Transcrição de artigo que mostra como a «Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros… chamou Machete para todos fazerem prova de vida». E assim se consomem recursos importantes como tempo e dinheiro:
Não podemos ser tão pouco
Diário de Notícias. 10-10-2013. por FERREIRA FERNANDES
Rui Machete foi à Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros. Foi uma tarde para esquecer. No início, a dúvida: qual a parte do ministro que ia ser ouvida? A do escândalo do BPN ou a do escândalo angolano?
O facto de a comissão não se chamar simplesmente dos Negócios fazia supor a última hipótese. Mas logo vimos que também não: apesar de se chamar Comissão dos Negócios Estrangeiros estávamos na Comissão Doméstica, de ceroulas, de exposição do homem português até dizer chega. O que já devíamos desconfiar desde o começo da história. Resumindo, o Ministério Público tinha entre mãos um assunto que nem sabia se era assunto, que não sabia como investigar e que provavelmente nem podia investigar porque ocorria noutro país.
A este nada deu-se o destino habitual das nossas investigações espúrias, soprou-se para os jornais... Já quase tudo passara, quando Machete se esqueceu que um diplomata pensa duas vezes antes de não dizer nada: a uma rádio angolana, ele disse duas tolices, sem nada pensar. Chegámos assim a ontem, para continuarmos lusos até ao tutano. A comissão chamou Machete para todos fazerem prova de vida. A oposição fez de conta que se opunha e os do Governo chutaram para canto. Acabaram a discutir a "via verde do investidor na diáspora"... Portugal, escarrapachado. Tanto desperdício quando em Angola não se fala "angolês", como dizem os taxistas que escrevem crónicas, fala-se português pela maior das razões: é a língua deles.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O PARLAMENTO E RUI MACHETE
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Evitar o desperdício
Isabel Jonet aconselhou que devemos controlar o consumo e evitar coisas dispensáveis para vivermos dentro das possibilidades reais. O despesismo, a ostentação e o desperdício, não são boas ferramentas para se recuperar o atraso do desenvolvimento.
Em consonância com tais conselhos foi publicado por Celle no Sempre Jovens um texto de autoria atribuída a Eduardo Galeano, jornalista uruguaio, escritor de "As veias abertas da América Latina".
Trata-se de um texto que, apesar de extenso, merece ser bem analisado e meditado. Aprecia muito bem a diferença entre o ontem e o hoje vivendo-se agora uma adoração das coisas, de preferência novas e inovadoras para ostentar poder de compra e importância pessoal, obesidade do ego, da auto-estima num mundo demasiado industrializado em que todos somos escravos da máquina produtora. Somos assediados, induzidos e quase obrigados a descartar coisas ainda úteis e em bom estado de funcionamento, a adquirir e a mostrar coisas novas e de última moda para que as indústrias não parem. Delapida-se a natureza e, em troca, enche-se a mesma de lixo. Somos levados a concordar com o autor, e a reagir e abandonar, na medida do possível, a sociedade do desperdício. Eis a transcrição do texto:
CAÍ DO MUNDO E NÃO SEI VOLTAR
O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte, só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Compravam-se para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo casamento, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma, não se conserta. O obsoleto é de fábrica. Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos ténis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas eléctricas: o afiador ou o electricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os seleiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos carros e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava.
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já tem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus! Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome? Educaram-me para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Porque, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocó.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular poucos meses depois de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres. A terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres.
E guardávamos... Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrigerantes!!! Como, para quê? Fazíamos capachos, colocávamos diante da porta para tirar o barro dos sapatos. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para isqueiros descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de fiambre, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros radiozinhos de transiístores passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim.
As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: como de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisas para enrolar. Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um embrulho de bananas. E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Cosmopolita era a marca de um fogão que funcionava com gás) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de paus".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: custava-nos muito declarar a morte de nossos objectos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar e ser úteis. Aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!d
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, nos disseram: comam o sorvete e depois joguem o copinho fora! E nós dizíamos que sim, mas, imagina que a lançávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as rolhas de cortiça esperavam encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!! Morro por dizer que hoje não só os electrodomésticos são descartáveis; também o casamento e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objectos com pessoas.
