo de cidadãos voluntários, mas das autoridades que devem prevenir, reprimir e, em último caso limparem com os serviços vocacionados para tais tarefas. O povo deve estar muito atento e denunciar tudo o que vir errado e exigir a rápida reparação. Pelos vistos a GNR está activa na autuação de infracções deste género, pelo que o povo deve aproveitar e auxiliá-la, denunciando todas as infracções desde as menores.
A defesa do ambiente contribui para o desenvolvimento e, segundo outra notícia «Portugal tem quatro anos de atraso na ajuda pública ao desenvolvimento». Por isso, devem ser incrementados todos os esforços de todos os cidadãos para contribuir para um futuro melhor. Se outra coisa os cidadãos não puderem fazer, devem denunciar todos os desvios do bom rumo, por forma a serem corrigidos.
Imagem de José Ferreira
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A. João Soares
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Labels: ambiente, autarquias
sábado, 3 de abril de 2010
Deputada estadual Cidinha Campos denuncia
Passa-se no Brasil.
Cá não é possível. Porquê? Simplesmente porque não temos deputado nem deputada com a coragem de Cidinha Campos.
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A. João Soares
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Labels: Corrupção, honestidade
Que sociedade estamos a criar?
Estes dias de reflexão tornam oportuno transcrever o seguinte post publicado hoje por José António Barreiros no seu blog «A Revolta das Palavras».
Os dias miseráveis
Ligue-se a televisão e veja-se a carga feroz de violência que é despejada no ecrã. Saia-se à rua e sinta-se o descontrolo nervoso que anda por aí à solta em cada incidente de trânsito. Leiam-se jornais e veja-se como são cometidos hoje os crimes, a reiteração, a brutalidade. Seja-se professor e sinta-se o medo de dar aulas, receio de sair da escola sozinho. Tenha-se idade avançada ou menor idade e viva-se a dúvida sobre se será seguro fazer-se à rua, sentar-se num jardim.
Tudo é o mesmo. Miúdos matam virtualmente em jogos em que o assassino é herói, impune, imortal. Um dia pega-se numa faca, e a morte deixou de custar. É só um frio na espinha num primeiro instante, depois a alegria infinita de ter acertado.
Estamos a ser uma sociedade de bandidos. Os que o permitem julgam-se decentes na sua cobardia. Depois somos impiedosos intervaladamente. A tolerância para com tudo traduz-se na impiedade para com alguns. É esse o desespero dos que ainda restam. A sua decência é uma dor de alma e um espectáculo triste.
A crucificação é uma forma de gozar a longa agonia, prolongando a dor e a volúpia de quem a causa.
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A. João Soares
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Bullying, escolas, família e sociedade
Transcrição, seguida de NOTA final.
"Entre mundos"
Jornal de Notícias. 03-04-2010. Por Rui Moreira
A propósito da minha crónica sobre o "bullying", recebi a mensagem de uma professora que dizia que "se a maioria das pessoas frequentasse as escolas onde há problemas sócio-económicos ficava aterrorizada."
Ainda que na crónica atribuísse responsabilidade a todos nós pelos problemas que ocorrem na escola, é possível que não tenha deixado bem esclarecida a minha posição que, no essencial, coincide com a desta professora. Dizia há quinze dias que "a sociedade do futuro depende, em grande parte, dos valores que a escola transmite aos alunos", mas não é menos verdade que a escola do presente está condicionada pela sociedade em que se integra e, conhecendo relativamente bem algumas escolas públicas ditas problemáticas, sei como a tarefa dos professores é titânica, e muitas vezes mal compreendida e mal aceite por parte dos pais.
É difícil ensinar e motivar crianças mal alimentadas, desatentas, vítimas ou testemunhas de casos de violência doméstica e que vivem no meio de dramas sociais e familiares diários. E é tanto ou mais difícil transmitir-lhes valores essenciais de sociabilidade e de disciplina quanto é certo que não cabe à escola, mas a outras entidades, e à sociedade em geral, proteger estas crianças contra esses ambientes inseguros e degradantes, o que nem sempre faz eficazmente, ou a tempo.
É indispensável que a escola seja para estas crianças um local de paz e de ordem, um refúgio fiável, onde encontram protecção, mas onde têm, também, de respeitar e cumprir regras de disciplina, de respeito e de sã convivência. A escola deve ser capaz de as resguardar da violência do mundo onde são criadas, e de lhes transmitir os ensinamentos que as podem vir a libertar da miséria social e moral em que vivem, cortando assim o círculo da exclusão social a que, de outro modo, estarão condenadas.
