Era uma vez um país onde à frente de algumas autarquias se encontravam velhotes a título vitalício, repetidamente eleitos por hábito antigo de votar sempre no mesmo.
Eis, senão quando, um «poder legislativo», por distracção, incompetência ou intenção não confessada, gerou uma bagunça legal, supostamente para quebrar a maldição de os benefícios e «mordomias» do cargo irem favorecer sempre os mesmos e retirar esperanças a jovens de terem um tal futuro de riqueza fácil.
A bagunça legal, gerada no legislativo e promulgada sem hesitação resultou numa tal confusão dentro dos paridos e nos próprios tribunais que ninguém se entendeu. Os tribunais, órgão de soberania que deve ser merecedor de todo o respeito e confiança ao povo (soberano em democracia), chegaram ao ponto de serem desrespeitados, tendo um autarca a quem uma decisão dos tribunais considerava que não se podia candidatar, declarado que ,mantinha a sua candidatura.
Para um cidadão normal, cumpridor da lei e respeitador dos tribunais, isto é chocante e mais ainda por ser um péssimo exemplo vindo de quem deve ser o espelho do civismo perante os seus governados. Mas, infelizmente, por outros motivos, já se viram exemplos parecidos desde a desobediência à Constituição seguida de hostilidade ao Tribunal Constitucional até a autarcas que, para fugirem ao poder judicial têm usado de várias manobras dilatórias com recursos e pedidos de clarificação, à espera de ser revogada a primeira decisão ou de o tempo provocar a prescrição do processo.
Um país sem leis claras e exequíveis e sem igualdade dos cidadãos perante a lei e perante a Justiça, não consta (ou não devia constar) na comunidade internacional.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
AUTARCAS, LEI E TRIBUNAIS
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A. João Soares
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Macário não aceita valores éticos dos militares
Aqueles que sobressaem em qualquer aspecto de avaliação, tornam-se alvos de aversão, inveja e vontade de maledicência e sabotagem por parte de pessoas menores e atrofiadas pelo seu sentimento de inferioridade.
Foi isso que se viu nos vómitos biliosos de Macário Correia contra as Forças Armadas a que se referem as notícias:
- Declarações de Macário Correia à RR
- Macário Correia pergunta por cortes "nas altas patentes militares"
- Chefia militar lamenta declaração de Macário Correia
- Macário Correia: o novo estratega da defesa!
Mas, realmente, Macário tomou tais atitudes para disfarças a sua pequenez moral, as suas ilegalidades, que acabaram por levar os tribunais a dar o veredicto.
- Macário Correia condenado à perda de mandato autárquico
Mas o autarca agora irá seguir o «bom» exemplo de Isaltino Morais, seu colega autarca, e, de recurso em recurso, procura fazer passar o tempo para chegar à prescrição.
- Macário Correia interpôs recurso
Teria sido mais positivo e edificante que Macário procurasse aprender com os militares os valores de honestidade, rigor, disciplina, cumprimento das leis, dedicação à missão, de forma generosa, sem olhar a sacrifícios, etc, etc., do que lançar pedras, tendo telhados de vidro.
Com tais pecados na consciência não devia ter sido ofensivo para com uma classe que lhe é muito superior.
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A. João Soares
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Poder local e as pessoas
O Poder Local, como praticamente todos os sectores da vida nacional, precisa de uma «excelentíssima e reverendíssima reforma, «no sentido de servir melhor a população e possibilitar o seu desenvolvimento» mas, como muito bem diz António José Seguro, não deve ser feita num gabinete lisboeta, em frente de uma prancheta com o mapa de Portugal, fazendo sobre ele riscos a régua esquadro.
Também não pode assentar rigidamente em frios números estatísticos que relacionam dois factores - população e área - sem ter em conta as especificidades de cada região. Há que ponderar bem os variados factores de forma a construir uma fórmula que estabeleça o resultado ideal e os limites dos desvios aceitáveis. Se tivermos em conta apenas a população, ficarão as grandes cidades retalhadas por inúmeras freguesias enquanto no interior, haverá uns pares delas em toda a Beira Interior ou no Nordeste Trasmontano. Mas, se a obsessão for para a área, Lisboa terá apenas uma freguesia que abrangerá também parte suburbana. Estes dois extremos obrigam a pensar numa fórmula em que tem que se atender a vários factores, como população, área, PIB, quantidade de empresas e outros aspectos económicos, vias de comunicação, distância dos pontos mais remotos á sede da autarquia, serviços públicos e de apoio social, tradições, etc, etc.
