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sexta-feira, 9 de maio de 2014

DEMOCRACIA SEM TRANSPARÊNCIA E COM EMBUSTE???


É considerado característica da verdadeira DEMOCRACIA a verdade, a lealdade dos eleitos aos que os elegeram depositando neles confiança para serem seus mandatários ao leme da gestão dos interesses nacionais. Mas nem tudo é perfeito e, por vezes, em vez de clareza surge a escuridão, o mistério, o embuste.

Fala-se numa carta do Governo para o FMI em cujo conteúdo o PS suspeita haver algo que o Governo quer ocultar dos cidadãos e exige revelação da carta de intenções até às eleições. As tentativas de explicação de tal ocultação não têm sido minimamente convincentes nem esclarecedoras. Já houve da área governamental a promessa de que a carta seria mostrada depois das eleições europeias do dia 25, o que deixa suspeitar que o conhecimento do conteúdo da carta antes dessa data poderia fazer perder votos aos partidos da coligação.

Agora, José Pacheco Pereira, em artigo do Ionline, afirma sem hesitações que Carta ao FMI contém detalhes do DEO que o governo "não quer revelar". Mas o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) já foi publicado em jornais, talvez com omissões. A explicação de Pacheco Pereira vem dar credibilidade às palavras de Catarina Martins, BE, quando disse que DEO é um "documento do embuste orçamental". O significado que deu à letra E, parece indicar que a Catarina tem o dom de premonição.

Estamos perante um dos muitos truques que o Governo tem estado a usar como arma da campanha eleitoral para as europeias. E algumas dessas armas têm tido detonação na culatra. Com o tempo difícil dos sofrimentos impostos, as pessoas abrem os olhos e vêm alguns (cada vez mais) dos muitos embustes. E, para facilitar a busca futura por interessados pesquisadores, deixa-se uma lista de títulos sobre o tema:

Pacheco Pereira. Carta ao FMI contém detalhes do DEO que o governo "não quer revelar"

PS exige revelação da carta de intenções até às eleições

BE. Catarina Martins diz que DEO é um "documento do embuste orçamental"

Tudo o que muda com o DEO

Oposição centra-se nas "mentiras" e a maioria no recuo dos cortes

DEO faz Passos cair em contradição

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos

Devolução de 80% dos cortes nos salários vai depender do próximo governo 

'Governo não merece confiança dos portugueses'

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos 

Ministra das Finanças garante que carta para o FMI não tem “surpresas nem sustos”

CDS aceita aumento de impostos 

IVA e TSU aliviam pensionistas

Passos não comenta aumento do IVA e da TSU

DEO. Oposição centra-se nas "mentiras" e a maioria no recuo dos cortes

TÁCTICAS PARA SEGURAR O PODER

Passos Coelho: “Que se lixe as eleições”

Passos diz que medidas servem para suportar pensões e não para reduzir défice 

Passos Coelho. País está pronto para caminhar pelas próprias posses e meios

Governo volta a falhar promessas e aumenta impostos

Devolução de 80% dos cortes nos salários vai depender do próximo governo

Jerónimo de Sousa. "Governo não tem cura e esta política não tem saída"

UGT apela à mobilização contra "esbulho" e condena aumento do IVA e TSU

CGTP anuncia duas “grandes manifestações” para Junho

Imagem de arquivo

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Embuste é ofensivo, coveiro não

Os políticos mostram carecer de civismo e de ética e, por vezes, abusam na forma descortês, como se tratam quando se sentem num palco com o apoio da plateia, ou perante a televisão vista por todo o País.

Hoje almocei com um socialista ferrenho que sente a necessidade de ostentar esse defeito (ferrenho) por pensar servir assim melhor de apoio ao filho que é deputado. Estava muito ácido por a líder do PSD ter dito que o PM é o coveiro da Pátria.

Durante a conversa houve concordância em que tais palavras foram muito duras e foi levantada a comparação da palavra «coveiro» com a palavra «embuste» com que o PM invectivou a deputada do PEV, em plena Assembleia da República.

Houve quem dissesse com ironia que a líder do PSD não teve razão porque o coveiro actua mais depressa e com mais competência. E quanto a esta última qualidade reportava-se ao anúncio na pág. 26922 do DR, oriundo da Câmara Municipal de Lisboa relativo ao concurso externo de ingresso para coveiro, cujo vencimento anda à roda de 450 euros mensais, sendo o método de selecção baseado numa prova sobre variados conhecimento relacionados com as funções. O coveiro assim seleccionado é, sem dúvida, competente e conhecedor do ofício.

