quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ambiente - 4 RRRR

A defesa do ambiente no tocante a resíduos assenta na regra dos 3 RRR: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Quanto a aparelhos avariados costuma acrescentar um quarto R de Reparar. Com a aplicação destas regras e de outras adicionais, o cuidado com o ambiente deve ser constante, porque a poluição da terra do ar e do mar contribui para as alterações do clima com frequentes catástrofes de que quase todos os dias estamos a ter notícias.

A imagem (de Adriano Miranda) mostra o Centro escolar de Mouriz, em Paredes, inaugurado em 2010 que é um dos aquecidos com desperdícios das fábricas de móveis, na sequência da iniciativa da Câmara de Paredes que está a substituir o gás natural por resíduos de madeira reciclados, em pequenos briquetes cilíndricos, provenientes das mais de 1200 fábricas de mobiliário do concelho.

Assim a Câmara faz face à necessidade de contrariar as dificuldades financeiras que afectam as escolas e autarquias e, por outro lado dá utilidade às toneladas de resíduos das fábricas que deixam de ficar a poluir o ambiente.

Trata-se de medida semelhante ao da biomassa em funcionamento noutros locais do país. Vem pôr em prática o ditado «do aproveitar é que vem o ganho»

Convém que se apliquem, sempre que possível, os quatro RRRR.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Duas notícias eventualmente animadoras

Dir-me-ão que as palavras, as notícias e as promessas, só por si, não devem se consideradas animadoras, só o sendo depois de concretizadas da forma mais eficaz. Mas considero saudável não perdermos a esperança, que é possível se quem as profere estiver animado de boa intenção e tiver capacidade de corresponder à perspectiva gerada.

A notícia Relvas desafia Oposição para "consenso alargado" sobre poder local tem um vector muito importante, o de apelar aos outros partidos para abordarem de forma construtiva, em perfeita colaboração, uma reforma que deve ser feita para durar muitos anos e que não convém ser alterada num prazo curto, Esta atitude de decidir com a participação dos outros faz recordar os primeiros tempos do primeiro Governo de Sócrates em que prometeu reformas, que eram necessárias desde havia muito, em vários sectores, mas que, ao tentar efectuá-las, em vez de o fazer com a colaboração dos agentes mais significativos, tentou fazê-lo em luta contra eles: na Justiça contra os juízes e as férias judiciais, na Saúde contra médicos, enfermeiros e farmacêuticos, e na Educação contra os professores.

É desejável que Miguel Relvas não desista desta iniciativa e que a oposição saiba e queira colaborar. Todos somos poucos para reconstruir PORTUGAL. A oposição deve apresentar propostas e, se estas forem aprovadas, deve apresentar esse êxito como bandeira na sua propaganda eleitoral. Portugal deve ser o objectivo de todos, acima dos particularismos de cada um.

Outra notícia Governo estuda fim das direcções regionais de Economia evidencia intenção de simplificar a burocracia, de reduzir a obesidade patológica, de tornar maior a eficácia e a rendibilidade, fazendo mais e melhor com menores custos. Todas as reformas estruturais, devem ser completas abrangendo todos os factores significativos e tendo sempre em atenção os efeitos principais e os secundários. Deve evitar-se puxar o cobertor para agasalhar a cabeça destapando os pés.

Não podemos perder de vista que alterar, mudar reestruturar deve ser sempre para melhorar a vida dos portugueses, principalmente dos 80 por cento que são sempre os mais explorados pelas dificuldades criadas pelos governos.

Oxalá estas duas notícias sejam o início da resposta ao grande desafio que o actual Governo tem pela frente. O momento presente é uma oportunidade que pode ser a última. As perspectivas, não sendo boas, exigem muita serenidade, sensatez e rapidez, sem perdas de tempo que é um recurso insubstituível.

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O PI e o PHI

Todos nós já ouvimos falar em número PI.
É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a
3.141592653589793238462643383279502884197169399375..... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).

Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.

O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.

Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.

Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.
Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.

Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...
1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante.....
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série
é... 1,618.

Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.

Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?

Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista,
pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.
Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
-A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
(Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.

Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura/altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
(Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Bethoven e em outras diversas obras.
Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
MUITO INTERESSANTE

Recebido por e-mail
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Queremos actos concretos

À oposição não se pode exigir decisões concretas que estão acima das suas responsabilidades, mas é óptimo que apresente análises da situação, ideias alternativas de soluções para os problemas do país. Agora, Seguro promete atacar enriquecimento ilícito, combater a corrupção, sancione acréscimos patrimoniais injustificados e, para isso adoptar um Código de Ética.

Curiosamente, já há muitos anos o engenheiro João Cravinho apontara para tais soluções, mas foi desviado e forçado a desistir da ideia. Quanto a códigos, já aqui foram sugeridos, sem grande efeito por falta de vontade dos detentores dói poder: Cito dois textos: Código ou compromisso alargado e duradouro e Código de conduta.

É louvável a intenção de Seguro e desejável que consiga apresentar propostas legislativas práticas e eficazes e obter a sua aprovação e efectivação. Só haverá vantagem em moralizar a actividade política, focando-a no objectivo de gerir o bem-estar da população, de restaurar o orgulho de ser português.

