É imperioso terminar o terrorismo e outras violências
(Public em O DIABO nº 2268 de 19-06-2020, pág 16 por A João Soares)
Fala-se de grandes alterações previsíveis para a vida humana no pós-pandemia com a vida social de todos os níveis a passar a ser diferente. Convém conjugar todos os esforços para que a mudança seja para melhor com a vida mais harmoniosa, mais solidária e com mais respeito pelos outros humanos; e uma coisa que há que terminar, sem demora, é o terrorismo gratuito, sem benefícios para os seus criminosos e sem consideração pelos seres inocentes cujas vidas ou terminam ou ficam a arrastar-se com sofrimentos atrozes.
Tenho visto muitas imagens de relacionamento pacífico e amigável entre animais ditos irracionais, de espécies e raças diferentes, que constituem lições de ética a seguir pelos humanos, principalmente pelos praticantes de actos agressivos contra pessoas inocentes sem disso tirarem benefício. A ONU e outras instituições internacionais, e a própria Justiça, devem ser dotadas de regras que lhes permitam exercer prevenção e repressão de actos que prejudiquem vidas inocentes.
Devemos aprender a compreender e a tolerar as outras pessoas, mesmo que pensem de forma muito diferente, e não devemos incitar à violência contra elas. Porém, a tolerância deve ser usada de parte a parte e ninguém que ofende os outros pode estar convencido de que está correcto e que não está livre de uma reacção violenta. Por isso, é fundamental que as pessoas aprendam a ser educadas e respeitadoras para evitarem atitudes racistas quer de uns quer dos seus contrários. Não há duas pessoas iguais e devemos respeitar as diferenças e aprender a conviver com todos que queiram conviver connosco. Isto é, devemos ser todos amigos, mas sabemos que a realidade tem tonalidades por vezes desagradáveis e não podemos perdoar a quem não procura merecer perdão. Mas não perdoar não significa agredir até à morte.
E assim, com falta de ética e de civismo, há pessoas mal formadas que alimentam ambições e interesses geradores de hostilidades inconfessadas e por vezes intoleráveis. Mas que alguém movido por interesses anti-sociais chegue ao ponto de cometer actos de terrorismo, isso deve ser motivo para aplicação de uma lei correspondente ao ditado “quem com ferros mata com ferros morre”. É certo que a pena de morte está fora de moda, mas parece que acabará por regressar às opções da Justiça. Para adiar tal regresso, deve ser iniciado um sistema de educação que contenha as pessoas dentro de normas de respeito pelos outros. Quem não tem respeito pela vida dos outros não pode exigir respeito pela sua.
Quanto a variações de terrorismo, há quem o agrupe em variados tipos, de que passo a citar alguns: “indiscriminado”, que atenta contra população civil, não especificada e provavelmente inocente; “selectivo”, assente na chantagem, em tortura, no terror psicológico, etc; “terrorismo de Estado”, acções policiais, etc; “comunal ou comunitário”, com manifestações violentas e atentados para debilitar a produtividade de população, ligados ao narcotráfico e outros interesses não confessados; “nacionalista”; “de organizações criminosas”, etc.
O esforço para eliminar a violência da vida da humanidade não pode deixar de começar pela preparação das pessoas para cada uma, no seu ambiente social, ser o mais civilizada possível, sabendo tolerar os outros, ser solidária, colaborar para uma vida melhor em todos os aspectos. E ao subir na escala social deve colaborar com as autoridades para impedir exaltações perigosas e denunciar pequenos ou grandes perigos que contrariem o objectivo de se criar uma sociedade harmoniosa e unida para os melhores objectivos de interesse colectivo. À Justiça deve ser fornecida legislação que permita uma autoridade e um prestígio que permita eliminar autores de actos atentatórios de vidas de pessoas, só por vil prazer ou por interesses não justificáveis. E essa acção judicial deve também visar quem se serve do terrorismo para fins anti-sociais financiando grupos de criminosos. Desta forma se colaborará na construção de uma Humanidade mais civilizada após terminada a pandemia que nos assustou. ■
quinta-feira, 18 de junho de 2020
É IMPERIOSO TERMINAR O TERRORISMO E OUTRAS VIOLÊNCIAS
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A. João Soares
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
VIOLÊNCIA DE ESTADO OU TERRORISMO
Violência de Estado pode ser mais selvagem do que o terrorismo
(Publicado em O DIABO de 31 de Janeiro de 2017)
Até quando teremos de assistir ao uso «inadvertido» de armas letais? Porque não as utilizam exclusivamente em pistas, carreiras de tiro, campos de tiro, etc. Isto é, espaços vedados ao público apenas destinados ao treino e preparação dos militares.
