Sob este título podem escrever-se muitos volumes, infelizmente. O dinheiro dos impostos e contribuições é muito mal gerido e os erros passam impunes. Não refiro o que se passou no túnel ferroviário do Rossio em Lisboa, nem nas obras do Metro no Terreiro do Paço, nem na deficiente ou ausente manutenção da linha ferroviária do Tua, nem em muitos outros casos de que a Comunicação Social fez eco.
Refiro apenas três casos noticiados recentemente, em que houve erros de projecto e ou de construção. Se errar humano, é sensato que quem erra por incompetência, negligência ou outra qualquer deficiência de dedicação à sua função, seja responsabilizado pelas consequências das suas falhas.
Uma estrada que vai ligar a Estrada Nacional 8, na zona do Barro, aos bairros da Vitória, Santa Maria e Casal da Mata, no concelho de Loures está pronta desde Novembro, pelo menos, mas não a abrem, porque, segundo consta, falta um parecer da Estradas de Portugal, o qual, apesar de estarmos na era do SIMPLEX, não pôde ser dado durante estes cinco meses. Os populares mais directamente afectados dizem que «devem estar à espera das eleições para virem cá todos cortar a fita e bater palmas».
No concelho de Vila Franca de Xira, o viaduto do Forte, com oito anos de construção e dois milhões de euros, sem utilização vai ser demolido. Trata-se de uma ponte cuja altura foi mal calculada, não tendo saída de um dos lados por embater numa serra.
Além dos custos dos custos da construção, a demolição irá custar aos cofres do município cerca de 100 mil euros, mas colocará um ponto final numa construção que da polémica nunca conseguiu escapar, desde que começou a ser edificada em 2001 (há oito anos). Curiosamente, a obra teve sempre apoio técnico!
Há dias surgiu um caso parecido mais para o Norte do país, de que agora não me recordo de pormenores.
No concelho de Mortágua, a barragem do Lapão, em que foram investidos quatro milhões de euros, nunca funcionou devido a um quase colapso em 2003, há seis anos de "inutilidade" da estrutura de regadio!
A Câmara Municipal de Mortágua pretende acelerar, ao abrigo da Lei da Protecção Civil, as obras de reabilitação e reforço prometidas desde 2003". Pretende reabilitar primeiro, reforçar depois, esperando poder contar, no PIDDAC de 2010, com mais dois milhões de euros para pôr finalmente a barragem do Lapão a irrigar os cerca de 400 hectares de terras da Várzea de Mortágua.
O presidente do município desabafa, com muita razão: "Isto já cheira mal. Não se compreende que uma estrutura de quatro milhões tenha quase soçobrado sem o apuramento de responsabilidades. É muito estranho que o inquérito administrativo feito a seguir à tempestade de Janeiro de 2003, tenha sido inconclusivo, quando o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) confirmava a existência de falhas na construção que nunca chegaram a ser participadas aos tribunais".
E assim navega o nosso Portugal. Como reage o Governo e as Autarquias perante estes falhanços? Há quem diga que os corruptos passivos perdem autoridade perante as «atenções» dos construtores e acabam por ficar na dependência destes que se mantêm impunes. E a Justiça? Porque é rigorosa contra os «pilha-galinhas» mas não age contra os poderosos da construção civil que podem pagar a bons advogados e manter os processos até à prescrição quando não conseguem o seu arquivamento?
Com estes casos a repetirem-se sem condenação a indemnizar o Estado e os lesados, Os maus exemplos alastram e o País avança, a passos largos, para a ruína. Há que arrepiar caminho!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Irresponsabilidade na gestão pública
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A. João Soares
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Crise exige medidas realistas
Como a crise exige medidas realistas, as grandes empresas, principalmente as de serviços, estão a encarar com eficiência, do seu ponto de vista, a sua saída da crise e não param de intensificar a apetência para o consumo. É raro o dia em que o telefone não toca com alguém a querer impingir uma «boa oportunidade» de uma promoção vantajosa, etc. Perante isso, cada cidadão não pode deixar de pensar na sensata gestão dos seus reais interesses, governando a sua vida da forma mais adequada, resistindo às múltiplas tentações que lhe são atiradas aos olhos. A crise deve ser aproveitada para acertar agulhas e passar a conduzir a economia doméstica pela melhor rota.
