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domingo, 17 de novembro de 2013

É TÉNUE A FRONTEIRA ENTRE DEMOCRACIA E DITADURA


Transcrição de artigo:

O poder de Sócrates
SOL. 28 de Outubro, 2013. por José António Saraiva

Não sou nem nunca fui adepto de teorias da conspiração. Em 99% dos casos não passam de fantasias delirantes. Por isso, o leitor não inclua por favor a história que vou contar nessa categoria.

Quando o Governo nacionalizou o BPN, os accionistas da sociedade, por intermédio de Miguel Cadilhe (que não é propriamente uma pessoa sem credibilidade), tinham acabado de apresentar uma proposta de viabilização do banco.

O Governo recusou-a e partiu para a nacionalização, com o argumento de estar a defender as poupanças dos pequenos depositantes.

Sabe-se no que aquilo deu.

Assim, não é correcto atirar todas as culpas para os accionistas.

Estes propuseram-se salvar o banco, o Governo é que não os deixou.

Claro que podiam não o ter conseguido.

Mas, aí, a responsabilidade seria deles – e o Estado não se teria metido naquela alhada.

Recorde-se que, na altura em que o BPN foi nacionalizado, o Governo controlava a CGD (que é pública) e já dominava o BCP, através de Santos Ferreira e Armando Vara, ambos socialistas e próximos de Sócrates, que tinham vindo da Caixa para ali.

Simultaneamente, Sócrates mantinha óptimas relações com o BES, dada a sua conhecida boa relação com Ricardo Salgado, que sempre o defendeu (quebrando a distância que mantivera no passado em relação à política).

O Banif também era muito vulnerável às pressões governamentais, dada a sua precária situação financeira.

Pode pois dizer-se que, com a nacionalização do BPN, o primeiro-ministro passou a ‘controlar’ boa parte da banca portuguesa: controlo directo da Caixa e do BPN, ascendente sobre o BCP, grande proximidade com o BES e neutralidade do Banif.

Só verdadeiramente o BPI, liderado pelo irreverente Fernando Ulrich, escapava ao controlo do Governo socialista.

E, mesmo assim, Sócrates namorou o chaiman daquele banco, Artur Santos Silva, convidando-o para elevados cargos.

Vejamos, agora, o sector dos media.

Sócrates controlava directamente o grupo RTP, que é do Estado (e do qual faz parte a RDP).

Tinha também bastante influência na Controlinvest, mercê das dívidas deste grupo à banca, sendo do domínio público os telefonemas cúmplices entre José Sócrates e Joaquim Oliveira.

E a Controlinvest inclui meios como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a Máxima e a TSF.

Sócrates mantinha também relações estreitas com a Ongoing, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, detentora do Diário Económico.

Entretanto, através da PT, o Governo montou uma operação para comprar o grupo TVI, mandando um emissário a Espanha (Rui Pedro Soares) para tratar do negócio.

Este grupo, além da TVI, detém meios como a Lux e a Rádio Comercial.

Só fugiam ao controlo do Governo o grupo Impresa, liderado por Balsemão, e o grupo Cofina, de Paulo Fernandes.

Mesmo assim, ainda houve uma tentativa de assalto à Impresa por parte da Ongoing.

Quanto à Cofina, o Governo conhecia bem a vocação ‘negociante’ de Paulo Fernandes e nunca recearia muitos males vindos daí.

Finalmente, José Sócrates fez uma tentativa para fechar o SOL – através precisamente do BCP, que era accionista do jornal.

O SOL era um David ao pé de vários Golias, mas irritaria Sócrates precisamente por ser um dos poucos media que ele não controlava.

E – recorde-se – foi este jornal que denunciou o caso Freeport, o caso Face Oculta (compra da TVI e tentativa de controlo de outros media) e o caso Tagusparque (apoio eleitoral de Luís Figo).

Fica claro, portanto, que houve um momento em que José Sócrates esteve mesmo à beira de dominar ou ter o apoio de importantes meios de três sectores nevrálgicos:

– Banca, com a CGD, o BPN, o BCP e o BES;

– Comunicação social, com a RTP, a RDP, o DN, a TSF, o JN e a tentativa de compra da TVI;

– Poder político, através do domínio da máquina do Governo e do aparelho do partido, onde não se ouvia uma única voz dissonante.

Só hoje, quando olhamos para essa época, percebemos até que ponto estivemos à beira do abismo. Como foi possível permitir que se concentrasse tanto poder nas mãos de um homem psicologicamente tão instável?

E como foi possível derrubá-lo?

O que derrotou Sócrates, primeiro, foram as contas públicas – que, contrariamente aos outros sectores, ele se revelou incapaz de controlar.

Tentou até à última esticar a corda e evitar um Resgate, mas a corda acabou por partir – e isso foi a sua primeira grande derrota.

