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segunda-feira, 28 de março de 2016

MAIS UMA PORTUGUESA QUE ELEVA PORTUGAL



Susana Sargento é premiada e projecta Portugal no mundo

Susana Sargento, docente do Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) e investigadora do Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro (UA) recebeu um prémio de 100 mil euros por ter sido a primeira classificada no prémio Mulheres Inovadoras da União Europeia.

Coloco aqui esta chamada para a notícia, porque acho que a Comunicação Social não costuma dar o relvo adequado a estes casos de valor que devem ser apresentados como exemplos a todos os leitores, perdendo, em contrapartida, demasiado espaço com notícias deprimentes ou sem um justificado valor social social que eleve o civismo, o sentido de responsabilidade e o culto pelo trabalho e pela excelência dos resultados das tarefas.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Irene Fonseca de parabéns

Irene Fonseca, nascida em Lisboa, a 10 de Julho de 1956, licenciou-se em matemática na Faculdade de Ciências da Universidade desta cidade e doutorou-se em 1985 na Universidade do Minnesota (EUA). Fez o pós-doutoramento em Paris e em 1997 e 1998 trabalhou no Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.

É provavelmente a mais conhecida matemática portuguesa e uma das mais citadas internacionalmente. Irene Fonseca trabalha desde 1987 na Carnegie Mellon, Pittsburg, EUA, onde actualmente dirige o Center for Nonlinear Analysis.

Esta portuguesa, que muito prestigia o País, foi eleita presidente da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial (SIAM - Society for Industrial and Applied Mathematics), sedeada em Filadélfia, sendo a primeira vez que um português preside à instituição fundada em 1952. A SIAM é a maior sociedade científica dedicada à Matemática Aplicada, constituída por cerca de 13 mil membros individuais e 500 institucionais de todo o mundo.

O ministro da Educação e Cultura enviou à cientista uma mensagem, em seu nome e do Ministério felicitando-a pela sua eleição como presidente da SIAM que considera mais um reconhecimento de uma exemplar dedicação à ciência e à investigação que a conduziu a uma brilhante carreira de nível internacional.

Neste espaço, é já tradição destacar compatriotas que se distinguem na ciência e noutras actividades que contribuem para a boa imagem de Portugal e para o se desenvolvimento em benefício geral da população. Por isso não se podia deixar perder esta oportunidade de citar Irene Fonseca e de lhe enviar parabéns e votos de continuação dos maiores êxitos.

Imagem do Google

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Portugueses muito válidos

Em reforço da ideia do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon de que a deve investir-se na preparação da juventude para realizar com o máximo de competência a gestão do mundo de amanhã, seguem-se exemplos nacionais, dignos de realce de jovens e «menos jovens» que se têm destacado internacionalmente, como pessoas muito superiores à média da «geração à rasca». Para evitar demasiada extensão deste post indicam-se os links e faz-se uma pequena referência à notícia.

Predadores da Antárctida “dão” prémio internacional a cientista português
O biólogo José Xavier, investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra, depois de 12 anos a estudar albatrozes, focas, pinguins e outros predadores na Antárctida, e de ter ajudado a divulgar as regiões polares, acaba de ser nomeado o vencedor do Prémio Internacional Martha T. Muse 2011 para a Ciência e Política na Antárctida.

Dupla do Porto ganha prémio internacional em Medicina de Reprodução
Os investigadores da Faculdade de Medicina do Porto e do Centro de Estudos e Tratamento da Infertilidade (CETI) Henrique Almeida e João Luís Silva Carvalho tornaram-se hoje os primeiros portugueses a receberem o galardão “Grant For Fertility Innovation”, que distingue com um milhão de euros projectos inovadores sobre medicina da reprodução. Foram distinguidos por um projecto que desvenda novos mecanismos para aumentar taxas de reprodução em casais inférteis.

Físico Nuno Peres vence prémio Ciência
O físico português Nuno Peres, da Universidade do Minho foi distinguido com o Prémio Ciência 2011, segundo anunciou a Fundação Calouste Gulbenkian. Nuno Peres é professor na Universidade do Minho e colabora com os investigadores da Universidade de Manchester, em Inglaterra, que receberam o Nobel da Física de 2010.

Ricardo Bak Gordon vence Prémio Ibérico de Arquitectura 2011
O arquitecto português Ricardo Bak Gordon (n. 1967, Lisboa) venceu, ex-aqueo com a dupla espanhola Luis Mansilla e Tuñón, o Prémio FAD 2011, na categoria Arquitectura, com o projecto “2 Casas em Santa Isabel”, construídas em Campo de Ourique, em Lisboa.

