domingo, 11 de março de 2012

É necessário fugir ao fatalismo

Há muita gente que aceita tudo, com acomodação ao fado, ao destino, e é frequente ouvir-se «pode ser que não seja nada e se for então se vê». Daí não se ter consciência da necessidade de segurança, da prevenção, de evitar os riscos desnecessários mas, pelo contrário sujeitar-se aos acidentes que causam perdas de vidas em casa, no trabalho e nas estradas.

Em vários aspectos das vidas privadas e das sociedades podem e devem ser evitadas situações graves e pode tornar-se menos grave o efeito de crises. De pouco vale denunciar as causas e acusar os causadores, chorando sobre o leite derramado se não forem retiradas lições para melhorar comportamentos futuros de precaução, prevenção e eficiência.

A Wikipédia diz o seguinte sobre o fatalismo: «Em Filosofia, o fatalismo é a concepção que considera serem o mundo e os acontecimentos produzidos de modo irrevogável. E também a crença de que uma ordem cósmica, dita Logos, preside a vida cotidiana. Mas, em geral, é uma corrente aceita por quem toma de modo passivo os eventos, não tendo a crença de que pode exercer um papel na sua modificação.»

E entretanto, surgem duas notícias, ambas, com interesse, citando o mesmo político, a referir o determinismo que tolhe pessoas que deviam tomar decisões bem preparadas mas que, por se mostrarem crentes no «inevitável», nem sempre definem claramente prioridades e estratégias adequadas. Numa das notícias defende necessidade de desmontar a ideia de que “é tudo inevitável” e na outra lamenta “bulha” para decidir “quem fica com a caneta para assinar os cheques”.

Imagem de arquivo.

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Ministro das Finanças com poderes acrescidos

Não seria a primeira vez que em Portugal um ministro das Finanças se tornasse ditador.

Será interessante ler a notícia Marques Mendes preocupado com polémica do QREN não poupa críticas ao Governo em que diz “Ter um ministro das Finanças com autoridade e força política dá-me confiança. Agora, ter um ministro da Economia fragilizado preocupa-me. (…) Não o digo com prazer. Digo-o com preocupação”.

Compare-se com as seguintes notícias anteriores:

- Governo aprova comissão liderada pelas Finanças para gerir fundos
Passos rejeita competição no Governo por causa do QREN
- Pires de Lima. Polémica em torno da gestão dos fundos comunitários é "artificial"
- PS admite agendamento potestativo para obrigar ministro das Finanças a depor sobre o QREN
- Confederações empresariais pressionam Passos a manter gestão do QREN na Economia

Sobre o perigo da obsessão dos números e dos modelos matemáticos com desprezo das pessoas e da economia real ou social, ver este vídeo.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Em quem podemos acreditar???

Eles falam, falam e, se espremermos, não sai nada de seguro em que possamos crer. Quem estará a dizer a verdade?

Notícia do PÚBLICO online de 07-03-2012, às 15h46m, tem por título Passos diz que a Lusoponte não arrecadou as portagens de Agosto.

No mesmo dia, às 21h39m, saiu a notícia no mesmo jornal BE diz que Passos foi “enganado” por secretário de Estado sobre Lusoponte.

No mesmo dia, às 22h22m, saiu a notícia no mesmo jornal Secretaria de Estado e Lusoponte contradizem Passos sobre portagens

Podemos acreditar em alguém? Alguém estará a dizer a verdade? Quem?

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Errar é humano mas é nocivo

Não é para estranhar, por não ser o primeiro recuo de decisões governamentais, que o Governo abre excepção para a TAP e autoriza empresa a manter salários.

É positivo ver que os governantes se consideram humanos e, como tal, sujeitos a erros, e se prontificam a corrigi-los. Mas, por outro lado, cada recuo demonstra que erram em coisas que deviam ter sido bem pensadas e dialogadas antes de serem concretizadas. É que os recuos e as manifestações que a eles conduziram têm custos sociais, financeiros, materiais e de eficiência dos serviços. É, por isso, imprescindível proceder a uma perfeita preparação da decisão.

Esperemos que se retirem as devidas lições dos erros de percurso.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Comércio em queda

Não podemos queixar-nos de falso optimismo da propaganda governamental. Parece que os governantes estão mais ou menos cientes da crise, embora não haja sinais do clic de inspiração para enveredarem por uma solução esperançosa. Realmente, não há razões para optimismo, como mostra a notícia Portugal regista maior queda da UE nas vendas a retalho em Janeiro. Esta notícia vem ao encontro de outra chegada há dias com o título Gaspar em pânico com quebra abrupta das receitas da Segurança Social e do IRS.

Tudo isto era previsível, depois de ter sido decretada a feroz e obsessiva austeridade que nos oprime, tirando o poder de compra e a capacidade de gerar actividade económica de onde, assim, não pode resultar o volume habitual da colecta de impostos. E a lógica faz prever que isto vai agravar-se, as lojas estão paradas por falta de clientes e algumas já fecharam, indo aumentar o desemprego e reduzindo o IRC e o IVA. O trânsito automóvel tem vindo a reduzir-se e, em consequência, os combustíveis estão a vender menos, do que resultará diminuição dos respectivos impostos. Os desempregados, deixando de receber, fazem reduzir a colecta do IRS.