A análise de tais factores exige um conhecimento obtido no local, em contacto com autarcas e populações, num diálogo aberto e construtivo, mas sem cair na moleza do choradinho que tente conduzir a soluções temporárias e pouco duradouras. A decisão final deverá ser bem preparada por forma a ser eficaz durante muitas décadas, para não se andar a brincar frequentemente com a estrutura administrativa.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Relvas tem planos e projectos
Governo começa a levantar o véu das «reformas estruturais históricas». Miguel Relvas fala numa reforma administrativa constituída por quatro eixos de acção:
- “A reforma do sector empresarial local;
- a reorganização do território;
- a adopção de um novo modelo de gestão municipal, intermunicipal e de financiamento dos municípios e das associações intermunicipais
- e a reforma da Lei Autárquica no âmbito da democracia local”.
Tem em vista «uma nova Lei Eleitoral Autárquica, alterando o método de eleição, reduzindo o número de vereadores e reforçando os poderes da fiscalização das assembleias municipais».
Refere que «existem no actual modelo de poder local 2078 eleitos, entre presidentes e vereadores, e quase três mil dirigentes. Repito: três mil dirigentes. Este notório excesso de funcionários para a dimensão do território resulta de uma acumulação de erros ao longo da última década e impõe-se agora corrigi-los com determinação”.
Anuncia também que “serão criados limites legais à criação de novas empresas municipais para travar o crescimento contínuo do sector empresarial local”.
Na preparação destas reformas, foi conduzido à conclusão de que “o actual modelo de poder local esgotou-se” e “precisa de um novo paradigma”.
Oxalá saiam soluções sensatas, adequadas à realidade nacional, por forma a não necessitarem de alterações de curto prazo e serem cumpridas cabalmente, para mais eficácia e racionalidade da vida administrativa de Portugal.
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sábado, 23 de julho de 2011
Empresas municipais são emprego para «boys»
Eis a transcrição:
Começa a saber-se o cancro que as Empresas Municipais representam.
Estas Empresas foram constituídas com o argumento da maior operacionalidade e rapidez de resposta.
Mas o que foi escamoteado foi que tais Empresas, afinal, são direcções de Serviço paralelas a outras já existentes nas Câmaras com a “pequena “ diferença que, enquanto os serviços das Câmaras são chefiados por um Director com o vencimento de 2200 Euros tendo na sua dependência 4 a 6 Chefes de Divisão com vencimento de 1800 Euros, ambas as categorias como funcionários do Estado admitidos por concurso e tem um carro distribuído ao nível de Renault Megane ou equivalente, as famosas empresas dispõem de um Conselho de Administração com um Presidente que tem um vencimento de 6000 a 10000 Euros (acima, portanto, do próprio Presidente da República) e três a cinco Vogais com vencimentos de 3000 a 6000 Euros, com o respectivo “Popó” tipo BMW 530 ou superior, além dos cartões de crédito (lembram-se daquela Empresa Municipal da Câmara de Lisboa em que os tais Administradores tinham, cada um, quatro cartões com crédito até 8000 Euros?) e várias outras mordomias!
E quem era escolhido, com o argumento da sua larga experiência?
Os “boys e girls” do partido, claro.
Há mais uns lugares a distribuir, reservados para “boys e girls”, os “competentíssimos” Assessores GT que vencem mais do que os próprios Presidentes da Câmara pois, por mera coincidência, são pessoal oriundo de Bancos ou Empresas Púbicas e que recebem o mesmo vencimento que auferiam nos lugares de onde saíram, ou filhos ou sobrinhos do respectivo Ministro, Secretário de Estado ou Presidente da Câmara, ou são amigos do peito das mesmas personagens!
Agora percebem por que razão já não se fala do encerramento ou fusão dos Institutos, Fundações e Empresas Municipais?
Nunca se chegará a um corte das despesas do Estado a não ser o corte ou congelamento continuados de vencimentos ou pensões.
A despesa vai aumentando pois há que arranjar mais lugares para a rapaziada.
Em conclusão, caminhamos para a bancarrota e, nessa altura, como vai ser?
Eu sei, e vocês?
José Morais da Silva
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Urbanismo e seus lucros misteriosos!!!
O antigo vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, afirmou ontem, a propósito de corrupção no poder local, que "a margem de lucro do urbanismo em Portugal só é equivalente à do tráfico de droga".
É de opinião que existe solução para o problema, a qual se deve incidir em dois níveis: "Ao nível das causas, mudando - limpando - a legislação no parlamento e criando uma unidade de missão no Governo para actuar junto dos diversos ministérios; e ao nível das consequências, pondo a Justiça a funcionar e, por exemplo, demolindo os edifícios em incumprimento".
