Um e-mail recebido há pouco trazia um texto de José Morais da Silva, do qual retiro a seguinte ideia:
O caso dos convites da RTP para renovar o naipe de comentadores, a pessoas com grande “credibilidade” para falar de assuntos de Estado é mais um episódio a juntar à vergonhosa guerra por causa dos mandatos às Presidências das Câmaras, às medidas de austeridade excessiva, às medidas decididas entre a UE e Chipre, etc.
Isto fez dar mais atenção ao que disse Luís Amado numa entrevista à TSF:
«A decisão das taxas sobre depósitos bancários de Chipre foi um erro e prova a irresponsabilidade com que a negociação de Chipre foi fechada durante aquela noite atribulada de sexta para sábado no Conselho Europeu, que pôs em causa princípios de legalidade do ponto de vista do funcionamento da União. Os processos negociais, a partir de uma certa hora da noite resolvem-se pelo cansaço, a abstenção e a saída de muitos intervenientes. Foi uma decisão precipitada.»
Mas também o Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes deu mais uma pincelada no retrato da classe política om as seguintes frases:
«Há ministros próximos do primeiro-ministro que andaram esta semana a dizer quase a meio mundo que se a decisão do Tribunal Constitucional for um chumbo do Orçamento pesado que o primeiro-ministro se vai demitir, ou se deve demitir, que o Governo não tem condições e, que portanto, vai embora». E acrescentou que espera «que isto seja uma brincadeira de mau gosto ou mais um exercício de imaturidade que caracteriza muito este Governo».
«Há uns crânios no Governo que assim não vão a lado nenhum. Convinha que de uma vez por todas pensassem um bocadinho, que pensassem menos em politiquice e dessem mais esperança».
Isto mostra, como diz Morais da Silva que a classe política está finalmente a tirar a máscara e a provar aquilo que nós já sabíamos que eles são!. Mas mostra também que a substituição do Governo ou a sua simples remodelação, não iria adiantar muito porque teríamos mais do mesmo em virtude de a matéria prima ser da mesma origem.
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domingo, 24 de março de 2013
Pinceladas no retrato da classe política
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A. João Soares
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Que maturidade a dos políticos ?
A pergunta do título não é curiosidade sobre se os políticos têm ou não maturidade, mas qual o tipo desta, se é de patriotismo essencialmente dedicado à defesa dos interesses nacionais, se de procura de engrandecimento partidário ou se é de exaltação da imagem e do nome pessoal, em mera manobra de vaidade e de exposição e visibilidade mediática.
Repito que não critico nem elogio pessoas, mas apenas procuro apreciar palavras e actos que afectam a vida da sociedade, dos portugueses. Por isso, pode haver aparência de contradição por da mesma pessoa poder surgir coisa positiva ou negativa conforme as condições atmosféricas ou outras.
Segundo notícia do PÚBLICO, o PS pela voz do deputado Pedro Marques manifestou “indignação” por técnicos do FMI estarem a estudar cortes na despesa pública, que inclui as “funções sociais do Estado”. Segundo ele, o convite para o diálogo feito pelo Governo ao PS é “uma farsa”.
Mas em tempo certo ou com atraso, «Passos Coelho convidou formalmente António José Seguro para dançar o tango da refundação do memorando e reformar o Estado social, mas se o líder socialista mantiver a recusa que ontem manifestou no debate do Orçamento do Estado para 2013, o primeiro-ministro deixou claro que avança para um solo.»
Têm sido muitas e variadas as sugestões de o Governo encarar ambas as componentes do défice – aditivo e subtractivo, receitas e despesas – e não teimar em olhar apenas para os impostos e a austeridade, o que implica a reforma do Estado de maneira a eliminar despesas dispensáveis, por serem consumidoras do dinheiro público sem interesse proporcional para os cidadãos.
E tal reforma não deve ser adiada, como diz o governador do BdP ao prevenir para riscos de adiamento nos ajustamentos. E, segundo revela Marques Mendes, o FMI já está em Portugal a preparar reforma do Estado.
E, quanto a adiamento, parece estar na base da indignação do PS, a falta da sua resposta imediata ao convite do PSD para ser obtido uma convergência de esforços, um consenso, em benefício de uma solução estratégica de efeito prolongado para bem de Portugal. Creio que quando se trata de encontrar um rumo correcto para o País, ninguém se deve recusar a participar, de forma construtiva sem impor vontades próprias, mas para esclarecer de forma mais aprofundada os prós e contras de cada hipótese a fim de ser escolhida a melhor. Esta escolha, se for correcta, constituirá motivo de vaidade daqueles que nela colaboraram
Portugal, os portugueses, merece o sentido de Estado de todos na procura das melhores vias para superar a crise.
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A. João Soares
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
Angola progride
Depois de 13 anos de luta pela independência e de muitos mais de guerra civil, Angola demonstra estar agora a pisar um percurso seguro que a levará a lugar de destaque no continente africano e no Mundo.
As recentes eleições legislativas, tiveram algumas deficiências de organização e de realização que foram compreendidas pelos principais partidos concorrentes, os quais aceitaram os resultados, atendendo à falta de experiência democrática consolidada, num País a dar os primeiros passos em eleições deste volume.
Perante o resultado muito destacado do vencedor, há o lógico receio de abuso do poder o que ficou bem expresso no apelo do líder da Unita, Isaías Samakuva, que desejou «ao partido vencedor que governe no interesse de todos os angolanos».
O acatamento dos resultados depois de um escrutínio realizado em ordem, sem desacatos nem conflitos visíveis, constitui a melhor prova de que a ordem democrática está instalada, num povo de gente amadurecida pela vida dura que tem levado.
Mas, como nas nações e nas sociedades nada é totalmente definitivo, há que ter sempre em atenção as mais elementares regras dedicação ao País, de civismo, de convivência pacífica, de respeito pelos outros, a fim de que se desenvolvam sinergias em boa cooperação para uma efectiva modernização socio-económica que beneficie todos os cidadãos, evitando exclusões dos mais desprotegidos das zonas rurais do interior e dos subúrbios das grandes cidades.
Ao abordar aqui este tema, tenho presente os vários posts que constam deste espaço, nomeadamente «A todos os títulos notável» que não dava uma ideia actualizada de Angola, facto para que alertou o bloguista AP (bom conhecedor da actualidade angolana) do blog «Contrastes e Bipolaridades», através de um comentário. Este espaço não pretende enfatizar opiniões facciosas, mas não as evita, a fim de que o debate que se pode levantar através dos comentários possa trazer o melhor esclarecimento que aumente a informação sobre o máximo de facetas dos problemas. Nada deve ser visto apenas de um dos seus lados.
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A. João Soares
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