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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bloomberg elogia Salazar

Transcrição de artigo:

Bloomberg elogia investimento de Salazar
Jornal de Notícias. 22-07-2010

A agência Bloomberg escreve hoje, quinta-feira, que o antigo ditador António de Oliveira Salazar poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.

Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.

Segundo a Bloomberg, a valorização de 26% do ouro nos últimos anos faz com que Portugal detenha um activo cada vez mais valioso, ainda que seja um recurso ao qual um governo endividado como o português não pode recorrer, devido às leis que regem o Banco de Portugal.

"Com o aumento do preço do ouro, fica-se com ganhos acumulados, mas não se pode transformá-lo em dinheiro", declarou à Bloomberg David Schnautz, do Commerzbank AG em Londres. "É um colchão para um cenário extremo".

O défice orçamental de Portugal está três vezes acima do limite aplicável aos membros do Euro e a sua dívida externa vai chegar aos 84% do PIB este ano. A agência de notação Standard & Poor's deu a Portugal o segundo pior rating dos 16 países da Zona Euro, apenas precedido da Grécia.

As 382,5 toneladas de ouro que Portugal tem estão avaliadas em 14,7 mil milhões de dólares, cerca de 6,8% do PIB português após conversão para euros, indicam os cálculos da Bloomberg e os dados do FMI. O ouro das reservas de Itália corresponde a 4,8% da sua economia, seguida da Alemanha com 4,2%. Já as reservas da Grécia valem 1,4% do seu PIB.

A agência de notação Moody's, que cortou o rating de Portugal em dois níveis a 13 de Julho, apenas olha para as reservas de ouro nos casos em que os governos precisam de gerar dinheiro em divisas fortes como o dólar e o Euro. E isso não se aplica a Portugal, declarou Anthony Thomas, analista de dívida soberana da Moody's citado pela Bloomberg.

O ouro de Portugal é gerido pelo Banco de Portugal, cuja regulamentação indica que os ganhos procedentes das vendas de ouro têm de ser colocadas numa conta e não podem ser transferidas para o tesouro público. O Banco de Portugal paga um dividendo todos os anos ao governo por ganhos com juros e com os títulos de valor mobiliário. O dividendo pago em 2009 foi de 203 milhões de euros, indicou o BdP à Bloomberg a 2 de Julho.

Imagem da Net.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Colher informação para não errar

Dentro do são critério de que é indispensável pensar antes de decidir, os médicos apenas receitam a terapia depois de fazerem o diagnóstico, por vezes com o apoio de vários exames prévios variados e cruzados. Também na governação de um País, problema bem mais complicado por afectar milhões de cidadãos, se deve usar igual cuidado. Impõe-se ouvir opiniões de pessoas imparciais, conhecedoras dos problemas não apenas nos aspectos teóricos e científicos mas principalmente nos aspectos técnicos e práticos e nas suas implicações na vida dos mais desprotegidos e indefesos. E nas decisões, em momentos difíceis em que não se pode errar, nem entrar num esquema de zig-zag ou de começa, pára e volta a começar de outra forma, com os consequentes esbanjamento de recursos, depois de definidas as soluções que parecem melhores e de bem ponderadas, devem ser ouvidas as forças da oposição e outras forças vivas, para chegar a uma espécie de compromisso, ou de consenso.

É isso que tem feito o PM com o líder da força mais representativa da oposição e é isso que hoje faz o PR em conversa com os ex-ministros da Finanças dos últimos governos. A intenção não é má, embora o governador da Madeira afirme que todos esses ex-ministros contribuíram para a crise. Realmente esta não surgiu de repente do nada, mas, pelo contrário, foi germinando com a corrosão da estrutura financeira que foi desenvolvendo formas lesivas dos interesses nacionais, em benefício da corrupção e do enriquecimento ilícito, a que todos fecharam os olhos apesar de alguns terem alertado para esse cancro mortal. E depois da implosão social, os governantes continuam subordinados aos poderosos da alta finança a agir como marionetas bem seguras pelos cordelinhos de controlo, sem atacarem os pontos fracos causadores da derrocada que continua o seu trajecto demolidor.