Mas, para que isto aconteça "tem que haver uma grande vontade política".
Perante este ponto de vista de alguém que esteve por dentro do problema, este parece ficar um pouco menos obscuro, mas não totalmente claro.
Por exemplo, fica a interrogação: que interesses estão em jogo, para que, depois de passarem 4 anos após a demolição da Praça de Touros de Cascais (imagem) e de na altura já se falar de projectos para a área liberta, o terreno ainda estar desocupado como capital estagnado, sem rendimento. De tempos a tempos, vem na comunicação social que já foram apresentados outros projectos. O que se passa? Quem explica? É certo que em qualquer decisão é preciso pensar antes de decidir, o que é mais imperioso em decisões com vastas repercussões. Mas quatro anos, dá para esquecer as linhas iniciais do raciocínio!!!
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A. João Soares
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Corrupção nas autarquias
Segundo o artigo de Ana Sá Lopes e Cláudia Garcia no «ionline» de hoje as «Autarquias concentram quase 90% da corrupção em Portugal», como diz estudo sobre corrupção participada no país que identificou a origem do mal: poder local. Segundo o mesmo, os homens são mais corruptos que as mulheres.
"Uma das maneiras mais simples de combater a corrupção é não votar em determinados candidatos", diz Luís de Sousa, professor do ISCTE e autor do estudo sobre corrupção em Portugal, que foi promovido pela Procuradoria-Geral da República. Apresentado ontem em Lisboa, com a presença do líder do Ministério Público, Pinto Monteiro, e do ministro da Justiça, Alberto Martins, o estudo revela que quase 90% da corrupção participada envolve os órgãos de poder local: 68,9% dos crimes de corrupção passiva são cometidos nas câmaras municipais, 15,6% nas empresas municipais e 4,4% nas freguesias.
O procurador-geral da República apelou ontem à participação do governo para garantir aos órgãos de polícia criminal os meios necessários para evitar que os processos se "continuem arrastar". Mas, para o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, a solução para a corrupção em Portugal "está na descentralização".
O estudo realizado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em parceria com Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do ISCTE, mostra a disparidade dos resultados entre Norte e Sul. Dos 838 processos que foram analisados entre 2004 e 2008, 173 dos crimes de corrupção dizem respeito ao Porto, mais 73 do que em Lisboa. No crime de peculato, a capital do tem vantagem: 105 contra 75 no Porto. Participação económica em negócio regista o menor número de incidências: 21 para o Porto e 11 para Lisboa. As diferenças entre as duas principais cidades do país podem ter várias interpretações. António Lobo Xavier avisa: "Pode querer dizer que, no Porto, a população é mais participativa nas denúncias". O advogado e gestor da Sonaecom defende que há uma grande desconfiança dos portugueses na justiça. E, portanto, "pode haver mais confiança cívica no Porto".
Os números relativos às denúncias elevam o problema a uma escala maior. No crime de peculato, praticado na grande maioria por políticos (27,9%), as denuncias acontecem no próprio local de trabalho, mas só 19,6% dos denunciantes se identificam. "Há dificuldade em encontrar elementos provatórios", explicou Luís de Sousa. O problema reside na legislação que não prevê garantias de protecção a quem emite a acusação, mas "exige que ela seja feita por escrito ou presencialmente". No caso de crimes de corrupção, 37, 5% das acusações são anónimas. E são, na sua maioria, arquivadas", diz o professor. Já na participação económica em negócio, as denúncias advêm em 42,6% de terceiros anónimos, o que é justificado pelo interesse do "terceiro" no negócio, afirma Luís de Sousa.
A origem da corrupção é, para Lobo Xavier, muito clara: "O financiamento ilegal dos partidos, a crise económica e a redução de obstáculos jurídicos". Já a procuradora da República, Helena Fazenda, recorda que "as leis se sobrepõem, entram em choque e criam insegurança jurídica" na hora de determinar soluções. Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, assegura que as sanções "aumentaram significativamente desde 2006". Porém, 53,1% dos processos foram arquivados.
Estão ainda em investigação 30,3% dos casos e apenas 6,9% resultaram em condenação. "Não há inocentes no processo da Justiça. "Toda a gente tem a sua quota parte da culpa", diz Pinto Monteiro. "A corrupção é uma questão de oportunidades políticas e económicas e a atitude punitiva que a sociedade pede não é o único caminho", adianta Lobo Xavier.
O caminho, para Oliveira Martins, é apenas um e está mais próximo do cidadão do que ele suspeita: "Evitando um pequeno favor, algo que parece comum na sociedade, mas que também é crime", diz o presidente do Tribunal de Contas. Porém, recorda que as transformações são lentas e "exigem grande determinação de todos".