Que consideração nos merecem estas pessoas, parte de organizações governamentais que decidem a actuação dos militares sem conhecerem a gravidade de tais acções e sem a devida sensibilidade, sem o mínimo respeito pelos outros e sem terem repulsa por actos que causam sofrimento e morte em seres humanos indiferenciados? Há muitos estados, grandes e pequenos que não têm idoneidade para usar material bélico, porque permitem que alguns dos seus cidadãos brinquem com objectos demasiado perigosos para as populações sem terem consciência do perigo que lhes causam. Como se acusam terroristas de causar umas dezenas de mortos se, no caso do bombardeamento, por um avião militar, de um campo de refugiados na Nigéria, causando a mote a cerca de 100 pessoas.
Tenho aqui referido que, nesta época de mudança para a NOVA ERA, há que pôr um forte travão nas guerras e insistir na resolução pacífica dos conflitos, dando lugar ao trabalho da diplomacia. Porém tal intenção parece manter-se nas nuvens da utopia, porque grande parte dos estados está a ser «governada» por políticos impreparados, sem ética nem moral, ambiciosos e vaidosos, que esquecem que o seu principal dever é respeitar os direitos das pessoas e dar-lhes boa qualidade de vida e cuidar de contribuir para a humanidade se tornar mais harmoniosa e viver em paz fraterna. As notícias chegadas da Síria mostravam os efeitos arrasadores em cidades como Alepo provocados por insistentes bombardeamentos de Sírios, Russos e Turcos. Os estragos causados em vidas e haveres devem ter ultrapassado largamente os provocados pelos denominados terroristas. Afinal, quem são os maiores terroristas do mundo, aqueles que provocam mais vítimas humanas e mais destruições de património quer privado quer público e quer constituindo reconhecido valor para a história mundial ???
Perante um vídeo de uma orquestra feminina de jovens que tocava uma colecção de músicas mundialmente famosas, uma pessoa amiga exclamou que se estava em presença de comunhão de sensações e sentimentos vividos por gente de todo o muno, sem discriminação e que a música devia ser mais aproveitada para criar a Paz e a harmonia mundial. Concordei e acrescentei que, se houvesse verdadeira vontade de viver em paz, os diversos sectores da arte poderiam ser instrumentos para unir os povos em harmonia fraterna e solidária. Mas a falta de qualidade de muitos detentores do poder leva-os a esquecer que o seu principal dever é respeitar os direitos das pessoas e dar-lhes boa qualidade de vida e, seguem o caminho errado de dar mais atenção aos seus interesses pessoais, à sua ambição e vaidade e a submeterem-se aos industriais e vendedores de armamento que lhes impõem a guerra para benefício dos seus próprios negócios.
Ser governante de um Estado com população de diversas cores, religiões idiomas, tradições deve ser assumido com qualidades de liderança, diálogo, compreensão de todos, sem discriminar, e procurando harmonia, em mútuo respeito e igualdade de direitos, enfim, uma nação, um colectivo. Não deve ser prepotência em defesa dos «bons» de que se gosta, com exclusão de todos os outros aos quais se motiva para a rebelião que pode chegar às piores atrocidades, com a natural escalada das trocas de violência.
E, com tal autoritarismo prepotente, em vez de acabar com a praga do terrorismo, suscitam mais ódios, alguns que perdurarão através de gerações até voltarem com mais força e meios mais poderosos. E, em vez e terminar a morte de tanta gente inocente, acaba por morrer muita mais como tem acontecido no Médio Oriente na Ásia e em África.
Apesar de já ter o texto pronto, depois de ter defendido o diálogo e a paz, não quero deixar de inserir, por vir a propósito, a frase do Papa Francisco, título de notícia no DN, em que alerta para o perigo de confiar "num salvador que nos defende com muros".
A João Soares
24 de Janeiro de 2017
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sábado, 2 de abril de 2016
MEDIDAS ANTI-TERRORISMO
Extracto da parte final do artigo de Brandão Ferreira «JÁ ASSISTIU AO SEU REBENTAMENTO DE HOJE?»
O que há então a fazer para parar esta vaga de terrorismo – esta não é a primeira, já houve várias - que é apenas um dos muitos problemas que afectam esta putativa União Europeia (e já é tarde)?
