Segundo notícia do DN que cita dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), entre 1 de Janeiro e 28 de Maio deste ano ocorreram, em Portugal, 857 incêndios florestais, mais 535 (mais 62,43%) que no mesmo período do ano anterior, em que se registaram apenas 322.
Em relação à área florestal ardida foram consumidos, até ao final de Maio, 3423 hectares, enquanto no período homólogo anterior foram devorados pelas chamas 1098 hectares, portando houve um aumento para mais do triplo (3,12 vezes mais!)
São números assustadores e chocantes, depois de termos ouvido do MAI palavras optimistas, vendedoras de esperança, de que este ano os fogos seriam eficazmente combatidos, pois já foram dedicados à Protecção Civil e aos Bombeiros elevadas verbas para o efeito. Infelizmente, o problema repete-se todos os anos, com os ministros a prometerem o fim desta tragédia que destrói a riqueza florestal e a flora e os haveres de muita gente de poucas posses, e depois a realidade a trazer-nos números que apresentam tendências cada vez mais graves.
O actual ministro, que se enerva e irrita perante as perguntas dos jornalistas, muitas vezes acaba por dizer coisas menos certas, como quando lhe foi colocada a questão do aumento da insegurança, a propósito do crimes da noite do Porto, em que respondeu com ar que quis ser seguro, que as ESTATÍSTICAS diziam que a segurança estava a melhorar, com a criminalidade a descer. Os factos posteriores vieram confirmar que ele não tinha razões para estar tão seguro. Agora passa-se o mesmo quanto aos fogos florestais. Será que ele vai colocar em dúvida os dados da DGRF?
Façam-se preces a todos os santos mais vocacionados para as florestas a fim de aparecer alguém com bom senso, dedicação e capacidade de estudo e organização para estabelecer medidas adequadas e eficazes na prevenção, na detecção e no combate rápido a este flagelo. Prevenção para evitar ao máximo os fogos, mas como alguns, mesmo assim, poderão deflagrar, deve haver um sistema de detecção rápida e de reacção imediata a fim de a área ardida ser reduzida ao mínimo. E responsabilize-se quem não cumprir com eficiência as suas tarefas. Estas devem estar bem definidas e a responsabilidade deve ser real. Se este milagre não ocorrer, nada se espere dos governantes que já mostraram do que são capazes, apenas palavras prometedoras, vazias de conteúdo sério.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Fogos florestais continuam, apesar do MAI…
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A. João Soares
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Autarca do PS critica Governo
Transcrevo da notícia referente à visita do Presidente da República a Viana do Castelo, as palavras ditas pelo Presidente da Câmara Municipal, que têm especial significado por se tratar de um militante do partido do Governo.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo aproveitou a presença do chefe de Estado na cidade para avançar um pedido a Cavaco: combater "o crescente centralismo do aparelho do Estado" fazendo uso da sua "ampla legitimidade democrática de que está investido". Discursando na recepção ao Presidente, Defensor Moura criticou o "crescente centralismo do aparelho do Estado" que mesmo nos sectores onde ainda mantêm serviços, "vai minimizando progressivamente as atribuições e a autonomia de muitos profissionais, até ao total desaparecimento dos serviços".
Numa cerimónia que decorreu nos antigos Paços do Concelho, o autarca socialista foi mais longe nas críticas ao sistema político, afirmando não estar preocupado com um dos maiores motivos de preocupação de Cavaco: a participação dos jovens. Defensor Moura criticou as "profissionalizadas juventudes dos partidos", assim como "o clientelismo e o carreirismo com a ascensão sem mérito" que reflecte um "decadente sistema partidário".
O primeiro dos dois dias que Cavaco Silva dedica a Viana foi passado com várias incursões pelas ruas da cidade, sempre debaixo de flashes de cidadãos anónimos.
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A. João Soares
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Mensagem do PR à Diáspora, 10 de Junho
Coloco aqui este texto pelo seu interesse para referência futura. Oxalá os actos governativos sejam coerentes com os desejos aqui expresos.
Nesta celebração do Dia de Portugal, mas também das Comunidades Portuguesas, quero saudar de forma muito particular todos os Portugueses da diáspora, dirigindo-lhes uma mensagem de estímulo e de reconhecimento.
Desde o início do meu mandato, tenho tido a preocupação de realçar o mérito dos Portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro, o importante papel que desempenham na afirmação de Portugal no mundo, que tive a oportunidade de testemunhar em diversas ocasiões.