Nove licenciados e uma missão: inventar futuro para Querença
Para inverter a tendência para o despovoamento do interior do Algarve, um grupo de nove finalistas universitários seleccionados pela Universidade do Algarve apresentou-se na aldeia de Querença, concelho de Loulé. Ali vão viver e trabalhar nos próximos nove meses, cada um com a sua missão, com o objectivo global de dar nova vida a uma terra que está a definhar.

Matemática dá ouro a Portugal
Miguel Santos, 16 anos, estudante do 10º ano da Escola Secundária de Alcanena, conquistou uma medalha de ouro, em Amesterdão, Holanda, um feito inédito para a selecção nacional por ter sido o melhor resultado individual de sempre nas Olimpíadas Internacionais de Matemática.
Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas Olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual.
Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12.º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respectivamente.
Luís Duarte, estudante do 10.º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Olímpiadas da Física: "Não esperava ganhar"
Simão Meneses João, aluno do 11º ano da Escola Secundária Jaime Moniz do Funchal (Madeira), no evento, organizado pela Sociedade Portuguesa de Física, recebeu o primeiro prémio, no escalão B, das XXVII Olimpíadas Nacionais da Física, ficando assim pré-seleccionado para uma formação específica na Escola Quark (Coimbra).
Além de Simão, ficaram ainda apurados para esta formação de preparação para as Olimpíadas Internacionais de 2012, na Estónia, mais 19 alunos do 11º ano, de todo o País.

Prémio IBM para físico de 27 anos
Aos 27, Samuel Martins, investigador do Instituto Superior Técnico, recebeu o Prémio Científico IBM, no valor de 15 mil euros, pelo trabalho sobre aceleração de partículas com recurso a plasma (gás de partículas carregadas electricamente). Aos 16 anos "queria ser médico", mas o interesse pela Ciência acabou por conduzi-lo à Física.

Português 'inventa' escudo magnético para naves
O jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico, testou a hipótese de utilizar um campo magnético e um plasma para produzir um escudo protector para naves espaciais. Em laboratório já é possível fazê-lo
Juntamente com colegas do Rutherford Appleton Laboratory, em Inglaterra, Luís Gargaté já conseguiu mostrar a viabilidade do conceito. Em Rutherford foram feitas experiências à escala laboratorial, coroadas de sucesso. A equipa chama-lhes mini-magnestosferas, e funcionam. A descoberta foi publicada na Plasma Physics and Controled Fusion.

NOTA: Para mais casos merecedores de realce sugere-se a visita do blog Do Miradouro e faça-se uma pesquisa de «jovens», «valor».
Felizmente, haverá mais casos de reconhecido mérito, mas muitos mais convém surgirem em todos os sectores: na economia, na gestão pública, na Justiça, no Ensino, etc. 

Este espaço está ao dispor da colaboração dos visitantes que enviem por e-mail os seus textos com a indicação do URL da origem.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Portugueses premiados pela sua capacidade

Sempre que há conhecimento de portugueses jovens que se distinguem pela sua capacidade e são premiados é aqui dado realce ao facto, por serem um indício da perenidade de Portugal e uma esperança de melhores tempos.

Agora, o físico Nuno Peres, professor na Universidade do Minho, que colabora com os investigadores da Universidade de Manchester, em Inglaterra, que receberam o Nobel da Física de 2010, foi distinguido com o Prémio Ciência 2011, segundo anunciou ontem a Fundação Calouste Gulbenkian .

O físico Nuno Peres estuda a interacção do grafeno, sólido constituído por átomos de carbono, com a corrente eléctrica e investiga como é que a luz é absorvida através do grafeno.

Também o arquitecto português Ricardo Bak Gordon, nascido em Lisboa há 44 anos, venceu, ex-aqueo com a dupla espanhola Luis Mansilla e Tuñón, o Prémio FAD 2011, na categoria Arquitectura (prémio ibérico de maior prestígio) com o projecto “2 Casas em Santa Isabel”, construídas em Campo de Ourique, em Lisboa.

Trata-se de dois prémios baseados na competência demonstrada por trabalhos realizados em áreas específicas e de reconhecido valor. Estes prémios têm um significado diferente daqueles que são atribuídos, por normas protocolares, a cidadãos que desempenham um cargo, ou que se evidenciam por actividades partidárias, ou por amizade.

Portugal precisa de valores pessoais e profissionais em áreas que prestigiam o país perante os júris internacionais e geram confiança e esperança num futuro mais prometedor.

