sexta-feira, 18 de março de 2022

O RESPEITO E A AMIZADE DEVEM SER PERMANENTES

(Public em DIABO nº 2359 de 18-03-2022, pág 16, por António João Soares) A Humanidade tem-se modificado, sem racionalidade, sem coerência e sem programação que lhe permitisse ir-se aperfeiçoando para finalidades bem escolhidas e fundamentadas. A dependência da informática, sem sensatez, em vez de permitir o aperfeiçoamento dos procedimentos realistas e lógicos, tem dado aventuras e desprezos por interesses sociais e económicos. As corridas ao espaço e à grande dependência dos automatismos facilitados pela Internet complicaram o funcionamento natural do espaço e da atmosfera terrestre ao ponto de terem poluído com radiações electromagnéticas que perturbaram o funcionamento do espaço envolvente do Sistema Solar ao ponto de, ao longo de mais de um século, ter provocado variadas epidemias e, agora, a pandemia do Covid-19 com sucessivas variantes, e o que é mais complicado por dificuldade em encontrar remédio, para as alterações climáticas. E as pessoas ainda não estão informadas da forma como fazer face a tal problema. A falta de água terá de ser minorada com o recurso à água do mar, mas esta está de tal forma poluída com plásticos e outros produtos desajustados à saúde que, por desmazelo das pessoas, são abandonados e, depois arrastados pelos rios em quantidade tal que perto do Polo Sul têm morrido muitos peixes intoxicados por terem engolido água com demasiadas quantidades de partículas de plástico que lhes destroem, por entupimento, o funcionamento do organismo. Tuto isto necessita de que a Educação seja completa na formação, desde crianças, sobre as realidades da vida preparando-as para evitarem os perigos da má utilização da Natureza e da preservação da sua própria saúde e da dos vizinhos da vida, dos companheiros do trabalho e de todos os seres vivos. Para tais atitudes das pessoas é indispensável a amizade entre todos, que devem olhar-se como irmãos, com espírito de colaboração e boa convivência. Mas, infelizmente, cada vez é maior o egoísmo, a ganância, a ambição que luta pelo engrandecimento próprio à custa de tudo e de todos. Neste momento está em curso a invasão de um país independente por um Estado vizinho cujo líder diz que não pára a ocupação, antes de terminar. Terminar o quê? Certamente, a destruição do património, das habitações e das pessoas que não lhe queiram lamber os pés! Pessoas horríveis, criminosas, que não aprenderam a boa convivência com todos os habitantes do Planeta, aproveitando todos os benefícios existentes em partilha amigável com todos os seres humanos. Saibamos aprender com os animais ditos irracionais que alimentam uma familiaridade espontânea e um espírito de ajuda bem visível sempre que um precisa de apoio. Quem tem animais domésticos conhece bem quanto eles o conhecem e estão sempre preocupados com a sua actividade e a sua boa disposição. No caso da invasão da Ucrânia, há pouco mais de uma dezena de dias depois do início, já contam cerca de quatro centenas de civis mortos e perto de oito centenas de feridos sem terem cometido qualquer crime. Mas quem lhes provocou tais danos já é mundialmente acusado de criminoso. Na política, muito se pode conseguir por intermédio de negociações que sejam bem conduzidas e negociadas, por forma a que o principal beneficiado retribua uma parte de tal benefício aos países vizinhos, por forma a que todos beneficiem com as alterações no seu relacionamento e continuem amigos. Se as benesses forem bem negociadas poderão ficar todos muito amigos e viver sempre em paz. O respeito e a amizade são um dom espontaneamente enriquecedor. Ensine-se este conceito desde as escolas primárias.

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sexta-feira, 11 de março de 2022

A HUMANIDADE ALTERA-SE COM O TEMPO


(Public em DIABO nº 2358 de 11-03-2022, pág 16, por António João Soares)

A Juventude actual tem comportamento incomparável ao do tempo dos pais e avós. Tudo evoluiu para maior facilidade, mas nem tudo se tornou mais racional nem com resultados de melhor comportamento com mais ética e mais civismo. Isso nota-se nos vários aspectos que, mesmo os menos idosos podem comparar a diferença nas poucas décadas de intervalo. E vai além dos comportamentos de indivíduos sem fama nem cultura.