Não é por acaso que surgem as seguintes notícias PS entrega projecto para garantir pequeno-almoço aos alunos mais carenciados numa atitude louvável de oposição positiva, colaborante e patriótica; Mais de 100 mil pessoas têm os salários penhorados; Malparado volta a bater recorde, o que mostra as culpas da banca que está na origem da crise com o marketing agressivo de tentar as pessoas para o consumismo a crédito, sem garantias válidas, do tipo «vá de férias e pague depois». A ausência de uma escolaridade prática e útil para ensinar as pessoas a lidar com o dinheiro, levou o povo a ser vítima dessa publicidade e gerou esta situação que está a ser aflitiva para muitas famílias.

Mas a imoralidade social não foi emendada, o BPN custou aos contribuintes, inocentes, um preço escandaloso, para proteger uns poucos especuladores e usurários, mas os Bancos foram buscar mais de mil milhões ao BCE.

Conclui-se que se na crise se encontra lógica, o mesmo não acontece no combate que lhe deve ser dado o qual não aparenta racionalidade visível.

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Apelo à oposição

Já não é novidade que a situação de Portugal, dos portugueses, é motivo real para descontentamento e ausência de esperança para melhoras a curto ou médio prazo. E, se não houver mudanças, nem para o longo prazo se justificam esperanças concretas.

As banalidades do PR de que a crise tem que ser resolvida com o esforço de todos os portugueses são tão banais que ninguém das classes mais desfavorecidas as ignora, pois as sente quotidianamente à mesa e em todos os aspectos da vida real.

Porém, há uma quantidade de parasitas e abutres que, se têm preocupações, elas relacionam-se com a aplicação nos off shores que desejam ser mais rentável e com a ostentação de sinais exteriores de riqueza. E esse desejo de ostentação convive com a ambição de mais enriquecimento por qualquer forma. Não pode ignorar-se, por exemplo, a notícia de que um administrador da CGD numa viagem a Maputo utilizou a Air France em vez da TAP, gastando o triplo.

Devendo o esforço ser de todos os portugueses, será bom que a oposição desempenhe um papel mais positivo. Explico. Está certo que a oposição, como vem fazendo, critique todos os aspectos menos correctos da governação, mas não deve ficar por aí. É certo que a oposição tem sempre presente a vontade de obter votos nas próximas legislativas, mas pode atingir esse desiderato, pela positiva sem se limitar a ser demolidora. Para ganhar, o trilho a seguir não deve ser o da canelada e da rasteira.

Se um Partido apresentar na AR ou apenas na Comunicação Social uma proposta ou sugestão bem elaborada, fundamentada e pormenorizada para um sector específico, mesmo que não venha a ser aprovada, ela valoriza o Partido que, mais tarde, pode afirmar que «isto está muito mal mas estaria melhor se tivesse sido aceite a nossa proposta ou sugestão de tal data». Se os Paridos seguissem esta via de mostrar aos portugueses o seu valor e capacidade para gerir bem os problemas nacionais, estariam a somar pontos para as próximas eleições. E, dessa forma, contribuiriam simultaneamente para os portugueses saírem da crise e serem aliviados dos apertos em que os têm estado a meter.

O povo agradeceria.

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domingo, 4 de março de 2012

A história garante que a crise passa !!!


Ao longo de mais de oito séculos de História, os portugueses passaram por diversas crises económicas, políticas e sociais e, talvez baseado nesses dados do passado, o ministro das Finanças afirmou, usando mais uma vez o verbo «garantir», que a história garante que venceremos a crise.

Seria desejável e um tónico para a esperança do povo português que o ministro, mesmo que não «garantisse», dissesse que as medidas já tomadas estão a dar bons resultados e que é de esperar que com os planos do Governo, em fase de implementação, Portugal venha a sair da crise no próximo ano em que já Frasquilho previu que se inicie o«crescimento positivo».

As palavras do ministro fazem recordar as do Rei de Espanha ao Presidente Hugo Chávez «porque não te calas?». Realmente Portugal ultrapassou muitas crises ao longo da sua história, mas a maior parte delas terminaram com a força das armas e dos paus de marmeleiro, correndo com políticos que deram lugar a outros mas causando sofrimento e perdas de vidas a pessoas inocentes e destruindo haveres e património público e privado. Perante esses desfechos que a História reporta, parece mau sintoma um ministro estar a fazer recordar as soluções para as crises da História. E, por outro lado, não perspectiva desempenho positivo por parte dos governantes, pois tais palavras podem levar a concluir que da iniciativa governamental não esperam mais do que dos casos da História.

Enfim, mais uma vez, se conclui que os homens públicos devem pensar previamente e preparar as frases que vão dizer em público, para que os efeitos não sejam opostos aos pretendidos.