Parabéns aos premiados e votos de que muitos jovens procurem seguir os seus exemplos..

Imagem do Público.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais um jovem em destaque

O jovem português Pedro Silva foi um dos 104 eleitos entre uma dezena de milhar de candidatos de 70 países para integrar a Orquestra do YouTube, um agrupamento sinfónico que reúne jovens executantes musicais de todo o Mundo.

No ano passado, coube ao violinista Tiago Santos a sorte de ter integrado as fileiras da "primeira orquestra colaborativa do Mundo". Este ano, na lista de 336 finalistas, além do Pedro Silva, estiveram outros músicos nacionais: a flautista Ana Carina Sousa, o violinista Nuno Vasconcelos, o trompetista Luís Duarte Moreira e o oboísta Samuel Bastos.

Portugal tem razões de esperança no futuro, pois há jovens que se distinguem em vários sectores, como neste espaço tem sido referido.

Para melhor conhecimento deste caso, sugere-se a leitura da notícia «Músico português na Orquestra do Youtube».

Imagem do JN

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domingo, 17 de maio de 2009

Jovens que recuperarão Portugal

Ao pesquisar neste blog a palavra «jovens», encontram-se muitas referências a casos de jovens promissores que suscitam esperanças num Portugal renovado, mais próspero, com mais justiça social e bem-estar para a generalidade dos portugueses.

São as gerações mais jovens e as vindouras que terão sobre os ombros a pesada responsabilidade da recuperação de Portugal que tão danificado tem sido com más governações, servidas por políticos que pensam mais em si próprios do que no País que os elegeu. É vulgar ler-se e ouvir-se que «isto» tem que levar uma grande volta. Ela tem que ser conduzida pelos que ainda não estão viciados pelas actuais rotinas da sociedade, pelos que pensam pela própria cabeça e concluem que é preciso romper com procedimentos e hábitos nocivos, para reconstruir uma sociedade mais justa onde todos tenham direito à sua quota-parte de felicidade e não vejam outros a viver lautamente à custa da exploração dos desprotegidos pelo sistema.

Transcrevo na íntegra o artigo seguinte que merece ser lido atentamente até ao fim:

Alunos com vocação para a excelência

JN. 090517. 00h50m. Por HELENA NORTE

Distinguem-se pelas notas, mas não é isso que os faz estudar. Gostam de aprender, têm sede de conhecimento e são automotivados. Não correspondem ao estereótipo do "rato de biblioteca" e têm vida para além dos estudos, envolvendo-se em diversas actividades. Os métodos de estudo variam muito e não parecem ser determinantes para o sucesso. O prazer de saber mais é que os diferencia.

Método de estudo: "O método não é o mais importante. Estudar com prazer é que faz toda a diferença. Tenho uma paixão por aprender. Não estudo para tirar boas notas, isso é a consequência de saber."

Nos corredores da Faculdade de Medicina do Porto, já consta que não aparecia um aluno tão brilhante desde o tempo de Sobrinho Simões (eminente investigador na área do cancro). Ana Catarina Gomes está no 3.º ano com uma média invejável, destacando-se claramente como a melhor aluna da faculdade.

Ainda não tinha dez anos quando leu "Contos exemplares", de Sophia Mello Breyner, e a mensagem marcou-a inolvidavelmente: é preciso apreciar o que nos é oferecido, no momento, e não deixar para depois, porque quando voltamos atrás, já nada é igual. Para Ana Catarina, isso significa não desperdiçar qualquer oportunidade de aprendizagem.

Quando entrou em Medicina, com uma média de 20 valores do Secundário, tinha esperança de passar despercebida entre tantos bons alunos. Mas, rapidamente, deu nas vistas. Logo no 1.º ano, teve nota máxima no "cadeirão" de Anatomia. Desde então, colecciona prémios e mantém a média perto dos 19 valores. Quem a não conhece, julga que ela só vive para os estudos, mas Ana Catarina considera-se uma jovem normal, que gosta de sair e fazer amigos.

Os excelentes resultados que obtém nos exames não são o objectivo, mas a consequência. "Estudo pelo prazer de saber e discordo deste sistema de ensino centrado nos exames. Afinal, o objectivo é aprender ou fazer exames?"

Não faz noitadas a estudar em cima dos exames. Prefere estudar regularmente três horas por dia. Mas os seus dias não se resumem ao estudo. Nada diariamente uma hora, colabora num laboratório de investigação, estuda Inglês e Canto (já fez o curso completo de Piano), anda a aprender danças de salão e ainda tem tempo para fazer voluntariado no Instituto Português de Oncologia do Porto. Televisão não vê e com a Net não perde muito tempo.

