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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

IRONIA DE UM POVO ATENTO



Um povo que não deixa de usar a ironia, está atento e acordado. O Governo deve ter isso em atenção e evitar a «indignação» ou a «zanga», que pode ser demasiado onerosa para pessoas inocentes.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ALERTA PARA RISCO E «EXPERIÊNCIAS POLÍTICAS» PERIGOSAS


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Cervejarias
Correio da Manhã. 25-10-2013. 01h00. Por: João Pereira Coutinho, Colunista

O governo é ‘um bando de delinquentes’, disse Soares. Que também desejava julgar Cavaco pelas ‘roubalheiras’ do BPN. Helena Roseta, na SIC, pediu julgamento para Passos Coelho por atentados contra a Constituição.


Sócrates, em entrevista ao ‘Expresso’, considera Santana Lopes um ‘bandalho’. Catroga, em resposta, quer prender Sócrates por ter levado o país à falência. É provável que, no momento em que esta coluna for publicada, alguém já tenha pedido o fuzilamento de alguém. Estejam à vontade.

O problema é que, historicamente, esta espécie de retórica selvagem sempre antecedeu experiências políticas de igual calibre. A falência de um regime pode começar pela economia. Mas ela torna-se irreversível quando discursos de ódio, mais próprios das cervejarias de Munique nos anos 20, se convertem no único programa ideológico.

Cuidado, povo: nas cervejarias não nascem messias.


NOTA:

O autor quis referir-se ao episódio conhecido como "Putsch da Cervejaria", ou "Golpe da Baviera", de 9 de novembro de 1923, quando Adolf Hitler, ainda um agitador obscuro, desafiou a polícia de Munique na frente de três mil pessoas e em companhia do prestigioso general Erich Ludendorff, considerado pelos alemães um herói na I Guerra.

Além das palavras de Mário Soares e de Helena Roseta, podem ser referidas muitas outras como as da deputada Isabel Moreira que definiu Cavaco Silva como «nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório,» e as do bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas que disse com o que tem acontecido em Portugal "era para ter uma guerra civil em cima"

Estes repetidos alertas para o risco de «experiências políticas» perigosas devem ser tomados em atenção pelos responsáveis pelo País, a fim de esvaziar os motivos que a elas podem conduzir. Nada acontece por acaso nem surge de repente, pois o bom observador detecta, com antecedência, variados sinais prenunciadores.

As referências a julgamentos devem ser aproveitadas pelo Governo por forma a que a Justiça deixe de ser pressionada ou obstaculizada perante infracções dos políticos. Sócrates (referido por Eduardo Catroga), como muitos outros, têm publicamente sido suspeitos de abusos do Poder e do dinheiro público que deviam ser rigorosamente analisados pela Justiça. Mas parece que esta respeita a sua «interpretação» da imunidade e da impunidade dos políticos.

Mas atenção aos alertas!!!

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

PORQUÊ, MARIA LUÍS ???


Transcrição de artigo de opinião de Miguel Alexandre Ganhão, com igual título, seguida de NOTA:

Maria Luís podia dar mais? Se não quis, foi infeliz.

Mas que podia fazer Maria Luís? Podia subir os salários? Baixar os impostos? Não era essa a directriz. A troika definiu a matriz. Ignorou a vontade de Maria Luís.


Este é o nosso fado e a nossa cicatriz... contra isto nada pode fazer Maria Luís. Mas com menos ordenado e mais cortes nas reformas está quase a partir-se o verniz. E quando tal acontecer, o que resta a Maria Luís?

Não estamos propriamente a falar de uma aprendiz, estamos a falar de uma ministra que está convencida daquilo que diz. Uma verdadeira imperatriz, atirada para a frente das depauperadas Finanças de um pobre país. É o primeiro orçamento de Maria Luís... um exercício difícil, cheio de incertezas e que ainda tem de passar pelo crivo do juiz.... se passar... é por um triz, mas será de grande alívio para Maria Luís.

É aguentar, como diz o banqueiro do BPI. Aguentar até que apareça uma nova força motriz que traga alguma esperança a este país.

É a tua sina, Maria Luís. Tens de resolver este problema de raiz. Mas olha para aqueles que hoje castigas, porque amanhã podes ser tu a infeliz.


