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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A guerra do futuro ???

O general Eisenhower alertou para o perigo representado pela sobrevivência do complexo industrial militar surgido durante a II Guerra Mundial, o qual, para ter cada vez maiores lucros, iria criar novas armas e novas formas de fazer a guerra.

Notícia de todos os conflitos mais ou menos sofisticados, declarados ou de pequena intensidade, ocorridos desde então, mostram como o General estava certo na sua previsão. E a isto acresce a pressão dominadora exercida sobre os governantes dos países mais influentes na vida internacional, levando-os a desencadear conflitos sem uma justificação minimamente credível.

O perigo generalizou-se e os métodos estão a chegar a grupos «terroristas», levados a ser clientes de tal complexo industrial e há mais de oito anos assistiu-se ao derrube das Torres Gémeas de Nova Iorque e aos recentes atentados, casualmente falhados, em aviões que se dirigiam à América.

Uma das últimas inovações de material de guerra consiste no lançamento de mísseis por drones (aviões sem piloto) controlados com todo o pormenor a partir de «escritórios» em local secreto dos EUA, através da Internet, e que no Afeganistão e no Paquistão (com possibilidade de actuarem em qualquer ponto do mundo) podem fazer ataques com mísseis com uma precisão cirúrgica.



Por exemplo, notícia de hoje diz que «Um disparo de um míssil efectuado por um avião sem piloto norte-americano matou hoje pelo menos dois combatentes talibãs no Waziristão do Norte, zona tribal do noroeste do Paquistão». É uma guerra feita com comodidade sem risco de perdas de efectivos, e que colocam as vítimas indefesas sem poderem evitar, prever ou defender-se. É puro terrorismo.

Em contrapartida a isto, ou em complemento destes actos, e como tal complexo não olha a cliente desde que este pague, outra notícia referente às recentes tentativas de atentados em aviões diz que «Os atentados futuros serão ainda mais difíceis de neutralizar porque a Al-Qaïda conhece cada vez melhor os sistemas norte-americanos de defesa e vai empenhar-se em contorná-los, declarou quinta-feira o director da informação norte-americana (DNI), Dennis Blair.

Portanto, apesar dos desejos de paz de toda a gente de boa vontade e dos sucessivos apelos e sugestões surgidos de todo o lado mentalmente são, como tem sido o caso deste blogue, a PAZ continua a ser uma solução adiada, porque as ambições daqueles que vivem da construção e venda dos materiais bélicos se sobrepõem à humanidade, aos desejos de vida pacífica e em harmonia da generalidade das pessoas.

No entanto, não devemos esmorecer em campanhas de esclarecimento, com a esperança imortal de que um dia esses cérebros do mal acabarão por ser iluminados por uma réstia de bondade

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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Os imponderáveis da Paz e a guerra

A paz é uma situação muito instável, porque os poderosos podem «brincar» com os seus armamentos e exércitos e colocar um país ou uma região ou mesmo o mundo em polvorosa sem se saber bem porquê. Grande número de pessoas perde a vida ou fica estropiada sem ter qualquer culpa do estado de loucura que afectou cérebros movidos por interesses não confessados. Haveres destruídos, obras de arte, com valor histórico e arqueológico desaparecidas apenas porque um indivíduo irado e precipitado não merecia ter à sua disposição tanto poder demolidor.

Há dias vi a notícia de que «Ben Laden exige a europeus que deixem o Afeganistão». A televisão Al-Jazeera transmitiu uma cassete áudio do chefe da Al-Qaeda dirigida aos europeus em que este exige o fim das operações militares no Afeganistão, e iliba o povo afegão de qualquer responsabilidade nos atentados nos Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001.

Segundo ele, "a América obstinou-se em invadir o Afeganistão; a Europa seguiu-lhe os passos". E apela "Convém que peçam aos vossos dirigentes, que se acotovelam diante da Casa Branca, que actuem de forma consequente para acabar com a injustiça imposta aos oprimidos."

Confessa: "a verdade é que os acontecimentos de Manhattan (Nova Iorque) foram a resposta aos massacres pela aliança americano-israelita do nosso povo na Palestina e no Líbano. Sou o responsável. Todos os afegãos, governo e povo, não tiveram qualquer conhecimento [disso]."

E acusou também os países que participam na guerra no Afeganistão de visarem "as mulheres, as crianças e os civis", não respeitando a "ética da guerra". E acrescentou "o avançado americano está prestes a perder terreno. Vão partir."

Isto faz-nos pensar nos objectivos e nos resultados das operações militares no estrangeiro. O que melhorou na vida do povo afegão? Quais os verdadeiros resultados para a felicidade das populações obtidos com a presença dos militares? E no Iraque? Que respostas lógicas e verdadeiras serão dadas a estas perguntas? O mesmo para o Kosovo e a Sérvia? Depois de tantas destruições de vidas e haveres, resultou algum benefício para alguém, além dos fabricantes de armamento? E queriam agora iniciar outro crime semelhante no Irão com base em mentiras pois hoje sabe-se que já desistiram há quatro anos de construir armas nucleares.

Seria mais interessante, humano e moral desenvolver o diálogo a fim de se implementar um bom entendimento, abolir a desconfiança e criar um ambiente de harmonia e colaboração para benefício de todos, principalmente dos mais carecidos. A verdade é que, em caso de conflito, são sempre os mais desprotegidos que acabam por sofrer mais e verem a sua miséria acrescida.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ministério genial!!!

O MAI está a estudar uma ideia de colocar no pára-brisas dos carros um dístico de cor que denuncie se o condutor é seguro ou perigoso. Se teve acidentes ou não. Ideia maravilhosa de um ministério que já resolveu tudo o que é essencial para a felicidade dos cidadãos e agora se preocupa com pormenores conducentes ao aumento da segurança nas estradas!!!

Uns génios extraordinariamente inteligentes e realistas!!! É preciso que criem também dísticos para denunciar os carros que transportam casais de namorados mais preocupados com as meiguices do que com a segurança deles e dos outros utentes da estrada. Também um dístico para dizer que o condutor esteve na discoteca até às seis da manhã, outro para o que matou a sede com uma conhecida marca de uísque, ou que se tranquilizou com determinado estupefaciente, etc, etc.

Seriam apenas uns dísticos a juntar ao do seguro (que é totalmente inútil, visto que só a BT-GNR acaba por detectar os carros sem seguro, em grandes quantidades), ao das inspecções periódicas, ao do imposto de circulação. São inúteis mas ornamentam os pára-brisas!!!

APENAS me permito sugerir aos responsáveis do MAI que não imponham dísticos em quantidade tão exagerada que impeçam o condutor de dispor de um pequeno rectângulo livre no vidro de modo a poder conduzir com a segurança suficiente para não saírem da estrada. Mesmo sem esses adesivos já há despistes que sobram!!!

Com medidas deste calibre, podemos estar descansados porque temos gente inteligente e sensata a velar por nós!!!

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