Mordo-me para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória colectiva que se vai descartando, do passado efémero. Não vou fazer! Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno. Não vou dizer que aos velhos se declara a morte quando apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com gel no cabelo e glamour.
Esta só é uma crónica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilómetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar neste mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...
Autoria atribuída a Eduardo Galeano, jornalista uruguaio, escritor de "As veias abertas da América Latina"
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sábado, 10 de novembro de 2012
Evitar desperdícios
Vem no seguimento dos últimos posts.
Temos que evitar o secundário e supérfluo para todos termos o necessário e útil.
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Gestão Familiar
Em todo o tipo de gestão, independentemente do volume dos valores monetários que estiverem em causa, devem ser seguidas normas, como a definição do objectivo (finalidade a atingir), análise do momento actual que é o ponto de partida, preparação da decisão, planeamento, programação das tarefas e controlo da implementação das decisões, com os respectivos ajustamentos que se tornarem necessários.
Na gestão familiar, por deficiente preparação escolar nos primeiros anos de escolaridade e falta de transmissão de conhecimentos dos pais e avós, nota-se a ausência de aplicação daquelas normas e da noção de prioridades, de separação entre o essencial e o lateral ou marginal, isto é o supérfluo.
É estranho que uma família endividada por erros de gestão nos actos mais simples, procure sobreviver, passando a alimentar-se pior e a evitar a medicação que o médico considera indispensável, mas, por outro lado continua com o telemóvel, roupas de marca e demais coisas que servem para ostentar posição abastada, fazer figura, e alimentar o consumismo de roupas de marca e outros sinais da moda. Trata-se de atitudes de fachada que evidenciam pobreza de espírito. A nível de Governo acontece o mesmo com investimentos faraónicos que não terão retorno e aumentarão a já elevada dívida externa e traduzir-se-ão numa pesada herança aos vindouros, que chamarão os piores nomes aos das gerações anteriores.
Os anunciados cortes nos meios de socorro do INEM poderão ser muito criteriosos, mas falta serem bem explicados, pois certamente não são correctos para a saúde da população, pelo que os enfermeiros que os rejeitam poderão ter razão na sua indignação.
Também o caso do fecho de uma escola de Barcelos que há apenas três anos foi renovada e equipada demonstra falta de uma estratégia que servisse de base para as decisões e estas devem ter sido tomadas por mero capricho, ou para fazer a vontade a um político amigalhaço local. Brinca-se com o dinheiro público de ânimo leve ou sem sequer se pensar que se trata de um recurso perecível e de grande importância, exigindo cuidados especiais nos gastos.
Há que reorganizar já os programas de ensino por forma a que as crianças aprendam que a tabuada tem a utilidade de fazer contas á vida e aquilo que se gasta em rebuçados não fica disponível para comprar chocolate. Acabe-se com o elogio aos «criativos não actuantes» e, pelo contrário, ensine-se as crianças a tomar pequenas decisões práticas na vida corrente.
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domingo, 8 de junho de 2008
Consumidores aprendem a gerir-se
Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis, os consumidores estão a fazer contas e a racionalizar a utilização da viatura. Os aumentos médios do preço de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 foi de 11,9% e do gasóleo chegou a 19,7% mais caro. Isto no primeiro trimestre, porque estes números não contemplam ainda os aumentos mais recentes.
Da racionalização dos consumos feita espontaneamente por cada um, resultou que, durante o primeiro trimestre, as vendas de gasolina diminuíram 7% e, agora, também as de gasóleo estão a baixar. Segundo os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência, no primeiro trimestre de 2008, em comparação com igual período de 2007, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9%. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar uma melhoria desta tendência.