Um facto curioso é que muitos desses sábios são professores universitários que sabem recitar de cor frases bombásticas de «grandes» cientistas, parecendo, no entanto, ignorarem o que isso tem realmente a ver com as realidades no terreno e sem saberem explicar por palavras simples essas regras para o povo as compreender. Mas a clareza não é o seu forte, porque para manterem a aura de sábios, convém usar de tabus, controlar os silêncios e usar sabiamente a burka dos génios!!!

Um dos problemas do País é o desemprego, mas esse não deve combater-se com investimentos de elevado custo que não resolvam necessidades fundamentais da população de hoje e de amanhã, que não sejam rentáveis, produtivos de bens que sirvam para consumo interno e para exportação. Sem estas características, tais «investimentos» são apenas esbanjamentos de ostentação de consumismo destruidores de recursos, já escassos. Investimentos há que se parecem com o facto de um remediado comprar um Jaguar ou um Maserati, quando as suas necessidades seriam bem resolvidas com um Smart, ou Citroen C-1. E o pior são os custos encarados com o crédito a juros elevados.

Outro problema é o fosso existente entre os mais ricos e os mais pobres. E lembram as conclusões do encontro das Fundações Portuguesas, que ocorreu na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto, que o combate à pobreza "não se restringe a questões de distribuição de rendimentos". Segundo o presidente do Centro Português de Fundações, Emílio Rui Vilar, a erradicação da pobreza é uma "utopia", que comparou à abolição da escravatura: uma utopia também "que se tornou realidade".

Um dos alvos prioritários será a educação ensinando, ensinando a gestão da vida particular, a administração do dinheiro que é finito, o estabelecimento de prioridades nas necessidades a satisfazer, e paralelamente a formação profissional em moldes práticos por forma a criar mais riqueza, a ter flexibilidade de emprego, opinião própria que contribua para a inovação. Empreendedorismo que permita fazer face ao desemprego com a criação de actividades úteis, rentáveis e sustentáveis.

E se não forem esquecidos os objectivos claramente definidos e orientados estrategicamente para o desenvolvimento em benefício da população, então pode dizer-se que reduzir os investimentos bem decididos poderá estar errado e conduzir à estagnação.

Um ministro disse que a América saiu da crise de 1929 através do investimento público. Mas não se tratava do investimento no Jaguar e no Maserati referido atrás, mas na decisão judiciosa e proporcional à necessidade, rentável, geradora de recursos e de bens indispensáveis. Os políticos «intelectuais» procuram espantar o cidadão com tiradas de «elevado» saber, mas apresentadas de forma errada, por ignorância ou por má intenção.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pobreza urbana carece de urgente atenção

Diz o título da notícia do JN «Eles vivem no lado errado da cidade» e outra explica o fenómeno «Radiografia de uma freguesia periférica onde sobram problemas»
Na zona oriental do Porto, ainda há quem durma em barracos, faça as necessidades no balde e tome banho em bacias. Uns pedem para comer, outros suplicam por casa. Miséria e ambições de famílias que moram para lá da Circunvalação. (…)

No final de 2007, havia 232 ilhas só naquela fatia de cidade, ocupada pela freguesia de Campanhã. O pior fica para lá da Circunvalação, em locais remotos como Azevedo de Campanhã e Pêgo Negro. Por ali, a água não chega a muitas habitações, a luz ilumina poucas ruas e de saneamento nem se fala. Praticamente não há serviços, faltam equipamentos sociais. A instalação de uma simples caixa multibanco já foi pedida há anos, conta o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Amaral. (…)

Em contrapartida, fala-se com muita ênfase em investimento público, mas este carece de ser analisado em todos os seus factores muito além do endividamento. Há vários exemplos de países que se desenvolveram sem muitas auto-estradas nem comboios rápidos, teimosamente construídos para negócios dos construtores «amigos».
Há que olhar para a necessidade da população em criação de bem-estar e melhores condições de vida. e desenvolvimento produtivo.. As pessoas devem ser sempre o primeiro objectivo, o fim prioritário de qualquer decisão governamental. O País precisa de produzir para exportar a fim de equilibrar a balança comercial e a de pagamentos.

