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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Conferência de Daniel Estulin



É extenso mas muito esclarecedor da situação actual e ajuda a ter ideia do futuro confuso que nos espera

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domingo, 13 de novembro de 2011

Corte da dívida = colapso



Recebido por e-mail

E os políticos continuam com meias medidas, paninhos quentes, para iludir a dor.
Não querem perder votos nas próximas eleições mas fazem perder todos os cidadãos, e eles próprios não ficarão a rir.

É lamentável que ninguém surja com propostas realistas, inovadoras, criativas.
Os economistas limitam-se a dizer mais do mesmo, apoiados em teorias antigas já desajustadas da realidade actual. Não mostram suficiente inteligência para adaptar os velhos manuais às necessidades do momento presente.

Não é neles que se irá basear a solução para esta crise.
Haja uma mente iluminada que nos defenda de tanta cupidez e ignorância.

Os nossos políticos e banqueiros criminosos estão a arruinar o nosso futuro e o dos nossos filhos.
A Troika do FMI (terroristas finenceiros) falam hoje na TV.
Veja este vídeo (5 min) de Max Keiser - analista financeiro na RT - Russian TV.
Pare e invista 5 (cinco!) minutos do seu tempo.

Difunda pelos seus contactos
Amanhã pode ser tarde.

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sábado, 9 de julho de 2011

Assasssínio económico de um país



Existem mais documentos deste «especialista» no Youtube. Vale a pena serem consultados para melhor compreender o que se passa ao nosso redor.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais um bom exemplo a seguir

Antigo executivo da AIG condenado a 4 anos de prisão
Transcrição do Diário Digital

Um ex-administrador da AIG, a líder mundial de seguros que foi resgatada pelo Tesouro dos EUA, foi condenado a uma pena de quatro anos de prisão por falsear a contabilidade da companhia, avançou o Wall Street Journal.

O executivo em causa Christian Milton, era vice-presidente na divisão de resseguros da seguradora norte-americana. Segundo a mesma fonte, Milton e outros quatro executivos da General RE foram considerados culpados num processo que investigou falsificação de contas.

Além da pena de prisão, a sentença que recai sobre Christian Milton inclui uma multa de 200 mil dólares, por comprovada participação num esquema de manipulação de números relativos às reservas inscritas no balanço financeiro da AIG.

NOTA: Um óptimo exemplo a seguir por cá. Há que acabar com imunidades e impunidades do Poder, seja político, económico ou financeiro. A lei deve ser rigorosamente adoptada para todos, independentemente do seu estatuto social ou financeiro. Ninguém deve ser considerado ou considerar-se superior à lei.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A banca nacionalizou o Governo!!!

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério. A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

NOTA: Este texto, de que desconheço o autor, foi-me enviado por e-mail pelo amigo Luís SC. Não tenho dúvidas de que os bancos «vão aplicar ajuizadamente» o nosso dinheiro que o Governo coloca nas suas mãos, pois ele, em grande parte, servirá para manter o nível de remunerações directas e indirectas, visíveis e invisíveis, dos seus quadros superiores, e como ninguém duvida, continuarão a cobrar juros pelos empréstimos e pagar o mínimo possível pelos depósitos, só para evitar que estes vão para Espanha ou para outro local da «nossa» UE.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

A crise financeira terminou?

Do muito que foi dito e escrito sobre a crise podem tirar-se várias conclusões, das quais, embora não seja especialista, mas como vítima dos erros dos decisores, penso poder salientar que ela resultou de erros sucessivos de particulares, empresas e instituições financeiras que, chegaram ao ponto de rotura, com a apatia dos poderes governamentais. O ponto comum de todos esses erros está na ausência de valores éticos, morais, cívicos e sociais, que podem integrar-se no conceito alargado de civismo. Ambição, endeusamento do dinheiro foram além dos limites do possível, graças à indiferença do poder controlador do Estado.

Viveu-se de ilusões e ingenuidades. Agora que surgiu um remendo heterodoxo com governos capitalistas defensores da economia de mercado, a intervir nessa mesma economia, com o dinheiro dos contribuintes, como se fosse dirigida pelo Estado Central. Um sinal de viragem nas ideologias de economia política?

Deu como resultado imediato: a alteração da ilusão dos agentes económicos mais ligados à finança. E ela ficou visível na subida das bolsas ontem, 13, e que o PSI 20 subiu 10,2% e hoje subiu, mas muito menos, 4,46%. É a especulação, ávida de dinheiro fácil a seguir as suas tradições. E quem comprou e originou tais subidas, venderá amanhã para realizar as mais valias de que se alimenta, e a bolsa cairá. Se não for amanhã, será nos próximos dias. E a ficção continuará, indiferente aos receios que sentiu nas últimas semanas.