Por outro lado, o embuste (mentira artificiosa, patranha, ardil, engano, enredo) a que o PM se referiu constitui uma ofensa para todos os partidos com assento na AR pois se trata de uma situação legal, à luz do pacote de regulamentações da AR, subordinadas à Constituição da República, da responsabilidade de todos os partidos.
Certamente que, apesar da liberdade de linguagem com que os políticos se mimoseiam, o PM não teria pensado nessa palavra antes de a pronunciar. Errar é humano.

Por outro lado, o PM encontrava-se numa posição de subordinação em relação à AR, aos partidos, aos deputados, pois a AR é o 2º órgão de soberania e o Governo é o 3º, e vai a S. Bento prestar esclarecimentos à AR sobre os actos da governação, carecendo de autoridade para hostilizar os partidos e os deputados da oposição. Ofensas aos juízes da parte de arguidos só têm sido vistas nos julgamentos de Avelino Ferreira Torres.

Parece, portanto não haver razões para repudiar a comparação ao coveiro por parte de quem acha natural a ofensa em plena AR a todos os partidos que aprovaram a legislação vigente que foi qualificada de embuste.

Como o País seria mais civilizado se os políticos dessem exemplos de mais civilidade, urbanidade e decoro nas suas relações em público!!!

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ministro da saúde de parabéns???

Está prometida, para amanhã, a inauguração da centésima Unidade de Saúde Familiar (USF) no Centro de Saúde de Vila do Conde, pelo ministro da Saúde.

Certamente, irão ser pronunciados discursos muito belos e optimistas, dentro da estratégia de auto-elogio recentemente iniciada, autêntica propaganda balofa, como já é costume.

O Jornal de Notícias recorda que a meta das cem USF tinha sido inicialmente marcada para Dezembro de 2006 e já decorreu um ano, mas, quanto a isso, o ministro não irá apresentar desculpas aos cidadãos.

Com estas cem unidades já a funcionar, o Governo prevê ter reduzido de 750 mil para 525 mil o número de portugueses sem médico de família, isto é apenas uma redução de apenas 30%, menos de um terço, dos portugueses sem este fundamental apoio de saúde. Será este pequeno acréscimo, motivo de parabéns ao ministro? Será este atraso de um ano na concretização de um objectivo tão ridiculamente pequeno motivo de parabéns? Será esta inauguração, nestas condições, justificativa de discursos optimistas?

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domingo, 29 de julho de 2007

Políticos cultores da mentira e do cinzentismo

Jardim e os pintalegretes

Fernando Marques, Jornalista do JN

Todos os políticos se reconhecem em Alberto João Jardim. Quando o atacam, quando se envergonham dele, atacam-se a si mesmos, envergonham-se de si mesmos. Jardim é o seu alter-ego inexorável. Como não suportam o peso daquela imagem burlesca dentro de si, projectam-na para um alvo fácil, longínquo e oferecido. E depois sacodem os ombros, convencidos de que são o que não são.

O que é um político? É um tipo que faz trinta por uma linha para alcançar um lugar de poder e depois faz trinta por uma linha para o conservar. É um tipo que, sabendo cem por cento de uma verdade ou de uma mentira, usa apenas a fracção que mais convém à sua estratégia. Não há nenhuma diferença entre o comportamento político de Alberto João Jardim e o de José Sócrates, Cavaco Silva, Rui Rio ou António Costa. Defendem todos as suas percentagens da verdade e da mentira.

Jardim distingue-se dos outros por ser uma ilha. Casa a sua expressão pública com o temperamento exuberante do arquipélago que governa. É colorido, é montanhoso, é quente, é duty free. Não precisa de conter o pintalegrete dentro dele. Solta-o, exibe-o, dá-lhe asas. É a sua força, o seu batuque, o seu feitiço, o seu swing. Nada disto altera a essência do que ele faz enquanto presidente do governo regional manobra no seu tabuleiro da verdade e da mentira, como todos os políticos. A Madeira adora-o. Dá-lhe maiorias absolutas. Quem vê nele apenas um arlequim, que juízo faz do povo que o elege?

Os políticos sisudos renegam o pintalegrete de João Jardim porque, revendo-se nele, compreendem que são exactamente o que ele é. Então, envergonhados, despojam-se das cores traiçoeiras do pedantismo e da leviandade e tornam-se cinzentos. Têm vozes cinzentas, discursos cinzentos, fatos cinzentos e carros cinzentos. Contratam especialistas em sorrisos cinzentos, olhos cinzentos e vidas cinzentas. O pintalegrete a fervilhar por dentro, eles a contê-lo por fora. Miram-se no espelho e vêem-se cinzentos, embora se sintam amarelos, verdes, vermelhos, azuis, cor-de-rosa. Nada disto, porém, altera a essência do que eles fazem enquanto políticos manobram no seu tabuleiro da verdade e da mentira.