Foi o que aconteceu, há pouco menos de um ano, quando me desloquei aos Estados Unidos da América para visitar as comunidades das áreas de Boston, Fall River, New Bedford e Newark ou, mais recentemente, quando, no Rio de Janeiro e em Maputo, contactei com Portugueses que vivem e trabalham no Brasil e em Moçambique.
Sabemos que não é de hoje a aventura portuguesa no mundo. Mas, se os Portugueses que partiram da sua pátria têm uma história feita de determinação e de engenho, têm também um presente e terão, certamente, um futuro que importa valorizar.
Foi com este objectivo que decidi apoiar a criação do “Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa”, que tive a oportunidade de anunciar no ano passado, durante a minha visita à comunidade portuguesa no Luxemburgo. Este prémio pretende reconhecer cidadãos portugueses que, pela sua capacidade de empreender e de inovar, se tenham distinguido, quer pela sua acção nos seus países de acolhimento, quer pela sua relação com Portugal.
Sei que este é apenas um pequeno contributo. Sei como as gerações de Portugueses espalhados por todo o mundo têm sido a expressão do esforço e da ambição de ir mais além. Mas sei, igualmente, que todos somos necessários para mobilizar esse enorme capital social que a diáspora portuguesa representa.
A facilidade de comunicação e a rapidez de transferência de conhecimento, que caracteriza a globalização, configura um novo desafio para Portugal, mas simultaneamente uma nova realidade para a nossa diáspora. Se no passado muitos partiram sem saber se algum dia teriam a possibilidade de regressar, hoje as distâncias encurtam-se e todos os Portugueses podem estar bem mais próximos uns dos outros e do seu País.
Por isso, neste Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, apelo à mobilização desse imenso capital social e humano, que são os cinco milhões de Portugueses e de luso-descendentes que vivem e trabalham no estrangeiro. Os recursos e os conhecimentos dos Portugueses no exterior podem contribuir para uma maior afirmação de Portugal no plano internacional, apoiando, por exemplo, a entrada de produtos e de empresas nacionais em novos mercados.
Por outro lado, Portugal deve saber atrair e acarinhar os Portugueses que, estando no exterior, pretendem regressar e, desta forma, contribuir com investimentos, formação e experiência para o desenvolvimento económico e social do País. Essa mobilização poderá ser feita com o empenhamento da sociedade civil, devendo ser complementada e consolidada através do desenvolvimento de mecanismos formais – como por exemplo, as câmaras de comércio, as novas redes comerciais, sem esquecer as instituições tradicionais de origem portuguesa. Mas, sendo este um desígnio nacional, caberá ainda ao Estado português fomentar as relações entre Portugal e as suas comunidades.
Neste Dia de Portugal, não poderia deixar de evocar esse extraordinário génio literário, cujo dia também hoje se celebra, Luís Vaz de Camões. A sua maior obra, “Os Lusíadas”, expressão máxima da nossa língua, nunca teria sido escrita se também ele, um dia, não tivesse partido à descoberta de “novos mundos”.
Comemorar o Dia de Camões é celebrar a Língua Portuguesa. Também no domínio da valorização da nossa língua e da nossa cultura, o papel fundamental das comunidades portuguesas não pode ser esquecido.
A todos os Portugueses que residem e trabalham no estrangeiro deixo, mais uma vez, uma palavra de apreço e de reconhecimento. Sei que podemos contar convosco. Podem e devem contar com Portugal.
Professor Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa
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A. João Soares
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Ex-combatentes portugueses em França
No dia das Comunidades Portuguesas, em que já circula a mensagem do PR a suscitar à diáspora o amor pátrio e a participação no desenvolvimento de Portugal, surge este grito de alarme a denunciar o desprezo que o Governo dedica às Comunidades. Dá que pensar.
ASSOCIAÇÃO DOS REFORMADOS E DOS
EX-MILITARES/EX-COMBATENTES PORTUGUESES DE FRANÇA
6, Rue de la République – 95100 ARGENTEUIL - Tel/Fax : 01 39 80 94 25 -
Email : armcpf@free.fr
COMUNICADO DE IMPRENSA - 10 de Junho de 2008
COMEMORAÇÕES...
Enquanto o Governo envia os seus Ministros e Secretários de Estado aos cinco cantos do mundo para comemorar o dia das Comunidades Portuguesas, com discursos e “vivas à Joana”, milhares de Ex-combatentes emigrantes comemoram a maior injustiça e desprezo que o Estado Português lhes faz.
Este ano é o quarto aniversário da publicação da lei 21/2004 e do consequente Decreto-lei 160/2004, que continuam por regulamentar. Não é demais lembrar que estes diplomas tinham uma cláusula que impunha a regulamentação nos dois meses seguintes à dita publicação.