A participação feminina na corrupção é "desprezível": cerca de 20% para 80% dos homens. "Os números acompanham a dificuldades das mulheres em ascenderem aos cargos superiores". O estudo não permite fazer um retrato robot do corruptor, mas dá algumas pistas: é um indivíduo casado, entre os 36 e os 50 anos, que exerce uma função a tempo inteiro com vínculo contratual definitivo. Lobo Xavier traça outro perfil para o político dos negócios: "Esse homem é difícil de apanhar, muitas vezes é consultor ou advogado".
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domingo, 4 de abril de 2010
Ambiente e desenvolvimento
A operação Limpar Portugal, levada a efeito há duas semanas, deve ter como principal consequência s sensibilização da população e das entidades para a necessidade de cuidados especiais e permanentes com o ambiente. A notícia do Público de hoje «Empresa com licença de gestão ambiental deitou 10 toneladas de lixo em serras» evidencia um escândalo de crime ambiental por parte de uma empresa que devia zelar pelo ambiente. Mas mostra uma acção muito meritória da GNR que promete autuar para bem da defesa da Natureza. A GNR está de parabéns por isso.
A limpeza da natureza não deve ser encargo de cidadãos voluntários, mas das autoridades que devem prevenir, reprimir e, em último caso limparem com os serviços vocacionados para tais tarefas. O povo deve estar muito atento e denunciar tudo o que vir errado e exigir a rápida reparação. Pelos vistos a GNR está activa na autuação de infracções deste género, pelo que o povo deve aproveitar e auxiliá-la, denunciando todas as infracções desde as menores.
A defesa do ambiente contribui para o desenvolvimento e, segundo outra notícia «Portugal tem quatro anos de atraso na ajuda pública ao desenvolvimento». Por isso, devem ser incrementados todos os esforços de todos os cidadãos para contribuir para um futuro melhor. Se outra coisa os cidadãos não puderem fazer, devem denunciar todos os desvios do bom rumo, por forma a serem corrigidos.
Imagem de José Ferreira
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Autarquias e ambiente
A campanha LIMPAR PORTUGAL destina-se a suprir a incapacidade, incúria, desleixo, incompetência, falta de sentido das responsabilidades das estruturas autárquicas que têm fechado os olhos perante os atropelos e as faltas de respeito pelo ambiente, um recurso inestimável que urge preservar nas melhores condições.
São muitos os casos de lixeiras ilegais, mas a que agora está a dar mais nas vistas é a criada por uma empresa que trabalha para uma Câmara local que despejou escombros, entulhos e outros lixos junto da CREL (Circular Regional Externa de Lisboa) e que, com as chuvas de Janeiro causou um deslizamento de terra em 22 de Janeiro, há quase três semanas, tendo impedido o trânsito naquela via com prejuízo para os automobilistas e para os moradores de Belas por onde o trânsito está desviado.
Desde então, diariamente, 60 veículos pesados têm retirado as terras que se encontram no tabuleiro da auto-estrada, local de onde já foram retirados mais de 80 mil metros cúbicos de terra. Com a chuva que dificulta os trabalhos, não é previsível a data em que o trânsito possa ser reaberto.
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A. João Soares
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Limpar Portugal é obrigação das autarquias
No PÚBLICO de hoje vem a notícia Empresa que fez despejos junto à CREL trabalhava para a câmara da Amadora que se refere ao deslizamento de terras de uma lixeira ilegal que que provocou a interrupção do trânsito naquela via durante semanas.
Esta notícia veio dar força a um pensamento que se aninhou na minha cabeça desde há meses. A campanha meritória de LIMPAR PORTUGAL deve ser interpretada pelas autarquias como uma bofetada dada por mão de mestre. No caso da Amadora a Câmara tem culpas bem visíveis por não controlar a empresa que com ela trabalha. Isso, provavelmente, passa-se também com outras câmaras. Perante esta campanha nacional, os autarcas que fossem pessoas com sentido de honra e de responsabilidade, reconheceriam que cometeram erros por omissão, desleixo, incúria, deixando criar tais lixeiras e, agora, antecipariam tal limpeza por forma a que, no dia 20 de Março, não seria encontrada nenhuma. A bofetada perderia parte da sua violência. Mas não deixaria de ter o seu mérito de ter tido a iniciativa.
A responsabilidade de manter o país limpo é das autarquias. Devem evitar as lixeiras e, logo que apareça algum despejo ilegal, devem tomar medidas para multar ou aplicar coimas aos transgressores e obrigá-los a remover, ou ela própria fazer a remoção de imediato, pelos serviços municipais a expensas do infractor.
