Vem no seguimento dos últimos posts.
Temos que evitar o secundário e supérfluo para todos termos o necessário e útil.
sábado, 10 de novembro de 2012
Evitar desperdícios
Posted by
A. João Soares
at
10:50
0
comments
Labels: alimentação, crise, desperdício, despesas
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Crises em África
Nos posts Vulnerabilidades da ONU e ONU desrespeitada referia-me à incapacidade das organizações internacionais, nomeadamente a ONU, para recuperarem e manterem a paz e para incrementarem o desenvolvimento, tendo em vista as pessoas, do terceiro mundo. Agora encontrei no blogue Alto Hama vários posts que chamam a atenção para crises gravíssimas em África. Infelizmente, não são originais, mas seria de esperar que já tivessem saída da moda, dos noticiários, da ordem do dia.
O Chade está a ferro e fogo. Desde a sua independência, em1960, com François Tombalbaye na Presidência, não houve nenhum Presidente que tivesse terminado o seu mandato.
1975 Tombalbye foi morto num golpe dirigido por Félix Malloum,
1979 Malloum foi deposto por Oueddei,
1982 Gpukouni Oueddei foi deposto por Hissene Habré,
1990 Habré foi deposto por Idriss Déby, ainda no Poder, mas em risco de seguir o caminho dos seus antecessores.
2006 Rebeldes enfrentam o Exército nos subúrbios da capital.
Janeiro de 2008 UE aprova, uma força de pacificação para o Chade, e nos primeiros dias de Fevereiro, os rebeldes entram na capital e desencadeiam combates que envolvem artilharia pesada.
O Quénia também está novamente em guerra civil. Os tempos de jovem de Jomo Kenyata, do grupo Mau-Mau, da KAU (União Africana do Quénia) ,ais tarde com o nome de KANU (União Nacional Africana do Quénia), não são para esquecer. Tornado independente em 1963, teve uma situação mais ou menos controlada pelo pulso do Presidente Jomo Kenyata até ao seu falecimento1978 com 85 anos. Foi sucedido por Daniel Arap Moi pertencente à pouco numerosa etnia Kalenkin que teve o bom senso de criar uma convivência pacífica entre as diversas etnias e seus líderes e sido reeleito em 1993.
Nas recentes eleições a vitória coube a Mwai Kibaki, mas o seu rival Raila Odinga considerou que as eleições não foram honestas e surgiu o conflito. A onda de violência que assola o país desde 27 de Dezembro, dia das eleições, fez 600 mortos e 200 mil deslocados. As diferentes etnias não se entendem e descarregam ódios ancestrais. Apesar de várias mediações em que se destaca o ex-secretário-geral da ONU Kofi Hanan, têm procurado uma solução sustentável, mas a situação continua por resolver
O Sudão, país mais extenso de África, depara-se com a dissidência do Sul e mais recentemente a do Darfur, que confina com o Chade. As rivalidades entre personalidades fortes no topo da hierarquia têm dificultado a vida do Estado. Vão longe os tempos em que eram sudaneses alguns dos faraós do Egipto. Hoje o Darfur é uma dor de cabeça para a comunidade internacional. O País tem tal instabilidade que o próprio mentor da Al-Qaeda que ali vivera com o comando do seu grupo, decidiu sair para o Afeganistão, por no Sudão não se sentir seguro.
O Sudão está em guerra civil há 46 anos. O conflito entre o governo muçulmano e guerrilheiros cristãos e animistas, baseados no sul do território, revela um aspecto das realidades culturais opostas da nação. As guerras e prolongados períodos de seca têm provocado milhões de mortos e enorme quantidade de deslocados.
A estes casos, há que juntar a situação caótica da Somália, o conflito intermitente entre a Etiópia e a Eritreia, a região dos Grandes Lagos, Serra Leoa, República Centro-Africana, etc
Os Africanos, apesar destas crises endémicas, com origem em rivalidades étnicas, e a impreparação para a gestão dos seus problemas, esperam apoios exteriores, mas a política internacional move-se por interesses egoístas. Por isso, os primeiros passos têm forçosamente por arrancar com a preparação de gestores públicos competentes. Mas, mesmo neste ponto, estão sujeitos a que os melhores saiam à procura de condições de trabalho mais aliciantes em Países ricos, ou estes os vão cativar na origem. Há que tentar parcerias com outros países de onde possa vir uma ajuda ao desenvolvimento compensadora dos recursos que vão sacar. A China está a avançar firmemente, mas resta saber se, da sua intervenção, resultará desenvolvimento das populações locais.
Mesmo na grande e rica Angola, a pobreza de grande parte da população é uma realidade incontornável, muito em oposição à riqueza das elites. Estas, por sua vez, parecem estar a usar de todos os truques para se manterem no Poder autoritário e explorador, já se vislumbrando maquinações para a oposição vir a ser acusada de terrorismo e haver nessas circunstâncias «justificação» para uma perseguição dura. Os serviços secretos não dormem e não falta no estrangeiro quem os possa orientar em tais manigâncias.