Mas, infelizmente, não há sinais de uma análise séria das causas do fenómeno, não surgem poderes fortes decididos a introduzir nas finanças mundiais alterações que criem uma nova gestão financeira ajustada às condições da globalização e que garanta segurança impeditiva de crises frequentes e graves. É preciso muito saber e muita coragem porque os viciados no sistema actual hão-de lutar para impedir alterar aquilo que lhes deu fortuna, hão-de evitar que lhes matem a galinha dos ovos de ouro. Mas, se tais alterações não forem incrementadas, os ricos serão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres até que surja a «revolta dos escravos».

Por isso, não se pode dizer que a crise está vencida, mas apenas, com muito optimismo, poderemos concordar com o título de notícia do JN de que o «Socorro à banca deixa a crise em suspenso», apenas em suspenso e por tempo não definido.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Crise financeira explicada por Frei Betto

Transcrição de texto recebido por e-mail. No fim encontram-se alguns dados biográfios do autor. Apesar da sua ideologia, a análise não se afasta muito de outras de autores de sectores diferentes.

O abalo dos muros
Frei Betto

NO PRÓXIMO ano, completam-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras. O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova Amsterdam deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a ideia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panaceia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do carácter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro. Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou. Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada". Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 biliões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injectados para anabolizar o sistema financeiro. O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crónicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, director-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

Quem pagará a factura do Proer usamericano? A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada. A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controlo político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo. Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do carácter industrial do capitalismo. Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário económico para dar lugar à ampla rede de accionistas anónimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.

Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo carácter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações económicas e sociais.

Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O casino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não. O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?
Também não.

Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 biliões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2. Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.

Observação: Carlos Alberto Libânio Christo, conhecido como Frei Betto, (Belo Horizonte, 25 de Agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista António Carlos Vieira Christo e da escritora e colunista Stella Libânio.
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de Fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, entre 2003 e 2004.
(Para ver mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Betto)

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domingo, 5 de outubro de 2008

Crise financeira e crise de valores morais

Tenho aqui pugnado pela restauração de valores morais que têm sido esquecidos na vida materialista moderna e cuja ausência tem arrastado a sociedade para um estado de desumanidade, irresponsabilidade e atribulações económicas e financeiras cuja gravidade é hoje bem visível e lamentável.

Na América, epicentro da actual crise, os bispos debruçaram-se na análise do fenómeno e chegaram à conclusão de que devem ser recordados princípios-chave, de que "os princípios morais podem ajudar na busca de respostas efectivas à desordem económica", salvaguardando "a vida e a dignidade humanas".

Na causa da crise da sociedade moderna está a avaliação das pessoas pelo que têm ou aparentam ter e não pelo que são intrinsecamente, o capitalismo desregrado, a liberdade ilimitada do mercado, a "busca escandalosa de benefícios económicos excessivos», sem olhar aos resultados nefastos na vida real das pessoas e sem curar de respeitar a solidariedade e o bem comum.

Será justo e moral que se averigue e se sancione a "responsabilidade e a necessidade de prestar contas", porque "quem contribuiu para esta crise ou se aproveitou dela não deveria ser recompensado ou escapar sem prestar contas do dano que causou". O anonimato dos elementos de órgãos directivos colectivos dispersa o sentido de responsabilidade e arrasta para a impunidade os directores e gestores de topo que são bem pagos mas passam ao lado do mal que praticam, imunes e impunes.

É absolutamente necessário nunca olvidar que "há necessidades humanas que não encontram lugar no mercado", o que implica a "renovação dos instrumentos de controlo e a correcção das instituições económicas e da indústria financeira", tendo presente que a finalidade de uma política séria e honesta é garantir as melhores condições de vida das pessoas, com solidariedade e equidade.

Deve ser incentivada e desenvolvida uma sociedade do trabalho, da iniciativa e da participação, que não esteja contra o mercado, mas que exija que este seja controlado pelas forças sociais e pelo Estado a fim de ser conseguida a ampla satisfação das necessidades básicas da população.

Deve respeitar-se o princípio de subsidiariedade, que leva "os agentes privados e as instituições à responsabilidade, para que aceitem as suas próprias obrigações", sob pena de as altas entidades, incluindo os governos, excederem as suas prerrogativas e substituírem indevidamente as instituições privadas.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Crise financeira como aconteceu?