Sugiro a todos os entusiastas desta campanha que, depois do 20 de Março, contribuam para que o País seja mantido limpo, informado as autarquias e exigindo delas, com acções públicas (se necessário), a limpeza de qualquer sujidade que seja lesiva do ambiente. Não devem limpar mas exigir que a autarquia mostre ter compreendido esta lição cívica e cumpra o seu dever.
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terça-feira, 3 de março de 2009
Autarquias perante o futuro
Alcobaça em linhas gerais
Por António Delgado
Nos últimos 10/11 anos, Alcobaça desceu em termos de emprego, empresas activas, rendimento per capita, população, natalidade, investimento público, para níveis percentuais a que não estava habituada.
Em paralelo, vemos concelhos vizinhos caminharem com mérito em sentido inverso, provando que o problema não é da crise global, nem do governo, mas essencialmente de quem lidera o concelho. Alcobaça tem-se afastado em termos económicos da norma distrital com um forte desemprego com tendência a aumentar e a perder habitantes e empresas: umas fecham e outras emigraram para os concelhos vizinhos mais competitivos.
Este cenário desolador está a provocar uma desertificação sem precedentes e não são medidas voluntaristas nem semânticas de pífaro como “novas centralidades”, “Novas Alcobaças”, “Campos de Golfe” ou anglicismos do tipo “Resorts” que invertem a situação. Esta enfrenta-se com fundamentação e conhecimento para virar a agonia de um concelho, agravada nos últimos anos pelo grupo que o tem liderado. Para agir sobre as principais causas, cujos aspectos se associam ao envelhecimento da população, à perda demográfica, à falta de medidas económicas, aliciantes tanto para empresas e pessoas se instalarem.
Vivemos numa era predominada pela tecnologia em que os estudos mostram que quanto mais conhecimento tenha um trabalhador e quantos mais trabalhadores com conhecimento tenha uma economia, mais rapidamente esta aumentará o seu rendimento. Um dos elementos centrais para o incentivo de Alcobaça e o seu princípio orientador essencial deveria ser estimular tudo aquilo que a faça mais inteligente e atraia mais gente inteligente ao nosso concelho. Só assim se pode fazer uma aposta por Alcobaça actualizada, expansiva, critica e capacitada para enfrentar o presente e o amanhã nesta era global.
Construir esta nova realidade deverá ser de forma participada e numa óptica moderna possibilitando incorporar esforços convergentes de todos os que decidem trabalhar, actuar e viver no concelho, envolvendo-os numa estratégia comum. Alcobaça serve muito mais que os seus munícipes; são os que trabalham por cá e aqueles que visitam o concelho: estrangeiros e nacionais. Há quem gostaria de morar no município, mas não encontra habitação condigna a preços acessíveis optando por irem viver para os concelhos vizinhos, apesar das muitas casas devolutas e em venda. Só no centro histórico de Alcobaça, há centenas de casas vazias e em ruína transformadas em desperdício urbano e num escândalo social e cultural sem precedentes, mas que não causa a menor indignação aos seus governantes. E não se entrevêem medidas para que estas habitações possam voltar a ser ocupadas, desempenhando a sua função na cidade. A reabilitação com fins sociais e culturais é absolutamente desconhecida pelo actual elenco camarário. Mais do que grandes projectos e requalificações sem sentido, Alcobaça precisa de intervenções cirúrgicas que permitam curar as feridas urbanas de que padece e isso não exige grandes meios. No entanto, é necessário fazer um diagnóstico preciso dos pontos nevrálgicos para actuar com precisão. Deve recuperar-se e melhorar o espaço público existente ao invés de se tomarem medidas delirantes com gastos exagerados, funcionalidade nula e consequências trágicas e imprevisíveis. Em vez de se cuidar aquilo que há e inovar a partir do existente, respeitando a fisionomia da cidade, altera-se de forma desnecessária espaços com o único propósito de deixar a marca pessoal e criar supostas simbologias por parte de quem autoriza a intervenção, iludindo assim as soluções necessárias e que urgem, de carácter social, cultural e político. Alcobaça já tem carácter simbólico que baste e tem-no essencialmente no património edificado emblemático e de séculos. Dar nova vida e novas funções a espaços que fazem parte do imaginário colectivo dos Alcobacense devia ser um dos maiores desafios políticos e culturais a colocar a esta terra. No entanto, nenhum projecto devia ser aprovado sem dar voz e conhecimento aos alcobacenses e não apenas depois dos actos consumados como tem sido a prática nos últimos anos. Inovação e cidadania não são antagónicas e, em sociedades modernas e desenvolvidas e nas que querem prosperar, estas duas realidades andam de mãos dadas.