Face à nossa indignação pelo incumprimento da regulamentação da lei, o Governo evocando que a sustentabilidade financeira do regime de reformas estava comprometido, apresentou em Setembro de 2006 um documento de trabalho, que serviria de base à decisão que o Governo tomaria para resolver o “nosso problema”; este documento tem o titulo “As propostas para responder às questões suscitadas com os Ex-combatentes emigrantes”.
É verdade que a sustentabilidade do regime de reforma em Portugal, foi vergonhosamente adulterado pelo compadrio, pela má gestão dos efectivos da função publica e equiparada, pelas escandalosas e avultadas reformas dos membros dos sucessivos executivos que sempre consideraram os emigrantes como Portugueses de segunda classe. Mas o cúmulo da ousadia e pouca-vergonha é impor aos emigrantes que sempre foram e são o balão de oxigénio da economia portuguesa as consequências da incúria sucessiva dos nossos governantes.
Estas propostas não foram mais longe que o caixote do lixo.
O Senhor Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, cada vez que recebeu uma delegação da nossa Associação, dos nossos camaradas do Luxemburgo ou do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, afirmou peremptoriamente alto e bom som que a regulamentação seria realidade antes do fim do ano.
Os anos passaram, o Secretário de Estado é invariavelmente o mesmo mas a lei continua por regulamentar. A credibilidade das promessas do Senhor Secretário de Estado das Comunidades e do Governo em geral acabam por comprometer unicamente quem ainda acredita nestas.
A nossa Associação apela a Comunidade Portuguesa a manifestar com veemência junto aos representantes do Governo presentes nas comemorações do 10 de Junho o repúdio pela forma como este trata os direitos inalienáveis dos ex-combatentes emigrantes.
Solicitamos aos Órgãos de Comunicação Social de informar sobre a situação actual de milhares de compatriotas impedidos de se reformarem devido à não regulamentação dos diplomas citados.
EXIGIMOS A REGULAMENTAÇÃO DA LEI 21/2004 e 160/2004
UNIDOS VENCEREMOS
António Cerqueira
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
Outrora, démos novos mundos ao mundo
Em frases epicamente elogiosas ficou dito que os nossos antepassados «deram novos mundos ao mundo», «em perigos e guerras esforçados mais do que prometia a força humana». Mas hoje chega a notícia de que estamos a dar ‘novas democracias à democracia’. Os Portugueses de hoje, com diferente valentia, rompem as barreiras da humana sensatez e, com a ajuda do «cheque tecnológico» e do «simplex», fizeram uma nova inovação neste mundo monótono e rotineiro!
Segundo a notícia «Chefes militares vetaram reforma que foi aprovada», numa instituição de gente respeitável onde é suposto haver exemplar respeito pelas regras da democracia, o Conselho de Chefes Militares, constituído por quatro oficiais generais, votou contra o modelo de comando conjunto operacional, com apenas um voto contra (o CEMGFA votou vencido). E o Conselho de Ministros acabou por aprovar esse modelo. Afinal, pelos vistos, nesta nova modalidade de democracia, a maioria não conta para nada, O Chefe máximo conta mais do que os seus três colaboradores mais próximos, e o ministro aprova o seu obediente general e despreza os outros. Para que serve o Conselho de Chefes? Porque não se elimina tal figura da Organização das Forças Armadas?
Como cidadão, isto deixa-me atónito, custando a acreditar que a notícia do DN seja verídica. Se não o é, o jornal deve ser já encerrado, para não continuar a difundir falsidades. Mas, se é verdadeira, já começa a ser tarde para se conhecer a reacção dos três oficiais generais que se viram desautorizados e desprestigiados. Segundo o jornal, ficaram surpreendidos, mas parece que em vez de uma decisão de rotura, preferiram «fazer das tripas coração» e colaborar com a reforma que lhes é imposta mas que, oficialmente, tinham rejeitado.
Vai longe o tempo em que se deram «novos mundos ao mundo», porque havia estratégia conhecia-se o objectivo nas suas linhas gerais e permanentes e as rotas não variavam por caprichos de ocasião. Os teorizadores políticos e das Forças Armadas não devem perder esta oportunidade de brilhar, explicando ao País este caso que, da forma como é noticiado, se apresenta muito estranho.
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Labels: chefes militares desavindos, Generais desautorizados
Portugal, diz Presente!!!
Publico aqui um poema de J M Viçoso Caetano, poeta de Fornos de Algodres, ex-oficial miliciano que já no ano passado, por esta data, nos presenteou com o poema «Ao Combatente do Ultramar Português», de homenagem aos ex-combatentes. Em nome dos leitores deste espaço, os meus agradecimentos a este patriota que viveu e vive numa auréola de acrisolado Amor a Portugal.