Ana Catarina nunca precisou de estímulos para estudar. O perfeccionismo e o empenho exacerbados que dedica a tudo - "Quando faço alguma coisa, seja cortar uma unha ou dissecar um cadáver, gosto que fique perfeito" - são as bases da auto-motivação desta aluna que gostaria de fazer investigação na área do cancro da mama.

Método de estudo: "Estar atento às aulas e nunca sair da sala com dúvidas. E resolver muitos problemas, é assim que gosto de estudar"

Herdou os genes da Matemática do avô materno que, desde pequeno, o desafiava a resolver problemas. Nas viagens de carro, a mãe costumava fazer perguntas ao irmão mais velho e era Pedro quem respondia. Resultado: no Secundário, somou vintes e já ganhou três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Matemática e outras distinções internacionais.

"É mesmo paixão. O que mais me fascina é resolver problemas novos, em que é preciso ser criativo, e não tanto fazer exercícios que consistam em aplicar a matéria dada", sublinha Pedro. Essa é, aliás, o método de estudo que prefere. Talvez por isso, Português seja a disciplina que menos gosta e a que tem a classificação mais baixa (19).

Pedro atribui as notas brilhantes ao facto de ter sedimentado bem os conhecimentos, de ano para ano. "Nunca deixei lacunas no meu percurso. Sempre consolidei bem os conhecimentos a todas as disciplinas."

Além de inteligência e estudo q.b., este estudante de 18 anos soma outros ingredientes fundamentais ao sucesso: ambiente familiar estável e estimulante e equilíbrio emocional, alcançado com uma diversidade de actividades - joga ténis, futebol, estuda piano e canto e gosta de sair e divertir-se.

"Gosto de estudar pelo prazer do conhecimento. Para entrar no curso que quero - Matemática aplicada à Computação -, não precisava de ter uma média tão alta."

Método de estudo: "Faço uma boa preparação para encarar os exames com confiança. À partida, acho sempre que vai correr tudo bem. E coloco-me na veste do professor e tento imaginar o que ele valoriza mais"

Direito na Universidade de Coimbra foi a escolha de Marta depois de ponderar vários cursos da área das Humanidades. "Foi a opção mais racional", explica, "porque é um curso que permite uma formação bastante alargada". Não quis trilhar o caminho dos pais e da irmã que são médicos e não se arrepende. Gosta muito do que estuda e é a melhor aluna de Direito e está entre os melhores de Coimbra.

Equilíbrio entre estudo e prazer e autoconfiança, construída com uma boa preparação, são os factores determinantes para enfrentar os exames, na visão de Marta.

"Não vou às aulas todas. Se fosse, não teria vida", realça. Para esta estudante do 4.º ano, com média superior a 18, é fundamental continuar a jogar ténis, ir ver a Académica ao fim-de-semana, conviver com a família, namorar e divertir-se com os amigos.

Planos para o futuro? "Ainda está tudo em aberto. Vou fazer mestrado, mas ainda não sei em que área, e não decidi se, a seguir, faço doutoramento ou começo a trabalhar."

Método de estudo: "Não tenho um método de estudo especial. Não gosto muito de ler teoria, prefiro fazer exercícios que me desafiem e mantenham-me desperto. E não deixo acumular as matérias".

Tiago é um jovem normal, que gosta de cinema, de jogos de computador e de sair com os amigos. Não corresponde ao estereótipo do "rato de laboratório" e, no entanto, é o melhor aluno da Universidade de Aveiro.

Embora sempre tenha tirado boas notas - ingressou no ensino superior com 18.35 valores -. só quando chegou a Aveiro, oriundo de uma pequena aldeia de Pombal, é que percebeu que poderia ser um aluno de excelência.

Mecânica é uma paixão antiga. Ainda era miúdo e já o fascinava perceber os mecanismos dos brinquedos. Era habitual, ele e o irmão desmontarem os carros e pegar nas peças e transformá-las veículo com novas funcionalidades. Quando chegou ao 9.º ano, e porque não tinha a certeza se poderia prosseguir os estudos na universidade, optou por um curso profissional de Mecânica.

A exigência do Ensino Superior aguçou-lhe o empenho e os resultados não tardaram a aparecer - detém a média de 18,28.

"Se não tiver trabalhos para fazer e se não for fim de semestre, não preciso de estudar todos os dias. Saio das aulas e estou com os meus amigos. Mas, quando é preciso, dedico-me totalmente ao estudo", frisa este futuro engenheiro para quem "há sempre tempo para tudo. Até para decidir o futuro, embora já esteja a trabalhar em projectos na área da simulação de processos de estampagem.