Depois foi a derrota eleitoral.

E esta constitui uma homenagem à democracia.

A democracia mostrou a sua força ao conseguir apear um homem que, à escala do país, acumulou um enorme poder ‘de facto’.

Ele julgar-se-ia quase invencível, mas as urnas derrubaram-no.

Por isso, é muito natural que, embora afirme o contrário, hoje odeie a democracia.

P.S. – Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado ‘o Vale e Azevedo da política’. Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado.

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domingo, 3 de novembro de 2013

PULIDO VALENTE ESCLARECE DÚVIDA DE SÓCRATES


José Sócrates disse «não faço ideia porque as pessoas se irritam comigo». É uma questão de incapacidade de avaliar o efeito das suas palavras em quem as ouve. Por exemplo, Vasco Pulido Valente, no artigo transcrito abaixo, apresenta, a «riqueza de vocabulário» com que ele se referiu a outros políticos, incluído do seu governo. Eis o artigo:

Quem quererá, agora, falar com ele?
Público. sexta-feira, 25 Outubro 2013, às 00h00, VASCO PULIDO VALENTE

Para José Sócrates a classificação de quem o contraria é simples. O PSD é um conjunto de "pulhas" e de "filhos da mãe" (calculo que a expressão foi, por assim ...dizer, mais vernácula) e em geral "a Direita é hipócrita".
Santana é um "bandalho". Teixeira dos Santos teve "uma atitude horrível connosco", ou seja, com ele. Schäuble, o ministro das Finanças da Alemanha, é um "estupor". E por aí fora. De resto, ele, Sócrates, quando falhou (e, na opinião dele, quase não falhou) não teve nunca a mais vaga responsabilidade ou culpa: a verdade está em que grupos de "pistoleiros", incluindo a Casa Civil do Presidente da República, tentaram sempre impedir que ele governasse e espalharam infames calúnias para "atacar" o seu impoluto "carácter". Apesar de primeiro-ministro, não passou de uma vítima.

Vale a pena repetir o que toda a gente já sabe? Vale, porque este "chefe" (como ele mesmo se descreve) e este acrisolado democrata (como ele se declara) saiu do assento etéreo onde subira, com um saco de ressentimento e ódio, que excede, e excede por muito, o de qualquer político desde que existe um regime representativo em Portugal. Ninguém, por exemplo, disse como ele que não queria voltar a "depender do favor do povo", a quem atribui uma larga parte das suas desventuras. Dar uma réstia de poder a semelhante criatura (visto que Deus não parece preparado para o ungir) seria inaugurar uma campanha de represálias contra Portugal em peso: contra a "aristocracia" do PS (que ele se gaba de ter "vencido"), contra a Direita, contra o velho Cavaco, hoje apático e diminuído, e principalmente contra o povo, que não votou por ele em 2009.

Ora Sócrates, protestando o seu desinteresse pela vida pública e as suas novas tendências para a filosofia, com a convicção de um adolescente analfabeto, só pensa em abrir o caminho para um memorável ajuste de contas. Uma entrevista justificatória na RTP, um programa de "opinião" também na RTP e, agora, o lançamento de um "livro", para inaugurar um estatuto de "intelectual", a que nem sequer faltou Mário Soares, Lula da Silva e uma assistência de "notáveis", seleccionados por convite. O supracitado "livro", absolutamente desnecessário, é de facto uma prova escolar (uma "tese" de mestrado), sem uma ideia original ou sombra de perspicácia, que assenta na larga citação e paráfrase de - vá lá, sejamos generosos - 30 livros, que se usam pelo Ocidente inteiro, e em algumas fantasias francesas (Sciences Po oblige). O extraordinário não é que Sócrates se leve a sério, o extraordinário é que o levem a sério. Mas claro que o "lançamento" não foi de um "livro".


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quinta-feira, 28 de março de 2013

Reacções à entrevista de Sócrates


O Diário de Notícias traz-nos uma série de reacções dos comentadores da rádio e da televisão à entrevista de Sócrates, parecendo cobrir um leque alargado.

Apesar da opinião que se possa ter, parece que, de qualquer forma, o PR e os governantes, na serenidade dos seus gabinetes, devem analisar tudo quanto Sócrates disse, a fim de daí retirarem conclusões, principalmente, acerca dos erros a evitar e das medidas a tomar para agirem de forma mais eficaz, «a bem da Nação».
Mas, por favor, não percam tempo com tricas em reacções inúteis, em masturbações estéreis.
O tempo é muito pouco para agir de forma adequada em benefício dos portugueses. Não o desperdicem.

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sábado, 21 de maio de 2011

Será mesmo assim???