Investimento público não é apenas TVG, aeroportos, auto-estradas mas, prioritariamente, criar ou melhorar as instalações da Justiça, as escolas, os hospitais, a habitação social, os lares para idosos, as condições de operacionalidade de bombeiros e polícias, de tratamento de lixos, águas, electricidade, portos e costas, matas do Estado, prevenção dos fogos florestais, etc.

Mas quanto a estes investimentos que são criativos de riqueza e de bem-estar, os governantes não sentem atracção, porque são disseminados e de pouca monta o que não traz os benefícios referidos nas operações FURACÂO, FACE OCULTA, FREEPORT, etc, etc.
Não podemos ter ilusões. É preciso abrirmos os olhos. O homem é um ser imperfeito e parece que não vão para a política os menos imperfeitos. Errar é humano e, nesse aspecto, os políticos deviam ser menos humanos, deviam errar menos.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cravinho Sócrates Investimentos Corrupção

João Cravinho considera que “o efeito Sócrates só por si já não chega”
10.06.2009 - 12h12 público

Declarações do ex-deputado socialista à Rádio Renascença

O ex-deputado socialista João Cravinho disse hoje à Rádio Renascença que, depois do resultado das eleições europeias, “o efeito Sócrates só por si já não chega” e que este não é o momento para o país se lançar nos grandes investimentos.

Cravinho interpreta que o resultado se explica por uma “vontade de castigar o governo, uma vontade de assinalar um cartão que, nalguns casos é amarelo e noutros pode ser muito vermelho”.

“O efeito Sócrates só por si já não chega. isto é talvez a lição do ponto de vista do PS mais importante”, considerou. “Sócrates sozinho já não chega. tem que estar com mais alguém, vários que dêem a noção de que a política que se vai seguir na próxima legislatura não é a política de um homem só”, afirmou.

Até Outubro, o PS tem de “mudar, de alterar, de ajustar, de modo a não dar a imagem de que, de facto, tudo se resume a Sócrates dentro do Partido Socialista”.

Cravinho alerta para os grandes investimentos

Cravinho defendeu que “o Governo deve reflectir muito profundamente sobre quais são os grandes projectos que deve seguir nos próximos quatro anos”. tudo porque, disse, “não é altura de comprometer definitivamente o país por dois ou três meses de pura ânsia e sofreguidão num caminho que depois pode ser muito difícil”.

Em causa estão obras públicas como auto-estradas, TGV e o novo aeroporto.

“Um governo num país democrático não pode fazer quero, posso e mando. Dizer «eu tenho a minha vontade e porque tenho maioria e dentro de duas semanas já não a tenho, vou usá-la hoje para criar obrigações contratualizadas» que, no fundo, se o futuro governo ou se o país quiser desfazê-las então paga um balúrdio tal que, aí sim, coloca o país de tanga”.

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sábado, 18 de abril de 2009

Investimentos de vulto

Tenho recebido por e-mail várias mensagens a focar que o TGV e o Aeroporto, assim como outros investimentos de vulto beneficiam, acima de tudo, as empresas de construção civil, os fabricantes de equipamentos e materiais de construção, a Banca que financia tais empresas e, não menos significativo, indivíduos, com poder de influência ou de decisão, que conseguem ultrapassar as dificuldades impostas pela pesada burocracia e abreviar os licenciamentos e, depois, aceitar as propostas de obras extraordinárias, não constantes do projecto adjudicado, com assinatura de «contratos adicionais», como referiu o Tribunal de Oeiras.