Tiago Jordão Grilo, 20 anos
3.º ano do curso de engenharia mecânica da Universidade de Aveiro
Prémios: Doutor Vale Guimarães (melhor aluno da UA); bolsa de mérito (aproveitamento escolar excepcional); bolsas de estudo (melhor caloiro e aluno do 1.º ano)

Ana Catarina Gomes, 20 anos
3.º ano de medicina na Faculdade de Medicina do Porto.
Prémios: diversos prémios por ter sido a melhor aluna a anatomia, fisiologia, biologia celular e molecular, genética, história da medicina, etc, melhor aluna do secundário.

Marta Nunes Vicente, 21 anos
4.º ano do curso de direito da Universidade de Coimbra
Prémios: prémio "Marnoco e Sousa" e prémio"Guilherme Moreira", atribuídos pela faculdade direito da Universidade de Coimbra

Pedro Sousa Vieira, 18 anos
12.º ano na área das ciências exactas. Pretende seguir matemática aplicada à computação, na Universidade Técnica de Lisboa.
Prémios: 3 medalhas de ouro nas olimpíadas portuguesas de matemática; diversas medalhas em competições internacionais.

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Investigador português recebe prémio no Canadá

Na sequência de outros posts em que são referidos casos exemplares de compatriotas que são distinguidos no estrangeiro pelo valor demonstrado, deixo aqui o nome de José Carlos Teixeira, objecto do artigo transcrito do «Portugal Diário».

Professor foi galardoado com um dos mais prestigiados prémios

O professor e investigador português José Carlos Teixeira, radicado no Canadá, foi galardoado com um dos mais prestigiados prémios universitários daquele país, em reconhecimento da «excelência» do trabalho que tem desenvolvido na área da geografia social.
O «Prémio de Investigação da Universidade da Colúmbia-Britânica-Okanagan» será entregue numa cerimónia dia 12 deste mês, a ter lugar no pólo universitário de Kelowna, onde José Carlos Teixeira é professor associado.
Esta é uma das duas maiores distinções conferidas pela universidade, a par do prémio de docência.
Em declarações à Lusa, José Carlos Teixeira, que nasceu nos Açores há 49 anos, confessou ter ficado inicialmente surpreso ao saber do prémio.

«Devo este prémio à comunidade portuguesa no Canadá»
«É que geralmente dá-se este prémio a pessoas em final de carreira», desabafou, manifestando-se orgulhoso por tratar-se de um louvor ambicionado por muitos académicos, mas alcançado apenas por alguns.
«Devo este prémio à comunidade portuguesa aqui no Canadá, porque ela foi sempre o centro dos meus estudos, o meu laboratório principal», indicou o docente, que elaborou outras análises na área da geografia social sobre as comunidades polaca, jamaicana, moçambicana e angolana no país.
«Com este prémio gostaria de transmitir uma mensagem aos jovens portugueses e luso-descendentes: a de que é possível atingir-se um nível de excelência, mesmo sendo originário de regiões pequenas e mais pobres», salientou à Lusa.
Para o investigador, o prémio demonstra o mérito do impacto das pesquisas que fez, dentro e fora do meio académico.
As grandes temáticas focadas pela sua investigação são três:
- A estrutura e evolução das comunidades,
- a mobilidade para os subúrbios a partir das primeiras cidades onde as comunidades se instalaram e
- o papel do comércio étnico português.
Hoje-em-dia é já visível uma base de empresários, assim como de industriais, de origem portuguesa a terem êxito e a evidenciarem-se no Canadá, especificou acerca daquele último ponto.
Natural da freguesia da Ribeira Grande, em S. Miguel, Açores, José Carlos Teixeira viajou para o Canadá em 1978 para fazer um mestrado, findo o qual planeava regressar aos Açores.
Mas, acabou por emigrar em definitivo, constituiu família e concluiu um doutoramento em Toronto.
Iniciou a seguir uma carreira docente nas universidades de York, Toronto, Okanagan e Colúmbia Britânica, tendo ingressado nesta última em Julho de 2006.
O professor português do Departamento de Geografia da UBCO é autor de mais setenta publicações, de entre livros, monografias, dissertações, artigos, relatórios e pesquisas.
«Os Portugueses no Canadá», que será reeditado em breve pela Universidade de Toronto, e «Os Portugueses no Canadá: do mar para a cidade», em co-autoria como professor Victor da Rosa, são algumas das obras mais conhecidas.
José Carlos Teixeira assumiu recentemente funções de coordenação - «Priority Leader» - no projecto Metropolis, rede internacional de instituições de pesquisa e outras organizações, que procede a análises comparativas nas áreas da migração e integração de imigrantes, podendo servir para apoiar políticas imigratórias.