Mas continuam os sinais negativos com prevalência de manter as aparências, o faz-de-conta da ostentação, desviando recursos daquilo que é essencial e encaminhando-os para o secundário e supérfluo. O artigo Crianças mal alimentadas mas com ténis de marca conta-nos que o hospital Amadora-Sintra começou a identificar há ano e meio as condições em que aparecem muitas crianças com fome, graves carências alimentares e falta de higiene originadas pela crise, mas que não deixam de usar vestuário e calçado de marca.
Entretanto o Bispo do Porto diz que o trabalho é condição indispensável para a realização pessoal. Segundo ele, "aceder ao trabalho, além de necessário para ganhar o sustento, é condição indispensável para a realização de cada ser humano".
É certo que a oferta de emprego é escassa, o desemprego é uma das piores ameaças da crise, mas existem alguns pedidos de trabalhadores e não surgem interessados em aceitar, por preferirem viver do subsídio de desemprego. Conforme diz o Bispo, o trabalho tem o efeito material mas também o benefício psíquico de a pessoa se considerar útil e com importância na sociedade. E o trabalho pode, em muitos casos, ser feito por contra própria, procurando um nicho do mercado, uma necessidade de um serviço que trará compensação. «Trabalhar para aquecer» não é trabalho, é desporto. Trabalho é «um esforço penoso para produzir bens» e que, por isso, é recompensado. Há muitas pequenas coisas que necessitam quem as faça e dão remuneração. Para lá chegar, basta muitas vezes estar atento, olhar á volta, ter vontade de trabalhar e dedicação pela execução da tarefa. Essas qualidades e a criatividade são as ferramentas que levam os imigrantes a encontrar meios de subsistência, muitas vezes de forma folgada. Estão ao alcance de qualquer um.
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sábado, 11 de abril de 2009
Amadorismo na Justiça???
PCP critica prazos para “limpeza” do cadastro de presos
Público. 10.04.2009 Nuno Simas, Paula Torres de Carvalho
Partido enviou pergunta ao Ministério da Justiça
Pode um cidadão que está a cumprir pena de prisão ter o registo criminal limpo? A resposta é… sim. E, por isso, o PCP fez uma pergunta ao Ministério da Justiça a pedir explicações. As dúvidas do deputado comunista António Filipe surgem depois de ter tido conhecimento de um Manual de Procedimentos, adoptado pelos serviços de identificação criminal, da responsabilidade da Direcção-Geral da Administração da Justiça. E tudo por causa do entendimento quanto ao início do prazo para a “limpeza” do registo criminal – extinção de pena ou trânsito em julgado.
Se o prazo fosse contado a partir da “extinção de pena”, ou seja, depois de cumprida a pena, não haveria problemas. Acontece, porém, que, pelo Manual de Procedimentos citado no requerimento dos comunistas, esse prazo estará a começar a ser contabilizado “a partir do trânsito em julgado” das sentenças. O que resulta na possibilidade de alguém que esteja preso, a cumprir penas prolongadas, poder chegar a meio da pena e ser um cidadão com registo criminal limpo.
“Este procedimento é ilegal e é grave. É ilegal, porque contraria manifestamente o que dispõe a lei, ou seja, que o cancelamento se efectua em determinados prazos após a extinção das penas”, lê-se na pergunta de António Filipe ao Ministério.
O deputado do PCP alerta tratar-se de uma situação “grave porque permite ocultar casos de reincidência que alterariam as penas aplicáveis”. Ou seja alguém que saia em liberdade provisória, já com o registo “limpo”, se for detido “nem as entidades responsáveis pela investigação criminal nem os juízes terão conhecimento dos seus antecedentes criminais”.
No requerimento, o deputado pergunta ao Ministério como justifica os procedimentos dos serviços de identificação quanto ao momento em que se contam os prazos para o cancelamento de dados no registo criminal.
A lei 57/98, relativa ao registo criminal, estipula que as decisões sobre penas de prisão ou medidas de segurança são canceladas automaticamente, no prazo de cinco, sete ou dez anos, conforme a duração das penas, “desde que, entretanto, não tenha ocorrido nova condenação por crime”. Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Justiça informou apenas que estes casos são regidos pela lei de identificação criminal.