- Em primeiro lugar, suspender o acordo de Schengen e controlar efectivamente as fronteiras;
- Pôr ordem na emigração e reprimir sem contemplações todos os negócios ilegais a ela associados;
- Mudar drasticamente a lei da nacionalidade tornando-a muito mais apertada (obrigando por exemplo a dois anos de Serviço Militar Obrigatório, que é a melhor forma de integração) e favorecendo o “Jus Sanguini”;
- Expulsar os ilegais;
- Acolher os refugiados de guerra e tratá-los em zonas controladas, para o efeito criadas, e repatriá-los logo que a situação o permita ou deixá-los seguir caminho para um outro qualquer destino possível, ao abrigo de um estatuto legal;
- Desmantelar os “bairros problemáticos” (que nunca deviam ter sido permitidos, em 1º lugar) – fala-se que só em França existam cerca de 300, onde a polícia só entra com medidas de segurança extrema;
- Obrigar os emigrantes a integrarem-se e a cumprirem as leis do país que os alberga e a respeitarem os costumes e tradições locais;
- Actuar criminalmente contra quem professe publicamente a violência ou instigue ao ódio e fechar e demolir todos os locais onde tal seja efectuado;
- Colocar os presos a trabalhar no duro e com condições espartanas de vida (não em hotéis de 3 estrelas!);
- Exigir respeito e reciprocidade entre Estados/organizações: não faz sentido nenhum, por exemplo, que a Arábia Saudita financie a construção de mesquitas por todo o lado e nem uma Igreja exista no seu território! (ser “democrata” não pode ser sinónimo
de ser estúpido…);
- Investir nos Serviços de Informação, na Polícia e nas Forças Militares e na tecnologia, mas nunca descurando a Hierarquia, a Disciplina, a Organização e a Ética, sem o que nada funciona, e acabando com a “paisanice”, as associações sindicais (neste âmbito), o excremento ideológico e as infiltrações subversivas, que tudo têm minado;
- Mudar as normas do Código Penal e do Código do Processo Penal, que dificultam a investigação e favorecem o prevaricador em vez de quem se porta bem - numa palavra, restaurar a autoridade;
- Finalmente, para grandes males, grandes remédios – avisar seriamente a rapaziada do “Estado Islâmico” (ou outros), que, se continuarem a fazer execuções públicas e a cortar cabeças, que lhes vai acontecer o mesmo; parece que é a única linguagem que entendem…
O que me leva à reflexão final que é esta:
A questão maior do terrorismo é a de que, quem o pratica não se importa de morrer em nome da defesa de uma ideia ou “causa” em que acredita.
Quantos de nós serão capazes de fazer o mesmo?
É esta a grande diferença. É este o maior perigo.
João José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador
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sábado, 20 de fevereiro de 2016
TERRORISMO. PORQUÊ E PARA QUÊ?
TERRORISMO PORQUÊ E PARA QUÊ? É muito frequente ouvir dizer que a violência, a guerra, o terrorismo são atitudes desnecessárias e próprias de mentes tresloucadas. O certo é que a História está marcada por guerras. A violência já era referida na Bíblia, entre Caim e Abel, os atentados e actos de terrorismo têm-se tornado frequentes e mais violentos. Como as muitas pessoas inseridas em tais movimentos são seres humanos racionais, como em muitos casos gerem avultadas quantias e meios materiais de alto custo, em vez de as criticarmos friamente como se fossem anormais, será preferível procurar compreender qual é o seu móbil, PORQUÊ E PARA QUÊ levam a cabo actos tão lesivos de pessoas inocentes e tão destruidores de património.
Está provado que o diálogo pacífico e assente em boa argumentação resolve muitos diferendos e evita as condições exageradas que possam conduzir à violência, como se viu agora entre o Reino Unido e os Poderes da União Europeia, em que foram melhoradas as regras desta, acabando por todos ficarem satisfeitos com os resultados obtidos. Pergunta-se: O que deve fazer a ONU e outras instituições internacionais para ajudar o Mundo a resolver os seus atritos, pelo diálogo, e evitar os danos dos actos violentos? Porque não têm seguido os métodos mais adequados a soluções pacíficas? Porque não têm procurado inspirar confiança em grupos que se consideram prejudicados e pretendem recuperar posições mais notáveis e respeitadas? O que tem sido feito para tornar a diplomacia mais eficaz na detecção de descontentamentos e na procura de medicação preventiva para eliminar as razões que possam vir a tornar-se explosivas?