Hanna Arendt dizia que a escola constitui um "mundo entre mundos", a quem cabe transmitir o saber e preparar a criança para transitar do "seu" mundo privado, muitas vezes social e economicamente adverso, para o mundo dos adultos e para uma sociedade de gente que se quer responsável e com valores de respeito e de cidadania. Neste sentido, a escola deve ser "fechada", evitando estabelecer pontes em excesso com o mundo exterior que permitam a reprodução dentro dela de modelos de violência e de falta de regras, tendo ao mesmo tempo que transcender as suas atribuições tradicionais para, sem se sobrepor aos pais e às famílias a quem cabe naturalmente a tarefa de educar e formar, criar condições para o exercício das funções que lhe são próprias, assegurando uma mudança no quadro de valores destas crianças que lhes permita integrar o mundo colectivo. O que supõe, naturalmente, que também esteja atenta e seja capaz de dar o grito de alerta quando uma dessas crianças está em risco, porque isso faz parte do cuidado que elas merecem, e porque só assim, como também diz Arendt, poderão vir a ter, um dia, condições para "mudar o mundo".
NOTA: Há dias, foi-me chamada a atenção por um colega bloguista que discorda das críticas avulsas e pouco rigorosas, preferindo as que abordam toda a dimensão do tema, incidindo nas suas causas determinantes porque é nelas que devem incidir as medidas terapêuticas para revitalizar a sociedade nacional. Compreendo a sua ideia e espero que surja um pensador, com saber teórico e bem informado das realidades, que elabore um estudo com tal dimensão (largueza e profundidade).
Mas penso que essa análise de diagnóstico com vista a posterior terapêutica só será eficaz se, entretanto, a população for incentivada à procura de dados parcelares sobre as realidades, a meditar naquilo que lhe é possível conhecer, a raciocinar livre de pressões interesseiras, vendo as diversas faces do poliedro e, dessa forma, ter opinião própria, poder confrontá-la com outras e poder um dia compreender a teoria de tal filósofo.
Nestas condições, não hesito em fazer transcrições de textos em que encontro dados que merecem ser tidos em consideração nas reflexões sobre os diversos temas, estando ou não em concordância total ou parcial com eles.
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A. João Soares
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Guiné-Bissau em confusão
Transcrição de post publicado por Paulo Gorjão no blog Delito de Opinião em 02.04.10, seguido de nota.
«Guiné-Bissau: Primeiras impressões
Numa altura em que ainda escasseia informação segura sobre o que se passou -- e ainda está a passar, apesar da aparente reposição do statu quo ante -- em todo o caso há já alguns dados a emergir que permitem especular e tentar interpretar os acontecimentos de ontem e hoje. Vamos por partes.
1. Aparentemente, assistimos a uma tentativa de golpe de Estado que visava demitir o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, e o CEMGFA, Zamora Induta.
2. Se no primeiro é claro que o golpe falhou, no segundo continua em aberto o desfecho.
3. O que explica o timing de curto-prazo do golpe? Não sabemos.
4. O que explica o timing de médio e longo-prazo do golpe? Muito provavelmente, a Reforma do Sector de Segurança (RSS).
5. Ou seja, o golpe é muito possivelmente uma resposta à RSS e ao novo equilíbrio de poderes que iria emergir no âmbito das Forças Armadas. Possivelmente, ao abrigo da RSS, Induta estaria a preparar-se para consolidar o seu poder em detrimento de outras facções militares. Daí, possivelmente, a resposta de António Indjai, vice-CEMGFA, ele que assumiu a liderança interina das Forças Armadas e que parece ter sido conjuntamente com Bubo Na Tchuto o líder do golpe.
6. Desconheço se existe um elemento étnico no power play em curso. Existirá, seguramente, mas quão relevante o seu peso é para mim uma incógnita.
7. Tal como não é para mim claro a relação de forças entre Indjai e Na Tchuto e o grau de envolvimento de um e de outro -- e, eventualmente, de terceiros.
8. A RSS parece-me a variável central nestes acontecimentos e desvalorizaria outras de que por vezes se fala, nomeadamente o tráfico de droga.
9. No meio disto tudo, algumas questões: Sem a libertação de Induta, pode dizer-se que o golpe falhou? Assumindo que Induta vai ser libertado, em que pé fica a RSS? Indjai vai continuar no cargo? E a comunidade internacional, nomeadamente a ONU e a UE, mantêm o mesmo nível de empenho no processo?
10. Eis algumas questões ainda a carecer de resposta no meio do turbilhão ainda pouco claro dos acontecimentos em curso.»
NOTA: Felicito o autor pelos conhecimentos evidenciados e pela análise serena e isenta que apresenta à reflexão dos leitores.
