sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Raramente acertam à primeira

Transcrição de notícia do Correio da Manhã, seguida de NOTA:

Corte na Educação será de 5%. Garantia de ministro Nuno Crato

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, garantiu ontem ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) que o corte no orçamento de 2013 será de cerca de 5% e não de 9,4%. Cruz Serra, presidente do CRUP, disse que as dificuldades se mantêm mas “a situação já não será ingerível”.

NOTA: Esta é mais uma prova de que os governantes, salvo eventuais excepções, só pensam depois de errar. Este acaba por fazer um recuo de 46,8% passando de 9,4% para 5% o corte que queria fazer sem, pelos vistos, ser necessário. É pena não aprenderem a pensar antes de decidir e, agindo desta forma, mostram a utilidade e necessidade de manifestações e greves para exigir a correcção de medidas tomadas levianamente sem o sentido de responsabilidade de quem tem nas mãos o destino de um país e seus habitantes actuais e futuros.

Para que servem tantos assessores, especialistas, consultores, etc., se as decisões são tomadas por palpite, como se fosse um jogo de lotaria? Se agissem com democracia e transparência a preparação do corte teria sido feita em estudo concorrente em que seriam inseridos os diversos escalões da hierarquia administrativa, o que não impediria o ministro decidir atendendo também a factores políticos que explicasse para que os tutelados compreendessem e aderissem às medidas finais. Assim, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) teria sido ouvido antes e não depois do erro cometido e evitava o recuo e o corte do corte, nada prestigiante. Mas, infelizmente, raramente acertam à primeira.

Imagem de arquivo

8 comentários:

A. João Soares disse...

Vale a pena ver a notícia seguinte que demonstra a forma infantil e inconsciente como o Governo brinca com os números. Cortes no ensino superior ficarão "umas décimas" acima dos 3,2 %


«Os cortes no ensino superior ficarão "umas décimas" acima dos 3,2% acordados em Julho. Sem querer precisar exatamente o valor dos cortes, o Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato disse não querer precisar o valor.(...)»

Anónimo disse...

Ficamos muito felizes com a precisão de milhões de comentadores que proliferam no mercado da blogosfera que fazem roer de inveja os sapientes e obtusos comentadores da TV, dos jonais e das rádios.

Às vezes interrogo-me como tal gente não consegue governar a sua vida familiar e ainda dá palpites sobre a vida nacional. Ai se muita gente soubesse...

Mas isto é característico de uma casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Mas querem tê-la à força e não na votação eleitoral. Concorram e aguentem-se com os resultados.

Saudações Lusas

A. João Soares disse...

Anónimo,

Parabéns pela sua «inteligência e pelo seu fanatismo pelos ocupantes do poder.

Quem lhe disse, ou o autorizou a referir-se à forma como cada pessoa gere a sua vida familiar? Foi isso que aprendeu na JOTA? Afinal o que é que, concretamente, acha mal neste post? O que é que pretende dizer com este seu comentário? NADA???

Acha que o cidadão deve andar de olhos fechados perante o que se passa no seu país, que muito o prejudica para benefício dos que pertencem ao polvo? Acha que é isso a DEMOCRACIA? Acha que andando de olhos fechados e boca calada se vota conscientemente e de forma positiva para o País? Como se vota se nada se sabe? Só levado pela mão dos «vendedores da banha de cobra» que andam muitos activos nas campanhas eleitorais?

Apareça calmamente a dialogar sobre os temas dos posts e conversaremos como portugueses patriotas amantes da melhoria da vida nacional. Com «comentários» como este seu, nada se esclarece.

Cumprimentos
João

Anónimo disse...

Caro João Soares,

Há-de vir um Ministro da Educação que agrade à maioria dos professores e restante sector. Este homem tem feito um bom trabalho. E concordo em pleno com o comentário do anónimo de 17/11/12 22:33.

Ou já não há liberdade de comentar anonimamente, sem insultar ninguém, apesar de o seu blogue o permitir fazer. Altere-o se entender e deixe-se de lições de "mural". A liberdade é para todos. Não para si ou para determinado sector...

É que, na verdade, há muita gente a dar palpites sobre a economia nacional quando tem a sua vida pessoal e familiar ou empresarial completamente hipotecada, falida, e sem horizonte...

Cumprimentos

A. João Soares disse...

Tem muita razão, todos podem manifestar-se... (alguns até darem internados num hospício).

Mas afinal, será edificante um governante tomar medidas por seu mero palpite e, depois de conversar com os que são afectados pelos seu erros, ter de alterar aquilo que decidiu impensadamente?

Na minha modesta opinião, teria sido melhor pensar e conversar com os interessados antes de decidir do que avançar pelo método primário e pouco edificante de tentativas erros e remedeios.

Pobre país que está nas mãos de quem não conhece o método de tomar decisões. E que tem comentadores que não comentam concreta e positivamente aquilo com que não concordam.

Cumprimentos
João

Mário Relvas disse...

Caro João Soares,

Fosto:(alguns até darem internados num hospício). Estaline não faria melhor.

O pior é se começam a rastrear e a colocar num lar de idosos aqueles que parecem sofrer de Alzheimer ou outro tipo de senilidade. Desculpe, respondi-lhe apenas como pediu e mereceu.

O país está nas mão de quem os elegeu. Assim como antes. Pode-se e deve-se criticar a situação política nacional sem insultar a inteligência dos outros. Até podemos mudar de opinião mas haja um pouco de coerência e de humildade perante o que se disse ou escreveu anteriormente.

Cumprimentos

A. João Soares disse...

O quê, clara e precisamente?
João

Anónimo disse...

Caro João Soares,

Tem boa memória, achamos, recue no tempo e no seu blogue assim como nos muitos outros onde com muito tempo livre participa e veja. Estão lá as suas críticas aos que agora eleva. E, é curioso, umas pelo mesmo motivo que agora critica estes, motivos esses que ora parece esquecer.

Com todo o respeito sugiro que consulte o seu médico e lhe peça uma receita de Arcalion. Far-lhe-á bem em diversos aspectos na sua vida pessoal. Logo o colectivo melhora o possível.

A propósito, se o IVA, por força do grito dos hoteleiros, descer, verá que os preços finais não descerão. E aí sim, seria o começo do fim perante a cedência a cada grupo. É claro e por demais evidente que a população gasta menos e a oferta é maior do que a procura.

É preciso mudar de vida. Mentalizem-se disso.

Cumprimentos