NOTA: O que se passa com a Justiça? As alterações na legislação têm vindo a suscitar muitas críticas de especialistas e o Pais continua a ser vítima de uma Justiça pouco eficaz. Há qualidades e virtudes que devem ser implementadas.
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Férias e o estado da Nação
Transcrição de texto recebido por e-mail :
Férias de Páscoa para alguns…
Por Susana Barbosa
Quando já todos estávamos cientes de que o Presidente da República, Cavaco Silva, estaria de férias antecipadas de Páscoa, eis que esta semana ele faz uma aparição súbita ao país, quebrando o seu aterrorizante silêncio, que perdura há já algumas semanas, precisamente para que os portugueses possam ouvir a sua boa-nova: Sua Excelência, o Sr. Presidente da República, quebra o seu silêncio, para dizer aos portugueses que se silencia!
Ora aí está uma atitude digna de registo! De resto, ter-se-á recolhido de novo às suas recatadas férias, pois as visitas de cortesia, e as inaugurações aliadas aos cortes de tantas fitas, são de uma canseira incalculável, que só mesmo nós, pobres e comuns cidadãos, não conseguimos valorizar devido a outros tipos de cansaços…
É realmente extraordinário este “Jardinzinho” em que vivemos, à beira-mar plantado! Cada vez mais infestado de ervas daninhas… onde tudo, mesmo “TUDO” pode acontecer, que já ninguém se surpreende…, e até onde mesmo assim, nos continuamos a dar ao luxo de continuar a sustentar e a fazer a manutenção dos Reais Jardins de quem se está “nas tintas” para a nossa triste Pátria, e sobretudo, para quem nos desgoverna todos os dias.
Tudo isto, claro está, a bem da famosa estabilidade! Quem o diz, é sua reverência, o Sr. Presidente da República.
Mas, questionamos nós, mas que estabilidade? “Eles” querem-nos fazer crer na estabilidade de quê, e de quem? Só se for a bem das suas próprias estabilidades… porque neste pobre país, o desequilíbrio é de tal ordem, que não tardará muito, que também quem nos (des)governa, passe a viver na “corda bamba”.
Enquanto isso, o “intocável” e “implacável” José Sócrates, continua com espaço de manobra para ludibriar quem deseja, pois lá diz o velho ditado “com papas e bolos, se enganam os tolos”!
Revoltas para quê? Mais manifestações a quem interessam? Então, se até as taxas de juro estão mais baixas do que nunca, e se até os combustíveis baixaram, e se até os salários dos funcionários públicos subiram 2,9%, vá-se lá entender quem continua a dizer que o país vai mal… Já alguém ouviu dizer que as empresas municipais despediram pessoal? Já alguém ouviu dizer que o governo diminuiu pessoal ou demitiu assessores? Já alguém ouviu dizer que o Estado anda preocupado em diminuir custos?
Pois não, efectivamente, só ouvimos falar em cobranças e em fiscalização de impostos. A alta tecnologia só chega em condições perfeitas, ao Parlamento e às Repartições de Finanças. Os cruzamentos de dados e as investigações neste país, também só servem para quem trabalha e não para quem rouba!
Há dias, num encontro após uma conferência, ouvíamos dizer que de férias de Páscoa, um dos conferencistas iria de férias para o sul de Itália, outro para o Algarve, e ainda um outro para o Brasil. Por incrível que pareça, eram todos funcionários públicos bem instalados, porque será?
José Sócrates, esse, poderá ir até para o Inferno a preço de ouro, que ninguém se preocupará. Tudo isto, enquanto for ano de eleições. Tudo isto enquanto o Estado não retirar regalias ao próprio Estado... Tudo isto, enquanto uns sangram e outros engordam. Tudo isto, enquanto quem está dentro do sistema está alimentado, e quem se encontra fora dele desespera à míngua.
Tudo isto, repetimos, enquanto é ano de eleições! Temos por certo que o pior está para vir. O pior, virá depois. E o pior é que nessa altura será para todos os portugueses sem excepção.