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domingo, 11 de setembro de 2011

Estudante premiado no estrangeiro

Transcrição :

Aluno português conquista medalha de bronze nas Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia
Público. 11.09.2011 - 17:59 Por Lusa

Diogo Maia e Silva, um dos quatro alunos portugueses a participar nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, conquistou a medalha de bronze, na primeira vez que Portugal foi premiado na competição.

“É um resultado absolutamente fantástico em que ele [Diogo Maia] teve um desempenho extraordinário, mas o restante grupo ficou a centésimas dos melhores classificados”, disse à Lusa José de Matos, coordenador nacional das olimpíadas, em que Portugal participa pelo segundo ano consecutivo.

Aluno da secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha, e detentor do “Óscar” de melhor aluno do 12º ano daquela escola, Diogo Maia e Silva concilia os estudos com uma intensa actividade desportiva, integrando a equipa de natação dos Pimpões Cimai e tendo alcançado em 2011 os títulos de campeão nacional de 100 metros costas e vice-campeão de 200 metros costas.

O grupo (escolhido entre 4000 alunos de 160 escolas para participar, entre os dias 5 e 11, nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia) integra ainda Beatriz Madureira, aluna do Colégio S. Miguel, em Fátima, Ana Beatriz Teixeira, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, e Rui Nunes, do Colégio Manuel Bernardes (Lisboa).

Os alunos, acompanhados pelo coordenador da iniciativa, deixam hoje a Costa Rica em direcção a Portugal, onde chegarão na segunda-feira à tarde.

Os objectivos das Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia são promover o estudo das ciências biológicas e estimular o desenvolvimento dos jovens talentos nesta ciência, assim como estreitar laços de amizade entre os países participantes, fomentar a cooperação e o intercâmbio de experiências.

Portugal será o anfitrião das VI Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, que, na primeira semana de Setembro de 2012 transformarão Cascais na “capital da Biologia”, recebendo delegações de todos os países do espaço Iberoamericano, desde Espanha ao Brasil, ou da Argentina ao México.

NOTA: Sobre este tema, ver Prémios justos ´merecidos ???!!! 

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Costa propõe caminhos

A situação actual é de tal forma crítica que todos os partidos, todos os portugueses, devem fazer o esforço possível para a vida nacional se normalizar no mais curto prazo e iniciar o desenvolvimento para bem de todos os cidadãos. Essa colaboração pode ir desde a perfeição e o rigor no desempenho das suas tarefas até ao alerta para algo que julguem não estar bem e poder ser melhorado e até sugestões para soluções melhores. Depois os técnicos e os responsáveis pelas decisões escolherão o que lhes pareça mais adequado, em função de factores que são do seu conhecimento.

Por isso, têm sido aqui trazidas dicas oriundas de qualquer ponto do leque político, apenas por parecerem merecedoras de meditação pelo Poder. Assim, transcreve-se algumas frases, com interesse nacional, do artigo Costa pede “equidade” nos sacrifícios e propõe caminhos.

«…criticou os cortes nos investimentos que “são estrategicamente essenciais para a nossa competitividade” para reequilibrar as contas públicas, disse que “a gestão da conjuntura exige inteligência e visão estratégica” e pediu “equidade” na repartição dos sacrifícios.

“Os sacrifícios são necessários mas têm de ser repartidos com justiça. Se é necessário aumentar os impostos é injusto que só aumente a tributação sobre os rendimentos do trabalho e não se reparta esta carga com a tributação do património ou dos rendimentos de aplicações financeiras. Mais do que nunca em épocas de crise os valores da igualdade, da justiça e da solidariedade têm de se afirmar como condição de reforçar a coesão nacional”.

Este é o momento de executar [o acordo com a troika] e de não se desperdiçar a oportunidade de ter um amplo apoio nacional à sua execução”.

“Se é necessário diminuir a despesa, o sistema de saúde ou de educação, então que se tomem medidas que melhorem a sua eficiência, gerando poupança e permitindo mesmo fazer o melhor com menos”, … “não é aceitável que pura e simplesmente se decretem cortes cegos, fixando metas de redução da despesa sem garantia que não afectam a qualidade do sistema de ensino e de saúde”. “A cada dia há mais portugueses que sabem que a escola pública de qualidade e o Serviço Nacional de Saúde são serviços públicos essenciais, são a rede pública de segurança que garante o acesso à educação e à saúde a todas as famílias portuguesas”.

“Só o crescimento económico garantirá a prazo a consolidação sustentável das finanças públicas, pelo que comprometer o crescimento é comprometer essa consolidação e é, no fundo, esgotarmo-nos hoje num esforço inglório e em vão para o nosso futuro colectivo”.»


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Agricultura não sofre apenas com o IVA

A ministra da Agricultura visitou o cortejo etnográfico das Feiras Novas de Ponte de Lima e, perante a pressão dos vitivinicultores mostrou interesse em "ajudar o sector do vinho", dizendo que sensibilizou o seu colega das Finanças para a necessidade de não ser criado um enquadramento que desfavoreça este sector, que é muito importante para agricultura portuguesa". Aludia ao receio de o IVA do vinho subir para a taxa máxima.