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sábado, 3 de março de 2012

Fundação do Magalhães


Convém preservar na memória notícias como a que nos diz que aFundação do Magalhães não foi extinta, porque esta como muitas outras são peças dum ‘puzzle’ que a pouco iremos tornar claro. A notícia tem contradição entre promessas de governantes e realidades posteriores, para não falar entre afirmações » (ou ‘garantias’ dadas) durante a campanha eleitoral e o que hoje conhecemos do que se passa à nossa volta.

Quais foram os reais benefícios obtidos pelo Estado (os portugueses) com a continuação da existência de tais fundações? Particularmente da «Fundação para as Comunicações Móveis», qual foi o benefício nacional? Há quem insinue que o venezuelano Hugo Chávez viu nesta fundação muito interesse!!! Como dizia, há anos, um humorista brasileiro na nossa TV, «como é possível ???!!!

E se já ouvimos tantas promessas (ou ‘garantias’ de reformas, fica a dúvida dos interesses que estarão em jogo para não se extinguirem as 578 ou, no mínimo, grande parte delas. O que se passa a respeito de cada uma delas?

E assim vai este País!!! E o contribuinte anónimo que se lixe!!!

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Gaspar não previu e está em pânico...

A notícia Gaspar em pânico com quebra abrupta das receitas da Segurança Social e do IRS, mesmo apenas pelo título, faz recordar a frase de Camões «não louvarei capitão que diga não cuidei». Pois é Sr. Ministro, como é possível não ter previsto estas quebras e outras, depois de decretar uma austeridade feroz que secou as fontes dos impostos?

E a lógica faz prever que isto não fica assim, vai inchar! Se fizer bem as contas, há-de notar que o IA (Imposto Automóvel) também baixou pois a quebra das vendas, segundo as notícias, foi de cerca de 50%. A queda do IVA, apesar dos aumentos brutais dos produtos alimentares, também deve ser notável pois as lojas estão paradas por falta de poder de compra dos potenciais clientes e algumas já fecharam, indo aumentar o desemprego e reduzindo o IRC e o IVA.

O trânsito automóvel tem vindo a reduzir-se e, em consequência, os combustíveis estão a vender menos, do que resultará diminuição dos respectivos impostos. Os desempregados, deixando de receber, fazem reduzir a colecta do IRS.

Estas rápidas observações de um leigo parecem lógicas e, por isso, admira que o Sr. ministro se espante com as quebras dos impostos. E tudo leva a crer que isto vai piorar. A solução não está no agravamento da austeridade mas em a economia aumentar a produção de bens vendáveis e exportáveis e, para isso, não bastam palavras bonitas sobre estágios e novas instituições de emprego que conduzem a nomeações, para o seu enquadramento, de «boys» do clã, que serão os únicos beneficiados com tal tipo de redução de desemprego.

Não é novidade e muitas vezes tem sido escrito em vários locais que este tipo de problemas de gestão ou de governação precisam de soluções abrangentes de todos os sectores que interagem com aquilo que é mais visível. Mexer apenas no aparente e deixar o resto a apodrecer só agrava a situação na sua globalidade.

Por tudo isto, não entre em pânico Sr. ministro. Está a ceifar a seara que começou a semear há já mais de oito meses. O pior é que os 10 milhões de portugueses que têm vindo a ser explorados continuarão a ser as vítimas dos governantes que tiveram e têm.

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Dois grandes inimigos da sociedade

A evolução da humanidade, nem sempre foi imune a perigos de má utilização de evoluções que, se bem aproveitadas, com critério ético e precavido, seriam fonte de comodidade e bom viver.

Há, hoje, consciência de que o dinheiro e o petróleo constituem a causa de grandes males que tornam as pessoas infelizes sob diversos aspectos.

O dinheiro foi criado para facilitar as trocas de produtos e a remuneração de serviços prestados. Isso era de grande utilidade. Mas a má formação das pessoas veio transformá-lo em ferramenta da ambição, ostentação, competição, especulação, inveja, corrupção tráfico de influência, marketing agressivo incitando ao consumismo, perda da noção do essencial e das futilidades, etc, etc

O petróleo, aliado à ambição e outros vícios referidos em relação ao dinheiro, veio desenvolver a industrialização, primeiro como coisa útil, mas depois como competição e ambição de riqueza, etc. Diariamente são consumidos milhões de toneladas deste hidrocarboneto, na forma dos seus múltiplos derivados, praticamente todo transformado em monóxido de carbono, poluindo o ar, a terra e o mar, com destruição do ambiente e da vida que nele se processa. Doenças variadas e a mudança do clima devem-se em grande parte ao consumo dos derivados do petróleo. E a ele se devem muitas guerras que têm destruído vidas humanas, património arqueológico e de utilidade corrente e espécies naturais.

Não é fácil prescindir do dinheiro e da mola que faz girar a roda da indústria em geral, mas deve começar a meditar-se na melhor forma de utilizar as ferramentas de que dispomos, sem lesar a Natureza e a vida humana, nos aspectos de vida física e de comportamentos éticos.

Neste mês dedicado à Natureza, com o equinócio da Primavera a marcar o momento do rejuvenescimento da vida animal e vegetal no Planeta, será bom meditar sobre este tema.

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