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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

REGIONALIZAÇÃO É CASO A PONDERAR


Regionalização poderá ser uma solução a escolher de entre outras possíveis. Um amigo, pessoa muito esclarecida, receia que ela «não passe de um expediente para aumentar os tachos políticos» E que, «perante casos como a Madeira, com a tendência portuguesa para as coisas correrem mal, o melhor (e mais barato) será deixar as coisas como estão».

Não me comprometo com qualquer solução sem que sejam bem apreciadas todas as possibilidades para, de entre elas, ser escolhida a melhor quanto a quociente de vantagens e inconvenientes. Mas não consigo deixar-me vencer pela tentação da rotina, do deixa andar, do mudar para ficar tudo na mesma. Parar é morrer. É certo que a mudança traz riscos e obriga ao esforço da adaptação da vista à nova paisagem, à criação de novas rotinas. Não me comprometo com um qualquer tipo de mudança, mas no artigo aqui publicado anteriormente, citei vários pensadores para se meditar que a mudança não deve ser um faz-de-conta, mas sim uma alteração profunda de procedimentos de sistemas, de pessoas, de partidos.

Há que acabar com um Estado despesista e inoperante, que vive da política de fachada e nada muda, promete reformas e nem lhes toca. Onde está a limitação do abuso de «FUNDAÇÕES» financiadas pelo Estado?. Onde está o decisivo corte da burocracia e da CORRUPÇÃO que ela gera? Onde está a legislação que permite condenar o enriquecimento ilícito?. Parar é morrer. A mudança é significado de vida, de seguir a lição da Natureza. A água do rio não para (a não ser ocasionalmente, para ganhar força e vencer um obstáculo que não pode tornear. Quando pára, morre, num pântano pestilento.

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domingo, 7 de julho de 2013

ESTABILIDADE, CONTINUIDADE OU ESTAGNAÇÃO ???


Governantes e seus apoiantes «asseguram» que a estabilidade fica assegurada com o actual acordo da coligação e que o entendimento reforça a estabilidade. Isto pode ter um significado trágico para os portugueses principalmente os mais desprotegidos.

Estabilidade faz pensar em pântano ou águas paradas, isto é, continuidade da política que, durante dois anos, nos tem entrado pelos bolsos, pela boca, e pela pele (saúde) com austeridade em ondas sucessivas cada vez mais arrasadoras. Traz à memória os termos «pântano» usado pelo PM António Guterres, o de «Tanga» escolhido pelo PM Durão Barroso que se esquivou na primeira oportunidade e por outras situações ulteriores de que a urbanidade não me permite referir em público a adjectivação mais usada comummente.

Por outro lado as despesas da manutenção da máquina opressora do Estado, criadora de parasitas, de burocracias exageradas propiciadoras de corrupção em todos os níveis e desbaratando o dinheiro dos impostos ao mesmo tempo que enriquece uma «elite» cúmplice e conivente com o Poder, aumentando a injustiça social. E nunca mais se ouviu falar na REFORMA ESTRUTURAL DO ESTADO, já mencionada há cerca de dois anos.

E, o que se apresenta com grande gravidade, as pequenas mudanças que surgem não são motivadas pelos interesses nacionais, colectivos, dos cidadãos, mas sim por meras questiúnculas que procuram benefícios bem orientados para oportunistas sem escrúpulos. Por isso, se a estabilidade pode não ser um maná colectivo, as pequenas mudanças também não o serão. E continuaremos a aguardar uma alteração profunda da Constituição Portuguesa e uma adequada e modernizadora Reforma do Estado.

Assim, o novo acordo da coligação não parece augurar grande «opulência» aos portugueses, antes os faz augurar muitos atritos na cooperação entre dois teimosos e sem palavra credível, pelo que deve haver muito cuidado com as seis incógnitas do acordo.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Estabilidade ou pântano putrefacto???

Não me parece que o mavioso Assis, ao dizer que posição do PSD face às novas medidas coloca em causa estabilidade política, esteja a ver bem o âmago do problema, com sentido de Estado e sem uma visão míope com óptica partidária, eivada de fanatismo.