Apesar das suas grandes potencialidades em recursos naturais, em tempos recentes, tão valiosos, e hoje muitos deles já com pouco valor comercial, a África passou a ser o continente menos favorecido e atraente das atenções do mundo mais desenvolvido. Impõe-se que haja, por razões humanitárias, consciência da conveniência em que a humanidade passe a olhar para este continente com mais solidariedade. Oxalá os grandes empresários das multinacionais alterem a sua visão em relação aos africanos, com vista a ajudá-los a usufruírem melhor das modernas tecnologias.
Posted by
A. João Soares
at
16:22
4
comments
Labels: África, alimentação, desenvolvimento, paz
sábado, 18 de agosto de 2007
Conselhos de mulher moderna para amiga
Exigências da vida moderna (quem aguenta tudo isto?!!!)
Dizem que todos os dias devemos comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias se deve tomar pelo menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias se deve tomar um yogurt pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos biliões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne o enfarte. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não me lembro bem para quê, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isto ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias se deve comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer uma camisola. Deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas por dia.
E não se esqueça de lavar os dentes depois de comer. Ou seja, tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massajar as gengivas, escovar a língua e bochechar com Tantum Verde. O melhor é ampliar a casa de banho e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque, entre a água, a fibra e os dentes, vai passar ali várias horas por dia.
Devemos dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco a comer são vinte e uma. Sobram três, desde que, nas viagens não encontre muito trânsito...
As estatísticas provam que vemos TV cerca de três horas por dia. Menos tu que me estás a ler, porque todos os dias vais caminhar pelo menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dá meia volta e começa a regressar, ou a meia hora cresce para uma...)
E devemos cuidar das amizades, porque elas são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando estivermos fora...
Devemos estar bem informados também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo. Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e não estou a falar de sexo tântrico.
Também é preciso que sobre tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que não tenhas um bichinho de estimação...
Na minha conta são 29 horas por dia. A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!! Tomar banho frio com a boca aberta, assim vais bebendo água e aproveitas para lavar os dentes. Convida os amigos e os pais. Bebe o vinho, come a maçã e dá a banana na boca à tua mulher. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda terias que comer um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir. É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao WC. E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, manda-me um e-mail.
Recebido por e-mail. De autor desconhecido
Posted by
A. João Soares
at
21:38
0
comments
Labels: agenda, alimentação, saúde
terça-feira, 22 de maio de 2007
Economia caseira
Não se fica rico a ganhar dinheiro, mas a poupar!
José Travassos Valdez- Nisa, in «Portugal Club»
Já aqui abordámos a forma simples e exequível de acesso à propriedade, à posse de algo, uma transferência de poder e de distribuição de riqueza. Mas tal não chega para garantir nem a felicidade a que todos têm direito, nem a riqueza, nem o bem-estar é apenas um princípio.
Diz o ditado “que de médico, de sábio e de louco todos temos um pouco” se fizermos uma análise de onde se escoa a maior fatia do rendimento de uma família, temos em primeiro lugar a casa, depois a alimentação, transportes, saúde, educação, etc.
Se analisamos onde é que o estado gasta a maior fatia do orçamento descobrimos que é nas despesas de saúde.
Apesar disto a saúde das populações em geral está muito pior e degrada-se de dia para dia. Um dos principais motivos deve-se ao facto de o estado, ao longo dos anos, ter negligenciado um conjunto de medidas educativas e profiláticas deixando-se ir na onda da indústria farmacêutica cujo único móbil é vender.
De forma ao estado e ás famílias reduzirem os custos nas despesas de saúde e ao mesmo tempo obterem melhores resultados, temos de cortar o mal pela raiz e isso significa, sem duvida alguma, ter a coragem de tomar as decisões certas.
Uma nação não pode assistir indiferente, por exemplo, à questão da obesidade infantil, são milhares de jovens que estão a ficar com a sua saúde e futuro empenhados e estes vão ser também uma sobrecarga para o Sistema Nacional de Saúde.
No meu entender, a tomada de decisões certas implica a criação de disciplinas obrigatórias no curriculum escolar onde as crianças aprendam, desde a mais tenra idade, o básico sobre a saúde, a alimentação e até formas de terapia simples que possam em sistema de auto tratamento resolver inúmeras patologias em casa, sem as idas constantes ao médico e aos hospitais.
Falando na base de tudo, a alimentação, todos temos consciência de que o ambiente está contaminado e, em grande parte, isso deve-se aos agro tóxicos, fertilizantes e pesticidas. Mas então antigamente as coisas não se criavam na mesma sem estes venenos? Obviamente que a resposta é sim. Com estes venenos obtém-se frutas e legumes de maior tamanho mas, para além de encherem o olho comparativamente aos produtos de antigamente, nada valem e são mesmo um perigo para a saúde.
A fruta é mesmo uma desgraça; não dura nada, e não cheira a nada, se tivermos a oportunidade de sentir o cheiro da fruta biológica na natureza, nada há de mais agradável que essa sensação. Ainda no ano passado tive uns pêssegos que lhes sentia o cheiro a 200m e arrancados da árvore fiz uma experiência com 2 pêssegos para ver quanto tempo duravam sem apodrecer, para meu espanto secaram e mirraram e não apodreceram. Com as maçãs é o mesmo. Alguém consegue ter fruta do supermercado 3 dias sem começar a apodrecer?