É grave que se chegue a tal situação em que as pessoas se sintam à vontade de falar publicamente com tanto à vontade de uma entidade em tais funções.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Energia Negativa

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Sócrates defende o seu trabalho perfeito


Muito deveríamos ao «querido líder» se as suas palavras pudessem ser interpretadas à letra!!!

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sócrates acusa, acusa, acusa…

Um governante, em regime democrático autêntico, deve canalizar todas as suas energias para governar, isto é, para desenvolver o País em todos os seus sectores para bem dos cidadãos comuns. Mas, pelo contrário, estamos perante pessoas que, em vez de serem construtoras de um Portugal melhor, são demolidoras, desgastando as suas energias e as do País em «fait-divers» para vaidade pessoal e pouco mais.

Em reflexões deste tipo, os seguintes três títulos de notícias são preocupantes:

- José Sócrates acusa PSD de leviandade imaturidade e falta de preparação

- Sócrates acusa PSD de querer desviar verbas da escola pública para a privada

- Sócrates acusa PSD de querer "destruir o Serviço Nacional de Saúde"

Sócrates, a fazer crer na veracidade destes títulos, em vez de governar e de planear medidas de futuro, «acusa», faz papel de oposição em relação ao principal partido rival.


Até parece um mau prenúncio para o PS, podendo pensar-se que o subconsciente, habituado a laborar com base em fantasias e dados ilusórios, está já a preparar-se para voltar a ser oposição ao PSD como se este já tivesse assegurada a vitória nas próximas legislativas. Sr. Sócrates, deixe de denegrir os outros e procure mostrar aos portugueses que o PS merece o voto dos eleitores. Talvez, agindo pela positiva e apresentando medidas eficazes para eliminar as causas da crise, seja capaz de fazer esquecer as desgraças que nos tem trazido e de dar uma nova esperança, bem fundamentada, por melhores dias1

Depois, quando for oposição, então acuse o governo como já fez com muita acutilância, como se vê pelos vídeos que se seguem. Não se preocupe em treinar com tanta antecedência. Ainda não é oportuno fazer isso.

Sócrates 2004 vs Sócrates 2010

Sócrates - O Antes e o Depois

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domingo, 8 de maio de 2011

Saúde mental de Sócrates

Num comentário em O pastor da IURD, uma visitante disse «chego a duvidar da sanidade mental do indivíduo». Muitas vezes penso: este fulano devia ser submetido a um exame mental. É que as atitudes dele ultrapassam tudo o que é razoável e/ou aceitável.

Tem que haver ali uma certa dose de loucura. Só assim se pode compreender como ele muda do dia p'ra noite.»

É certo que os comentários de blogues nem sempre merecem credibilidade objectiva, mas este vem conjugar-se com o que consta do artigo Mendes acusa Sócrates de mentir sobre ausência de Teixeira dos Santos no 25 de Abril e na parte final deste Sócrates e a boa educação.

Tendo havido quem citou a palavra esquizofrenia, a Wikipédia diz que ela é hoje encarada não como doença, no sentido clássico do termo, mas sim como um transtorno mental, podendo atingir diversos tipos de pessoas, sem exclusão de grupos ou classes sociais. A esquizofrenia insere-se no grupo das psicoses e traduz-se em alterações do pensamento, alucinações (visuais, sinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contato com a realidade. Junto da paranoia (transtorno delirante persistente) e dos transtornos graves do humor (a antiga psicose maníaco-depressiva, hoje fragmentada em episódio maníaco, episódio depressivo grave e transtorno bipolar).

E o problema aparece com mais acuidade quando se vêm os vídeos seguintes:

- Best of socrates (2009 - 2010)
- José Sócrates na AR - 14/10/2004
- Sócrates 2004 vs Sócrates 2010
- Sócrates - O Antes e o Depois
- Manso é a tua tia, pá! - José Sócrates
- José Sócrates a mentir sobre o Metro do Porto
- José Sócrates VS TVI
- Sócrates sabe falar espanhol?
- A gaffe do Engenheiro* Sócrates

Se está doente, desejo rápidas melhoras e completa recuperação.

Imagem do Goocle

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domingo, 3 de abril de 2011

José Sócrates é genial !!!

Fui há pouco alertado para uma notícia que realça a genialidade do actual primeiro-ministro. Apesar do muito mal que dele possam dizer, temos de concordar que tem uma esperteza pragmática, que excede a da maioria dos portugueses.

A notícia «Governo demitido faz 156 nomeações e promoções» é de mestre. Não se trata de resolver os problemas do Estado, dos portugueses, porque esses problemas nasceram pelo exagerado número de assessores e outros colaboradores que não carrearam soluções adequadas, apesar de onerarem o erário com gordos salários, carros, mordomias e variadas ajudas e subsídios. Veja-se o quantitativo global gasto em variados estudos encomendados a conceituados gabinetes amigos que aconselhavam a localização do Novo Aeroporto de Lisboa na Ota, que era dada como a localização óptima, mas que depois apesar do «jamé», foi relegado a favor de Alcochete. Tudo gente boa!