É muito interessante que a Srª ministra se interesse pelo IVA do vinho, tal como se interessou em dispensar o uso de gravata nos gabinetes do seu ministério. Mas estes pormenores não passam de amendoins, no universo de problemas estruturais de que padece a nossa agricultura. E é necessário e urgente que sejam tomadas medidas de fundo pois, como ela própria diz, «a agricultura faz parte do desenvolvimento do país e tem um papel muito importante neste momento difícil. É uma área de crescimento económico, que dá mostras de grande vivacidade e que pode ajudar o país a crescer, a exportar mais e a importar menos»

Já no post O essencial e o secundário lhe foram apresentadas duas sugestões importantes para a reactivação da Agricultura, que se transcrevem:

«parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.

E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.»


As pessoas que vivem da agricultura e os portugueses com laços a ela, pelo menos como consumidores dos seus produtos, desejam e esperam muito êxito da Srª ministra na reestruturação das actividades económicas com incidência na vida dos agricultores e dos consumidores.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Política coerente precisa-se

Um tema que tem sido debatido com certo calor tem sido o da retirada de apoio à obtenção da pílula e um dos argumentos é que isso contraria a liberdade e o direito das mulheres, adquirido à custa de uma luta feminista muito acirrada. Mas o mesmo argumento surgirá, por papel químico ou fotocópia, se for colocada a questão de os abortos voluntários deixarem de ser feitos nos hospitais públicos e deixarem de ter apoio estatal.

São dois apoios com o dinheiro dos contribuintes, concedidos por estadistas sem um mínimo de inteligência e de coerência com um eventual objectivo que tivessem procurado atingir. Ora se o Estado dá apoio para a não procriação, pretenderá reduzir a população nacional e desenvolver a libertinagem das mulheres que poderão passar a entregar-se aos prazeres de momento, em amores de uma noite de discoteca, pagando do dinheiro público para esse fomento. A tais desejos de «liberdade», o Estado nada deve obstar desde que daí não resulte prejuízo para a colectividade ou para terceiros, mas não deve ir ao ponto de malbaratar o dinheiro dos contribuintes sem censo nem lógica.

Se o interesse não era fomentar tal libertinagem e houvesse sensatez e coerência, bastaria permitir que cada uma usasse os meios anticoncepcionais que desejasse, apoiando apenas os casos de necessidade clínica e perante carência de poder de compra da paciente.

Mas o mais grave no tocante à aparente falta de inteligência e de lógica política, é o fomento da irresponsabilidade, pois após passar a ser apoiada a aquisição de anticoncepcionais, só engravida a mulher que o deseja ou que for desmazelada ou IRRESPONSÁVEL, ou que por motivo de amores arrependidos pretende abortar. Mas essa, se é uma pessoa responsável e idónea, terá logicamente de arcar com as consequências da sua decisão. Logo o Estado, pelo facto de apoiar a aquisição de meios preventivos, não deve considerar-se obrigado a suportar o apoio à «interrupção voluntária da gravidez» e já fez muito em a permitir, para «liberdade da mulher».

Como seria honroso para os nossos políticos mostrarem um pouco de inteligência, coerência, lógica, sentido de responsabilidade, olhando para as pessoas e estimulando-as a serem responsáveis, cumpridoras das leis e saberem aproveitar os apoios que têm sem exigirem a sua substituição no ónus dos seus próprios erros. Antes de decidir reduzir as despesas, convém ver qual dos pontos - ou os anticoncepcionais ou o apoio ao aborto voluntário - deve deixar de ser apoiado. Parece que deve ser mais humano cortar o apoio aos abortos voluntários que deixam de ser necessários, se as mulheres forem responsáveis e souberem usar os anticoncepcionais que são apoiados pelo Estado.

Haja políticas coerentes!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Marques Mendes persiste e insiste

Em 7 de Outubro de 2010 Luís Marques Mendes, consciente de que a principal causa da crise era o excesso de despesas inúteis em institutos fantasma que apenas serviam para dar emprego a «boys», apresentou uma lista de institutos públicos que podem ser extintos.

Passados onze meses e tendo havido mudança de Governo, apresenta uma longa lista que é uma nova edição daquela, a fim de ajudar o Governo a olhar para este problema incontornável.

Esperemos que a lista seja devidamente utilizada para bem dos portugueses, colectivamente.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estado vende ao Estado !!!

Vários especialistas apontam, como causas primárias da actual crise, as descontroladas negociatas em que as fabulosas quantias em jogo não tinham a mínima cobertura da moeda com correspondentes valores materiais, apenas se tratando de contabilidade em papel ou em símbolos virtuais.

Por isso, num momento de combate ao défice e à dívida soberana em que se deve procurar tornar transparente a grande confusão que vai sendo descoberta, é estranho que se fale que a CGD, que é do Estado, deve vender ao Estado as seguradoras, para se capitalizar. Quem beneficia com este negócio de mudar o dinheiro de um bolso para o outro? A minha ignorância, sentido da dignidade e tendência para o rigor, dificultam-me a compreensão destas habilidades.

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