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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PARA UMA OPOSIÇÃO MELHOR

Acho que o comentário que coloquei, há pouco, na « publicação de Carlos Manuel Moreno» merece ter uma visibilidade melhor:

«Parece que os políticos, embora aparentem crânio de dimensão normal, sofrem de «microcefalia», Não pensam que na SITUAÇÃO DE OPOSIÇÃO, em vez de desenvolverem o «ressabiamento» que nada os valoriza nem interessa a Portugal, deviam aproveitar o tempo como estágio de preparação para, nas eleições seguintes, obterem prova da confiança dos eleitores.

Para isso, sem deixarem de criticar os erros do Governo, devem, fazê-lo da forma mais inteligente que conseguirem, apresentando sugestões e propostas que obtivessem melhores resultados. Com isso, mostrariam aos cidadãos que sabem, têm competência, para merecer votos e ajudariam, como é dever de todos e de cada cidadão, ao crescimento de PORTUGAL e à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Palavreado vazio de conteúdo e sem sinais de melhores soluções não granjeia confiança no povo mais esclarecido.

Criticar negativamente sem justificar, mostrar ressabiamento, não interessa a ninguém, e qualquer ignorante o pode fazer.

MOSTREM VALOR, COMPETÊNCIA E AMOR AOS PORTUGUESES

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

OPOSIÇÃO DEVE MOSTRAR VALOR E AMOR A PORTUGAL


Continuo a afirmar a minha independência em relação a partidos e a colocar acima de tudo os interesses de Portugal, pelo que elogio o que me parece positivo e critico construtivamente aquilo que devia ter sido melhor. Por isso, não sou troca-tintas, depois de muito ter criticado Passos, vir dizer agora que acho bem que tenha acalmado os seus correlegionários mais exaltados e exagerados oposicionistas.

Qualquer bom português deseja que o Governo «resolva os problemas mais relevantes» e contribua no seu dia-a-dia para que esse objectivo seja alcançado com eficiência, para bem da qualidade de vida dos portugueses. Quando atribuo esse dever a todos os portugueses, incluo, logicamente, os dos partidos da oposição que devem evidenciar valor para tomar decisões importantes e grande amor a Portugal, para bem dos portugueses. Se Passos exagera na sua autopropaganda, é sensato nos conselhos que dá a Marco António, a Montenegro e a outros vivaços, pois «É ALTURA DE DEIXAR GOVERNAR». http://observador.pt/2015/12/24/mensagem-natal-passos-coelho-altura-deixar-governar/ Sobre o desempenho do papel da oposição já publiquei uma reflexão em «OPOSIÇÃO PRETENDE SER GOVERNO» http://joaobarbeita.blogspot.pt/2015/10/oposicao-pretende-ser-governo.html

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OPOSIÇÃO PRETENDE SER GOVERNO



Estar na oposição deve ser considerado como preparação para ser GOVERNO, quer na obtenção de treino para adquirir capacidades, quer na difusão pelos cidadãos em geral da competência adquirida e consolidada.

Como fazer para atingir tais objectivos? Evitar fazer críticas demolidoras sistemáticas e enveredar pela crítica positiva, construtiva para obter os melhores efeitos perante os cidadãos, Perante qualquer deficiência do governo, explicar o erro cometido e indicar alternativas mais benéficas para o País e para os cidadãos. Perante algo que precisa de mudança ou de ajustamentos, por vezes apontados pelos sindicatos ou até em cartas aos jornais ou opiniões individuais expressas em conversas, fazer propostas ou projectos na AR ou torná-los públicos por qualquer forma. Pode, de momento, nada resolver, mas será material que, ficando em arquivos ou da AR ou dos jornais, pode mais tarde ser aproveitado, por exemplo em campanha eleitoral, para lembrar aos eleitores que o País estaria melhor se não tivesse havido os erros do Governo e se tivesse sido seguido o que foi proposta pela oposição. E se essas propostas tiverem sido aprovadas pelo Parlamento, será oportuno relembrar que o benefício delas resultante foi devido ao autor da ideia, citando o que consta no arquivo respectivo.