Por vezes ficamos chocados com atitudes de gente importante na política internacional, como agora se estão a estranhar as decisões do líder da Federação Russa. Estamos ouvindo pensadores que dizem que a humanidade seria mais feliz se fossem procuradas soluções harmoniosas com base em negociações para busca das melhores formas de resolver os problemas que surgem entre os interesses de cada país de maneira a evitar violência e guerras que são causadoras de danos para as partes, quer em patrimónios quer em perda de vidas. Uma conversação franca e leal pode conduzir a soluções boas para as partes levando-as a desenvolver vidas harmoniosas e evolutivas com resultados compensadores. Mesmo uma guerra pode ser ganha por decisões ponderadas de sangue frio, sem violências mas com serenidade, sem necessidade de violências. Um bom acordo é o mais desejável para ambas as partes.

É estranho que o líder russo tenha atacado fortemente a Ucrânia, alegando que é necessário levá-la à desmilitarização. Realmente, segundo o que deixei dito no parágrafo anterior, o mundo seria mais agradável se não houvesse tanto esforço de militarização em estados de boas condições económicas, mas o que parece anedótico é tal justificação sair da cabeça de alguém que está a fazer um uso exagerado de poder militar e que vive obcecado com o perigo de haver reacção de potência com capacidade nuclear e deu ordem para serem activados os próprios meios para tal hipótese. Estes acontecimentos podem dar origem sequências de actos de volência que contribuem para destruir a vida no planeta mas, anedoticamente, o líder russo afirma que o seu objectivo de atacar a Ucrânia foi para a obrigar a proceder à desmilitarização!

Seria altamente elogioso o apoio da desmilitarização, mas devia começar-se por ter um comportamento pacífico. Na realidade tal posição é irracional por ele confessar estar em pecado pelo seu elevado grau de militarização e, em vez de mostrar arrependimento, está a colocar em evidência essa falta, de forma ilegal e altamente condenável. Tal situação vem evidenciar a verdade das palavras com que iniciei este texto. Um jovem moderno e sem ideias claras nem comportamento racional e coerente.

Os estados que, em maioria condenam a Rússia e pretendem ajudar a Ucrânia não se têm mostrado dispostos a enviar tropas para empolar a violência já exagerada. Realmente, a solução precisa de ser obtida pacificamente, dando liberdade à Ucrânia para desempenhar um papel de ponte diplomática entre a NATO e a Rússia, facilitando a convivência dialogante e pacífica na sua zona, sem subserviência incondicional a qualquer destas partes. Seria um óptimo exemplo a toda a humanidade, para a Harmonia e a paz internacional, sem ambições de Poder e sem rivalidades nem agressividades.

Cesse tudo quanto a ambição e o desejo de ostentação de riqueza vale e pondere-se a vantagem de reforçar a troca amigável de colaboração na procura de solução para uma vida mais feliz da população, a viver harmoniosamente em paz e progresso. O bem pode beneficiar uns e outros, mas a inveja e o egoísmo acaba por não beneficiar ninguém de forma continuada.  

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sexta-feira, 4 de março de 2022

ESTRATÉGIA DO MEDO OU DA AMEAÇA

(Public em DIABO nº 2357 de 04-03-2022, pág 16, por António João Soares)

Quando surgiu esta pandemia, uma médica, em artigo de opinião num jornal, resumiu a situação de estratégia do medo e realmente não tardaram as restrições à liberdade ou o confinamento que tolheram a vida social e a actividade económica. Mais tarde, com a esperança de que a crise fosse passar, tais cortes às liberdades das pessoas foram reduzidos, mas muitas pessoas sentiram-se menos ameaçadas pelo perigo do covid e exageraram a liberdade sem cuidar das medidas preventivas indispensáveis e daí resultou o agravamento da saúde e o número de infectados subiu e apareceram várias variantes da moléstia que nos fazia sofrer. Mais agravamentos mais doentes e isto repetiu-se.

Se as restrições reduziram as baixas, também ocasionaram prejuízos na economia, mas depois de as aliviar havia que consciencializar as pessoas dos cuidados preventivos a ter, como o uso da máscara, a higiene das mãos e evitar as aproximações com outras pessoas.

Mas a realidade vai além desta situação. O medo e as ameaças reinaram e vão continuar a persistir na política internacional, como tem sido muito notado no caso da Ucrânia. A ostentação de forças e as afirmações de ambas as partes são intenções de levar a parte adversa a hesitar na violência, mas ambas aumentam a imagem de força por forma a travarem a vontade do adversário para agir, com receio de reacções fortes da outra parte. E o perigo de um rasgo de ousadia é cada vez maior. Mas a história mostra que um conflito, por vezes, surge por uma distracção, um descuido na interpretação do outro e, depois de desencadeado, mesmo que seja encontrado acordo para terminar, não deixa de provocar grandes despesas em material bélico e muitas perdas de vidas e muitos feridos. A estratégia do medo e da ameaça não é isenta de grandes inconvenientes.