10 DE JUNHO
Dez de Junho é dia de Portugal.
É dia de Camões, Heróis e Santos
E de Bravos, Audazes e Valentes
- Negros, mestiços ou brancos –
É dia de Orgulho Nacional.
É pois o dia dos Combatentes,
Que na mata ou na picada escaldante,
Cumprindo o seu dever exemplarmente,
Igualaram a epopeia do Infante
Com desvelado amor à Pátria Mãe,
Por quem deram a juventude e o sangue quente
Quando não, em holocausto, a própria vida.
E por isso esta homenagem tão sentida
Que por vossa Honra e Glória aqui nos tem
- Num misto de respeito e emoção –
Pelo exemplo que vós sois em carne viva
Da Raça que fez grande esta Nação.
Se a memória do passado o consente,
Levanta-te Portugal e diz
PRESENTE !!
J. M. Viçoso Caetano
Poeta de Fornos de Algodres
Ex-Oficial Miliciano
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Preço dos combustíveis. Conluio
Por merecer divulgação, transcrevo este artigo de A Voz do Povo
Preços dos combustíveis - Conluio Governo/GALPMeus caros, resolvi divulgar o texto que se segue da autoria de Eugénio Rosa ( Economista ). Por achar do interesse público, dar a conhecer o porquê da cumplicidade entre o Governo Português, e a GALP e sobretudo a ineficácia operativa da Autoridade da Concorrência que, por estar comprometida com o Governo, apenas serve como sorvedouro de dinheiros publicos e para ocupar os desempregados e amigos das elites políticas deste país!
"A Autoridade da concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas (o chamado "pricing") não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria-prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro.
As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).
O que a Autoridade de Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses?
O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior?
O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado "efeito stock", ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros?
O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?
Na produção dos combustíveis nas suas refinarias, a GALP utiliza petróleo adquirido, em média, 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, o que permite que obtenha elevados lucros extraordinários.
Em Portugal, entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, de acordo com a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço da gasolina 95 aumentou 9,6%; do gasóleo 19,9%, do gasóleo colorido 29,6% ; e do gasóleo de aquecimento 30,3%. Como o petróleo utilizado na produção dos combustíveis vendidos em Maio de 2008 foi o adquirido em Março de 2008, isto significa que o preço do petróleo utilizado aumentou apenas 6,9% em euros, pois foi esta a subida verificada entre Dezembro de 2007 e Março de 2008. É esta disparidade que permite às petrolíferas embolsarem elevados lucros à custa dos portugueses, que a Autoridade da Concorrência devia ter analisado, mas não o fez.
Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15.
É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que "entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos" (pág. 78 do Relatório da AdC).
Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo ao aprovar este Relatório da AdC está também a ser conivente com toda esta situação."
Ver artigo integral em: resistir.info
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Labels: conluio, GALP, preço dos combustíveis
domingo, 8 de junho de 2008
Militares vítimas da guerra decidida por políticos
Segundo o DN, um estudo publicado na revista Time desta semana revela que o recurso a antidepressivos e anti-ansiolíticos está a aumentar entre os militares americanos, no Iraque e no Afeganistão.
Na grande investigação levada a cabo sobre tema, é considerado que o uso em quantidades crescentes a ritmo galopantes de antidepressivos deve-se à necessidade de "acalmar os nervos e a tensão acumulada por várias e cada vez mais longas comissões de serviço", naqueles dois teatros.
É preocupante o facto destes níveis de consumo se verificarem "entre pessoas jovens e saudáveis" que, antes de se alistarem, foram sujeitas a todo um conjunto de testes "para determinarem a sua propensão para desequilíbrios e outros problemas mentais".
O aumento do uso deste tipo de medicamentos indica a existência de uma situação de tensão de longa duração, que é gerida em termos psicológicos de forma mais débil por militares com pouca formação e treino inadequado para as situações de combate. Com efeito, a maioria dos soldados nas duas frentes de combate - que colocam problemas tácticos complexos e grandes desafios psicológicos - é bastante jovem e sai directamente da formação para o terreno.
O estudo do Pentágono, citado na Time, indica que do total de efectivos sujeito ao stress do combate, 70% recupera sem dificuldades; 20% irá sofrer stress transitório e 10% será afectado por problemas crónicos. Realmente, A GUERRA NÃO É UMA PERA DOCE.
E nós, por cá?