Com data de 15 de Setembro, aqui vai, duma forma muito simples, a explicação do que está a acontecer nos mercados financeiros.

Com os 8 anos de (des)governação do George W. Bush, não podia acabar de outra maneira!!!
E isto não vai ficar por aqui!!! A ressaca vai chegar depois! Esperem sentados………….

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou ao Paul se ele não queria um empréstimo, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia.
Ele aceitou, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e, com o resto do dinheiro, comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em Agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam a cair. As casas que o Paul tinha dado de entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma ideia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma ideia do Paul. Tinha casa para vender como nunca.

Paul foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa onde ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a insolvência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Biliões e biliões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que caiu. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma "bolha", um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A insolvência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de biliões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a insolvência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injectar biliões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém, essas acções levam meses para surtir efeitos práticos. Essas acções foram correctas e, até agora, não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda-feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não falisse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por acção. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana, dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre falência de bancos.
A bola desta vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul, hoje afecta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

E hoje, dia 15 de Setembro/2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das acções das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda num único dia, desde a quebra de 1929 ...

De autor desconhecido. Recebido por e-mail

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sábado, 31 de maio de 2008

Os «tachos dourados» e as «reformas supermilionárias»

Tenho usado estas expressões há uns tempos a esta parte e vou recebendo provas de que não estou a exagerar nem a ser demasiado ousado nestes pontos de vista, porquanto são essas realidades que criam a injustiça social, aumentam o fosso entre os mais ricos e os mais pobres e geram crises económicas e financeiras perigosas para a sociedade em geral.

A União Europeia já tomou consciência da gravidade deste fenómeno e o Eurogrupo vai analisar se os prémios aos executivos pelos lucros de curto prazo têm contribuído para a crise financeira. Em meu entendimento, mesmo que não contribuam directamente para a crise financeira, contribuem sem dúvida para a imoralidade do regime e para a crise social que conduzirá, a breve prazo, a resultados catastróficos.

Apesar de não gostar de aqui publicar textos e idioma estrangeiro, transcrevo um artigo do El País, que é sugerido num link colocado no blog «Ecos e comentários» no post «ARTIGO DE MÁRIO CRESPO. DN 26/5/2008»

La UE cuestiona los sueldos de los ejecutivos
ELPAIS.com . Economía

El Eurogrupo analizará si los pluses ligados al corto plazo han contribuido a la crisis financiera
ANDREU MISSÉ - Bruselas - 11/05/2008

La Unión Europea ha puesto en el punto de mira los sueldos de los altos ejecutivos por su influencia en el agravamiento de la crisis financiera internacional. El Eurogrupo, que reúne a los ministros de Economía de la zona euro, analizará el próximo martes, en qué medida la remuneración de los directivos, en función de los beneficios a corto plazo, "puede contribuir a la adopción de riesgos desproporcionados" y al desequilibrio del sistema financiero. Varios países europeos como Alemania y Holanda están preparando medidas contra los pluses y primas supermillonarias.

Hay altos directivos que ganan mil veces más que sus empleados
Holanda defiende gravar con un 30% los bonos de más de 500.000 euros

En los documentos preparatorios del Eurogrupo se afirma: "La pregunta que hay que plantearse es si los incentivos procedentes de una estructura de remuneración centrada en objetivos de beneficios a corto plazo, más que en una rentabilidad sostenible, pueden haber contribuido a la toma de riesgos desproporcionados" en "el contexto de las turbulencias financieras". "La preocupación está", señala un técnico comunitario, "en si la obtención coyuntural de beneficios a costa de despidos masivos, o medidas que suponen un serio deterioro del medio ambiente", son los causantes del desequilibrio del sistema.

Es la primera vez que los ministros de Economía de los 15 países del euro debatirán sólo con argumentos económicos y financieros, los efectos perversos de la vinculación de los pluses de los ejecutivos (bonos, stock options y contratos blindados con indemnizaciones millonarias) a los rendimientos a corto plazo y su contribución a aumentar los riesgos de la estabilidad financiera internacional. Es decir, en qué medida la persecución de la rentabilidad a corto plazo ha contribuido a la crisis financiera.

La crítica a los supersueldos, ya se había suscitado en el seno del Eurogrupo, por razones éticas y morales, por su presidente, el primer ministro luxemburgués, Jean-Claude Juncker, líder del Partido Popular Social Cristiano. El verano pasado, Juncker planteó la necesidad de un debate sobre la distribución de la renta al señalar la contradicción de las propuestas de líderes políticos y económicos. "Continuamente", dijo Juncker, "pedimos a los interlocutores sociales la moderación salarial, pero los trabajadores ven que mientras a ellos les proponemos que sean moderados otros actores en la economía están disfrutando de aumentos ilimitados".

