terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inoportuno e Insensato ?

O ministro da Economia admite que a energia nuclear «é uma possibilidade» para Portugal. Realmente, no campo das hipóteses que devem ser estudadas, pois nenhuma deve ser colocada liminarmente de lado, antes de devidamente estudada nas suas vantagens e inconvenientes, e depois todas comparadas entre si para ser escolhida a mais aconselhável no universo dos factores considerados na sua avaliação.

Mas de momento, parece inoportuno e pouco sensato admitir tal hipóteses, depois das recentes manifestações contra a central espanhola de Almaraz em que estiveram presentes ecologistas portugueses, depois das imagens que circulam sobre os efeitos biológicos das fugas radioactivas provocadas pelo Tsunami no Japão e dos não esquecidos dramas decorrentes em muitas famílias devidos ao acidente na central de Chernobil.

Também não se pode deixar de atender aos alertas da professora doutora Maria da Conceição Tavares aos jovens economistas e políticos para o cuidado de não se deixarem dominar pela obsessão da matemática mas, pelo contrário, colocarem os interesses das pessoas em primeiro lugar.

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Tenho Vergonha de mim



O texto refere o Brasil, mas merece a atenção dos Portugueses e de outros povos. É preciso vencer as dificuldades, corrigir o que está mal, procurar novas soluções, desmontar do cavalo morto, saltar para fora do pântano, afastar as causas do mal...

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Saúde. Ironia ou profecia ???!!!

Notícias diversas realçam as dívidas de hospitais que originam dificuldades de aquisição de medicamentos. Por outro lado, muitas pessoas decidem não comprar todos os medicamentos que lhes são receitados, outras evitam ir a consultas e urgências, por falta de capacidade para fazer face às despesas inadiáveis. Também os apoios de saúde se tornaram mais reduzidos.

Isto é preocupante e faz recordar aquilo que foi escrito com ironia há perto de dois anos e que agora parece que foi uma profecia de Nostradamus que se vai aproximando da concretização.

«E há quem ouse fazer futurologia, com o seguinte prognóstico. Quando um reformado, for pela primeira vez ao médico, mesmo que tenha uma doença grave, ouvirá do médico dizer: leve esta aspirina e tome com um copinho de água, e se não passar volte cá. Claro que isso não o cura e ele volta e, então, o médico diz: Não esteja preocupado, antes de se deitar tome este comprimido com um pouco de água tépida e vai ver que amanhã estará bom e nada lhe doerá. E ele no dia seguinte não sente mais dores nem nada! Está já do outro lado. Com isso, o Estado poupa na pensão de reforma, nos serviços de saúde e noutros eventuais apoios a idosos. Os herdeiros tomam posse da herança mais cedo. O crime compensa, o amor ao dinheiro e a falta de ética e de sentimentos dão resultados desse género.

Hoje, a generalidade dos médicos não colaboraria nisto mas os estatutos de ética da Ordem virão a ser actualizados e os funcionários do Estado têm que cumprir as ordens superiores. O caso atrás referido dá força a esta hipótese, aparentemente macabra. Isto parece duro, mas talvez seja uma profecia de um futuro mais ou menos próximo. E a dureza será amaciada com palavras de humanitarismo alegando o alívio de sofrimento incurável.

Os cidadãos deviam estar atentos a tais sinais e reclamar antes que seja tarde. Mas a apatia e o desinteresse leva a aceitar os primeiros casos e a deixar consolidar os procedimentos de que depois seremos vitimas.»


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A cada passo, há buraco

Portugal parece ser todo constituído de madeira carunchosa com buracos por todo o sítio

Agora surge a notícia de que o Governo deve 68 milhões em salários a polícias a que acresce que o ministério da tutela tem ainda uma dívida de 189 milhões de euros a privados e entidades estatais, o que perfaz uma dívida de 257 milhões de euros.

Sem dúvida, é urgente saldar estas dívidas. Mas é fundamental e indispensável criar um sistema eficaz de controlo com acompanhamento sistemático a fim de evitar que ocorram casos extremos como os que estão a verificar-se em toda a máquina pública que demonstram haver uma irresponsabilidade condenável na administração das contas públicas.

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Rigor «corrigido» por palavras doces

Tem sido aqui expresso que o mal actual do País não são as pessoas mas o regime e os vícios e manhas de que padece, há cerca de quatro décadas. Foi criada uma espécie de «tradição» a que os partidos se submetem, em prejuízo dos cidadãos, como se vê nos inúmeros buracos espalhados por todo o sítio e naquilo que o povo traduz pela frase «só mudam as moscas…».

Agora o ministro das Finanças, um economista, felizmente ainda verde nos tais «vícios e manhas», diz que maiores dificuldades estão para vir, mas logo é «corrigido» por um colega, inteiramente sintonizado com o regime, que recusa alarmismo e garante que Gaspar queria era dizer que ainda há um longo caminho a percorrer.