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domingo, 30 de março de 2008

Francisco Veloso recebe prémio internacional

À semelhança de vários posts anteriores, trago aqui a notícia de mais um português, Francisco Veloso, que recebeu um prémio internacional de prestígio. Casos como este e os anteriormente citados demonstram que Portugal tem, felizmente, cabeças para conseguir o desejado desenvolvimento. O que faltam são dirigentes políticos patriotas, competentes, dedicados aos interesses do País, isto é, dos seus cidadãos.

Todos os anos, a corrida às bolsas da Fundação Sloan trava-se num clima de forte concorrência, devido à visibilidade académica e ao reconhecimento público que lhe estão associados: 36 antigos bolseiros chegaram a Prémio Nobel. Alfred Sloan foi um dos primeiros presidentes da GM e um dos grandes impulsionadores do que veio a ser o maior construtor automóvel do mundo. Com parte da fortuna que fez, lançou a Fundação Sloan, a qual está por detrás de uma das mais prestigiadas escolas de Gestão, a Sloan School of Management, e criou bolsas para jovens investigadores. O apoio começou por ser para a área da ciência, mas há quatro anos foi alargado à investigação ligada à indústria real: indústria automóvel, tecnologias da informação, software e serviços financeiros.

Francisco Veloso é um dos cinco premiados este ano pela Fundação Albert Sloan pelo seu trabalho académico ligado à indústria automóvel, sendo também o primeiro português a receber esta distinção da conceituada entidade norte-americana atribuída a jovens investigadores com carreira nos EUA ou no Canadá, nas áreas da ciência, tecnologia e competitividade económica.

Francisco Veloso, de 38 anos, actualmente a repartir o tempo como professor nas universidades Carnegie Mellon e Católica, reconhece, satisfeito, que este é um "bom prémio" pelo trabalho que tem desenvolvido tanto nos EUA como em Portugal, cruzando cada vez mais a mudança tecnológica com o empreendedorismo e a engenharia com a economia. A forma como as empresas devem organizar, com sucesso, as suas capacidades tecnológicas em cadeias de valor, como a indústria automóvel, é o seu ponto de partida. Considera-a também a sua "área genérica de trabalho".

Tem seguido duas linhas de investigação.
- Uma tem por referência o Clean Air Act, a lei do ar limpo que começou com Richard Nixon na Presidência dos EUA, e as medidas ambientais tomadas desde então para o sector. "De cada vez que é aprovada legislação ambiental mais restritiva, aumenta o número de patentes", revela Francisco Veloso, o que significa que "as empresas, nessas alturas, são mais inovadoras. Investem e mexem-se".
- A segunda área de estudo refere-se ao que chama a "coerência tecnológica das empresas automóveis", provando que "as empresas devem manter coerência tecnológica para que o seu desempenho não baixe", que é o que acontece quando "diversificam para áreas não relacionadas", nomeadamente para as que adoptaram os padrões de qualidade da norma Iso 9000.

Para melhor conhecimento do tema desta notícia, sugere-se a leitura dos seguintes artigos do Público de 30 de Março:
- «Primeiro português distinguido pela Fundação Sloan»,
- «O peso da Sloan»,
- «Centro de Engenharia da Maia».

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Maria de Medeiros nomeada «artista UNESCO para a paz»

A actriz e cantora Maria de Medeiros é hoje nomeada oficialmente "Artista UNESCO para a paz" em cerimónia a realizar em Paris e a que assistirá o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

No final da cerimónia, que contará com a presença do director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, Maria de Medeiros cantará acompanhada do seu trio de jazz, com o qual editou em 2007 o álbum "A little more blue".

Em declarações à Lusa, a artista indicou que, a partir de agora, associará a sua agenda à daquela agência da ONU e, neste contexto, uma das suas primeiras iniciativas consistirá num concerto que dará em finais de Abril em Moçambique.

"Vou aproveitar - disse - para dar visibilidade à educação artística, juntamente com Malangatana, que é também artista da UNESCO para a paz".

De acordo com o governo português, a actriz, a primeira portuguesa a receber esta nomeação, foi escolhida pela "visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo".