Desta forma, ser oposição não é lavar roupa suja com intriguices e maledicências, mas sim uma preparação metódica e sistemática para vir a ser governo. E a ajuda para que o Governo tome medidas adequadas aos diversos assuntos, pode beneficiar quem a prestou.

Se assim for feito, não estou com receio daquilo que vier a ocorrer nos próximos tempos, seja qual for a cor do Governo, porque não haverá desperdícios de energias em «guerras do alecrim e da manjerona», mas sim uma convergência de esforços devidamente identificados para se fazer mais e melhor para o engrandecimento de PORTUGAL e para a consequente melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

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sábado, 24 de outubro de 2015

A HOSTILIDADE NÃO FAVORECE CONVERGÊNCIA DE VONTADES



A união faz a força

As notícias recentes mostram que, em vez de harmonia e paz, fomenta-se a exclusão, a hostilidade, a intriga, que só pode dar péssimos resultados num futuro que, para mal dos portugueses, pode ser prolongado. Desde jovem, cultivei a independência quanto a clubes de futebol e, mais recentemente, procurei ser imune a fanatismos partidários e mantenho que o meu partido é PORTUGAL.

Nessa ordem de ideias, evito deixar-me influenciar espontaneamente por comentadores e difusores de interesses, mesmo que camuflados. Aprecio análises honestas sem evidenciarem facciosismo por um ou outro. Todos têm defeitos e, por vezes, virtudes. Desde o início do mês, levantou-se um ambiente de guerrilha que chegou ao ponto de excomungar partidos legalmente constituídos em obediência à Constituição, só porque não são da preferência dos oradores.

Imaginemos que durante os últimos quatro anos, não tinham sido ouvidas as críticas e sugestões dos partidos da oposição e dos sindicatos. Se, mesmo com elas, os funcionários públicos foram miseravelmente sacrificados, se o ensino teve a crise que é bem conhecida, se a saúde se tornou difícil, se a justiça passa pelas dificuldades conhecidas, se os idosos viram o dinheiro que descontaram durante a vida para terem uma reforma satisfatória, desaparecer de forma obscura, se a classe média definhou e deslizou para a pobreza, etc. Imagine-se ao ponto a que teria chegado a «austeridade» se essas vozes de alerta e de crítica não tivessem existido.

Conclui-se que os portugueses devem muito aos partidos da oposição e aos sindicalistas. A estes, para não terem entrado em exageros, só faltaram entidades patronais com capacidade de diálogo e de argumentação para poderem conversar racionalmente com os experientes líderes dos sindicatos. Estes não encontraram pela frente alguém preparado para diálogo inteligente e conclusivo.

E depois do estado de hostilidade em que não é previsível cooperação para uma boa preparação das decisões de que PORTUGAL necessita para sair do actual buraco e poder melhorar a qualidade de vida dos portugueses, o que podemos esperar no futuro próximo????

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domingo, 14 de julho de 2013

DÚVIDAS ACERCA DA CRISE


Perante uma situação grave, são aceitáveis as dúvidas, as interrogações e as sugestões, até que a decisão seja tomada, ou a daqueles a quem não caiba a decisão mas que gostam de compreender e de analisar os problemas. Com a devida vénia,vou aqui aproveitar muitos elementos de análise do texto publicado no blogue no Blog O TRIUNFO DOS PORCOS.

Não é fácil entender, à luz da democracia e da Constituição, a salgalhada política em que nos debatemos. É arrepiante a aparente insanidade de uma grande parte dos nossos responsáveis políticos, a começar pelo Presidente. Ou estão demasiado baralhados ou, de tão embrenhadas na contemplação das folhas, as pessoas ficam incapazes de ver a floresta. Prendem-se com pequenos aspectos marginais e deixam escapar a magnitude do problema que afecta PORTUGAL, os seus cerca de 10 milhões de habitantes actuais e as próximas gerações vindouras.