O primeiro vê a frieza dos números o outro joga com as palavras procurando adoçar a pílula para os cidadãos não sentirem todo o amargor da realidade.

Não terá sido o uso das palavras em «acção psicológica» e o surgimento de múltiplos buracos abertos pelo caruncho em toda a madeira podre do País que levou o Cardeal Patriarca a dizer que ninguém sai da política "com as mãos limpas"?

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sábado, 24 de setembro de 2011

Crise ensina a viver

O buraco na Madeira, provocado por caruncho altamente perigoso, tem sido objecto de notícias e comentários que condicionam todas as conversas. Mas os buracos parecem ser um mal generalizado, duvidando-se que haja alguma empresa ou serviço público ou autárquico que tenha as suas contas em dia, com as facturas pagas nos prazos legais.

Parece que os hospitais estão em vias de verem cortado o fornecimento de medicamentos devido ao atraso nos pagamentos, como mostra a notícia sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo em que a má gestão causa buraco de 47 milhões de euros. Também se prevê que a Empresa Estradas de Portugal entre no ‘vermelho’ em 2012 e consta que as SCUT e novas concessões custam 10,8 mil milhões à Estradas de Portugal. Estes casos são apontados como meros exemplos de entre os muitos que as notícias têm trazido a público nos tempos mais recentes.

Mas começam a surgir sinais de sentido prático ou bom senso, como o de que as Câmaras cortam luz para poupar. Realmente a crise é uma grande mestra, aguça o engenho, obriga a pensar antes de gastar o dinheiro quando este é escasso. Não há necessidade de as ruas terem uma iluminação como se fosse sempre dia. Claro que, nem oito nem oitenta, mas será encontrado um nível de luminosidade satisfatório com grande economia de gastos em energia.

Será bom que os gestores de dinheiro público aprendam a gastá-lo com parcimónia, não indo além do necessário. E é imperioso que o Estado disponha de um serviço, moral e tecnicamente competente, para observar, controlar, inspeccionar todas as contas públicas de forma a submeter a autuação os erros, antes de se tornarem «buracos» preocupantes.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fisco será reforçado com 1300 inspectores

A flexibilidade das decisões é vantajosa quando não se perdem de vista os mais altos objectivos nacionais que devem ser considerados os faróis orientadores da actividade governativa e da administração pública. Assim, pode não ser chocante que, quando se espera a concretização de promessas de combater a obesidade da máquina do Estado, se noticie mais 1300 inspectores para reforçar o Fisco, Realmente, a vitória sobre a crise passa pela eliminação da fraude e evasão fiscal, principalmente quando se trata de valores mais volumosos.

Mas o número 1300 não deve ser atirado por palpite, pois exige que a nova Autoridade Tributária que arranca a 1 de Janeiro deva ser bem estruturada com tarefas bem definidas e todas convergindo para metas claras e explícitas.

Definidas as metas da inspecção tributária e calculadas as necessidades de inspectores, haverá que decidir vários vectores: Que requisitos de formação devem ser exigidos aos candidatos? Como vão ser admitidos os inspectores? Haverá concurso público para entrarem os melhores? Ou serão nomeados por «confiança política»? Posteriormente, quando em funções, como é monitorizado o desempenho de cada um? Como evitar a corrupção tendente a que fechem os olhos aos buracos financeiros? Como os preparar para não sucumbirem aos truques variados das tentativas de corrupção? Estas preocupações, ao lado de outras mais específicas, devem ser uma presença constante na mente do Director-Geral responsável pela Autoridade Tributária.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Depois da decisão é preciso controlo da acção

Em plena discussão do buraco financeiro na Madeira, que coincide com as dívidas da Auto-estradas de Portugal, dos hospitais, surge a notícia de que o Tribunal de Contas detecta novo buraco de 220 milhões na Madeira. A actual direcção do TC merece a maior consideração por colocar sempre acima de tudo o interesse nacional. Mas parece lamentável que o TC ou outra instituição pública não tenha um sistema de controlar as contas precocemente, antes de serem atingidos valores tão assustadores aqueles de que agora se fala.

Não basta elaborar e publicar os orçamentos se não houver sistemas de controlo rigorosos e a espaços adequados. Mesmo que o sistema não funcione em permanência sobre todos os sectores, poderá fazer pontuadas aleatórias para manter a administração pública sobe a pressão de ter de agir correcta e responsavelmente. As sanções monetárias devem ser dissuasoras.

Dirão que não há legislação para tal sistema ser colocado em acção. Mas então porque não será criada tal legislação»? De que esperam? Quais os interesses que têm impedido o seu aparecimento.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cavalgando Um Cavalo Morto

Uma MetáFora Empresarial

Dizem que os índios Dakota, dos Estados Unidos, têm um ditado, passado de geração em geração, que diz: «Quando você descobrir que está montando um cavalo morto, desmonte».