Este esforço deve ser levado muito a sério, quer internamente nos Estados quer internacionalmente. Quanto maiores forem as desigualdades na repartição de benefícios e de sacrifícios mais probabilidade surge para violência. É bom que os governantes de países mais poderosos deixem de se considerar donos do Mundo a quem todos os exageros são permitidos e procurem ter sensibilidade para os mais desfavorecidos, para as suas necessidades e para o seu direito a verem a sua situação melhorar da melhor forma possível. Não é convincente falar-se em DEMOCRACIA em ambientes em que o que é praticado é feudalismo e ditadura, por vezes em grau extremo.
Se for feito esforço diário para REFORÇAR A HARMONIA E A PAZ, deixaremos um MUNDO MELHOR aos vindouros.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
TERRORISMO À SOLTA...
A notícia «Pelo menos 51 mortos e 78 feridos em ataque na Nigéria» devia fazer pensar seriamente os que, a troco de gordas remunerações e mordomias, estão instalados em cadeiras de organismos internacionais, ONU, União Africana e muitos outros, nas suas atribuições reais ou desejáveis para bem da humanidade.
Perante estes ACTOS SELVAGENS e os refugiados que eles provocam, tenho-me interrogado quais os interesses que estarão por trás e que tolhem essas pessoas notáveis de procurar encontrar soluções eficazes para domesticar ou… estas feras que andam à solta a destruir vidas de inocentes e património que empobrece pessoas que já vivem com dificuldades e carências de vária ordem.
O que fazem os donos do sistema financeiro, os detentores do PODER MUNDIAL? Para que serve a diplomacia, para que servem os exércitos? Devem notar que já não estamos na época da pedra lascada. A civilização, como as tecnologias, deve ter evoluído e os seus altos responsáveis devem tomar consciência das suas responsabilidades.
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domingo, 13 de setembro de 2015
CONTENTOR COM AJUDA PARA REFUGIADOS
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
GUERRA ENTRE GRUPOS TERRORISTAS
A notícia da declaração de guerra da Al-Qaeda ao Estado Islâmico irá suscitar, muitas congeminações optimistas de jornalistas e pseudo-estrategas ousados e convictos das suas ideias estreitas mas arrogantes. É fácil mas insensato considerar que a Al-Qaeda é amiga da Europa e do Ocidente e, por isso, pretende dar punição aos causadores dos inúmeros refugiados que invadem o velho continente e paralisam a vida dos europeus.
Havia alguma lógica nos tempos medievais, quando os conselheiros do Senhor feudal o aconselhavam a «dividir para reinar». Porém, agora, neste caso, não está a dividir-se algo que estivesse unido, a não ser na intenção de fazer mal e provocar o caos contra povos civilizados. De facto, está a gerar-se mais uma guerra entre dois grupos ilegais, marginais, de terroristas. que a ONU não tem conseguido anular e dela irão resultar mais mortes e destruições de património pessoal e da história da humanidade. O exercício continuado da violência conduz a escalada e nada produz de paz e harmonia. O ideal seria uma solução negociada, sem violência.
Mas nada acontece por acaso. A ONU e as grandes potências têm sido pressionadas para pôr fim aos massacres do EI e à onda de refugiados que invade a Europa e o Ocidente. Isso pode levar a interrogar «Quem encomendou tal atitude da Al-Qaeda contra o EI?» Certamente, esse alguém terá investido para receber o benefício de fornecer mais armas a cada uma das partes do conflito. Talvez o Complexo Industrial Militar a que Dwight Eisenhower se referiu, quando «alertava contra uma influência negativa sobre a sociedade americana que ia além da esfera económica e política e atingia até a dimensão espiritual»
Tal indústria, não fechou as fábricas e continuou a inovar, a fabricar e a vender armamento para o que tem de fomentar e incentivar guerras, pressionando os decisores políticos.
Há cerca de 30 anos, durante a guerra entre o Irão e o Iraque, pela posse de pequenas ilhas na embocadura do Golfo Pérsico, um embaixador itinerante americano, proferiu uma conferência, em Lisboa, acerca de tal guerra. No fim, na fase de perguntas, um circunstante quis saber qual seria o resultado mais desejado pelos EUA, ao que o orador, depois de curta meditação, respondeu que o que mais interessava era que nenhuma das partes tivesse muita vantagem sobre a outra. Isto vinha ao encontro de notícias de discretas vendas de armas a uma e a outra das partes. O certo é que o quase equilíbrio de força facilitou a aceitação de acordo de paz quase sem cedências das partes em conflito.