Em primeiro lugar, porque carga de água um governo maioritário necessita de "apoio" da oposição? Têm maioria, têm o poder, devem governar, pois foi para isso que se candidataram e o povo os elegeu. Governem Tomem as medidas que acham correctas e colham as suas consequências, sejam elas boas ou más, mas de preferência boas. Foi para isso que foram eleitos.

Em segundo lugar, porque razão o Presidente, que tem um Executivo apoiado por uma maioria sólida, toma a ousadia de inventar "soluções" que não dependem dele, e que consistem, basicamente, em momento de folclore regional, de dar as mãos, todos juntos, ser amigos e seguir o pastor?

Há que entender que não é assim que funciona a democracia. Por outro lado, tentar amarrar o PS, que tem estado no seu papel de oposição a preparar a alternativa ao governo é entregar de mão beijada a oposição à extrema-esquerda. Na estrutura de partidos, esta manobra espúria traduzir-se-ia, inevitavelmente, na menorização do PS em favor do BE e do PCP. E o que poderia ocorrer em próximas eleições seria algo parecido com a tragédia grega com a esquerda ufana e eufórica a servir de única alternativa ao rancho folclórico agora formado. Não parece nada boa para Portugal esta radicalização.

A estrutura democrática e constitucional, parece ser simples e funcional. O Governo governa, a oposição opõe-se, a Assembleia fiscaliza os actos do Governo e o Presidente intervém apenas quando estes papéis não estiverem a ser desempenhados O jogo democrático necessita de alternativas. A opção possível e sensata, neste momento, em Portugal, é entre PSD, CDS e PS. Os extremistas de esquerda, pelo seu pequeno peso eleitoral, não são alternativa, são partidos de protesto que apenas aceitam o jogo democrático como meio de transporte, devendo com as suas críticas ajudar a limar arestas e a polir o funcionamento da administração pública, valorizando-se, dessa forma, perante os seus eleitores, pela sua capacidade de defender os interesses nacionais, no aspecto de bem estar e qualidade devida dos cidadãos. Se as suas propostas forem perigosas, irrealistas e ingénuas, não dão boas perspectivas acerca do dia em que forem eles a alternativa.

Por isso é compreensível o cuidado de António José Seguro quando se recusava a consensos e a não participar no Governo a não ser em cumprimento da vontade expressa pelo povo. Na verdade, o consenso do PS não é necessário no actual quadro parlamentar, considerando a vitalidade do jogo democrático.

Há que olhar de frente para o quadro, o cenário, em que a maioria deve tratar de governar resolvendo os problemas de curto prazo e legislar estrategicamente para as medidas de longo prazo em que é fundamental a Reforma Estrutural do Estado sobre a qual já inúmeras sugestões na Comunicação Social e na blogosfera, nada havendo a inventar, apenas é preciso analisar e escolher a melhor solução para o PORTUGAL de amanhã. E deixem-se de palavras exóticas que só servem para confundir os cidadãos e adiar o trabalho que se impõe com urgência. Para quem não está habituado em estudar os problemas e encontrar solução pode ser difícil e duro, mas foi para isso que pediram o voto aos portugueses e eles lho deram.
E não percam tempo que ele é o recurso mais precioso pois, aquele que se perde, não se recupera.

O Partido Socialista deve fazer o seu papel e opondo-se, contestando, berrando, mas de forma positiva, construtiva, mostrando o seu valor ao seu eleitorado para constituir-se como alternativa, para que os portugueses não tenham de escolher entre grupos menos credíveis.

O Presidente Cavaco, em vez de travar de bloquear e ameaçar deve inserir-se nas regras da Democracia e, quando necessário, estimular o Governo para soluções simples e eficientes com vista à boa qualidade de vida das pessoas e ao eficaz desempenho da Administração Pública. Se vir que o Governo não funciona, então tem a competência de dissolver a AR e convocar eleições antecipadas. Mas não ameace com esta arma.