Os olhos cinzentos dos políticos cinzentos vêem no líder madeirense um louco, um arrivista, um provocador, um espadachim, um fanfarrão. E vêem-no assim porque, no fundo, se vêem assim. Como bem sabe o líder cinzento do PSD, Marques Mendes, que hoje posará ao lado de João Jardim na festa do Chão da Lagoa, um ano depois de ter sido impedido de participar no evento. Estou certo que o seu pintalegrete oculto sabe o que está a fazer.

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segunda-feira, 9 de julho de 2007

O embuste da Constituição Europeia

A Constituição que desmente a Europa

João César das Neves, professor universitário, naohaalmocosgratis@fcee.ucp..pt, DN

A União Europeia planeia um enorme embuste: a aprovação da famigerada Constituição, a mesma que foi chumbada há dois anos. Para isso limita-se a fazer cedências de cosmética e, sobretudo, a conceber uma linha de argumentação que evite os referendos nacionais. Trata-se de uma aldrabice tão grande e evidente que é difícil acreditar que alguém no seu juízo a tente nesta era da informação.

Será pedido às populações europeias que acreditem em várias contradições. Primeiro, que este tratado é novo e diferente do anterior, mas faz exactamente o mesmo. Depois, que se trata de um texto curto e reduzido, embora demasiado grande para ser lido. Além disso, que é indispensável e decisivo na vida da Comunidade, exigindo-se a sua aprovação rápida, mas tão ligeiro e pouco importante que se torna inútil a consulta popular. Não será preciso perguntar, visto toda a gente o apoiar, embora quando se perguntou a resposta fosse negativa. Finalmente, todos devem acreditar que ele consagra os princípios de uma Europa democrática, governada pela vontade popular e respeitadora das diversidades nacionais, embora este mesmo processo seja prova do oposto.

Quem apontar estas contradições é acusado de antieuropeísta, mas são elas próprias os argumentos preciosos para os verdadeiros antieuropeístas, que aí vêem a perversidade da integração. Deste modo os líderes europeus transformam-se nos maiores inimigos daquilo mesmo que pretendem promover. A Europa abandona os seus princípios fundamentais precisamente no momento em que os proclama.

Por coincidência, quem dirigirá a fase final do processo é precisamente o país cuja liderança está ligada a dois dos maiores embustes europeus. No primeiro semestre de 1992 a presidência portuguesa fez assinar a primeira reforma da Política Agrícola Comum, a qual é a principal candidata ao título de maior roubo, desperdício e distorção da CEE. A reforma de 1992 melhorou aspectos pontuais, mas contribuiu para perpetuar a infâmia. Depois, no primeiro semestre de 2000, cá foi assinada a mais patética declaração de incapacidade e menoridade da Europa. A Estratégia de Lisboa marcou as linhas de orientação da década, a que ninguém ligou, e manifestou à evidência as nossas fraquezas e dependências. Agora, a terceira presidência lusa tem de conduzir a suprema impostura constitucional.

Um disparate deste calibre só é possível em circunstâncias bizarras. E essas não faltam à União. O ponto de partida é a supina desconfiança mútua entre dirigentes e cidadãos. Os líderes e funcionários da Comunidade, que têm puxado este processo de integração desde o início, desprezam as populações como ignorantes, chauvinistas e antiquadas. Pelo seu lado, os eleitores há muito deixaram de entender este estranho aglomerado de 27 países, preso numa incompreensível teia de regulamentos. Está completo o cenário para um desastre democrático.

O desastre aconteceu: os burocratas conceberam um texto pomposo e absurdo, que os cidadãos chumbaram e agora os burocratas, revendo-o, insistem que o melhor é o chumbado. A União tem uma longa experiência destas piruetas legais. Há documentos que vigoram numa realidade oposta ao articulado (como o Pacto de Estabilidade), proclamações bombásticas sem substância (Estratégia de Lisboa) e até já foram aprovados textos depois de recusados em referendo (o Tratado de Maastricht na Dinamarca). A construção europeia constitui um incrível amontoado de negociações tortuosas, eufemismos enganadores, cedências comprometedoras, mas até hoje pudicamente encobertas. Desta vez o nervosismo fez perder a vergonha.