O comportamento desejável, embora difícil de obter, seria o do diálogo franco e fraternal e o respeito pelos interesses legítimos de cada um por forma a suportarem pequenos inconvenientes que seriam incomparáveis com os grandes prejuízos de conflito de grande dimensão e gravidade, como foram as duas Grandes Guerras do século passado.

Mas a estratégia do medo também é usada a nível nacional. Com a restrição de informação conseguida pelos cidadãos, estes são circunscritos pela influência de promessas ilusórias e na impossibilidade de conhecer as realidades que lhes tolhem os interesses legítimos de conhecimento dos condicionamentos que lhes confinam as possibilidades de felicidade. O povo adormecido raramente se atreve a agir com força na procura de um futuro melhor e vai-se acomodando nos limites do medo, «sem tugir nem mugir». Mas quando consegue um pouco de consciência e um rasgo de atrevimento, surge uma crise nacional que pode atingir graves consequências, porque até muitos que vegetavam na sombra do poderoso, procuram aproveitar a oportunidade para o afectar e colher com isso benefícios pessoais e sentem atracção pela ambição de riqueza e poder.

A estratégia da ameaça está latente em cada gesto de um líder poderoso. Muitas vezes manifesta-se por promessas não cumpridas e por ostentação de poderes que, se forem exercidos, causam sérios perigos nas pessoas alvejadas, que ficam cheias de medo a pensar na vingança. São curiosos os factores causais e os consequentes da colocação de forças militares para «proteger» pessoas que são dadas como vítimas de actos de violência de concidadãos apoiados por agentes externos.

Que bom seria se todos se respeitassem e se amassem como irmãos! Se houvesse da parte de todos os intervenientes uma eficaz contenção! A vida seria um paraíso

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

QUEREMOS EVOLUÇÃO E NÃO ESTAGNAÇÂO

(Public em DIABO nº 2356 de 25-02-2020, pág 16 por António João Soares)

Há alguns anos, um «inteligente» foi apologista da estabilidade em vez do desenvolvimento e o resultado tem sido a estagnação, a inacção e o empobrecimento de um país que estava com sinais e boa esperança de crescimento. A Natureza é movimento, é vida. Um menino que não evolui fica anão e, depois, nunca será um desportista, um atleta. Um motor que deixa de funcionar, enferruja e é destruído pela corrupção. 

Mas funcionar e evoluir não deve acontecer ao acaso, por palpite ou por sorteio, pelo contrário, deve obedecer a regras sensatas, inteligentes, de planeamento, de pensar antes de agir e a sensatez conduz a meditação para avaliar o resultado de qualquer acto para evitar repetir o mesmo erro que ocorra por engano ou má decisão. Os próprios «ditos irracionais» praticam tais regras e vão sobrevivendo dando bons exemplos aos que se consideram racionais mas que muitas vezes desprezam a racionalidade.

A carência da virtude e da sensatez tem sido visível em muitos momentos da vida humana, a nível global, o que põe em perigo a sua sobrevivência sobre o Planeta.

Tenho referido este problema repetidamente, nestes escritos, mas a humanidade teima em não encarar a necessidade de sensatez em todos os actos que podem afectar a vida. Teima-se em referir a necessidade de lutar contra as alterações climáticas, mas recusa-se a aceitar o esforço de conhecer bem as suas causas e de as enfrentar e as anular, eliminando actos contra a natureza em dimensão que ela recusa, como o que se tem passado com o acelerado crescimento que tem sido dado à poluição atmosférica pelas radiações electromagnéticas. Se as novas tecnologias apresentam vantagens para a vida, apresentam graves inconvenientes para o funcionamento normal da Natureza astronómica em que estamos inseridos, e por isso, são nocivos para a vida.

Mas há muitos outros inconvenientes do mau comportamento humano que saltam aos olhos de um bom observador preocupado com o perigo em que está a ser preparado o futuro do Planeta. O cuidado e sensatez devem ser respeitados em todos os aspectos da vida, a começar pelos aspectos sociopolíticos. Por vezes, tenho elogiado atitudes de respeito pelos seres humanos por parte de alguns países poderosos mas, pouco depois, vejo que foi pura ilusão minha, porque a ganância e a ambição ilimitada de poder são uma droga poderosa que se sobrepõe ao bom senso e, em vez de condicionarem de forma cívica, o vício do terrorismo e da agressão, procuram encontrar desculpas de entrar em defesa das vítimas com meios mais violentos e destrutivos. E a violência aumenta, causando baixas e desgaste do património já insuficiente para o bem-estar das populações. Isso é real em vários países africanos, no Afeganistão, no Cazaquistão e em muitos outros.