BE e PCP, devem continuar a sua actividade de crítica e de propostas mesmo que radicais e irreais. Talvez um dia algumas delas sejam aplicadas depois de os ânimos serenarem e as condições se tornarem mais propícias às utopias de agora.

imagem de arquivo

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Apelo à oposição

Já não é novidade que a situação de Portugal, dos portugueses, é motivo real para descontentamento e ausência de esperança para melhoras a curto ou médio prazo. E, se não houver mudanças, nem para o longo prazo se justificam esperanças concretas.

As banalidades do PR de que a crise tem que ser resolvida com o esforço de todos os portugueses são tão banais que ninguém das classes mais desfavorecidas as ignora, pois as sente quotidianamente à mesa e em todos os aspectos da vida real.

Porém, há uma quantidade de parasitas e abutres que, se têm preocupações, elas relacionam-se com a aplicação nos off shores que desejam ser mais rentável e com a ostentação de sinais exteriores de riqueza. E esse desejo de ostentação convive com a ambição de mais enriquecimento por qualquer forma. Não pode ignorar-se, por exemplo, a notícia de que um administrador da CGD numa viagem a Maputo utilizou a Air France em vez da TAP, gastando o triplo.

Devendo o esforço ser de todos os portugueses, será bom que a oposição desempenhe um papel mais positivo. Explico. Está certo que a oposição, como vem fazendo, critique todos os aspectos menos correctos da governação, mas não deve ficar por aí. É certo que a oposição tem sempre presente a vontade de obter votos nas próximas legislativas, mas pode atingir esse desiderato, pela positiva sem se limitar a ser demolidora. Para ganhar, o trilho a seguir não deve ser o da canelada e da rasteira.

Se um Partido apresentar na AR ou apenas na Comunicação Social uma proposta ou sugestão bem elaborada, fundamentada e pormenorizada para um sector específico, mesmo que não venha a ser aprovada, ela valoriza o Partido que, mais tarde, pode afirmar que «isto está muito mal mas estaria melhor se tivesse sido aceite a nossa proposta ou sugestão de tal data». Se os Paridos seguissem esta via de mostrar aos portugueses o seu valor e capacidade para gerir bem os problemas nacionais, estariam a somar pontos para as próximas eleições. E, dessa forma, contribuiriam simultaneamente para os portugueses saírem da crise e serem aliviados dos apertos em que os têm estado a meter.

O povo agradeceria.

Imagem de arquivo

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Felizmente, há oposição

Todos os dias recebo muitos e-mails de várias origens e com diversos estilos, trazendo sinais de pessimismo acerca da situação actual e de falta de esperança numa solução. Parece que a confiança no governo e nos destinos do País vai desaparecendo à medida que o tempo passa.

Mas, apesar das tendências centralizadoras, do autoritarismo arrogante, e do «quero, posso e mando», a oposição está a mostrar-se vigilante e actuante, com propostas e sugestões que poderão moderar as ânsias absolutistas do Poder. Estas foram evidentes quando um ministro ainda sem ter a cadeira bem quente, disse «os eleitores deram-nos a maioria absoluta para nós governarmos como quisermos», o que mostrou a sua determinação para ignorar as promessas eleitorais e o programa de Governo, o que é condenável em termos de ética, moral e lealdade.

Mas, como os recentes títulos da Comunicação social abaixo linkados mostram, felizmente a oposição existe e está actuante, o que dá a esperança de a democracia não estar moribunda. A oposição tem o papel de moderar os ímpetos do Governo, sugerir alterações e novas soluções, tendo sempre em vista o desenvolvimento e a melhoria do bem-estar dos portugueses:

- Paulo Portas pede que recandidatura de Durão não seja arma de arremesso
- Sindicatos e PCP querem mais fiscalização a empresas em dificuldades
- Bloco de Esquerda defende “renacionalização” do sector de energia
- Graças ao Bloco
- Deputada do Bloco desafia PS a dizer o que pensa da nomeação de Domingo Névoa
- BE e Sá Fernandes criticam nomeação de Domingos Névoa para presidir Braval
- Paulo Portas quer explicações de Alberto Costa no Parlamento
- Legislatura do PS foi “uma clara oportunidade perdida”, disse vice-presidente do PSD
- PCP quer criminalizar o enriquecimento ilícito
- PSD quer criminalizar enriquecimento ilícito
- PCP e Bloco insatisfeitos com explicações do procurador sobre alegadas pressões a magistrados
- Louçã acusa PS de "não querer" combater a corrupção e o enriquecimento ilícito
- Juiz propõe criminalização do "enriquecimento ilícito"
- Ferreira Leite acusa Governo de confundir prioridades ao escolher ministro com maior problema do país para coordenar eleições no PS
- PSD Ferreira Leite acusa PS de preterir interesse nacional

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Situação política actual

Transcrevo o seguinte artigo do Blog SEDES por o considerar uma análise objectiva e isenta da situação actual que merece ser ponderada pelo cidadão comum e, principalmente, pelos obreiros do futuro do País.

Mal-estar difuso
Publicado por L. Campos e Cunha a 11 de Dez

Há uns oito meses, a SEDES chamou a atenção para um mal-estar difuso que poderia degenerar em conflitos sociais de dimensões e consequências imprevisíveis. A crítica pessoal foi a resposta à Tomada de Posição da SEDES, procurando assim que as ideias ficassem por discutir. Dias depois, tivemos o País paralisado por bloqueios ilegais (e ilegítimos) de camionistas. Desde então, as manifestações de vários grupos não deixaram de acontecer. O caso mais recente dos professores é paradigmático.

Mas tememos que o caso da Grécia possa ser mais um sinal de alerta. A Crise, que ainda mal nos tocou, pode criar situações de gravidade social para as quais o Governo não tem margem de manobra orçamental com a fúria despesista para obras que nada resolvem e que já estão a criar dificuldades de financiamento no sector público neste preciso momento. A oposição que deveria canalizar para dentro do sistema o descontentamento não funciona seja por culpa própria, seja por controle governamental dos media. Aliás, em bom rigor, hoje o PS é poder e oposição simultaneamente. Do ponto de vista de Sócrates, Manuel Alegre é mais oposição que Ferreira Leite e ficaremos a dever a aquele o representar democraticamente o desespero de muitos.

Nessa tomada de posição a SEDES também chamava a atenção para uma imprensa (crescentemente) sensacionalista conjugada por uma justiça morosa e ineficaz abria as portas ao populismo e à arbitrariedade. Nada vem mais a propósito, pois temos vindo a assistir a verdadeiras campanhas de ataques pessoais nunca vista em democracia. Há muitos jornais (alguns ditos de referência) que não se cansam de atacar a idoneidade de pessoas que conheço bem e sei da sua honradez e honestidade, enquanto que a negociata e o contrato-que-cheira-mal passa em claro. Ou seja, um certo estilo de gente abomina pessoas decentes e rectas pelo que é necessário eliminá-las quanto mais depressa melhor. Dentro em pouco, lugares públicos (não necessariamente políticos) serão só ocupados por pessoas que estejam lá por razões que nada têm a ver com o bem comum.

Este sistema político está prematuramente envelhecido e não o vejo capaz de enfrentar os problemas sociais que a Crise poderá (esperemos que não) acarretar. Temo que a Grécia não seja o prelúdio de algo mais grave a nível europeu e nacional. Nessa altura, é bom estarmos preparados para defender a liberdade.

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domingo, 30 de setembro de 2007

Partidos. Líderes e estratégia de governo

Luís Filipe Menezes está de parabéns, porque atingiu o seu objectivo de ser líder do seu partido. Porém, não há a certeza de que o partido e o país também mereçam ser felicitados.