Podemos ser levados a concluir que, neste momento, haja discretos apoios à Al-Qaeda e ao EI, condicionados pelos efeitos pretendidos no equilíbrio de poderes geoestratégicos globais. Seria bom que isso contivesse os ímpetos de agressividade por parte dos grupos violentos em questão. Terá sido esta a melhor forma encontrada pelos mais altos poderes mundiais? Oxalá que obtenha os resultados desejados.
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sábado, 9 de julho de 2011
Assasssínio económico de um país
Existem mais documentos deste «especialista» no Youtube. Vale a pena serem consultados para melhor compreender o que se passa ao nosso redor.
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A. João Soares
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Portugal, ninho de terroristas?
Numa moradia em Óbidos foram encontrados mais de 700 quilos de explosivos da ETA, depois de dias antes as autoridades dizerem que em Portugal não havia refúgios de elementos daquele grupo separatista basco. Outra notícia especificava que a GNR descobriu em Óbidos mais explosivos do que a ETA fez rebentar em 2009. Outra afirmava que Etarras escondiam-se num bairro de polícias.
Perante isto sentia-se o impulso de formular as seguintes interrogações: E o que diz o MAI à segurança interna? Como explica que eles se instalassem e pudessem armazenar tantos explosivos? O que nos diz o responsável pela segurança interna? E pela Justiça? O que pensam fazer para evitar que isto possa continuar a acontecer? Que garantias dão à população de que a segurança vai ser melhorada? Quando caminharemos para um Estado de Direito, com Liberdade e Responsabilidade?
Mas logo se depara com mais pormenores: Base da ETA era para durar um ano e aqueles materiais serviriam para Atentados a oleodutos, aeroportos e indústrias em preparação.
E uma outra notícia dá uma panorâmica mais preocupante. Componentes das lendárias Kalashnikov já se fabricam em garagens de Lisboa e o aluguer de armas é cada vez mais frequente entre os criminosos.
Estas notícias Vêem mostrar a falta de conteúdo e de seriedade das palavras das autoridades pretensamente apaziguadoras mas sem qualquer credibilidade. Os portugueses precisamos de poder ter confiança nos representantes eleitos para zelarem por estes e outros problemas do interesse geral.
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A. João Soares
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
A guerra do futuro ???
O general Eisenhower alertou para o perigo representado pela sobrevivência do complexo industrial militar surgido durante a II Guerra Mundial, o qual, para ter cada vez maiores lucros, iria criar novas armas e novas formas de fazer a guerra.
Notícia de todos os conflitos mais ou menos sofisticados, declarados ou de pequena intensidade, ocorridos desde então, mostram como o General estava certo na sua previsão. E a isto acresce a pressão dominadora exercida sobre os governantes dos países mais influentes na vida internacional, levando-os a desencadear conflitos sem uma justificação minimamente credível.
O perigo generalizou-se e os métodos estão a chegar a grupos «terroristas», levados a ser clientes de tal complexo industrial e há mais de oito anos assistiu-se ao derrube das Torres Gémeas de Nova Iorque e aos recentes atentados, casualmente falhados, em aviões que se dirigiam à América.
Uma das últimas inovações de material de guerra consiste no lançamento de mísseis por drones (aviões sem piloto) controlados com todo o pormenor a partir de «escritórios» em local secreto dos EUA, através da Internet, e que no Afeganistão e no Paquistão (com possibilidade de actuarem em qualquer ponto do mundo) podem fazer ataques com mísseis com uma precisão cirúrgica.
Por exemplo, notícia de hoje diz que «Um disparo de um míssil efectuado por um avião sem piloto norte-americano matou hoje pelo menos dois combatentes talibãs no Waziristão do Norte, zona tribal do noroeste do Paquistão». É uma guerra feita com comodidade sem risco de perdas de efectivos, e que colocam as vítimas indefesas sem poderem evitar, prever ou defender-se. É puro terrorismo.
Em contrapartida a isto, ou em complemento destes actos, e como tal complexo não olha a cliente desde que este pague, outra notícia referente às recentes tentativas de atentados em aviões diz que «Os atentados futuros serão ainda mais difíceis de neutralizar porque a Al-Qaïda conhece cada vez melhor os sistemas norte-americanos de defesa e vai empenhar-se em contorná-los, declarou quinta-feira o director da informação norte-americana (DNI), Dennis Blair.