Mas, infelizmente, o problema não existe apenas a tal nível. Em questões mais vulgares há também necessidade de competência, ponderação e sensatez na forma como desenvolver a confrontação com a pandemia, com as crises nos sistemas de saúde, com a higiene da forma como se trata a poluição da atmosfera, não apenas de gases tóxicos, mas principalmente das radiações altamente nocivas mas que os responsáveis não sabem ou não querem ver, com a educação quanto a civismo, ética, respeito pela vida das pessoas, etc,

A palavra continuidade não deve ser utilizada de forma impensada.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

DAR PRIORIDADE ÀS CAUSAS ANTES DE SABER OS EFEITOS

(Public em DIABO nº 2355 de 18-02-2022, pág 16. Por António João Soares)

Os «sábios» da política desperdiçam precioso tempo a discutir soluções tomadas que não eram correctas, em vez analisarem as causas do fenómeno e optarem pelas soluções mais ajustadas que teriam dado o resultado desejado. É fundamental conhecer as causas para actuar sobre elas de forma racional e obter o resultado desejado. Qualquer decisão deve partir da opção do objectivo a alcançar, a seguir, conhecer os factores constantes do problema a resolver e das suas causas e preparar a evolução pretendida. Não se devem desperdiçar energias a discutir decisões tomadas ao acaso ou na sequência de qualquer capricho inadequado.

Após a acção, se for detectado qualquer pormenor indesejado, devem ser bem analisadas as causas do erro e registá-las a fim de não mais se repetir o mau procedimento cometido e deve-se difundir pelos elementos da equipa a informação que contribua para melhorar as suas competências. Errar é humano mas a repetição de um erro constitui uma falha imperdoável. E, em vez de agredir o autor de um erro, deve-se ensinar o procedimento correcto para que erros semelhantes não voltem a ocorrer na mesma equipa.

Ao escrever estas palavras, penso que a preocupação de lutar contra as alterações climáticas sem querer meditar sobre os efeitos provocados pela poluição produzida pelas inúmeras e variadas causas das diversas epidemias ocorridas desde o início do século passado foi uma falha, por estas terem acontecido em períodos em que as tecnologias ocasionadoras de maior nível de poluição electromagnética tiveram maior projecção. Na época actual, as alterações climáticas, que coincidem com a pandemia do covid-19, podem ser reacção natural ao desenvolvimento de variados sistemas de automatismos que usam sensores e radares permanentemente em funcionamento. Há muitas tecnologias no sector. Por exemplo, um automóvel moderno dispõe do GPS e de vários sensores que alertam o condutor da proximidade de algo estranho com que o carro pode chocar numa manobra ou num desvio de rota. Também os sistemas de automatismo estão difundidos por muitos movimentos de fecho e abertura de portas, de luzes que acendem e apagam espontaneamente, etc, etc, e são produtores de poluição electrónica. E a Cintura de Van Allen, que vigia o sistema solar, está atenta às alterações da qualidade do espaço e reage.

Como uma radiação electromagnética é nociva à vida, saibamos que qualquer parte do nosso corpo, está a ser atingido, em permanência por biliões de radiações emitidas em qualquer parte do mundo. Isso explica que um telemóvel recebe uma chamada vinda de qualquer lugar do planeta, chamada que foi emitida em todas as direcções por o emissor não saber a localização do destinatário.  E essa emissão passou por inúmeros retransmissores que poluem cegamente todo o espaço que nos envolve. A vida humana, animal e vegetal está a sofrer esses efeitos maléficos e já há cientistas que têm dúvidas sobre a duração previsível da vida actual no Planeta.

 E não se podem esperar milagres para evitar os efeitos de tais erros humanos. Deus não faz milagres, porque não vai alterar as leis e regras que criou para o funcionamento da Natureza. Deu-nos conselhos e mandamentos para termos um comportamento mais racional, consciente e de respeito pela Natureza. Se não cumprirmos esses deveres temos de suportar as consequências. A religião quer que os seus crentes sejam responsáveis e essa lógica justifica a pena do inferno. Cada um terá na sua vida os efeitos que o seu comportamento causou. Não podemos culpar os efeitos, mas cuidar do devido tratamento das causas, em tudo na vida.