Susana Barbosa
NOTA: Não conheço a autora e a consulta Internet deu-me várias pessoas com igual nome. Porém, o texto merece ser lido, com os cuidados habituais, e meditado porque há pontos de grande interesse. Não me parece que, em momentos difíceis, se deva falar em ESTABILIDADE, pois isso representa resignação à crise o que contraria as palavras do PR quando aconselha a não nos resignarmos. Em vez de estagnação precisamos de acção, de reestruturação, de reorganização, de procura de soluções para reduzir desperdícios e controlar as despesas não produtivas ao mínimo indispensável, de avaliar o desempenho de cada quadro superiore (assessores p.e.). Há que analisar o que tem estado mal, opado, inflacionado e emagrecer, eliminando a obesidade do aparelho do Estado, criadora de burocracia bloqueadora que propicia a corrupção e o tão falado enriquecimento ilícito. Os portugueses que vivem com dificuldades extremas não podem sentir-se confortáveis ao ponto de desejarem a estabilidade da sua miséria, vendo outros, que vivem dos seus impostos, continuarem cada vez melhor.
Em vez de estabilidade, precisamos de recuos corajosos naquilo que está errado.
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A. João Soares
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sexta-feira, 10 de abril de 2009
Funcionárias vestidas como freiras?
Transcrição da notícia do PÚBLICO de hoje
Funcionárias da Loja do Cidadão de Faro proibidas de usar saias curtas e decotes, segundo instruções
Instruções dada em acção de formação antes da abertura da loja
As funcionárias da Loja do Cidadão de Faro, inaugurada a 3 de Abril, foram proibidas de usar saias curtas, decotes, saltos altos, roupa interior escura, gangas e perfumes agressivos. As instruções foram dadas numa acção de formação antes da abertura da loja, denunciou uma funcionária.
Segundo conta hoje o “Correio da Manhã”, as instruções foram apresentadas durante uma acção de formação promovida pela Agência de Modernização Administrativa.
“Esta acção incide sobre várias matérias e, em particular, sobre o que deve constituir um atendimento de qualidade, que ajuda ou prejudica o relacionamento com os cidadãos”, justificou Maria Pulquéria Lúcio, vogal do Conselho Directivo da agência, ao jornal.
Os “aspectos de postura pessoal foram abordados como importantes para uma imagem cuidada” das funcionárias, acrescentou.
Pulquéria Lúcio confirmou a proibição do uso de decotes exagerados, perfumes agressivos e gangas, mas negou a referência a saltos altos e a roupa interior escura.
NOTA: Nem no Estado Novo! Pensava que estamos em democracia mas estava enganado. Qual a verdadeira razão? Será para não concorrerem com os decotes de algumas governantes? Mas os utentes deixam de ter como prémio da sua espera a vista de alguns decotes estimulantes. A D. Pulquéria deve estar em competição com a D. Margarida da DREN, na defesa das boas maneiras. «Liberdade, liberdade quem a tem chama-lhe sua; eu não tenho liberdade nem de pôr o pé na rua». Onde chegaremos, com estes sinais de progresso? Oh D. Pulquéria!!! Pouco falta para o aspecto uniforme, militar, dos funcionários, num regime que tanto rancor tem aos militares. O que nos falta para sermos uma ditadura no seu pior estilo?
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Legislação deficiente
Há poucas semanas, o Presidente da República alertou para a necessidade de haver mais cuidado na elaboração das leis. Um aviso que poderia parecer injustificado dado que a maior parte dos deputados e dos assessores são antigos estudantes da área do Direito. Mas na realidade é suposto que se tivessem obtido êxito nos estudos e capacidade para entrar na concorrência da actividade privada, estariam em bons gabinetes de advogados e não nas alcatifas do poder, onde são vítimas de maledicência e suspeições. Ressalvo eventuais excepções. Ouvi há dias dizer que na Natureza o vácuo, com tendência suicida, atrai tudo até deixar de o ser, assim como os políticos por terem cabeça oca atraem o mal dizer e suspeições várias. Até parece anedota!