Maria de Medeiros, 42 anos, tem-se distinguido sobretudo como actriz de cinema em Portugal e no estrangeiro.
Lusa / AO Online

NOTA: esta transcrição é feita para homenagear uma portuguesa que é distinguida com um galardão internacional, o que deve constituir orgulho para todos nós. Honra ao valor e ao mérito!

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Prémio honroso para António Coutinho

Para contrariar a tendência miserabilista de cultivar o desânimo, o pessimismo, o derrotismo, pretendo contribuir, com a minha modesta influência, para que dar a volta e criar e desenvolver uma mentalidade mais positiva, enfatizando os casos que possam ser apresentados como exemplos atractivos de comportamentos que contribuam para se «levantar hoje de novo o esplendor de Portugal». Por isso trago aqui esta notícia do Público de hoje:

António Coutinho ganha Prémio Universidade de Lisboa
Ana Machado

António Coutinho, director do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), já sabia ontem que tinha ganho o Prémio Universidade de Lisboa. Mas não sabia porquê. Com a deliberação do júri pela primeira vez na mão, confessa que se sente orgulhoso: "De facto, reconhecerem o meu contributo para a criação de uma escola de investigadores na área das ciências biomédicas, com prestígio internacional, satisfaz-me muito", diz, enquanto lê uma das razões pela qual o prémio, no valor de 25 mil euros, lhe foi atribuído. O prémio, esse, já está destinado: vou ver com os meus filhos o Euro 2008".

Médico de formação, o investigador especializado em Imunologia confessa que tem saudades da bancada de laboratório: "Foi como deixar de existir. Desisti de muita coisa". Deixar a investigação é, para António Coutinho, de 63 anos, a parte má de coordenar há 10 anos um dos institutos científicos portugueses com mais projecção internacional. Só esta semana, cientistas do IGC conseguiram assinar dois artigos em duas revistas científicas internacionais de renome.

"Agora é o nome deles. Tenho tido muitas alegrias. Ver esta nova gente ter sucesso, ver o país científico a crescer, ver tudo mais moderno e mais aberto é o lado positivo", adianta sobre o que faz com que não lamente ter deixado uma carreira científica internacional para trás, depois de ter passado pelo Instituto Karolinska, na Suécia, ou pelo Instituto Pasteur, em Paris, França. E lembra que o IGC já contribuiu para a formação de quase 500 doutores.

Questionado sobre o que torna esta escola de cientistas especial, António Coutinho responde invocando as palavras de dois investigadores estrangeiros que há minutos tinha conduzido numa visita ao instituto: "A primeira coisa que me disseram foi que aqui o ambiente era muito agradável, acolhedor e que as pessoas pareciam muito felizes. Temos prazer na discussão intelectual, na argumentação. Acho que é isto que nos torna especiais".

E diz que aquilo que torna o IGC especial obriga a que não possa crescer mais: "É por tudo isto que o IGC não pode crescer mais. Não queremos sacrificar este ambiente. Enquanto eu cá estiver não vamos crescer mais", diz.

Sobre a ciência que hoje se faz em Portugal, Coutinho reconhece que cresceu muito nos últimos tempos: "Houve um grande acréscimo em qualidade e quantidade da produção científica".

Mas, como em tudo o que cresce, chega uma altura em que é preciso cortar: "Chegámos a uma altura em que é preciso podar, como as plantas na Primavera. Não se pode cortar à toa. Tem de se cortar só onde se deve e, à boa maneira japonesa, orientar o crescimento dos ramos para onde se quer".

O médico e investigador já sabe o que fazer ao dinheiro do prémio: "Vou ver com os meus filhos o Euro 2008".

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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Discurso do General Gomes da Costa em Agosto de 1925

Célebre e violento discurso do general Gomes da Costa, pronunciado perante o ministro da Guerra, em Agosto de 1925

No dia 15 de Agosto de 1925, a guarnição militar de Lisboa foi ao Terreiro do Paço, com o General Gomes da Costa à frente, apresentar cumprimentos ao novo ministro da Guerra, Sr. General Vieira da Rocha. Reunidos os oficiais superiores no gabinete do ministro, pronunciou o general Gomes da Costa o seguinte discurso:

“Sr. Ministro: - Impõe-me a minha graduação o dever de dirigir a V. Ex.ª algumas palavras em nome dos oficiais aqui presentes e se presume representarem todo o Exército.

Não tendo, porém, conversado previamente com eles, eu desconheço o que eles pensam acerca desta convocação que a repartição do gabinete se não esquece de fazer sempre que um novo ministro toma posse do cargo e que pela sua frequência e imposição não tem outro significado mais que o simples cumprimento duma ordem banal.
Creio bem que, por isso mesmo, deve V. Ex.ª, que sempre tem sido um soldado, sentir como todos nós a inutilidade e até mesmo o ridículo de uma cerimónia que só se justificaria, pelo entusiasmo suscitado após um alto feito militar, mas que em circunstâncias normais tão vexatória é para V. Ex.ª como para nós.