O caso dos contratos adicionais é frequente elevando os custos finais a valores que são quase o dobro da adjudicação inicial. Além das obras extraordinárias, há os contratos laterais, com expropriações e outros pretextos que encarecem as obras onerando injustificadamente o erário público , como se constata de estes exemplos: «Metro pagou 3,5 milhões a mais ao Salgueiros», «Caso edifício dos CTT: gabinete e domicílio de autarca do PSD alvo de busca», «Aeroporto e TGV vão fazer crescer pressões mafiosas», «Ferreira Leite quer saber destino dos "milhões de euros" anunciados pelo Governo», «PSD questiona destino dos fundos públicos», «Justiça não pune mais poderosos e influentes»

Mas, infelizmente, nesta sociedade eivada de vícios e de interesses egocêntricos, inconfessáveis, nem todas as dicas que recebemos ou que lemos na Comunicação Social, qualquer que seja a fonte, podem ser tidas como correctas, devendo haver o cuidado de as fazer passar pelo crivo do nosso conhecimento e raciocínio, após uma comparação com dados já conhecidos e analisada a sua verosimilhança e viabilidade. E um método de trabalho poderá constar de juntar o máximo de dados para procurar entre eles uma linha lógica que retire os pontos de contacto entre si e que poderá levar a uma interpretação mais perfeita. É neste sentido que aqui trago estes títulos de algumas notícias que me chegaram.

Quanto ao interesse da Banca nos grandes empreendimentos, atrás referido, foi confirmado na entrevista de Ricardo Salgado constante aqui e aqui, e bem explícita no título “Precisamos desesperadamente do novo aeroporto e do TGV”.

E quanto à impunidade de pressões e outras formas de interesse oculto nas grandes obras são significativas as palavras do líder sindical do Magistrados do MP referidas no artigo «Justiça não pune mais poderosos e influentes».

Todos estes dados acentuam a necessidade de meditar atentamente nas palavras de Cavaco Silva, quando se refere ao custo/benefício, e ver para quem são os benefícios reais.

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mais promessas pouco convincentes

Segundo a notícia «País quer soluções dos líderes políticos e não descrições da crise, defende Sócrates», o PM, disse hoje que "o país pede aos seus líderes políticos e empresariais que proponham soluções para a crise e não que descrevam a crise", durante uma visita à Exporplás, uma empresa de fabrico de fios e cordas sintéticas que está a aumentar as exportações e o número de trabalhadores.

Segundo o post «Pensar antes de decidir» a descrição do problema, neste caso a crise, com a definição de todos os aspectos e factores actuantes, é indispensável para serem esboçadas as possíveis soluções e posterior análise destas por forma a poder ser escolhida a melhor perante as circunstâncias vigentes. Portanto, as boas soluções só podem aparecer após a «descrição da crise». Normalmente, nada de seguro aparece, por inspiração onírica, sem ter por base a avaliação judiciosa da realidade com os seus factores.

É preciso ter esperança e optimismo, mas avançar, com os pés bem assentes no chão, segundo uma direcção bem escolhida de maneira a não se desperdiçarem recursos agora mais escassos do que nunca.

Segundo a notícia «Sócrates promete 30 mil empregos no sector social», o PM relembrou que o emprego é prioridade, como já tinha dito na campanha eleitoral, há mais de quatro anos em que prometeu criar 150 mil empregos. Afirmou que o sector social pode retirar do desemprego 30 mil pessoas até final do ano, não referindo se esses trinta mil são para somar ao número antes prometido, ou se esse já está esquecido e anulado e agora trata-se de nova contagem. O emprego é essencial tal como o investimento público, mas qualquer destes dois vectores apenas será válido se for produtor de riqueza e bem-estar geral, se aumentar as exportações ou reduzir as importações por as substituir por produtos fabricados internamente.