Mas as palavras do PR, se alguém teve dificuldade em as compreender, são demasiado suaves e subtis, perante situações graves que chegam ao conhecimento dos cidadãos médios. O código do processo penal tem sido alvo de acirradas críticas de magistrados (Ver o relatório do SMMP de Setembro passado). A chamada lei das armas foi uma inutilidade que em nada contribuiu para debelar o crime violento, o qual depois dela ter sido publicada até aumentou. Quanto à lei do divórcio, o PS vai fazer "pequenas correcções" à lei do divórcio na sequência dos reparos feitos por juízes e advogados. A legislação para o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito nunca mais aparece, não por estes crimes não existirem, mas, segundo o PS, por a Constituição não permitir a inversão do ónus de prova. E quem fez a Constituição? E quem lhe introduziu tantas alterações desde 1976, não lhe pode inserir outra para fazer face a esse cancro que está a encher de metástases toda a sociedade de maior poder político e financeiro? Quais são as preocupações prioritárias dos políticos, nomeadamente do Poder legislativo? A quem interessa todo este estado de coisas?
Um caso concreto da legislação deficiente salta á vista no Decreto Regulamentar n º 19/2008 de 27 de Novembro que me chegou por mão amiga. Trata da organização interna da GNR e no segundo parágrafo do preâmbulo diz que, na anterior Lei Orgânica, constava «o estado-maior geral ou coordenador e o estado-maior especial ou técnico, com as respectivas repartições e chefias de serviços, num total de 20». No 6º parágrafo é afirmado com vaidade que «o presente decreto regulamentar estabelece, relativamente ao modelo anterior, uma clara redução do número de serviços na estrutura superior de comando da Guarda». Esta intenção merece elogios porque a simplificação das estruturas e a redução de burocracias são inerentes ao SIMPLEX tão propagandeado e à lógica de qualquer reforma administrativa ou empresarial. Ninguém pode regatear elogios a estes sãos propósitos. Mas… no número 2 do Artigo 18º do CAPÍTULO III, em contradição com o que de elogioso fica atrás, lê-se «o número máximo de unidades orgânicas flexíveis é fixado em 40».
Fiquei obnubilado com esta «redução» de 20 para 40 e, como os números por vezes fazem partidas aos revisores das provas, perguntei se onde está 20 não seria 200 e riram-se de mim porque 200 seria totalmente impossível. Aventei então a hipótese de onde está 40 poder ser 14 e garantiram-me que é mesmo 40. Portanto os dedicados e diligentes «assessores» que fizeram o Decreto Regulamentar, conseguiram «uma clara redução do número de serviços na estrutura superior de comando» passando de 20 para um número que pode ir até 40!!!.
Leis deficientes elaboradas por pessoas, que certamente, não podem ser consideradas eficientes!
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A. João Soares
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Malhar é preciso...
Transcrição de texto recebido por e-mail de amigo:
Zurzir, zurzir, zurzir
Vossa Excelência não pode deixar o seu generoso coração falar mais alto. Chegou a hora de zurzir com força nessa escumalha.
Vossa Excelência, senhor presidente do Conselho, tem toda a razão. Não tenha meias-medidas, nem deixe que o seu generoso coração amoleça por um instante.
É preciso zurzir em todos esses infiéis que andam por aí desalmadamente a pôr em causa as suas virtudes e as suas obras, realizadas em nome da Pátria e dos valores nacionais e socialistas.
O desaforo não tem limites. Primeiro puseram em causa os projectos que Vossa Excelência executou com sabedoria e enorme generosidade para uma gentinha que nunca na vida sonhou viver debaixo de um tecto concebido por tão excelsa figura.
Com que orgulho tais almas falam a vizinhos, amigos, filhos e netos dessas magníficas obras de arte concebidas por Vossa Excelência nas profundezas da Pátria e guardam com zelo os riscos e rabiscos desenhados por alguém que, contra ventos e marés, em boa hora chegou a presidente do Conselho.
Não contentes com o desaforo, vieram lançar suspeitas sobre as obras que Vossa Excelência concebeu por esta terra de Santa Maria para acabar com a vergonha das lixeiras a céu aberto.
Gente safada, sem vergonha, cheia de inveja, digna de um sítio manhoso, pobre, hipócrita e cada vez mais mal frequentado que foi capaz de atirar lama para a licenciatura em Engenharia Civil de Vossa Excelência.
Pobre gente, pobres almas que nem perceberam o alto significado do diploma ter sido assinado a um Domingo, glorioso dia do Senhor. Sim, poucos por este mundo de Cristo se podem gabar de tal façanha.
É um prenúncio, é Deus a mostrar-nos que temos ao leme da Pátria o Homem que nos vai levar a dobrar de novo o Cabo das Tormentas.
