Esta montagem alerta para o facto de a actual politiquice de conflitos demolidores ocultar muitos interesses. Cabe aos jornalistas e analistas investigar a verdade oculta, para que o povo esteja mais esclarecido e possa accionar a democracia para que a humanidade melhore. A democracia não pode ficar confinada a eleições periódicas em que os eleitores, depois do massacre da lavagem ao cérebro por promessas falaciosas e ideias não concretizáveis, é conduzido a escolher uma das listas cujos componentes lhe são totalmente desconhecidos. Há que rever o funcionamento das sociedades nomeadamente quanto a funções dos políticos e dos partidos.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
MANIFESTAÇÕES OCULTAM INTERESSES INCONFESSADOS
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A. João Soares
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Nada melhora sem manifestações !!!
Transcrição do Diário de Notícias:
Providência cautelar visa impedir fecho da Urgência
Por Júlio Almeida, Aveiro
Cerca de duas mil pessoas fizeram ontem uma manifestação pacífica para protestar contra o encerramento da Urgência do Hospital José Luciano de Castro, anunciada para o dia 2 de Janeiro. "Anadia precisa de Urgência" lia-se num dos cartazes empunhados pelos populares. "O que querem fazer é uma pouca vergonha, depois de tanto dinheiro gasto ali", comentava, em tom exaltado, Deolinda Castanheiro, de 63 anos. Célia Silva, 31 anos, passou recentemente na Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra e disse "não entender" como aquele serviço poderá receber "mais uma vaga de utentes".
O desfile, encabeçado por autarcas do concelho, teve início junto à câmara municipal, passou pela antiga Estrada Nacional 1, onde alguns manifestantes não resistiram a cortar, simbolicamente, o trânsito durante alguns minutos, e terminou junto à unidade hospitalar.
No final, ficaram duas certezas: os protestos são para continuar - em local e modo a anunciar - e até ao final da próxima semana será apresentado no tribunal uma providência cautelar para fazer valer os direitos da população.
O presidente da câmara já recusou uma proposta de protocolo enviada pelo Ministério da Saúde no âmbito do programa nacional requalificação das urgências hospitalares que prevê a criação de uma consulta não programada para agudos e a localização de viaturas de emergência médica. "Não há lógica nenhuma acabar com um serviço que faz 120 urgências por dia", declarou, lembrando que "30 a 40 são no período nocturno".
Litério Marques (PSD) continua "a não acreditar" no fim da valência, esperando um contacto do ministro da Saúde para restabelecer o diálogo. "Sabemos que há duas escalas alternativas para 2 de Janeiro: uma para o caso de encerrar a Urgência e outra para permanecer em funcionamento", o que classifica como "insólito". O autarca estranha que a Administração Regional de Saúde do Centro não tenha dito "claramente" para onde será encaminhada a Urgência, se para Aveiro ou Coimbra.
NOTA: É de lamentar que os governantes tomem decisões sem uma prévia análise de todos os factores incidentes no assunto. Se ela tivesse sido feita, evitavam tanto descontentamento e o desprestígio que daí resulta para o Governo. E os erros sucessivos levantam a dúvida sobre a contratação de tantos assessores e a encomenda de tantos estudos. Parece que os governantes estão apoiados em gente incompetente e que se limita a manifestar a sua concordância com os caprichos do patrão a fim de garantirem acesso na carreira política. Se assim é, as perspectivas da política futura do País são péssimas.
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A. João Soares
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Governo despreza o povo soberano
Por abordar o tema já aqui tratado, transcreve-se o seguinte artigo de opinião.
Arrogância à solta
Por Alexandre Pais, jornalista, no Destak
José Sócrates podia ter aproveitado a sua última visita a Montemor-o-Velho para dar um exemplo de tolerância e de humildade democrática. Um exemplo que travasse até a arrogância crescente de alguns dos seus ministros, como os da Economia e da Administração Interna, que ainda há dias deixaram os repórteres a falar sozinhos em cenas caricatas que nem o bom senso nem a presença das câmaras de televisão os fizeram evitar.
Mas não, o primeiro-ministro reagiu com pouco «fair-play» a mais uma manif dos sindicatos, fazendo acusações ao Partido Comunista e tentando apenas, com um sorriso amarelo, disfarçar o seu agastamento. É verdade que a insatisfação popular que os manifestantes pretendem salientar não é generalizada? É. E provam-no as sondagens. Mais uma razão para que Sócrates compreendesse que a democracia é isso mesmo: manda quem deve e grita quem quer.
NOTA: Se, em Democracia, o povo é soberano, não se compreende o pânico dos governantes perante a mínima manifestação popular traduzido na forma insensata e nada democrática como reagem. Ou será que, na realidade prática, não estamos em Democracia? Imitando a forma como alguns ministros têm respondido a perguntas de jornalistas, talvez seja de responder «como é óbvio!»
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A. João Soares
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