Tal como no atletismo, os vencedores das corridas devem ser os mais capazes, os mais rápidos a chegar à meta e não aqueles que passam rasteiras aos competidores para estes se atrasarem, também na política devia haver a preocupação desportiva de mostrar aos eleitores a sua capacidade de aplicar estratégias, mais eficientes para desenvolver o País e granjear melhores condições de vida à população, através do ensino, da saúde, da justiça, do apoio a idosos, etc.

Mas a política não tem a lisura do desporto saudável e viril, utilizando, pelo contrário, a rasteira, a cilada, a traição, a calúnia, com uma frequência indesejável. Porém o País não beneficia com golpes baixos que acabam por trocar incompetentes por outros mais ou menos iguais. O País precisa, sim, de inovação, de formulação de novos caminhos para atingir os objectivos atrás referidos. E essas novas directrizes não se estabelecem com os pés assentes na miséria da guerrilha partidária, mas com a cabeça à altura dos valores éticos e sociais equipados com os melhores princípios morais da verdadeira democracia.

Não interessa que, em 2009, o vencedor nos traga mais do mesmo, como tem acontecido nas últimas décadas. É indispensável que a oposição, isto é, a capacidade de alternância democrática, seja inovadora, preparando as medidas necessárias para as circunstâncias previsíveis do futuro, ou mesmo para a preparação de um futuro diferente do presente. Nada adianta, como outros já fizeram, repetir citações de Sá Carneiro, que esteve correcto numa data já distante, muito diferente da hodierna. A actual oposição tem de criar um corpo de doutrina que lhe permita, no futuro, poder governar de forma coerente e eficiente e, antes, como oposição, ter capacidade para controlar o Governo e dialogar com ele no sentido de evitar que este cometa erros prejudiciais ao País e de decidir de forma correcta com vista a um País (população) melhor. Em vez e demolir os governantes com activa guerra psicológica, deve colaborar construtivamente no sentido do máximo benefício para os cidadãos. Estes acabarão por demonstrar a sua gratidão quando forem às urnas. As pessoas não são tão estúpidas e distraídas como os políticos querem fazer crer, nos seus discursos egocêntricos.

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domingo, 16 de setembro de 2007

Lição vinda de Timor

A formação do actual Governo ocorreu de forma pouco ortodoxa, levantando dúvidas quanto à sua capacidade de sobrevivência. Trata-se de um país independente que não deve ser observado com ares de paternalismo que faça recordar os tempos do colonialismo. Mas a sua juventude. a inexperiência dos seus políticos, as tradições da população e os traumas da história recente fazem que estejamos atentos ao que se passa.

Por outro lado, um País recém criado como Estado independente, pode criar as suas estruturas de forma pura e inovadora respeitando a sério os princípios da democracia. Daqui podem vir casos a lamentar ou, o que será muito positivo, boas lições ensinando como se pratica a Democracia. Poderemos vir a aprender muito com Timor-Leste

Os governantes não precisam ser homens excepcionais, sumidades de inteligência muito acima do normal ou cientistas com vasto currículo. Têm que ser pessoas normalmente honestas, com vontade de fazer crescer o seu país, de melhorar as condições de vida do seu povo, sempre com verdadeiro sentido de servir o Estado. Não podem esquecer que a base da democracia assenta numa estrutura imprescindível e que deve ser eficiente de controlo apertado e eficaz dos órgãos do poder e de quem os desempenha. É essa função de controlo que define a democracia e não o direito ao voto, pois votar também acontece em Cuba, na Venezuela, no Zimbabwé e acontecia no Iraque de Saddan.

O Parlamento de Timor-Leste aprovou ontem um voto de confiança ao Governo e chumbou uma moção de rejeição apresentada pela Fretilin e apoiada pela coligação KOTA-PPT, o que levou Mari Alkatiri a afirmar que "o Governo não tem legitimidade", e que "o primeiro-ministro de facto só tem 24% dos votos".