A UE tem 27 países, 23 línguas oficiais, três alfabetos e fronteiras da Rússia ao Brasil (na Guiana Francesa). Esta Babel de povos só funcionaria na humildade e pragmatismo do equilíbrio. Os líderes insistem na arrogância do sonho unitário, enquanto os problemas reais - decadência demográfica, desorientação cultural, ambiguidade diplomática - se agravam no mundo global. Depois lamentam a perda de credibilidade das instituições comunitárias.

NOTA: Tudo que tem início terá fim. Até quando se manterá esta União? Como reagirá a população aos caprichos dos políticos?

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sábado, 23 de junho de 2007

Antigo professor foi acusado de corrupção

Antigo professor de Sócrates foi acusado de corrupção

por Inês Cardoso, com Lusa, DN

Construção de aterro na Cova da Beira foi alvo de um inquérito

António José Morais, que desempenhou por duas vezes cargos de nomeação política em governos socialistas, foi acusado de corrupção e branqueamento de capitais, no âmbito do inquérito à construção de uma estação de tratamento de lixo na Cova da Beira. A informação, avançada pela edição online do semanário "Expresso", foi confirmada por fontes do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). No âmbito do processo, tinham sido constituídos cinco arguidos, mas foi determinado o arquivamento em relação a dois deles.

A investigação foi iniciada pela PJ em 1999, após uma denúncia anónima, mas a obra em causa iniciou-se em 1996, altura em que António José Morais presidia ao Gabinete de Estudos, Planeamento e Instalações (GEPI) do Ministério da Administração Interna. Representado pela ex-mulher, Ana Simões Morais - também constituída arguida -, o gabinete de engenharia de António José Morais (GEASM) preparou o projecto, o programa do concurso, caderno de encargos e avaliação técnica das propostas.

O projecto foi executado pela empresa HLC, grupo para o qual António José Morais terá feito diversos outros estudos, como consultor. O grupo viria, entretanto, a ganhar vários concursos públicos para construção de quartéis da GNR e da PSP.

O advogado de António José Morais afirmou ontem à agência Lusa que o seu cliente está "satisfeito por, finalmente, poder defender-se". João Germano manifestou estranheza por a notificação da acusação (recebida anteontem) surgir "no contexto de notícias recentes" que mencionam António Morais por "este e outros motivos", como foi a polémica relacionada com a licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates, pela Universidade Independente (UnI). "Durante 11 anos não se passou nada e de repente surge a acusação", disse.

Recorde-se que António Morais assinou quatro das cinco pautas das cadeiras frequentadas por Sócrates na UnI, de quem já tinha sido professor no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL). Os dois transitaram desta instituição para a UnI no mesmo ano lectivo (95/96). António Morais desempenhou dois cargos de nomeação política, nos quais protagonizou outras tantas polémicas.

Dois cargos, duas polémicas

Foi pela mão de Armando Vara, então secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, que em Dezembro de 1995 António José Morais fez a sua entrada para cargos públicos. Começou por seu adjunto, passando pouco depois a dirigir o Gabinete de Estudos e Planeamento de Infra-estruturas (GEPI). Não deixou, contudo, a docência, sendo nesse mesmo ano professor, na Universidade Independente, do actual primeiro-ministro, à data secretário de Estado do Ambiente. Sai do GEPI no final de 2000, quando estala a polémica da Fundação para a Prevenção e Segurança. Teve uma (curta) passagem pela direcção do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, de onde sai quando é noticiada a contratação, sem concurso e com um salário de 1700 euros, de uma cidadã brasileira que trabalhava num restaurante. José Sócrates garantiu não ter qualquer relação pessoal com António Morais.

NOTA: Depois de ter desempenhado todos estes cargos políticos e de ter sido seu professor de cinco cadeiras após terem passado em simultâneo do ISEL para a UnI, e de seu pai ter sido contratado por ele, quando no GEPI para a construção de «quartéis da GNR e da PSP», não é bonito dizer que não teve relação pessoal com ele. Mas isso não é original, pois já o apóstolo Pedro negou por três vezes conhecer Jesus Cristo (Lucas22.34) e, além de líder da Igreja, deu o nome à basílica do Vaticano!!!

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sábado, 26 de maio de 2007

Cheque em branco por quatro anos?!!!

Mendo Castro Henriques, professor da Universidade Católica e um dos autores da obra «O Erro da Ota» escreveu uma carta aberta ao ministro Mário Lino em que, a dada altura diz : "A democracia, para si, sr. ministro, é um cheque em branco passado de quatro em quatro anos, não tanto a um Governo, mas a um partido político que selecciona esse Governo". Há quem não se fique pela figura do «cheque em branco» e chegue a afirmar que, perante a arrogância, petulância e comportamento autista de muitos governantes, o actual regime português é uma «ditadura a prazo» de quatro anos renováveis.