Portanto, apesar dos desejos de paz de toda a gente de boa vontade e dos sucessivos apelos e sugestões surgidos de todo o lado mentalmente são, como tem sido o caso deste blogue, a PAZ continua a ser uma solução adiada, porque as ambições daqueles que vivem da construção e venda dos materiais bélicos se sobrepõem à humanidade, aos desejos de vida pacífica e em harmonia da generalidade das pessoas.
No entanto, não devemos esmorecer em campanhas de esclarecimento, com a esperança imortal de que um dia esses cérebros do mal acabarão por ser iluminados por uma réstia de bondade
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domingo, 17 de maio de 2009
A Paz no Mundo será possível?
A resposta à interrogação do título tem de ser afirmativa, ou não fosse eu um optimista, embora preocupado. Procurando neste espaço os posts dedicados à Paz, negociação, conversações, encontra-se o fundamento desta resposta. Realmente, basta que os governantes, bem como os líderes de grupos rebeldes se revistam de uma capa real de civismo, humanidade, democracia no verdadeiro sentido de respeito pelos povos, pelos direitos humanos e despindo-se de ambições pessoais de riqueza rápida e desmedida e de vaidades.
Vale a pena ler as palavras de Sua Santidade o Papa nos artigos a seguir linkados sobre a sua recente visita ao Médio Oriente:
Papa pede “não mais terrorismo, não mais guerra” na despedida de Israel
Papa reza no Santo Sepulcro e pede liberdade religiosa em Jerusalém
Papa pede aos cristãos para ficarem em Israel e na Palestina
Mas, infelizmente, os governantes e os líderes de grupos rebeldes, não primam pelas qualidades desejáveis atrás referidas e, por isso, as notícias chovem impiedosamente, como ácido corrosivo que transforma o mundo num inferno em que os que mais sofrem são inocentes, crianças e idosos, a quem não é possível continuar a viver uma vida sossegada a que têm direito como seres humanos.
Vejamos algumas dessas notícias mais recentes:
Sri Lanka: Mais de 70 rebeldes Tamil foram mortos - Exército
Sri Lanka diz ter derrotado Tigres Tâmiles
Milhares de civis em fuga dos combates entre Exército e Tigres Tamil
Colômbia: Pelo menos 12 mortos em ataques da guerrilha desde sexta-feira
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A. João Soares
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
China. Polícia prende quatro britânicos
Polícia chinesa prende 4 britânicos após protesto
quarta-feira, 6 de agosto de 2008, 01:13 | Online
PEQUIM - A polícia chinesa prendeu nesta quarta-feira quatro britânicos que protestaram em Pequim pela libertação do Tibete. A identidade dos manifestantes não foi revelada, mas as autoridades revelaram ser três homens e uma mulher - eles teriam entrado na China com o visto de turista.
O protesto aconteceu no começo da manhã desta quarta-feira (no horário chinês), nos arredores do Estádio Olímpico, conhecido como Ninho de Pássaro. Os quatro manifestantes levavam dois cartazes: "Um mundo um sonho Tibete livre" e "Tibete será livre".
Segundo a polícia chinesa, dois dos manifestantes chegaram a subir em postes de eletricidade para pregar as faixas de protestos. Mas os quatro acabaram sendo detidos e foram levados para interrogatório na delegacia.
A actuação do governo chinês no Tibete é criticada mundialmente, mas os protestos internacionais foram intensificados recentemente, com a passagem da tocha olímpica por diversos países.
NOTA: Já aqui tinha sido escrito, na área de comentários, que o que se passará na China nas próximas semanas é imprevisível, ma a tónica colocada na segurança não é de bom augúrio. Pelo menos cerceia as liberdades dos jornalistas, dos visitantes e dos turistas. Cada estrangeiro será visto como um potencial terrorista, como agora esta notícia vem comprovar.
Mas o problema virá de dentro, dos descontentes, dos que agora ficam a conhecer que no resto do mundo há mais liberdade e mais conforto. A mudança da sociedade chinesa sairá de dentro, pois nada do exterior tem poder de influência para produzir e manter uma mudança sustentável. No entanto, neste momento, a presença de tantos milhares de estrangeiros na China acaba por difundir ideias de modernidade que irão acelerar o movimento de resistência à ditadura, até aos mais remotos recantos daquele grande país.
Estejamos atentos porque iremos assistir a um fenómeno interessante, embora muitos pormenores fiquem ocultos devido aos controlos sociais que o Governo impõe.