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sábado, 12 de fevereiro de 2022

A PAZ EXIGE RESPEITO E PONDERAÇÃO

A paz é benéfica todos, mas exige respeito e ponderação

(Public em DIABO nº 2354 de 11-02-2022, pág 16. Por António João Soares)

A paz constitui uma situação benéfica, mas exige de ambas as partes muita prudência, respeito pelos outros e ausências de atitudes de ambição que criem receios que levem os vizinhos a temer perigo para a sua segurança. Se entre as pessoas deve haver serenidade que se possa interpretar como compreender e perdoar, entre os estados deve haver a prudência de respeitar os direitos dos vizinhos e, à mínima suspeita de má intenção, dialogar quer directamente quer com ajuda de terceiros, a fim de evitar que haja ostentação de força perante o vizinho que o leve a sentir-se ameaçado e se prepare para reagir com violência, mostrando que não tem medo.

Quando não se recorre ao diálogo e se criam manifestações de força e de tensão, pode correr-se o risco de um pequeno gesto ser interpretado como demasiado agressivo e se inicie um confronto que, depois de iniciado, será difícil de parar e de se restabelecer a paz. E nos tempos actuais em que o uso de armas sofisticadas está muito generalizado, há que evitar um gesto que seja mal interpretado e que cause uma III Guerra Mundial com danos humanos e materiais de grande gravidade.

No caso entre a Rússia e a Ucrânia a essência vai muito além destes dois estados, pois vários elementos da NATO, embora não se sintam com força para aconselhar o diálogo, estão a pressionar os EUA a enviar tropas para o Leste da Europa, como o Reino Unido e o Canadá. Se isso tem apenas a intenção de querer convencer a Rússia a desistir da tensão contra a Ucrânia, pode vir a dar origem a um acto interpretado como de agressão que dê lugar a resposta de força seguido de consequências dramáticas, como tem acontecido com muitos conflitos. A paz exige respeito, com prudência sem medo, sem reacções de ostentação de força de resultados imprevisíveis.

Mas nem todos os governantes possuem propensão para o diálogo construtivo da harmonia e da boa convivência que conduza os outros à compreensão de boas soluções sem se sentirem diminuídos ou derrotados. As hesitações levam muitos a anunciar que retiram as suas tropas de situações que são interpretadas como ameaçadoras mas que, poucos dias depois, as mantêm ou reforçam, com os resultados negativos habituais. Está entranhado o vício de, em vez do diálogo, usarem a ostentação de gestos ameaçadores mais violentos do que o do lado oposto, o que tem o grave risco de passar da violência inicial, apenas simbólica, para outras mais tenebrosas que convidam a resposta dura que pode ser o início de conflito armado

Chegados a tal ponto, pode entrar-se numa catástrofe sangrenta como aconteceu em vários casos.

Há tantas movimentações e mudanças sociais, que seria bom que se desenvolvesse o gosto de uma convivência pacífica de bom relacionamento, com ponderação evitando conflitos de violência, procurando soluções de bom entendimento logo que as dúvidas surjam e impedindo o seu agravamento.

Se se luta contra as alterações climáticas, deve com mais razão, desenvolver-se uma ética ou moral de bom entendimento a nível internacional que resolva os pequenos desentendimentos antes de se tornarem geradores de perdas de vidas e de altos custos financeiros que vão afectar as economias das pessoas. Para se chegar a tal entendimento deve começar-se pelas relações desportivas e outras actividades transnacionais.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

MEREÇAMOS O APOIO DA NATUREZA !

Mereçamos o apoio da Natureza !

(Public em DIABO nº 2353 de 04-03-2022, pág 16, por António João Soares)

 A principal causa da pandemia é o resultado da falta de respeito pelo ambiente e pela Natureza, nomeadamente quanto ao aspecto menos visível e mais descuidado da exagerada poluição que os humanos têm enviado para o espaço, principalmente constituída por radiações electromagnéticas, originada pela evolução acelerada do uso da electricidade e da electrónica com imensos automatismos que usam muitos sistemas a funcionar com radiações electromagnéticas, geralmente permanentes.

E a política mundial, ao dizer que luta contra as alterações climáticas, não quer referir essa causa para não ter de parar a sua utilização, do que resultaria o encerramento de muitas empresas e aplicações, sem as quais a actividade vital teria de proceder a muitas mudanças com cortes nas suas economias actuais. Mas, a manter-se esta loucura, a humanidade terá poucas décadas de existência. 

Por exemplo, um automóvel moderno, além dos muitos automatismos que os modelos anteriores tinham, dispõe agora do GPS e de vários radares laterais para, ao fazer manobras, evitar bater em obstáculos que terá de qualquer lado. Estes sistemas emitem permanentemente radiações.

