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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ENGANOS COM PROMESSAS E ESPERANÇAS


Neste momento em que se recomeça a abusar das PROMESSAS e da ESPERANÇA é bom reflectir sobre tais manobras de embrutecimento das pessoas menos prevenidas.

Como parece não haver informação a dar acerca de realizações efectuadas para bem de Portugal e como se aproximam variadas eleições – dentro do PSD, para o Parlamento Europeu, para PR e para a AR – os governantes colocam de lado os verdadeiros interesses nacionais e ocupam-se com os interesses dos partidos e dos que pretendem ser candidatos.

Para isso, sem factos realizados para bem dos portugueses, abusam de promessas e esperanças. Foi o PM a «esperar» que até fins de Julho recomecem os trabalhos no túnel do Marão e agora o MAI a dizer que «quer» ter o dispositivo operacional de combate aos incêndios do verão deste ano aprovado em meados de março, daqui a cerca de dois meses. Para quê fazer tal alusão com tanta antecedência?

Como portugueses interessados, devemos procurar compreender estas manifestações de vontade e de esperança. Mas a realidade é que os funcionários e os reformados públicos recebem hoje, de facto, sem falsas esperanças nem ilusões, muito menos do que recebiam no Governo anterior. Contra factos não há argumentos. E a vida destas pessoas não se gere com a vontade e as esperanças dos governantes, mas sim com decisões e medidas correctas e socialmente adequadas. Os lesados concretamente não estão muito interessados em fantasiosas vontades de ministro para daqui a dois meses ou a esperança do PM para de hoje a seis meses

Imagem de arquivo

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sugerir esperanças cria responsabilidades

Já são passados cerca de 40 anos sobre a primeira «Conversa em Família» de Marcello Caetano, em que este teve a frontalidade de mostrar conhecer os problemas que preocupavam os portugueses, fazendo nascer a esperança de lhes dar solução.
Era um assumir de responsabilidades que podia ser a cedência a uma tentação ingénua. Um ano ou mais depois, numa outra conversa – passaram a realizar-se regularmente – veio dizer quase «ipsis verbis» o mesmo que tinha dito na primeira. Era uma confissão de fracasso, de que nada tinha melhorado desde então, uma desilusão.

Recordei esses tempos devido às notícias de hoje de que Cavaco Silva, nas visitas natalícias que vem fazendo, na sequência da sua campanha de combate à exclusão, ouviu alertas sérios sobre " a crescente degradação das condições de muitas famílias". As culpas foram atribuídas ao desemprego e aos empregos cada vez mais precários, que levam a que "quem tem de deixar de trabalhar para acompanhar um filho doente se veja de repente a braços com falta de dinheiro até para pagar a renda da casa". Qualificou o desemprego como "um fenómeno preocupante" e deixou no ar a ideia de que o tenciona abordar mais tarde.

Também, na companhia de D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, contactou com sem-abrigos com problemas graves de toxicodependência e alcoolismo.

Exortou à esperança, realçando o papel insubstituível do voluntariado e da sociedade civil e estimulando os técnicos e dirigentes a um melhor aproveitamento das boas vontades existentes e apelando aos poderes Central e Local para que ajudem o mais possível as entidades privadas de solidariedade social prestadoras de cuidados que, muitas vezes, o Estado não fornece. Trata-se de um "compromisso cívico" que irá reafirmar nos próximos três anos, até ao fim do seu mandato.

Aproveitou mais um dia do seu roteiro para a inclusão apelando ao governo central e às autarquias locais para "na medida do possível" terem uma atitude generosa em relação às instituições de solidariedade social. Quis deixar uma palavra de estímulo directo aos muitos voluntários que, com grande generosidade, tentam alterar no quotidiano situações de grande exclusão social em muitas instituições espalhadas pelo país que trabalham com idosos, deficientes, crianças e em todos outros domínios". Mostrou vários casos de sucesso e deixou claro, uma vez mais, que o combate à exclusão social "não é só uma tarefa do governo", mas sim "de todos os portugueses sem qualquer excepção."

Esperamos que Cavaco Silva não desista deste seu propósito, embora o êxito não seja imediato, mas são indispensáveis gestos positivos em cada momento. E é muito interessante a ideia de realçar que Portugal não é obra apenas de governantes, mas de cada um, «de todos os portugueses sem qualquer excepção», dentro das suas possibilidades.

Algumas das notícias:
Cavaco mostra exclusão entre a dor e a esperança
Desemprego e exclusão social preocupam presidente
Presidente apela a atitude generosa dos poderes públicos

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