A isto o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, respondeu que a partir de 2008 "será um Orçamento no qual serão introduzidas as coisas que a Oposição disse que faltavam neste e sobre as quais tem razão". E declarou mais: "estamos a andar no bom caminho, no sentido de aceitarmos que a democracia é assim e que as boas propostas são aceites, partam de quem partirem", dizendo-se "satisfeito porque Timor tem uma Oposição forte que vai fiscalizar bem o Governo".

Estas palavras acerca da essência da Democracia e do papel da oposição e da aceitação pelo governo das propostas que receba, poderão constituir uma boa lição para o Mundo Democrático, na linha já aqui exposta.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A Política em Portugal, segundo Eça

O sempre actual Eça de Queiroz, quase tão vidente como Nostradamus, escreveu em Junho de 1871 o seguinte texto que faz parte do capítulo IX do livro «Uma Campanha Alegre», obra já aqui referida em post recente, que, apesar de todo o tempo decorrido se apresenta muita ajustado às condições vividas nos últimos anos.

Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:

Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder... O poder não sai de uns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão - «os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!»

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais - «os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo e os interesses do País!»

Mas – coisa notável! – os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser «os esbanjadores da fazenda e ruína do País», durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem - «os verdadeiros liberais e os interesses do País!»

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de «esbanjadores da fazenda e ruína do País»; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio – a vir a ser «os verdadeiros liberais e os interesses do País».

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido, por seu turno, «esbanjador da fazenda e ruína do País...»

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas – pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do pode moderador...

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas e num chouto tão triunfante!

Daqui provém também este caso singular.

Um homem é tanto mais célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro – isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo «esbanjador da fazenda e ruína do País», etc.
(...)

NOTA: Pode haver pormenores que não se ajustem rigorosamente ao caso presente. O mais notório é o número «doze ou quinze», pois que o anedotário actual se refere ao grupo dos tais «esbanjadores da fazenda e ruína do País», como «Ali Babá e os quarenta...», portanto, um número muito superior, sem contar com as centenas de assessores.

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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Oposições e governos em democracia

Escreva aqui a primeira parte do artigo
Na competição interna de um partido da oposição, um dos candidatos alega ser o melhor para liderar o partido por ter uma estratégia eficiente para fazer a vida dura ao governo.

Na minha qualidade de cidadão apartidário com acentuada ignorância e desmedida inocência utópica, mas muito interessado com o que se passa no País, fico chocado que um líder de um partido, com vocação e intenção de ser governo, faça esta interpretação politiqueira do papel da oposição. Esperava e desejava que os políticos, pelo menos nos discursos públicos, mostrassem colocar em primeiro lugar o objectivo de melhorar os destinos dos portugueses e, portanto, colaborar na governação em todas as suas medias positivas e alertando e criticando o governo em tudo o que seja menos consentâneo com o desenvolvimento sócio-económico do País. Essa, e não a obstrução sistemática, indiscriminada e obsessiva, seria a melhor e mais patriótica actuação da oposição.

Perguntarão como é que esse procedimento se coadunaria com a corrida à alternância democrática, nas eleições periódicas. A resposta pode ser que, certamente, não deixariam de publicitar as suas ideias, propostas e sugestões para a melhor resolução dos problemas fundamentais, evidenciando a sua capacidade como alternativa de governo. E, quanto a propostas e sugestões não aceites que o futuro viesse mostrar serem correctas, poderiam mais tarde dar a conhecer ao País que eles têm soluções melhores e mais pragmáticas que o governo para desenvolver o País e criar mais adequadas condições de vida para os cidadãos.

Desta forma, os partidos seriam mais úteis ao País e granjeariam o apoio esclarecido dos eleitores sem se baixarem ao abuso de fofoquices, tricas partidárias e falsas promessas.
Porém, uma coisa são os ideias de um cidadão interessado pelo futuro do País, e outra coisa são as volubilidades, infantilidades, ambições desmedidas e incompetências dos políticos.

Escreva aqui o restante do artigo

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