O consumo de gasóleo rodoviário caiu 0,2% e o de gasolina baixou 7%, o que significa que os portugueses, face aos elevados preços dos combustíveis, estão a racionalizar o consumo, o que é uma prova de maturidade. Será bom que se criem hábitos de reduzir os desperdícios, evitando gastos desnecessários. Esta racionalização nos transportes é muito importante porque 49% da procura nacional de produtos derivados do petróleo dirigiu-se ao consumo de gasóleo e gasolina para fins rodoviários.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
E os eleitores não compreendem?
Segundo as notícias que nos chegam com frequência, a sanidade mental dos governantes suscita sérias preocupações. Por acaso, hoje, reparei nuns quantos títulos que fazem pensar na forma desrespeitosa como encaram as pessoas e os dinheiros pagos pelos contribuintes.
Por um lado, há notícias que evidenciam as dificuldades e a penúria com que muita gente se debate no dia-a-dia para conseguir sobreviver.
- PIB atinge o valor mais baixo da Zona Euro. O Produto Interno Bruto (PIB) medido em unidades de poder de compra voltou a cair em Portugal em 2006, atingindo o valor mais baixo da Zona Euro. Segundo dados divulgados ontem pelo Eurostat, o indicador - que pode ser usado para medir o poder de compra - caiu um ponto percentual para os 75% da média da União Europeia (UE).
- Portugueses perdem poder de compra face à Europa . Os portugueses estão a divergir dos europeus em matéria de poder de compra.
- Famílias sem folga para poupança. Um em cada oito portugueses (ou 13%) chega ao fim do mês com a carteira completamente vazia e 30% só às vezes conseguem reservar algum rendimento para poupança; os portugueses poupam menos e gastam mais em empréstimos do que belgas, espanhóis ou italianos.
No entanto, ao lado, destes sinais negativos, surgem outros de magnanimidade, incoerentes com a situação do Pais.
Portugal promete três milhões para um Estado palestiniano. O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou ontem em Paris que o Governo português tenciona contribuir com três milhões de euros para um futuro Estado palestiniano independente. Isto junta-se a um estádio de futebol já ali construído com o nosso dinheiro.
Não há dinheiro para pagar as horas extraordinárias dos agentes da PJ como veio a público a propósito da operação contra a criminalidade nocturna no Porto, mas o ministro, com ar que procura ser convincente espera que eles, abnegadamente se sacrifiquem e às famílias, porque não admite que eles tenham «estados de alma». Trata o pessoal como máquinas tão ideais que nem precisam de manutenção. No entanto, o mesmo ministro arranja dinheiro para se rodear de inúmeros assessores, incluindo a muito experiente e competente Drª Susana Dutra. Também, para amaciar as relações com os juízes, não se inibiu de dotar os mais altos representantes da «corporação» com os melhores carros do mercado, o mesmo que fez com os seus colaboradores mais directos do ministério.
No momento da inauguração do novo tribunal de Famalicão, foi afirmado pela juíza presidente que as instalações são insuficientes para as necessidades, do que se conclui que se desperdiçam dinheiros públicos por os objectivos não serem correctamente definidos, provavelmente, não tendo sido ouvidos os juízes e os funcionários judiciais.
Também os funcionários dependentes do MAI deparam-se com graves dificuldades para cumprirem as suas missões, como tem sido referido por representantes associativos da GNR e da PS mas, junto ao MAI, parqueiam inúmeros carros de alta qualidade e com matrículas recentes.
Depois de o ministro das OP ter afirmado convictamente que o Novo Aeroporto de Lisboa «jamais» seria construído no deserto da margem Sul do Tejo, deparamos agora com os argumentos mais credíveis a apontar para a solução mais adequada ser para os lados da linha que liga Alcochete a Canha. Porém, consta que ele pretende avançar com o peso «convincente» da «decisão política» apesar de o seu colega do Ambiente já se ter mostrado inclinado para Alcochete.
Loucura, insanidade mental, incoerência, insensatez? Ou «defesa a todo o custo» de interesses ocultos e inconfessáveis? Será que chegarão ao ponto de decidirem pela Ota? E os eleitores ficarão peados, fechados no casulo do silêncio do medo?
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A. João Soares
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