Por não sentir apetência pela actividade partidária nem querer tomar parte em tricas e baixas lutas pelo poder, habituei-me há muitos anos a olhar com respeito para os interesses nacionais, aqueles que os políticos colocam de lado, em submissão aos interesses pessoais e dos partidos. Por isso, estes acontecimentos vêm confirmar a impressão de que:
a- na política real, predomina a falta de sentido de Estado, a ambição pessoal e a ausência de ética na generalidade dos políticos;
b- nas tricas e lutas partidárias, o povo, para quem deve ser dirigida a governação, é ignorado, desprezado, num papel semelhante ao do mexilhão (que sofre quando o mar bate na rocha) e ao da relva dos estádios (que é pisada sem a mínima compaixão pelos jogadores de futebol);
c- em vez de conjugação de forças e de recursos nacionais para atingir objectivos superiores e a largo prazo de desenvolvimento e modernização, nos países mais atrasados, aparece erradamente a prioridade dos golpes, no vício da desobediência, na ausência de civismo e de respeito pelas instituições;
d- Em toda essa violência e outras ilegalidades e imoralidades praticadas pelos políticos, raramente aparecem condenações, se o lesado for o Estado (o património colectivo), correspondendo a denominada responsabilidade política a uma espécie de criminalidade impune;
e- Das mudanças obtidas por golpes e revoluções, mesmo que feitas em nome dos interesses do povo, só resultam benefícios para a facção vencedora, e o povo continua mais ou menos na mesma. É como as prostitutas quando mudam de chulos, continuam a ser prostitutas mas passam a entregar o dinheiro a outro «protector». Por exemplo, que benefício resultou da independência obtida por Afonso Henriques, das guerras do Nuno Álvares Pereira, e da Restauração de 1640, para as mulheres alentejanas de hoje que têm de ir dar à luz a Badajoz ou para os nossos conterrâneos de Valença que têm de ir às urgências a Tui?
Quem ganha com tais mudanças são os políticos do grupo vencedor que estavam na sombra e que passaram para a ribalta colhendo fortuna e mordomias.
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A. João Soares
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Labels: dedicação, sensatez, sentido de Estado
Constâncio torna portugueses felizes
Alguém fala correctamente no Parlamento Europeu.
Astrid Lulling, democrata-cristã luxemburguesa, questionou Constâncio sobre os casos BCP, BPP e BPN.
"Não admira que os portugueses estejam contentes que saia", afirmou Lulling, referindo-se ao Governador do Banco de Portugal, que está hoje no Parlamento e deve assumir, em Junho, o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.
Perante os eurodeputados, Astrid Lulling, lembrando os casos BCP, BPP e BPN, afirmou que entregar a supervisão do BCE a Constâncio "é como dar dinamite a um pirómano".
Recebido por e-mail de Monteiro P de 02.04.2010
NOTA: No mundo moderno apenas se consegue enganar, em casa, os mais desprovidos de raciocínio e espírito crítico ou mais enfeudados ao Poder por interesse próprio e cumplicidade ou conivência. A deputada Astrid Lulling procura desempenhar responsavelmente o seu cargo, colhendo as informações convenientes e usa-as com coragem e frontalidade, coisa que não é frequente no nosso rectângulo.
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A. João Soares
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Labels: frontalidade, sentido de responsabilidade
Opacidade ou verdade
Numa altura em que tanto se fala em Verdade e Transparência como medida preventiva contra suspeitas, «calúnias», mentiras, cabalas, etc. etc., é chocante a notícia do DN «Auditoria à Refer na gaveta», por levantar a suspeita de que tal opacidade esteja intencionalmente a ocultar uma verdade que não interessa mostrar com total transparência. Mas convém ter presente que uma suspeita é, por norma, mais corrosiva do que a verdade, podendo tornar credíveis situações muito mais nefastas do que as reais e tendo efeitos prolongados no tempo e difíceis de eliminar.
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A. João Soares
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Labels: transparência, verdade
Magistrados geniais
Segundo notícia do Público, as classificações atribuídas pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) aos procuradores da República, em 2009, registaram 28 notas de “muito bom”, sete de “bom com distinção” e seis de “bom”.
Segundo dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), quanto aos procuradores-adjuntos (magistrados em início de carreira), há 26 com “muito bom”, 39 com “bom com distinção”, 19 com “bom”, cinco com “suficiente” e três com “medíocre”.
NOTA: Assim se compreende a razão da nossa Justiça funcionar com tanta eficácia e proporcionar tão baixa criminalidade e tanta segurança aos portugueses. Os magistrados são todos geniais.Acaso saberão um pouco de estatísticas e o que representa a «curva de Gauss»?
Perante as notícias abaixo linkadas, é difícil compreender que o sistema de funcionamento da Justiça não tenha ainda sido simplificado para ser rápido, oportuno e eficaz. Não se aparenta fácil ser oportuno e eficaz, mantendo-se demasiado burocrático, demorado, minucioso, com pretensões exageradas de rigor.
Sobre o sistema da Justiça, sugere-se a leitura dos seguintes artigos:
Classificações atribuídas a magistrados registam 54 “muito bons” e 3 “medíocres”
Juiz atulhado em processos pede ajuda a advogados
In(Justiça)
PJ cria equipa para atacar lavagem de dinheiro
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A. João Soares
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sócrates prepara saída
Nas primeiras horas de hoje, 1 de Abril, fonte normalmente bem informada declarou que José Sócrates está a preparar a sua retirada de funções alegando motivos de saúde por cansaço excessivo, desejando entregar o cargo a uma figura credível do PS e indo para embaixador de Portugal nas ilhas Fidji, com as quais Portugal pretende reforçar as relações comerciais e culturais.
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A. João Soares
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