É rara a semana que não nos surpreendam notícias de crimes perpetrados no concelho. Devo dizer que uma terra não é mais segura simplesmente por ter mais meios policiais. Não são eles que garantem a segurança, mas é o combate à solidão e em especial a dos idosos nas aldeias, criando nas freguesias do concelho e em todos os lugares, condições para que se possam restaurar as relações de vizinhança. Qualquer comunidade vive mais segura quando há olhos de sobra na rua. Mas para isso as terras devem ter melhor qualidade de vida, melhores infra-estruturas e acessibilidades: Há excesso de barreiras arquitectónicas, falta de protecção viária e pedonal para quem vive nas freguesias e suas aldeias As freguesias e, sobretudo, as suas populações foram abandonadas pelo actual elenco camarário. Estes lugares, outrora com encanto, hoje estão decadentes e algumas fortemente desertificadas. As barreiras arquitectónicas que prosperam na cidade de Alcobaça e por todas as suas freguesias, além de ilegais são imorais. Pessoas deficientes, idosos e mães com os seus carrinhos de bebés não podem ser sistematicamente impedidos de usar o espaço público. Este deve ser integrador: é um direito que assiste todo o cidadão o direito ao passeio e o lugar dos peões nas estratégias de acessibilidades e mobilidade. Realidades que não se respeitam em Alcobaça e até se demonstra desprezo, como está patente na recente requalificação da zona em torno do Mosteiro. Esta tem ainda graves problemas técnicos onde se juntam as manutenções e reparações constantes que são uma despesa adicional e durável do erário público em ralação ao custo final da obra. Parece que tudo é permitido e impune perante a lei.
A capital do concelho deve ser atraente para as pessoas. Só assim pode suscitar novas oportunidades para o comércio, o emprego e uma maior fruição turística e cultural, além do interesse habitacional como indicador preponderante de uma cultura urbana sã.
Apesar de este empenho pertencer aos cidadãos, faria todo o sentido a Câmara ter um papel estratégico na definição de horizontes, tanto para a cidade como para o concelho, o que infelizmente não acontece. Só com novas ideias, produtos inovados e inovadores, mentes criativas e críticas, se poderá ultrapassar a estagnação a que está votada também a capital do município.
Nos dias de hoje, a criatividade e massa crítica são fundamentais para o progresso de qualquer cidade, concelho ou país. A míngua destas realidades acentuou-se nos últimos anos com a actual liderança concelhia e a colaboração voluntariosa de oposições assépticas, vereadores emigrantes e certa imprensa e jornalistas descaradamente tendenciosos. Não prospera uma terra que deixa partir a sua massa crítica e criativa e é ainda complacente com a perseguição política feita aqueles que ousam criticar quem a (des) governa. Deste modo, permite que se instalem visões monocromáticas ou a preto e branco, além do amiguismo, o clientelismo político e a subversão do direito legitimo pelo favor. Perdem-se pessoas e empresas e amputa-se a inovação, social e cultural e uma terra assim dificilmente sairá do desassossego.
Com a população desmotivada, Alcobaça caminha para o insustentável e perante a gravidade da situação aturde a indiferença daqueles que a dirigem. Um concelho insustentável é um concelho impossível de governar. Ambiente, economia, desenvolvimento social e cidadania são os quatros grandes pilares da sustentabilidade de uma terra e nenhum deles pode ser descurado. É necessário reconciliar a Alcobaça construída com o sistema vivo que a suporta e alimenta em moldes diferentes aos que se tem praticado. Cuidar dos rios, das águas subterrâneas, da estrutura verde, das aldeias, da qualidade do ar é cuidar da saúde e da sobrevivência do concelho. O défice de Alcobaça não é apenas financeiro – é sobretudo de liderança e de participação. Mesmo sendo um espaço com potencialidades singulares, Alcobaça também tem regredido olhando para as terras vizinhas, por não arriscar como espaço global. Os seus recursos, naturais, paisagísticos, históricos, patrimoniais culturais e sociais continuam aí e ninguém os soube rentabilizar até hoje, no sentido de tornar o concelho um espaço verdadeiramente singular e atractivo no âmbito focado.
Os sucessivos desnortes governativos, acentuados nos últimos anos pela falta de planificação, de regulação imobiliária e arquitectónica, a desertificação, os índices de qualidade de vida baixos, agravados com impostos municipais elevadíssimos, viraram Alcobaça contra as pessoas, desmotivando-as. Grande parte dos alcobacenses e muito dos que trabalham no concelho vivem em stress pela má organização espacial da capital e de todo o seu espaço concelhio.