El presidente del Eurogrupo se sumó así a la línea defendida por el presidente del Banco Central Europeo, Jean-Claude Trichet, y a la postura del Parlamento Europeo. La Eurocámara ha expresado también su preocupación por las políticas de remuneración de los altos ejecutivos "que tienden a crecer de manera desproporcionada con los salarios ordinarios, lo que supone dar una señal equivocada y desmotiva el apoyo a una política salarial responsable".

Lo relevante del próximo debate en el Eurogrupo sobre los pluses de los altos ejecutivos es que no obedece a una motivación ética o moral, sino a una comprobación de que su vinculación a los objetivos de beneficio a corto plazo "pueden contribuir a aumentar la adopción de riesgos desproporcionados". El análisis de esta cuestión fue suscitada por el viceprimer ministro y titular de Finanzas holandés, el socialdemócrata Wouter Bos, el pasado noviembre. Bos impulsa una ley para gravar con un 30% los bonos de los ejecutivos superiores a los 500.000 euros.

También en Alemania la canciller Angela Merkel ha criticado los salarios de los altos ejecutivos del sector automovilístico, como el de 60 millones de euros del máximo directivo de Porsche, Wendelin Wiedeking. La canciller censuró el sistema de remuneración en el sector automovilístico de Estados Unidos, donde los ejecutivos ganan mil veces más que los empleados, frente al de Japón, donde los directivos ganan 20 veces más que los obreros.
La propuesta del Eurogrupo se basa en el informe elaborado por el Foro de Estabilidad Financiera (FSF), dependiente del G-7, que reúne a los ministros de Economía de los siete países más industrializados (Alemania, Francia, Reino Unido, Italia, Estados Unidos, Japón y Canadá). El FSF sugiere que "los reguladores y supervisores deberían trabajar con los participantes del mercado para mitigar los crecientes riesgos de las políticas de remuneración".
El Foro señala que "una de las características más sorprendentes de los recientes acontecimientos ha sido las importantes cantidades pagadas a los directivos en ciertas áreas de las empresas las cuales después han incurrido en grandes pérdidas cuando los riesgos se han materializado". El FSF afirma que "los convenios de compensación a menudo alientan la toma de riesgos desproporcionados sin tener en cuenta suficientemente los riesgos a largo plazo". "Este problema", añade, "podría ser disminuido si las empresas relacionaran fielmente los incentivos en su modelo de compensación a la rentabilidad a largo plazo".

Indemnizaciones supermillonarias

Los escándalos por las indemnizaciones supermillonarias a algunos ejecutivos después de una probada mala gestión han alentado el debate. Tal fue el caso de Noël Forgeard, ex copresidente de Defensa Aeronáutica Espacial Europea, sociedad de referencia del fabricante de Airbus, que recibió una indemnización de 8,5 millones de euros, a pesar de la grave crisis que sufrió la sociedad con anuncios de 10.000 despidos. Otro caso que provocó una fuerte polémica y acabó en los juzgados, aunque sin condenas, fue el convenio con primas por valor 57 millones al consejo de la empresa de telefonía alemana Mannesmann en el momento de la oferta de Vodafone. También el desastre de la fusión Sabena con Swiss International Air, que acarreó una fuerte pérdida de empleo, por la introducción de criterios de corto plazo en la gestión.

"La alternativa a esta situación", sugiere una fuente comunitaria", sería vincular los beneficios a otros criterios a largo plazo, como la estabilidad del empleo, inversiones en investigación, desarrollo e innovación, respeto del medio ambiente". "Estos indicadores", añade, "deberían ser incluidos en las memorias".

Inés Ayala, portavoz socialista en el Parlamento Europeo, intentó introducir una enmienda, que no prosperó, en la resolución sobre los objetivos de Lisboa en la que pedía "un control de las decisiones de los directivos que afectan a la viabilidad de las empresas y a la seguridad de los trabajadores". El documento preparado por el Eurogrupo señala que "a la vista de la alta tasa de crecimiento de las pagas de los ejecutivos en los últimos años se ha abierto una discusión pública en muchos países dentro y fuera de la zona euro sobre la idoneidad y transparencia de tales pagos". El debate está impulsado por "la percepción de una creciente brecha en la paga de los ejecutivos y los no ejecutivos".

Após a publicação deste post tive conhecimento do artigo «PR pede intervenção no rendimento dos gestores» com muito interesse para este tema.

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