Porém, as multidões, as sociedades modernas, são movidas por actos de «acção psicológica», de «lavagem ao cérebro», muito aplicados no marketing e na propaganda política e agem como o trotil, por efeito de uma espoleta. Quando tudo parece estar calmo, ouve-se uma palavra de ordem e a desordem arranca com toda a violência. Morreu há dias o escritor russo Soljenietsin que foi um obreiro da preparação da sociedade soviética mais evoluída para o derrube do regime.
Mas, infelizmente, aparecem poucas análises sobre estes problemas e as opiniões vão ser mais orientadas para o desporto e alguma propaganda do governo chinês, tudo para manter o mundo adormecido. Convém estar atento, para observar os pequenos sinais de mudança. As autoridades chinesas têm tido a sensatez serena e eficiente para evitar que a implosão político-social da União Soviética tivesse repercussões graves no Império do Meio.
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A. João Soares
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
Humanidade sem terrorismo
Tenho aqui defendido a lógica que assiste a movimentos nacionalistas e independentistas e a conveniência de serem tomadas medidas de diálogo e negociação que conduzam a soluções aceites pelas partes, evitando actos de violência que vitimem pessoas inocentes, além de destruírem recursos de toda a ordem, com prejuízo para o desenvolvimento de melhores condições de vida.
É agora notícia a libertação dos reféns das FARC, em que está incluída a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt detida na selva em péssimas condições durante seis anos e meio. Este movimento de guerrilha com quatro décadas de existência que, na sua origem teve ideais sociais e políticos que não conseguiu fazer vencer por métodos democráticos e que quis impor com custos para a população, transformou-se gradualmente numa máquina de violência e de raptos que lhe vale ser classificado como terrorista.
As ideologias e os ideais de justiça social são sempre respeitáveis, mas a violência que assume feições anti-humanitárias não deve merecer apoios. Temos que separar as pessoas e as suas ideias dos crimes contra inocentes, da «justiça» pelas próprias mãos, de forma brutal e desumana. Por isso, acho interessante o pequeno artigo de Ferreira Fernandes no DN, em que critica um site de propaganda de um partido que comentava a libertação de Ingrid Betancourt como a de "um membro da classe política dominante». E deixa a interrogação: «Cada um destes 230 «membros da classe política dominante" portuguesa (…), deveria perguntar a todos os colegas: "Merece algum de nós passar 2323 dias preso, no mato e acorrentado, só por ser democrata ?"»
Diz o jornalista que «a liberdade de expressão não foi inventada só para a gente de bem». Mas é preciso saber separar os valores do respeito pelas vidas humanas, dos interesses partidários. Se somos democratas devemos evitar impor as ideias com recurso à violência. O preceito ‘amai os outros como a vós mesmos’, obriga a reciprocidade para com os opostos (os outros).
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Problemas. Os sintomas e as causas
De médico e de louco todos temos um pouco. Atrevo-me, por isso, a utilizar uma analogia entre as relações internacionais e a medicina. Um médico não se limita a fazer desaparecer os sintomas, que são considerados como avisos, sinais de que algo está mal, mas analisa-os com a intenção de chegar às suas causas, que é a essência do problema ao qual é necessário aplicar a terapêutica mais adequada para ser eficaz. Mas esse é o método de trabalho de quem teve uma formação específica profunda e demorada e que nunca deixa de estudar a fim de se manter actualizado, a par das mais modernas inovações da ciência e da técnica.
Com os políticos não se passa o mesmo, dada a ausência de preparação para as funções e a sua conhecida aversão ao estudo sério e consequente, de onde resultam demasiadas hesitações e erros que provocam avanços e recuos, com variados e pesados custos para o erário, que podiam e deviam ser evitados.
Hoje os jornais trazem notícias do Darfur, do Iraque, do Afeganistão e do Kosovo. São pontos do globo com crises graves que estão a utilizar forças militares em grande quantidade e cuja pacificação fica para muito além do horizonte não se vislumbrando uma data final da normalização. A impreparação dos políticos e a sua miopia acentuada, tem resultado na aplicação da força armada para combater os sintomas, sem terem capacidade de análise serena das causas, isto é da essência do verdadeiro problema, daquilo que está em jogo. O efeito obtido traduz-se em indescritíveis destruições de património material, histórico, arqueológico que faz falta à cultura da humanidade e, o que é mais criminoso, a mortes de imensas pessoas inocentes e inutilização de muitas outras cuja vida passa a ser apenas sofrimento e revolta.