Na realidade, aquilo a que ele chama «estabilidade» não passa de um deslizar sucessivo e persistente para um maior afundamento no pântano fétido, onde nos têm tentado afogar nos últimos meses

O povo português parece já não estar disposto a continuar sentado (assis, em Francês!) e acha que um cadáver em decomposição deve ser rapidamente incinerado para que os vivos possam continuar vivos, mesmo que apenas semi-vivos, como acontece agora com a maioria dos portugueses depois de o Governo tanto incidir no PECado.

Tal estabilidade só poderá ser útil aos coniventes e cúmplices para continuarem a sugar as últimas gotículas de sangue dos portugueses normais (não políticos). Se o PSD contribuir para pôr ponto final em tal estabilidade, então temos que o felicitar pela sua atitude patriótica.

Para melhor compreender estas reflexões aconselha-se uma visita aos posts mais recentes e a abertura dos links neles inseridos.

NOTA: Quando acima disse mavioso queria dizer mesmo isso (não houve troca de letra), depois de o meu dicionário me dizer que tal adjectivo significa: terno, afectuoso, carinhoso, compassivo, enternecedor, doce, suave, harmonioso, o que condiz com o seu rosto rosado e redondo, embora, por vezes, tenha uns olhares que parecem querer comer alguns dos cadáveres adiados do seu partido.

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domingo, 6 de junho de 2010

Guterres profeta do sistema

Transcrição

O profeta Guterres
Jornal de Notícias. 06-06-2010. Por António Freitas Cruz

Não sei o que pensava o engenheiro Guterres quando fugiu do Governo aterrado por um fantasma a que chamou "pântano". A verdade é que, daí para cá, tudo se passou como se o antigo primeiro-ministro tivesse proclamado uma profecia.

Não quero especular sobre a natureza do "pântano". Nem preciso: é mais do que certo que se tratava de qualquer coisa ameaçadora.

De facto, quando olhamos hoje para a sociedade que somos sem os óculos cor-de-rosa dos que apenas se interessam pela conservação do Poder, a visão configura um quadro assustador: a corrupção anda à solta a todos os níveis, é visível a promiscuidade obscena entre a política e os negócios, todos os dias se conhecem novos exemplos de favoritismos, amiguismos e compadrios sem quaisquer disfarces.

Enquanto tudo isto atinge as raias da sem-vergonha, acentuam-se desigualdades tremendas entre os que podem e os que não podem, entre os que têm e os que não têm. E a mentira é o manto diáfano que não consegue esconder uma situação desesperada!

Não me digam que desenhei um exagero deprimente e que a realidade não confirma o pesadelo. Acredito que Guterres teve consciência de que jamais lhe seria possível varrer o pântano para debaixo dos tapetes.

Então, preferiu fugir. Tinha gasto sete anos a inventar uma geração de governantes incapazes e estouvados de quem os portugueses nunca sentirão saudades.

Aí, sim, teve um enorme sucesso!

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Portugal visto por emigrante no Canadá

Recebido por e-mail enviado por pessoa de confiança

O pântano

Nos últimos tempos, a gente escuta, observa e dificilmente acredita: falta sentido de Estado aos nossos políticos. Que ventos sopram afinal em Portugal? Onde param as virtudes republicanas, ou monárquicas, ou as que quiserem? Para onde emigraram a nobreza e a dignidade?

Um ministro fala de papas Maizena; outro diz que aprecia "malhar" na oposição; um membro da oposição acusa a "mordaça"; o primeiro-ministro proclama "não é assim que me vencem" e, fazendo em congresso e pela televisão queixas de um canal televisivo e de um jornal de referência, põe vários jornalistas em tribunal; um conselheiro de Estado mente no Parlamento; este, aprovando uma lei execranda sobre o financiamento dos partidos, abre mais a porta à corrupção; o partido maioritário recusa criminalizar o enriquecimento ilícito que toda a gente vê; um autarca do partido no poder dificulta o acesso a documentos que poderiam descredibilizar ainda mais o chefe de Governo; o magistrado português nosso representante no Eurojust fica submetido a processo disciplinar sob suspeita de pressão sobre outros juízes... Ufa! Que mais será necessário?

"Ó Portugal, hoje és nevoeiro!", clamava o poeta.

A falta de sentido de Estado vem destruindo os alicerces de um país orgulhoso do seu passado, mal grado muitos erros. Quem nos salva destes miasmas putrefactos? Como se drenam os pântanos deste "Portugal dos pequenitos"?

J. Sousa Dias,
Oakville, Canadá

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