V. Ex.ª, que não é a primeira vez que exerce o cargo de ministro da Guerra, deve saber do miserável estado do Exército, desprovido de organização, desprovido de instrução, desprovido de material, absolutamente incapaz de oferecer uma resistência séria.

V. Ex.ª deve conhecer como nós a impossibilidade de mobilização imediata de uma simples divisão e da carência de armas, munições, cavalos, viaturas, etc. Deve V. Ex.ª conhecer a desorganização dos diversos serviços militares e o desleixo que para aí vai.

Não me proponho detalhar agora toda a nossa miséria; mas, convém acentuar que não a desconhecem as nações que têm representantes em Lisboa, representantes que não são cegos nem tolos e têm por dever informar-se para saber informar os seus governos. Para lamentar é que sejamos nós, os que do Exército fazemos parte, quem menos conhece a verdadeira situação militar de Portugal, devido à norma das repartições superiores que envolvem tudo num véu de mistério, a coberto do qual nada fazem e gozam duma reputação nebulosa de saber e austeridade.

Não há muito que achando-me à testa da 4ª Divisão do Exército e querendo inteirar-me do problema da defesa do território que comandava, eu pedi à estação competente para me confiar o plano de mobilização e defesa para o estudar: responderam-me que os planos de defesa eram secretos e portanto me não podiam ser enviados!

Pasmei, e considerei esta resposta tão ridícula que preferi crer que não passava de uma simples forma de encobrir a ausência de qualquer plano; e até hoje continuo com a mesma convicção.

Cito apenas este caso, entre muitos outros assaz curiosos, para demonstrar a V. Ex.ª a necessidade de alterar todo este estado de coisas, introduzindo uma reforma radical nos usos e costumes do Exército, por forma a acabar com a mentira que nele reina e faz a fortuna a muita gente. E é destas e doutras causas análogas que vem a indisciplina provocada pelos de cima também com as suas faltas de tacto, de saber e de critério e, sobretudo, pela sua ausência de espírito militar. Escuso de acentuar a necessidade de preparação, pois hoje com a complicada ciência que é a guerra, não se improvisam exércitos e quem os não possuir bem preparados e organizados desde o tempo de paz será irremediavelmente batido ao entrar nela.

Poderá parecer estranho que tendo nós recebido ordem para apresentar cumprimentos a V. Ex.ª, cumprimentos que a tradição impôs como afirmação da passividade imbecil e conformação com o estado de inércia mental a que nos têm reduzido, eu quebre essa norma chamando a atenção de V. Ex.ª para a falta de preparação militar do País; mas, senhor ministro, eu entendo que o meu dever como soldado, que me orgulho de ser, consiste precisamente em dizer o que penso, para que ao derrocar-se esta nacionalidade se não diga que tendo uma oportunidade de chamar a atenção do Governo para a miséria militar da Nação eu a deixei escapar por comodismo ou cobardia. Fazendo justiça às qualidades militares de V. Ex.ª, a quem conheço há cerca de 30 anos, desde que servimos sob as ordens desse grande soldado chamado Mouzinho de Albuquerque, que teve a coragem de se meter na sepultura quando começou a derrocada que conheceu e não pôde suster, fazendo justiça a V. Ex.ª, repito, eu convenço-me de que V. Ex.ª saberá preparar o Exército por forma a que ele ocupe o lugar de honra que na nacionalidade lhe pertence, e sirva efectivamente para a defesa da Pátria.

Aljubarrota, Exmº. Sr., não é um facto isolado na História de Portugal e pode repetir-se sempre que haja um Governo consciente da sua missão e saiba pôr acima dos interesses particulares o interesse nacional e não faça da cobardia uma virtude cívica.

Organize V. Ex.ª, como é seu dever, os serviços militares, influa, como é também seu dever, para que o Governo de que faz parte ponha em ordem a administração civil e financeira, cortando as cabeças a todos os chefes das quadrilhas que com a maior desvergonha e impunidade andam há anos a esta parte comprometendo a honra da Nação, e pode V. Ex.ª estar certo que todo o Exército o apoiará entusiasticamente nesse trabalho.

Tem V. Ex.ª o coração colocado bem no seu lugar e de forma a poder encarregar-se dum tal papel?

É o que resta ver”.

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