Sobre este caso da localização do novo aeroporto de Lisboa (NAL), em vez de transparência na explicação das razões da decisão do Governo, por forma a que o Povo, detentor da soberania, compreenda porque é que o seu dinheiro é utilizado desta e não de outra forma, o Sr. ministro atira poeira aos olhos dos eleitores, fala de deserto, argumenta com a população do Oeste esquecendo que a grande massa de utilizadores dos aviões parte de Lisboa ou ali se destina e que a geografia, a topografia, a orografia e os aspectos específicos da segurança de voo não podem ser postergados na escolha do local. E, nisso, é apoiado por uma tosca argumentação, acerca de pontes, de um seu camarada de partido, já muito desactualizado e que, pela força do hábito, se convence que em Portugal, inteligente só há um, ele, e mais nenhum.

Os argumentos do MOP, repetidos e sem carrearem nada de novo para o esclarecimento da localização do NAL estão de acordo com a sua «piada» de, sabe-se lá com que finalidade, dizer que é engenheiro civil inscrito na Ordem dos Engenheiros», ou quando de visita oficial a Espanha, onde era suposto ir defender os interesses de Portugal, ter declarado que é iberista. Não podia escolher melhor local nem oportunidade para o dizer!

Parecido com isto recorda-se a gafe de Sócrates, que deu as boas-vindas aos imigrantes que chegam a "um país cada vez mais pobre". Um acto falhado que traduz a verdade que domina o mais íntimo do seu subconsciente, e que é permanentemente reprimido por necessidade de propaganda. Recorde-se também a falha de Manuel Pinho, quando prometeu aos desempregados da cidade da Guarda empregos em postos de trabalho na mesma empresa na cidade de Castelo Branco e que a empresa veio dizer já estarem preenchidos. Esta, depois da tentativa de aliciamento de chineses por cá haver salários muito baixos e das desculpas imberbes do excesso de velocidade de 212 quilómetros à hora, é mais um caso desta «ditadura a prazo» dos oligarcas todo poderosos.

Mas, se realmente há serviços de segurança, interna ou estratégica, convém averiguar o que está por trás da indicação dada à Al-Qaeda de que seriam significativos os feitos de um acto terrorista na ponte sobre o Tejo (qual delas?). Parece estarem esquecidos de que o bom senso, a que muita gente recusa importância, é um auxiliar importante e imprescindível da gestão da vida privada e, principalmente, na pública.

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segunda-feira, 7 de maio de 2007

CML. Carmona foi sincero?

Segundo o JN, a Manifestação de apoio a Carmona foi "flop"

Mais jornalistas do que apoiantes. A manifestação de apoio a Carmona Rodrigues, convocada para ontem, através de um e-mail enviado às redacções e de mensagens de telemóvel postas a circular na passada sexta-feira, foi um "fiasco". A meia dúzia de pessoas que compareceu, às 13 horas, frente aos Paços do Concelho - na maioria alertadas pelas notícias nos jornais e televisões - não escondeu a desilusão e a "decepção" pela falta de gente.

Da meia dúzia de participantes saía a convicção de que a ideia da manifestação foi uma manobra para o armadilhar. Mas, vistas bem as coisas, a população que não esteve para se deslocar ali prestou um grande apoio a António Carmona Rodrigues, dando-lhe força para ele concretizar as palavras que utilizou para informar que não está apegado ao poder. Essas palavras soavam a falso, perante as atitudes que demonstram estar grudado à cadeira de forma inelutável. Mas agora, se tinha sido sincero, não tem outro caminho senão dar realidade a essas palavras.

Claro que não sou tão ingénuo que pensasse que ele tinha falado verdade. Mesmo independente, ele é político e um político perde um dente sempre que diz uma verdade. Aos políticos como ao réu é permitido dizer o que achar mais favorável à sua causa. Já nos habituaram a esta convicção e, agora, temos que procurar perceber o que está para lá das aparências, do «buff», do engodo, da fumaça, das manobras de diversão. O site na Internet e esta manifestação devem ter saído da mente de Carmona e de alguns amigos, mas demonstram pouca habilidade. Deviam ter pedido explicações aos que se opuseram a Strada nas Filipinas que conseguiram os seus intentos, através de manifestações organizadas e convocadas por SMS.

Isto vem comprovar que os portugueses são muito fracos na arte de governar e nem sequer sabem fazer a baixa política em que passam o tempo, com prejuízo dos cidadãos, os tais que são para eles tão insignificantes como a relva os estádios é para os futebolistas. São pisados despreocupadamente, de qualquer maneira, sem dó nem piedade.

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