Levando essa sabedoria para a área empresarial, vemos que o «cavalo morto» é uma representação de algo que deixou de existir, de funcionar ou de produzir os resultados esperados como um produto obsoleto, um serviço ineficiente, um software inadequado, uma máquina defeituosa, um mercado em declínio ou mesmo pessoas que se tornaram desmotivadas, acomodadas ou desactualizadas.

E rapidamente descobrimos que «desmontar de um cavalo morto» – abandonar velhas práticas ou recursos - numa empresa, não é tarefa fácil! Mudanças e Inovações suscitam RESISTÊNCIA

Embora os dirigentes saibam que é necessário remover os «cavalos mortos» que retardam ou impedem a evolução dos negócios, muitos preferem adoptar estratégias para tentar fazer o cavalo morto cavalgar novamente, como estas:

1 .Comprar um chicote mais forte.
2 .Substituir os cavaleiros por outros mais competentes e mais leves para melhorar o desempenho do cavalo morto.
3 .Dizer coisas como: «esta é a forma como nós sempre montámos este cavalo». Ou «esta é a forma como sempre fizemos as coisas nesta empresa».
4 .Nomear uma comissão ou Circulo de Qualidade para estudar o cavalo. Reclamar da qualidade dos cavalos de hoje.
5 .Organizar visitas a outras empresas ou países para ver como eles cavalgam cavalos mortos.
6 .Eliminar políticas e normas que digam que o cavalo está morto. Demitir quem disser que o cavalo está morto.
7 .Criar um programa de treino para aumentar a capacidade de cavalgar.
8 .Contratar uma agência de publicidade para relançar o cavalo morto. Fazer um website para o cavalo morto.
9 .Colocar vários cavalos mortos juntos para aumentar a velocidade.
10 .Comprar produtos que façam o cavalo morto galopar mais rápido.
11 .Reduzir os padrões de desempenho para que o cavalo morto seja considerado.
12 .Promover o cavalo morto a uma posição de gerência.

É comum, na maioria das empresas, ver dirigentes tentando ressuscitar os cavalos mortos. Com certeza todos nós conhecemos organizações que aplicam essas estratégias diante de situações críticas.
Também é comum encontrar organizações comandadas por cavalos mortos.

A dura lei dos negócios diz que é necessário evoluir continuamente para sobreviver.
O sucesso empresarial, para ser mantido, exige que sejam identificados e removidos, sem complacência e rapidamente, os obstáculos que retardam a evolução competitiva e financeira, sejam eles quais forem.
Construir a empresa do futuro exige que se modifique a empresa de hoje.
Para desmontar de um cavalo morto é preciso, antes de mais nada, ter a coragem de reconhecer que o cavalo morreu.
É preciso reconhecer quando um processo se tornou ineficiente, quando um produto recentemente adquirido não atende as nossas necessidades ou quando uma pessoa que muito estimamos causa problemas para os negócios.

Para dar continuidade à nossa jornada é preciso apear e descartar o cavalo, os processos, os produtos ou as pessoas, por mais úteis e estimados que tenham sido. É uma questão de evoluir ou fracassar.
O desenvolvimento empresarial exige inovação contínua, novas políticas e o descarte de práticas profundamente arraigadas em sua cultura e sistemas de trabalho.

Moral da história: Nenhuma organização atinge seus objectivos utilizando recursos inadequados. Organizações competitivas são aquelas que não aceitam a negligência, a imprudência e a imperícia de seus dirigentes.

E agora? Você vai dar o primeiro passo para sair desta situação ?

Texto recebido por e-mail em que dei pequenos retoques.
Além de empresas, este conceito aplica-se a qualquer organização de qualquer dimensão. O Governo deveria pensar (se conseguisse) neste texto. Mas ainda agora deparei com a seguinte notícia Governo estuda TGV em via única para cortar custo do projecto o que parece muito estranho quando há poucos dias apareceu notícia de a Espanha ter encerrado três ou quatro linhas de TGV por as entradas nas bilheteiras terem ficado muito abaixo dos estritos custos de funcionamento. Há que ter a coragem de avaliar todos os factores e desmontar do cavalo morto.

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domingo, 18 de setembro de 2011

Recado a jovens economistas e a governantes



Este vídeo foi sugerido por um comentador. Tem o título de Recado da Professora Maria da Conceição Tavares para os jovens economistas, mas o recado também se aplica aos nossos «sábios» economistas que, ao longo de décadas, deixaram crescer a crise e ainda não descobriram a porta de saída, por se prenderem mais com números e matemática do que com as pessoas.

Há centenas de modelos matemátios mas nunca acertam em nada. O que é preciso é talento para fazer política humanitária, social. Não basta ser economista, é preciso ocupar-se com as pessoas, com os cidadãos, para melhorar a sociedade e tornar o País mais homogéneo, mais justo, mais igualitário.

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