Hoje cada ponto do nosso corpo é permanentemente atingido por milhões de milhões de radiações electromagnéticas. Isso, além de agredir a saúde,  envenena a atmosfera, e o fiscal da Natureza, a Cintura de Van Allen, dá o alerta para se travar tal veneno. Desde a I Guerra Mundial que esse conjunto de astros vigilantes desencadeia epidemias e, agora, a actual pandemia. Cada epidemia sofrida nestes tempos teve as suas causas em aumentos ou perturbações do magnetismo do ar devidas a mudanças das tecnologias.

E ninguém levanta a bandeira para chamar a atenção dos responsáveis para tomarem medidas eficazes e coerentes com as condições da Natureza em que nos encontramos. Mas hoje está na moda o «politicamente correcto» e a estupidificação do povo para não fazer ondas e para deixar os donos do dinheiro ter lucros, sem olhar na sua periferia para o espaço que devemos respeitar.

Mas, se não despertarem e não deixarem despertar o povo, dentro em breve começa a ser visível a extinção da vida no Planeta. Tenho repetido estes alertas e até já dediquei ao tema vários artigos no DIABO. Não é útil ter pavor, mas é indispensável sermos ponderados e agirmos por forma a não comprometer o equilíbrio da Natureza e evitar as reacções desta, como castigos aos ataques que lhe são feitos de forma continuada. O povo, na sua carência de informação científica, não se apercebe senão daquilo que lhe salta aos olhos, mas os cientistas e as pessoas com instrução, têm obrigação de tudo fazer a fim de não lesarem os equilíbrios naturais, para não gerarem reacções do espaço, de efeitos catastróficos, como os que agora estão identificados como pandemia e como as alterações climáticas. A Natureza é invencível e reage aos ataques que lhe são dirigidos, mesmo que não nos apercebamos da sua existência.

O aparecimento desta espécie humana veio substituir outras sem tanto poder inventivo, mas desenvolveu a sua vida num progresso rápido e sem cuidado nos seus efeitos naturais. A Natureza está a ressentir-se dos maus tratos destes locatários e pode ver que a única solução será o seu despejo e a substituição por outros seres mais respeitosos da sua área de vida. E que não se aproveitem das invenções dos seus antecessores e criem sistemas de vida respeitadores do ambiente. Conseguiremos evitar a mudança?

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O GRANDE PROBLEMA CONTINUA SEM SOLUÇÃO

 (Public em DIABO nº 2351 de 21-01-2022, pág. 16. Por António João Soares)

Há muitos sintomas de que se avizinham alterações climáticas muito significativas e que deixam preocupadas muitas pessoas atentas aos movimentos interessados em combater tais alterações que afectam as vidas não apenas dos humanos mas de todos os seres vivos, incluindo animais e os próprios vegetais. Ocasionalmente, aparecem notícias do desaparecimento de algumas espécies e do receio de que outras estejam em vias de extinção.

Pode dizer-se que tudo o que teve princípio, abará por ter fim e que há memória de o planeta ter passado por muitas alterações em diversos aspectos.

Actualmente, há uns «sábios» com declarada intenção de estarem a accionar um combate às alterações climáticas, mas que estão demasiado concentrados na poluição atmosférica com gases tóxicos saídos de tubos de escape e de chaminés de fábricas. Esses são os sinais mais visíveis ou menos incomodativos para os donos das grandes empresas que têm crescido à custa do louco desenvolvimento das novas tecnologias que usam e abusam de automatismos, comandos à distância, de radares e pequenos sensores que trabalham continuamente, poluindo a atmosfera envolvente até distâncias incalculáveis.

Mais perigosos para a vida no planeta do que os gases dos combustíveis são os pequenos geradores de radiações electromagnéticas que equipam os modernos automóveis com nomes de GPS, sensores que alertam para a proximidade de obstáculos para evitar que o carro toque neles ao fazer uma manobra, transmissores e receptores de comunicações, etc. E os inúmeros aparelhos que funcionam automaticamente para abrir e fechar portas e para ligar e desligar luzes quando os passantes têm necessidade de passar.

Já tenho batido e repisado sobre os efeitos desagradáveis e perigosos dos excessos da poluição das radiações electromagnéticas, mas bateram em orelhas de surdos. No entanto surgiu agora uma notícia de que na área do polo Norte, onde não abundam automóveis a gasolina ou a diesel e que contrariamente à normalidade, foi agora detectada uma actividade atmosférica na região mais setentrional da Terra onde os relâmpagos eram outrora raros e em 2021, foram vistos 7.278 relâmpagos no Ártico o que representa quase o dobro do número do somatório dos vistos durante os nove anos anteriores combinados. Como o ar ártico carece tipicamente do calor convectivo necessário para criar raios, estas últimas descobertas publicadas no relatório anual sobre raios da empresa finlandesa Vaisala, deixaram alarmados tanto os cientistas preocupados como o meteorologista e gestor de aplicações de raios desta empresa. Nos últimos 10 anos, a contagem global dos relâmpagos a norte do Círculo Ártico tem sido bastante rigorosa. E nas latitudes mais elevadas do planeta, a norte de 80º de latitude, o aumento tem sido drástico. Uma mudança tão significativa faz certamente recear graves alterações climáticas, quanto a temperaturas e outros efeitos atmosféricos.