Pobre gente, pobres almas que, desesperadas com a sua força e perseverança, vêm agora lançar suspeitas sobre um grande empreendimento que Vossa Excelência aprovou rapidamente e em força em nome de Portugal e da Santa Aliança com a bendita Inglaterra que tantas e tantas vezes nos salvou dos nossos inimigos.
Não há perdão, não há redenção, não há fogo do Inferno que chegue para castigar essa gentinha que anda por aí a enlamear Vossa Excelência e a sua bem aventurada família, não poupando nada nem ninguém, nem a sua excelsa mãezinha, nesta corrida cega para o abismo.
É por isso que Vossa Excelência não pode deixar o seu generoso coração falar mais alto. Chegou a hora de zurzir com força nessa escumalha que usa a pena e a língua venenosa para o enxovalhar, nosso querido e amado grande líder.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista
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Páscoa Feliz
Abraços de amizade.
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«Descredibilizar o País»
Segundo notícia do Público O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim acusa Sócrates de descredibilizar o país internacionalmente. Ontem à noite, no seu estilo frontal, sem papas na língua, responsabilizou o primeiro-ministro José Sócrates e o Partido Socialista (PS) pelo descrédito de Portugal no estrangeiro.
Afirmou: "O que se tem passado nestes anos, desde as habilitações do primeiro-ministro, aos projectos assinados profissionalmente, que não se sabe bem se podia ou não ter assinado, bem como de outros casos, que são casos de polícia, hoje em dia isto é um escândalo. O que a imprensa estrangeira diz de Portugal é o descrédito do país e do próprio Partido Socialista". Considerou, ainda, que o actual regime de José Sócrates é um regime de propaganda. E ilustrou com um exemplo: "O primeiro-ministro tem quarenta e dois adjuntos, eu tenho três". Não fica claro se nos adjuntos inclui os «assessores» ou se estes são além dos adjuntos. Que grande exército de lutadores, para «malhar»!!!
Interessante é o facto de esta referência de o crédito de Portugal estar a ser lesado, vir confirmar, de outra fonte, os artigos de Mário Crespo no JN, Perguntas e Factos e conselhos.
Não é a «malhar» que se contribuirá para aumentar o bem-estar dos portugueses e o desenvolvimento de Portugal, no Ensino, na Justiça, na Saúde, na Segurança Interna, na Economia, etc. Parece ser indispensável que seja estabelecido um sistema de avaliação do desempenho dos políticos e dos seus colaboradores mais directos, como os adjuntos e os assessores, à semelhança daquilo que tem sido tentado nos professores. Dê-se aos governantes da Educação Nacional essa tarefa, em que são experientes, e nomeiem-se outros para a Educação. Ganhará esta e ganhará o País.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
A crise e a gestão familiar
Este indicador indicia que a crise, somada ao agravamento do desemprego, deve estar a pesar na capacidade de endividamento das famílias que, no conjunto, ainda gastam mais do que recebem ao final do mês.
Isto mostra que as pessoas estão a aprender a gerir a sua vida e a evitar exageros de ostentação, mas muito devagar. Os bancos acabam por se ver com o problema do crédito mal parado, mas eles próprios estão na origem do fenómeno, com a oferta agressiva de créditos para tudo e nada indo até às férias a crédito e a outros consumos supérfluos de mera ostentação.
As grandes empresas, principalmente as de serviços, estão a intensificar a apetência para o consumo. É raro o dia em que o telefone não toca com alguém a querer impingir uma «boa oportunidade» de um a promoção vantajosa, etc. A resposta que dou é mais ou menos esta: «Não estou interessado, a senhora não está a querer dar-me benefício mas apenas a aumentar os lucros da empresa que lhe paga, à custa do meu dinheiro.» Aceitar a oferta de um iate por metade do preço pode não ser um bom negócio. O mesmo se passa com um Ferrari ou outro caro de alto luxo, quando nós precisamos de um simples Fiat 600 (não cito um modelo actual para não fazer publicidade).
Temos que saber gerir a nossa vida da forma mais adequada, perante as múltiplas tentações. A crise deve ser aproveitada para acertar agulhas e passar a conduzir a economia doméstica pela melhor rota.
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