Mas, se esses colaboradores não criam soluções para os problemas nacionais, vão solucionar o grande problema de Sócrates. Ele vai candidatar-se nas legislativas com intenção de voltar a formar governo e, para isso, convém que o PS obtenha maioria absoluta, ou seja no mínimo 50% dos votos. Para esse efeito um dos seus assessores mais esperto e mais da sua confiança deve tê-lo convencido de que seria bom arranjar tachos para mais «boys» e «girls» que, com os já existentes, perfaçam metade dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais. Depois disso não restarão dúvidas sobre a vitória incontestada!!!

E, segundo o genial José, isso é uma defesa do interesse nacional, porque segundo o seu pensamento muitas vezes implícito nos seus discursos, não há em Portugal ninguém mais capaz de governar este rectângulo. Por isso, é lógica e inteligente a distribuição de tachos a metade dos eleitores, para criar a maioria absoluta.

E não venham com a história do muito citado humorísta brasileiro Millôr Fernandes que disse «rouba hoje o mais que puderes porque amanhã poderá já não ser possível». Não. Para Sócrates, com a sua genial esperteza, nunca deixará de ser possível, enquanto houver um português com uma moeda no bolso.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Profecia ou simples acaso???!!!


Ministro das Finanças parece indicar o caminho a Sócrates

Foto e texto do Correio da Manhã de hoje

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Sócrates vaiado em Estrasburgo

Tudo calmo até Sócrates abrir a boca

No hemiciclo, cheio como em raras ocasiões, já tinha usado da palavra o presidente do Parlamento e tudo estava a correr de feição até José Sócrates ter começado a falar. Nesse momento vários eurodeputados do GUE, mas também de partidos nacionalistas e de extrema-direita, desenrolaram uma faixa e empunharam cartazes com a palavra "referendum", ao mesmo tempo que se ouviam apupos, assobios e gritos de "referendum". Alguns dos parlamentares envergavam t-shirts negras com a mesma palavra.
Vincent kessler/Reuters

O primeiro-ministro enfrentou a bancada ruidosa com cara de poucos amigos. José Sócrates foi forçado a interromper o discurso em várias ocasiões, para desespero do presidente do PE, o alemão Hans-Gehrt Poettering, que apelou à calma, pediu silêncio e, visivelmente alterado, bateu na mesa com o martelo com que conduz as sessões enquanto um assessor lhe sussurrava "calma, calma". Em vão. (Expresso)

Nota do Papa Açordas: Ainda bem que há eurodeputados que não são "voz do dono".
Esperemos que o Governador Civil de Braga não processe estes eurodeputados, nem a
PSP da Covilhã lhes faça uma visita de "cortesia"...ou a DREN lhes levante um processo disciplinar...
Publicada por Compadre Alentejano in papa açordas

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segunda-feira, 2 de julho de 2007

A liberdade, valor de cidadania

Um tema sempre actual, agora aplicado a um caso concreto. Este texto de José Ferrão foi extraído do seu blogue Ferrao.

A liberdade, é como a linguagem não verbal: tem o condão de revelar cada um por aquilo que realmente é, e não por aquilo que gostaria de transmitir aos outros.

A diferença, é que eu posso utilizar ou não a minha liberdade, conforme eu quiser, ao passo que a linguagem não verbal, essa transmite-se independentemente da minha vontade.

A liberdade que assiste ao primeiro ministro José Sócrates para utilizar um título académico na sua cerimónia de investidura no governo, é a mesma liberdade que assiste ao prof António Caldeira, para investigar publicamente a legitimidade desse mesmo título académico.

A utilização da liberdade por cada um deles, vem revelar ao público em geral o conhecimento público das qualidades de cada um.

O primeiro, viu-se forçado a recorrer à via judicial para procurar completar a mensagem que não conseguiu transmitir no programa de televisão que promoveu para justificar a utilização indevida de um título académico, que entretanto teve que abandonar;

O segundo, granjeou uma onda de reconhecimento que se prepara para juntar forças numa luta desigual entre um aparelho de estado e um simples cidadão.

Essa onda de reconhecimento surge, não pelo facto da luta ser desigual mas porque as pessoas sentem que o que está em causa é a própria liberdade como valor de cidadania.

As pessoas gostam de assistir à utilização que cada uma faz da sua liberdade individual, para lhes poder tirar o retrato daquilo que elas realmente são, independentemente do certificado ou do título que ostentem.

A liberdade é um valor que pertence a todos por igual, e não pode em caso algum ser apropriada seja por quem for, nem mesmo por aqueles que possuem como missão exercer a defesa dessa mesma liberdade.

José Ferrão

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