Os investimentos megalómanos que demorem a produzir efeitos positivos na economia nacional, pouco benefício trazem para o combate à crise, pelo contrário serão um ónus pesado sobre os ombros das próximas gerações, pois elas terão de pagar as «hipotecas» criadas pelo pagamento deferido dos investimentos de ostentação. Muito tem sido dito e escrito a este respeito e espera-se que os governantes estejam esclarecidos sobre as mais criteriosas decisões a tomar e decidam, o melhora para os portugueses de hoje e os de amanhã.

E, para não darem razão aos autores do falado cartaz que levou um ministro a malhar insistentemente a torto e a direito, com uma raiva cega, convém acabar com as promessas duvidosas e apenas se anunciarem as obras acabadas, se forem realmente positivas para um futuro mais desanuviado. Será grave que os 30 mil se juntem aos 150 mil não cumpridos. O desemprego tem de ser combatido com um maior dinamismo da economia o que depende dos empresários e não propriamente do Governo. Os empregos dados pelo Governo correspondem a aumento das despesas públicas e portanto a sobrecarga dos impostos, actuais ou a prazo. Hã realmente que «pensar antes de decidir».

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

José Sócrates insiste no investimento público

Artigo publicado no DN de hoje, de Susana Pinheiro

Crise. Primeiro-ministro diz que o País precisa da intervenção do Estado já.

O primeiro-ministro, José Sócrates, quer "reforçar o investimento público" para relançar a economia do País de modo a que as "dificuldades que vamos enfrentar possam ser ultrapassadas". Durante a assinatura do contrato de construção do novo Hospital de Braga, Sócrates afirmou que "além de estabilizar o sistema financeiro e de ajudar as empresas, o dever do Estado é fazer tudo o que estiver ao seu alcance para relançar o investimento público". O governante assegurou ter mesmo condições para o fazer.

O primeiro-ministro avisou que "o ano de 2009 vai ser muito exigente e muito difícil para todo o mundo", defendendo, por isso, que este "é o momento em que o País precisa do Estado e só o Estado o pode fazer". Mais, reforçou: "Este não é um momento em que o Estado fique sentado à espera que a crise passe." Tem, sim, o "dever de responder a esta situação", pois "nem as famílias nem as empresas podem ou têm condições para potenciar e elevar o investimento que é essencial para fazer face às dificuldades".

"É no próximo ano que vamos ter dificuldades e é, por isso, que nos devemos concentrar em 2009 e reforçar todos os investimentos públicos que pudermos." Sócrates crê mesmo que disso poderá depender a manutenção de emprego ou a actividade das empresas.

O governante relembrou ainda que Portugal terá este ano "o menor défice do Estado da democracia portuguesa" - 2,2%, sendo "um dos poucos países a cumprir o objectivo do défice".

Quanto à ajuda do Estado à banca, explicou que, sem ela, as consequências seriam terríveis para a nossa economia". E repetiu, uma vez mais, que o fez "não a pensar em banqueiros, mas nas famílias e empresas que precisam de ir ao banco e ter a certeza de que os bancos têm dinheiro para lhes emprestar".

NOTA de AJS: Palavras de grande interesse quer me apraz ler. Sem dúvida que o momento presente é de avançar. Os portugueses não podem nem devem ficar deitados na rede a «ouvir crescer o capim». É preciso investir, dinamizar, movimentar.

MAS, ATENÇÃO! Também não é altura para esbanjar recursos, sendo necessário decidir com sentido de Estado e seguir regras semelhantes às referidas no post Pensar antes de decidir. Há que evitar investimentos faraónicos, só porque sim. É preciso escolher os investimentos que contribuam, MESMO, para o desenvolvimento do pais isto é, para melhorar as condições de vida da população actual e futura, e evitar obras cujo rendimento não as justifique ou que gerem custos de manutenção que constituam pesado encargo para os futuros cidadãos.

O objectivo de criar emprego, só por si, não justifica obras faraónicas de reduzida utilidade. Para isso, é preferível pagar salários sem nada fazerem, porque isso não acarreta despesas futuras, com a manutenção de património de discutível rendibilidade sócio-económica.

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