A reorganização ou requalificação das freguesias não existe, quando estes espaços deveriam de ser um dos indicadores da plena vitalidade e qualidade de vida e desenvolvimento do concelho. Apesar disso, estes espaços são tratados por critérios opacos assentes na suspeição, no tacticismo partidário e na sindicância dos votos. Algumas freguesias são selectivamente discriminadas para eliminar delas qualquer lógica de proximidade e sobrevivência, seja no comércio ou no acesso a serviços sociais elementares. O objectivo de quem está a governar o concelho é manter este estado de injustiças e sustentar o poder.
Há idosos a fazerem cinco quilómetros e mais, do lugar donde moram ao centro da freguesia para receberem consultas médicas sem terem transportes públicos e os existentes carecem de conforto. Exige-se um quotidiano mais fácil, menos burocrático e agreste, com transportes públicos cómodos, acessíveis e eficientes onde as pessoas e, sobretudo, os idosos e pessoas com mobilidade reduzida não sejam considerados de segunda.
É tempo do governo do concelho ser partilhado tanto por homens como por mulheres em que o saber, a experiência e a capacidade de gestão das mulheres não continue a ser desvalorizado nem tornado invisível. Em Alcobaça há um défice de democracia participativa e que contrasta com os meios cosmopolitas e desenvolvidos. O poder local, aquele que por natureza é o mais apropriado para as experiências inovadoras, infelizmente em Alcobaça não tolera ou conhece a participação cidadã. Tudo ou quase tudo é feito sem consulta, de forma prepotente ou com mentiras pelo meio. Os orçamentos excedem as previsões, as decisões urbanísticas não têm regras, a regulamentação de tráfego é ad-hoc, os grandes projectos são decididos longe dos cidadãos quando não nas suas costas. A seiva da sociedade civil não é convocada com a urgência devida no governo do concelho. A vida política concelhia não pode estar concentrada nas mãos de quem tudo decide e em partidos onde boa parte dos militantes é assustadoramente impreparada e estão mais interessados em fomentar guerras internas no intuito de lograr protagonismos manhosos e empregos partidários do que realmente trabalhar em favor da terra e suas populações.
Para haver qualidade de vida e satisfação dos munícipes, tem de haver também transparência nas contas do município e na gestão dos recursos humanos, nas decisões urbanística que devem de ser previamente conhecidas, bem como os seus efeitos sobre o valor dos terrenos abrangidos, cujos titulares também devem de publicitar. Não há uma avaliação de desempenho dos funcionários da Câmara (ou parece não haver), a começar por todas as chefias, para levar a sério o controlo de custos. Devia de se saber o que são despesas a mais e receitas a menos para agir sem hesitações. Só assim se controla o deficit camarário e as pessoas ganham confiança nos políticos.
António Delgado
Professor Universitário
NOTA: Esta transcrição feita a partir do artigo de opinião publicado em «Tinta fresca» não representa interesse específico em relação a Alcobaça, mas deve-se apenas ao facto de os pressupostos e os factores analisados poderem ser aplicados aos métodos de governança aplicáveis às diversas autarquias. A qualidade de vida das populações e o desenvolvimento económico dos conselhos dependem da forma como forem equacionados os diversos problemas e das prioridades relativas atribuídas aos diversos sectores de actividade. Gerir os interesses da população concelhia exige critério cuidadoso do género do que foi referido em Pensar antes de decidir.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Para que serve o dinheiro público
Fala-se novamente muito de regionalização. Não custa a crer que os problemas regionais, principalmente do interior, poderiam ser melhor resolvidos pelo poder local.
Sê-lo-iam se os autarcas conseguissem respeitar prioridades inspiradas no interesse das populações em geral, sem favoritismos para os mais influentes da região incluindo os ligados ao poder local. Não parece haver uma entidade que controle as actividades das autarquias e que os autarcas sejam sancionadas pelos seus actos.
Gosto de aqui referir bons exemplos de autarcas conscientes do seu papel de bem gerir os interesses da região sob a sua jurisdição, pensando mais nas pessoas com mais fragilidades do que no material de ostentação ou de propaganda.
Mas também não posso deixar passar sem uma citação notícias escandalosas como a agora noticiada «Câmara pagou viagem e 38 autarcas visitaram Paris». Não conheço nem sei quem é o presidente da Câmara de Penafiel. Uma comitiva de 38 presidentes de juntas de freguesia aterrou em Paris para apresentar votos de Ano Novo ao autarca de Sainte-Geneviève-des-Bois, cidade dos arredores geminada com Penafiel. Segundo o DN, o vereador da câmara assume que os voos custaram 14 886 euros e diz que este valor "não pesa no orçamento".