Do ponto de vista nutritivo, inúmeros estudos já o demonstraram claramente, os produtos biológicos são ricos em oligoelementos, minerais raros, essenciais para o metabolismo celular, em resumo essenciais para a saúde.
Para resolver este problema e tornar a agricultura biológica predominante actuaria com a arma dos impostos, onde os produtos biológicos não pagariam nada ou muito pouco e os de agricultura química seriam taxados a 30% e ainda com uma taxa suplementar de 20% destinada à protecção ambiental. Isto faria com que os agricultores e consumidores se voltassem para o que é bom, o biológico!
Na questão pecuária teremos de actuar no mesmo sentido, da produção biológica, ao mesmo tempo que tem de haver uma reeducação sobre a quantidade de proteína animal que o nosso organismo suporta sem se intoxicar que corresponde a 1/7 do que comemos.
A consciencialização desta realidade faz com que se perceba que não só não precisamos de produzir as toneladas actuais de carne, como também com racionalização não é preciso recorrer à importação de carne.
Ao mesmo tempo os produtores podem valorizar o seu produto na qualidade (biológico) e depois no preço, vendendo mais caro. Para o consumidor não altera grandemente as coisas uma vez que vai comer de melhor qualidade, menos quantidade, mais caro é certo, mas o que gastará em carne por mês devido à redução da quantidade, kg per capita, vai ficar com dinheiro no bolso e melhor saúde. Melhor saúde porque a carne em excesso é prejudicial e melhor saúde porque comendo uma carne com certificação biológica não ingere as quantidades de hormonas e, mais grave, antibióticos que destroem o sistema imunitário.
O segundo ponto onde é preciso atacar é o açúcar, está mais que estudado que o açúcar branco retira minerais do organismo durante o processo de digestão, o açúcar de cana integral não provoca estes malefícios. Por que é mais caro um kg de açúcar de cana natural do que um de açúcar refinado? Não se entende a não ser que por detrás disto esteja um interesse sombrio de que as pessoas fiquem doentes, já se sabe desde há muito que o açúcar branco é um dos principais responsáveis pelas depressões nervosas.
Outro alimento altamente prejudicial é o leite de vaca, já pensaram se existe algum animal na natureza que beba leite depois de desmamado? Eu não conheço, só os estúpidos dos humanos que não sabem olhar para a natureza. Beba-se leite vegetal, soja, arroz, amêndoa, avelã, etc. feito em casa fica a menos de 20 cêntimos o litro e é muito nutritivo e saboroso.
Para finalizar deve ser dirigido um ataque sobre a forma de imposto para toda a comida artificial, desde os enlatados, refrigerantes ao fast food. Taxar estes alimentos a ponto que se torne pouco apetecível o seu consumo.
As crianças devem ser educadas e reorientadas na escola e a própria escola deve dar o exemplo nomeadamente nos refeitórios e inclusive organizando cursos de cozinha racional para os pais, reeducando-os.
Ainda no campo da saúde, as crianças devem ser treinadas, desde a mais tenra idade, a saber um conjunto de técnicas simples mas eficientes e deter conhecimentos para auto tratamento e os pais devem também, numa primeira fase, ser reeducados.
Por exemplo, hoje em dia, uma criança tem um bocadinho de febre e os pais correm logo para o hospital, sem perceberem que a febre é, antes de tudo, um mecanismo de auto cura onde o organismo através da elevação da temperatura se procura libertar dos agentes infecciosos. Até 39º não há crise o velho truque da avozinha de colocar a criança num banho tépido funciona, porque encharcar a criança de antibiótico diminuindo as defesas imunitárias se com uma banheira de água tépida se obtém o mesmo resultado?
Estas noções deveriam ser dadas e aprendidas na escola. Para além disso, eu iria mais longe e penso que as crianças poderiam perfeitamente aprender técnicas de massagem e até algumas técnicas de acupunctura mais simples como a auricular, estes ensinamentos nas mãos da população permitem aliviar o Sistema Nacional de Saúde e responsabilizar a sociedade pela defesa desse bem impagável que é a saúde. Ao cidadão, a primeira responsabilidade pelo tratamento do seu corpo!
Com a aplicação de medidas do tipo das anunciadas anteriormente, os cidadãos mais saudáveis tornam-se mais felizes, logo, mais produtivos. Ao mesmo tempo, economizam nas despesas pessoais de saúde e com isto fazem o estado poupar milhões que podem e devem ser desviados dos chorudos e imorais lucros das farmacêuticas para benfeitorias públicas como por exemplo melhor protecção ás crianças e idosos.
É preciso governos com coragem para quebrarem a cadeia de lucro da indústria química/ farmacêutica. Primeiro vendem os agro tóxicos, as hormonas de crescimento rápido, os antibióticos para animais, etc. e depois de nos porem doentes, lá vêm vender o medicamento… grandes espertalhões… mas então andamos todos a dormir ou já não há tipos com coragem.
Posted by
A. João Soares
at
21:51
2
comments
Labels: alimentação, economia, saúde