Enquanto os soldados americanos são voluntários e sujeitos a rigorosos testes de selecção, a uma preparação de bom nível, utilizam em combate os melhores equipamentos e dispõem de óptimas instalações nos aquartelamentos, os nossos ex-combatentes eram do Serviço Militar OBRIGATÓRIO, sem selecção digna desse nome, com uma preparação rudimentar e eram mobilizados por compulsão, indo utilizar equipamentos rudimentares e instalações sem a mínima comodidade.
Assistimos assim a preocupações dos americanos com os seus soldados enquanto por cá, os ex-combatentes vêm a cada passo ser reduzido o apoio que mereceram e que lhes foi prometido. O slogan «Honrai a Pátria que a Pátria vos recompensa» acabou por ser uma mentira que lhes foi lançada como isco para lhes captar toda a generosidade e dedicação, de que agora os políticos fazem troça. Políticos que na maioria não foram submetidos a tais sacrifícios, uns porque desertaram, outros porque não foram mobilizados por cunhas (corrupção).
Sobre o tema, já aqui foram publicados os posts
- Ex-combatentes desprezados
- Sinais da área militar - 4
- Apelo ao General Chito Rodrigues
- Militares vistos por um civil
- Dia do Combatente - 2008
- Portugal precisa de Forças Armadas?
- Porquê tanto aversão aos militares?
- Comissão de Militares promete mais luta
- Insatisfação entre os militares
- Soldados insatisfeitos com o Governo
- Militares. cidadãos ou escravos?
- Os Políticos e os Militares
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A. João Soares
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Labels: deficientes das FA, ex-combatentes, militares vítimas da guerra
Consumidores aprendem a gerir-se
Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis, os consumidores estão a fazer contas e a racionalizar a utilização da viatura. Os aumentos médios do preço de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 foi de 11,9% e do gasóleo chegou a 19,7% mais caro. Isto no primeiro trimestre, porque estes números não contemplam ainda os aumentos mais recentes.
Da racionalização dos consumos feita espontaneamente por cada um, resultou que, durante o primeiro trimestre, as vendas de gasolina diminuíram 7% e, agora, também as de gasóleo estão a baixar. Segundo os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência, no primeiro trimestre de 2008, em comparação com igual período de 2007, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9%. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar uma melhoria desta tendência.
O consumo de gasóleo rodoviário caiu 0,2% e o de gasolina baixou 7%, o que significa que os portugueses, face aos elevados preços dos combustíveis, estão a racionalizar o consumo, o que é uma prova de maturidade. Será bom que se criem hábitos de reduzir os desperdícios, evitando gastos desnecessários. Esta racionalização nos transportes é muito importante porque 49% da procura nacional de produtos derivados do petróleo dirigiu-se ao consumo de gasóleo e gasolina para fins rodoviários.
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Labels: combustíveis, consumo, desperdício
Premiar emigrantes com talento
Num momento em que a generalidade dos portugueses está afectada por uma espécie de loucura com o Euro 2008 e a reagir de forma intensa à vitória sobre a selecção turca, não devemos deixar passar de lado o facto significativo de hoje serem distinguidos 12 portugueses de entre 36 nomeados emigrantes e lusodescendentes, muitos ainda jovens. É a segunda edição de Prémios Talento.
Uma das nomeadas na categoria Humanidades é Ana Paula Lopes, que é a primeira mulher presidente da Orquestra Sinfónica de Toronto. Ela reconhece que "a orquestra é uma organização de elite", e sublinha "mas ninguém pensa se sou portuguesa ou não".
Os 36 nomeados distribuem-se por 12 categorias: Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social, Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais. Cada categoria tem três nomeados que foram seleccionados entre 270 candidaturas, havendo, para cada distinção, um júri específico.
Os prémios são organizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os vencedores recebem um troféu, "num gesto de reconhecimento pelo seu trabalho", como explica fonte da Secretaria de Estado. Esta cerimónia é uma excepção, num país que se esquece vezes demais da enorme comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo. E também não incentiva publicamente, como seria desejável, os talentos dentro de portas.
A comprovar o prazer sentido nesta notícia, junta-se uma lista de artigos aqui publicados em que se salienta a conveniência de premiar o mérito de jovens que se distinguem em algo de positivo para um futuro melhor de Portugal, isto é, dos portugueses. Sempre este espaço apoiou que incentivos como este são de inegável importância para o nosso desenvolvimento.
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- A política não é atractiva
- Cavaco, Jovens e a democracia
- Investigador português recebe prémio no Canadá
- O capital humano precisa de motivação
- Francisco Veloso recebe prémio internacional
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
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Labels: incentivar o mérito, jovens com valor, premiar o talento