Com mudanças tão acentuadas nas temperaturas do Ártico cessam as médias a que as pessoas estão habituadas e as mudanças que podem causar grandes alterações nas condições climáticas no Ártico e originar mais surtos de frio extremo e mais ondas de calor, ou mudanças extremas na precipitação, que podem abranger vastas áreas próximas do Ártico.

As condições das nossas vidas não se resolvem apenas com o equipamento das nossas casas e com o reforço do agasalho do nosso vestuário, pois o ar que nos bafeja pode ser extremamente frio ou quente dependendo de efeitos das diversas condicionantes do clima.

Daí ser importante a preocupação de lutar contra as alterações climáticas. Mas os «lutadores» não podem continuar ignorantes em relação às causas mais influentes. Devem olhar em redor sem preconceitos e procurar ver de onde vêm os factores mais influentes e qual a forma eficaz de os moderar, com ciência, com realismo e sem fantasias, sem lançar poeira para as pessoas para as tornar mais estúpidas e continuarem a interessar-se apenas por futebol, covid, crimes e frivolidades. Lutar contra as alterações climáticas não se pode resumir a palhaçadas de propaganda.


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

DEVEMOS REAGIR PARA UM FUTURO MELHOR

DEVEMOS REAGIR PARA UM FUTURO MELHOR

((Public em DIABO nº 2350 de 14-01-2022 pág 16. Por António João Soares)

Encontramo-nos numa época de reflexão em que não podemos cruzar os braços, perante situações que exigem decisões conscientes. Passado o Natal e o início deste ano, todos temos o dever de reflectir sobre a forma de procurar ultrapassar a estagnação que nos tem atingido gravemente, impedindo o desenvolvimento económico e social, e isso exige o conhecimento das realidades que a têm condicionado e a procura de soluções adequadas. Não é problema fácil e exige que, todos e cada um, nos sintamos responsáveis por nos concentrarmos a meditar no interesse nacional e evitarmos conflitos belicosos a fim de ajudarmos, dentro das nossas possibilidades, na procura do melhor percurso, para ser encontrada a solução mais adequada para o Portugal de amanhã ser o melhor local para viver, trabalhar e conviver.

Segundo a principal oração da nossa igreja, devemos merecer o «pão de cada dia», sem ambição e com responsabilidade de não gastar mais do que o necessário; devemos saber compreender os outros e perdoar mutuamente os pequenos erros; evitar cair em tentação de abusar do poder e do dinheiro público que, sendo de todos os cidadãos, não deve ser desviado para bolsos particulares nem gasto em fantasias sem utilidade sustentável.

Mas as reflexões inspiradas por esta época são muito amplas, pois estamos sob a ameaça da pandemia que exige, de cada pessoa, especiais cuidados para sua defesa e para não pôr em risco a saúde de familiares, amigos e colegas. Começar por cuidados de prevenção, evitando ajuntamentos, usando máscara, desinfectando as mãos, fazendo testes, tomando vacinas, cumprindo regras, seguindo os conselhos de técnicos responsáveis, etc. Para resistir a um vírus, é necessário um comportamento individual rigoroso, sem o qual não se pode esperar a redução de transmissão de infecções por contágio.

Perante o problema do vírus e das limitações da nossa liberdade que sobem e descem, é difícil esperar decisões correctas e adequadas aos inesperados problemas que possam surgir. É indispensável que todos os portugueses tenham noção das suas responsabilidades perante as realidades que se lhes deparam e, dentro das suas possibilidades, devem agir da forma mais adequada que lhes surgir, em conformidade com a situação que observem.

Estas reflexões em ambiente de competição eleitoral sugerem que precisamos de usar de respeito pelos outros, de moderação, ética e elevação, para não serem cavadas divisões e atritos nefastos, quando é necessária serenidade para serem meditadas as melhores formas de preparar o futuro colectivo e, portanto, do melhor sentido de voto. Não podemos ser agressivos e teimosos, porque os próximos tempos são marcados por incertezas e dúvidas. E, se a continuação da estagnação não interessa, a escolha de novas soluções de mudança exige profunda reflexão, a partir de propostas bem credíveis e feitas por concorrentes que mereçam confiança quanto à adequada concretização. De promessas inconsequentes está o inferno cheio.