Em vez da confrontação armada, teria sido mais avisado sentar à mesma mesa representantes das partes em conflito e levá-las a analisarem calmamente os interesses em jogo com vista a chegarem a um acordo que fosse aceite por todos. Dessa forma, os representantes dos povos abrangidos pela crise, actuariam democraticamente, através dos seus delegados, para a construção do melhor futuro possível para todos. Mas, a «comunidade internacional» ignorando o espírito democrático, assalta o País e impõe, de cima para baixo, pela força das armas, a solução que nenhuma das partes quer. E passam-se anos de morte e sofrimento sem nada se obter de melhor para os povos.
Para ilustrar estas palavras basta observar o que se tem passado e continua a passar-se em cada uma das regiões atrás citadas, mas tem de ser uma observação o mais possível imparcial, sem preconceito, sem dar previamente razão aos «bons» ou aos «maus», sem chamar rebelde e terrorista a qualquer das partes. Quantos países se formaram à custa de muita luta em que foram apelidados de terroristas? E dos terroristas e rebeldes de hoje quantos virão a ver coroadas de êxito as suas lutas que só existiram por não ter havido uma negociação serena das suas pretensões? Quem melhor do que a população local pode gerir os interesses do Darfur, ou do Kosovo, ou do Afeganistão? Será mais democrático, e mais eficaz a imposição da «ordem» por militares estranhos à região?
Não me refiro a uma ajuda às forças locais para elas poderem manter a ordem pública, em benefício de toda a população e não de apenas uma das partes em conflito, mas tendo por base o resultado de negociações directas entre os interesses em luta. Essa ajuda, esse reforço das forças locais, numa acção humanitária conduzida localmente, sem impor os interesses estranhos, será conveniente.
Parece utopia? Parece irrealista? Mas as lições da vida mostram ser conveniente que os objectivos estejam um pouco acima daquilo que é vulgar e normal. Só assim se avança para a inovação e criatividade e se cria desenvolvimento.
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A. João Soares
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sábado, 25 de agosto de 2007
Governo despreza as Forças Armadas
Segundo notícia de hoje, o almirante Sabino Guerreiro, novo Comandante Operacional dos Açores, admitiu que o atraso na construção de novos navios para reequipar a Marinha prejudica a manutenção do actual dispositivo militar naval.
Falando no final de uma audiência com o presidente do Governo açoriano, na ilha de São Miguel, lembrou que os actuais navios estão muito usados e requerem uma boa manutenção para não pôr em perigo a segurança dos militares a bordo. Segundo ele, só restam 11 dos 20 navios ao serviço da Marinha em toda a área marítima nacional, alguns com bastante idade, pelo que não é possível ter mais do que uma corveta em permanência no arquipélago.
Esta notícia torna mais evidente o desprezo que os Governos têm tido pelas Forças Armadas,esquecendo que se trata de um braço da soberania nacional. Desde a carência de meios em quantidade adequada à obsolescência dos esquipamentos existentes, passando pelas condições de remuneração e apoio social e de saúde às pessoas que nelas servem, tudo mostra o fraco ou ausente sentido de Estado dos governantes. Se analisarmos a idade média das viaturas dos ministérios e as comprarmos com as os dos equipamentos militares – fragatas, carros de combate, aviões de caça, mísseis, etc. - chegaremos a conclusões muito significativas da inconsciência dos políticos. Querem militares a sacrificar-se devotadamente em espírito de escravatura, para serem avaliados, interna e internacionalmente, como se dispusessem de condições materiais semelhantes às dos parceiro da NATO.
Entretanto apareceu a notícia de um segundo indício de que a ETA se movimenta com muito à vontade no nosso País. O primeiro foi na ponte do Guadiana no Algarve e agora foi a utilização num atentado de uma viatura portuguesa alugada no Porto. Parece procurar apoios territoriais, o que não lhe será difícil depois da desertificação de largas áreas no interior, onde em vez de criar incentivos para fixar os residentes e atrair outros, o Governo está a afugentar toda a alma viva, fechando apoios de saúde, de ensino, de justiça, etc.
Oxalá não venha a concretizar-se o receio de o «Mentiroso» expresso nos blogs Mentira e Democacia em Portugal . É que, se as coisas se complicam, não será a GNR que poderá fazer face à ameaça e, com umas Força Armadas tão carenciadas de meios e de pessoal motivado, de pouco servirão. E o pessoal não pode sentir-se motivado se não tiver condições para actuar dignamente. Não estará disposto ao suicídio colectivo, como sugere o Sr. Almirante quando afirma que sem bom material e com boa manutenção seria «pôr em perigo a segurança dos militares a bordo».
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A. João Soares
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