Mas, certamente, esta importância resultante das contribuições dos munícipes seria mais útil noutras aplicações em benefício da melhoria das condições de vida da população.
E pergunto: Quem controla os desmandos e exageros dos autarcas? Quem será condenado a repor as importâncias esbanjadas em interesses menos dignos?
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A. João Soares
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
CML. Carmona foi sincero?
Segundo o JN, a Manifestação de apoio a Carmona foi "flop"
Mais jornalistas do que apoiantes. A manifestação de apoio a Carmona Rodrigues, convocada para ontem, através de um e-mail enviado às redacções e de mensagens de telemóvel postas a circular na passada sexta-feira, foi um "fiasco". A meia dúzia de pessoas que compareceu, às 13 horas, frente aos Paços do Concelho - na maioria alertadas pelas notícias nos jornais e televisões - não escondeu a desilusão e a "decepção" pela falta de gente.
Da meia dúzia de participantes saía a convicção de que a ideia da manifestação foi uma manobra para o armadilhar. Mas, vistas bem as coisas, a população que não esteve para se deslocar ali prestou um grande apoio a António Carmona Rodrigues, dando-lhe força para ele concretizar as palavras que utilizou para informar que não está apegado ao poder. Essas palavras soavam a falso, perante as atitudes que demonstram estar grudado à cadeira de forma inelutável. Mas agora, se tinha sido sincero, não tem outro caminho senão dar realidade a essas palavras.
Claro que não sou tão ingénuo que pensasse que ele tinha falado verdade. Mesmo independente, ele é político e um político perde um dente sempre que diz uma verdade. Aos políticos como ao réu é permitido dizer o que achar mais favorável à sua causa. Já nos habituaram a esta convicção e, agora, temos que procurar perceber o que está para lá das aparências, do «buff», do engodo, da fumaça, das manobras de diversão. O site na Internet e esta manifestação devem ter saído da mente de Carmona e de alguns amigos, mas demonstram pouca habilidade. Deviam ter pedido explicações aos que se opuseram a Strada nas Filipinas que conseguiram os seus intentos, através de manifestações organizadas e convocadas por SMS.
Isto vem comprovar que os portugueses são muito fracos na arte de governar e nem sequer sabem fazer a baixa política em que passam o tempo, com prejuízo dos cidadãos, os tais que são para eles tão insignificantes como a relva os estádios é para os futebolistas. São pisados despreocupadamente, de qualquer maneira, sem dó nem piedade.
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A. João Soares
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Histórias do poder autárquico
No Jornal «Metro Portugal» de 7 de Maio, Nuno Rogeiro, sob o título «A Câmara invisível», diz, entre outras coisas, que «sobre a Câmara de Lisboa, a maior do país recai uma suspeição grave de que há uma espécie de câmara invisível ao lado da visível, bem como uma economia paralela. Esta é a história do Poder autárquico em Portugal. Podemos discutir se esse ónus que pesa sobre os autarcas deriva da actual estrutura do Poder local no nosso país, se tem que ver com a natureza humana, com as leis das finanças locais, ou outras questões.
São muitas as razões que se podem assacar, mas a verdade é que há autarquias com problemas nove autarcas estão, neste momento, em situação de arguidos, alguns deles de Câmaras importantes.»
Trata-se de um problema grave e preocupante e s há nove autarcas arguidos, isso pode significar que potencialmente haverá muitos mais sob suspeita. Fazem falta mais cidadãos com a coragem e o patriotismo de Sá Fernandes para ser levantada capa que, por esse país fora cobre muita miséria cívica. A corrupção alastra do fundo ao cimo da hierarquia das autarquias, sendo corrente que, quando se conversa sobre tal tema, não aparecer ninguém que não tenha para contar um mais casos passados com fiscais ou burocratas dos serviços.
E basta observar com um mínimo de atenção para verificar que nenhum autarca se candidata com intenção de se sacrificar pelo bem dos cidadãos mas sim pelo seu interesse pessoal, no mínimo, de vaidade, visibilidade, ostentação de poder. Só assim se compreende a luta renhida para ganharem eleições e o apego ao poder adquirido, que não largam, apesar de fortes suspeitas, insinuações, delações, denúncias, acusações que lhes conspurcam o nome e a fama. Nem é necessário indica nomes.
O poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente; é um vício mais difícil de erradicar d que o tabagismo, o alcoolismo ou a toxicodependência e mais perigosos para terceiros, que são vítimas inocentes.
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A. João Soares
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