Para que a nossa vida continue, é essencial que cuidemos da nossa saúde com o máximo rigor no cumprimento das medidas preventivas da higiene pessoal, evitando situações de perigo de contágios e darmos a colaboração possível para que, dentro das realidades, contribuamos para o desenvolvimento da economia nacional , para o melhor funcionamento dos cuidados de saúde e para o serviço de educação a fim de as próximas gerações terem sensatez e realismo, sabendo reagir a problemas ocasionais da forma mais correcta e adequada, sem fantasias lunáticas. Em contactos com pessoas mais ligadas a estes sectores convém darmos opiniões, sugestões ou fazermos críticas sensatas sobre algo que nos pareça menos adequado. Por vezes, simples palavras podem ter grande efeito nas reflexões de especialistas que estejam a congeminar soluções.


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A EVOLUÇÃO DEVE SER PONDERADA

(Public em DIABO nº 2349 de 07-01-2022 pág 16. Por António João Soares)

A evolução é natural, faz parte da vida, mas deve ser ponderada, com objectivos bem analisados quanto aos efeitos em relação às alterações da vida que pode originar ou condicionar.

As fantasias, como as sombras contêm uma imagem diáfana da verdade, tal como os Deuses que os filósofos da antiguidade criaram para os apoiarem na descoberta da verdade. Havia deuses dos astros, dos fenómenos da Natureza e de muitas outras coisas. Mas o desenvolvimento do saber cresceu e, depois, apareceu o monoteísmo e, agora, estamos a caminho de tudo se resolver com o «iphone» e outras novidades. E, por isso, por tal evolução exageradamente lesiva da natureza, surgiram as pandemias que, segundo pensadores actuais, anunciam para breve o fim da vida no planeta. A «cintura de Van Allen» que vigia o espaço onde se situa o sistema solar detecta variações das condições aéreas, e é sensível a variações provocadas pela poluição por gases perigosos, radiações electromagnéticas, humidade etc.

 Há quem preveja a extinção da vida e, depois, a espécie que substituirá o homem terá de criar o seu inicial esquema de vida, tal como o «homo sapiens» criou o seu, a partir do nada. Mas o actual ser «inteligente» que devia procurar manter-se vivo, continua condicionado pelos seus abusos contra a Natureza e prossegue com o vício da ambição sem pensar nos perigos que acarreta contra o mundo em que vive.

Há sinais de que muitos governantes de grandes países estão preocupados em combater as alterações climáticas, mas as medidas que pretendem tomar são mais pensadas em função dos negócios do que nos efeitos desejados de melhorar a Natureza. Não querem encarar as piores poluições que podem fazer parte da sua causa. Repare-se nos riscos que os carros eléctricos estão a provocar à Natureza com a produção de energia necessária para os manter em funcionamento. Pense-se também nas modernas tecnologias exageradamente produtoras de poluição atmosférica com o exagerado aumento de radiações electromagnéticas, pelo aumento de automatismos, com sensores para tudo e para nada, como os dos automóveis para avisar de proximidade de obstáculos durante o estacionamento, o GPS, etc. As portas que se abrem automaticamente quando uma pessoa se aproxima, etc. Tudo isso, e com os telemóveis e satélites retransmissores que enchem a atmosfera que nos cerca, provoca que cada ponto do nosso corpo seja permanentemente atingido por biliões de radiações emitidas de qualquer parte do globo.

Mas os perigos não ficam por aí, pois já se pensa em obter água potável da atmosfera, para suprir a sua carência para consumo nas áreas mais secas, onde as pessoas têm de a ir procurar a grandes distâncias e muitas vezes sem boa qualidade para a alimentação saudável. Já vi anúncios de um fabricante que tem modelos de diversas capacidades para todo o tipo de consumidores.

E depois de isto levado ao exagero habitual, deixa de haver chuva, a temperatura do ar aumenta a vegetação seca, a vida torna-se impossível. Mas os superinteligentes que se «dedicam» a lutar contra as alterações climáticas não falam nisto, porque carecem de capacidade de raciocínio e de saber e não querem desgostar os industriais que estão a enriquecer com os avanços das suas tecnologias.

Os políticos em vez de ponderarem seriamente estes aspectos, agem submetidos a interesses secundários, indiferentes ao verdadeiro interesse nacional, como a ambição de manter o poder, o enriquecimento dos familiares e amigos, a protecção de grandes industriais, etc.

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