NOTA: Este texto é uma interessante reflexão, com aspectos poéticos, e um claro e útil alerta, para os perigos que podem advir da indignação do povo. A rima do texto pode sugerir que os políticos e, em consequência, Portugal pode vir a ficar numa RIMA.
De acordo com este alerta veio também a público um outro acerca da sensação de mal-estar no pessoal das Forças de Segurança, que não deve ser desprezada pela tutela. «Quem te avisa teu amigo é».

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domingo, 13 de outubro de 2013

GUERRA CIVIL É UM PERIGO A EVITAR


As palavras de Domingos Azevedo não devem ser consideradas uma profecia, mas apenas um alerta que deve ser meditado pelos governantes por forma a analisarem bem a crise recessiva em que continuamos, ao fim de quase dois anos e meio de grandes sacrifícios, directamente para as pessoas e indirectamente através da degradação da economia, de que é prova evidente o OE 2014. Oxalá as palavras citadas no artigo a seguir transcrito não venham a ser uma profecia:

Com o que tem acontecido em Portugal "era para ter uma guerra civil em cima"
Jornal de notícias. 13-10-2013. Publicado às 09.35

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas diz que "os portugueses têm sido demasiado cordatos" face aos sacrifícios impostos e espera "mais do mesmo" em relação à proposta de Orçamento do Estado para 2014.

"O que eu espero deste Orçamento do Estado em termos fiscais é um pouco mais do mesmo. Não espero nenhum rasgo capaz de retirar as coisas do curso negativo em que têm estado. Espero que especialmente a classe média vá continuar a ser a grande sacrificada desta crise financeira que Portugal vive", afirmou Domingues Azevedo em declarações à agência Lusa.

Para o bastonário, "os cidadãos portugueses andam calmos de mais", considerando que, "ao que tem acontecido na vida pública portuguesa, era para estar a ferro e fogo, com uma guerra civil em cima"

"Têm pedido tantos sacríficos aos portugueses que eu acho que os portugueses são demasiado cordatos no meio de todo este processo", acrescentou.

Domingues Azevedo diz que "há uma grande vontade" de arrecadar impostos, mas "uma vontade praticamente inexistente" de tributar as mais-valias e os rendimentos de capital, antecipando que "as injustiças vão continuar" e que "as grandes vítimas deste orçamento vão ser os trabalhadores por conta de outrem".

O bastonário da OTOC defende ainda que "seria um ato de inteligência" chamar grandes empresas para que tenham "alguma comparticipação no reequilíbrio das contas públicas", porque se não o fizerem "mais dia, menos dia não vão ter quem lhes compre", destacando os exemplos da PT, da EDP e da Galp Energia. Um setor que Domingues Azevedo entende que devia ser valorizado é o do turismo e atividades relacionadas, como a da restauração, considerando que "estar a sobrecarregar um setor destes é antieconómico".

"Entrámos num ciclo vicioso e temos medo de sair dele. Temos de perguntar o que é que temos feito para conseguir alguma coisa de diferente. E não temos feito nada", disse.

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domingo, 15 de setembro de 2013

O CAUDAL FLUVIAL ESTÁ A ENGROSSAR


Não é necessário pesquisar muito para detectar os sinais de que o caudal fluvial está a avolumar-se e é urgente que os homens do Poder passem a raciocinar de forma mais democrática, isto é, pensando mais nas pessoas e na equidade do que nas suas regalias oligárquicas, mais nas realidades sociais do que nos números, mais na solidariedade do que na obstinação do «quero, posso e mando».

Os avisos vêm de dentro do principal partido da coligação como se infere das notícias
Cortes nas reformas são um teste para outros cortes, diz Ferreira Leite e
Marques Mendes defende cortes a juízes e políticos.

Mas, além destes avisos de confrades dos governantes, surge na notícia Vasco Lourenço inconformado com "país sequestrado pelo medo" um sinal que merece ainda mais atenção, por poder representar uma força crescente e irreversível que convinha atenuar de forma inteligente, retirando-lhe as razões da sua motivação, isto é, aliviando o mal-estar que está a indignar a população.

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sexta-feira, 22 de março de 2013

A situação política, vista à maneira de José Gil


Transcrição (por alto) de passagem do livro de José Gil «Portugal, Hoje – O Medo de Existir», de Relógio D’Água Editores, Novembro 2004 que vem ao encontro do muito que tem sido escrito ultimamente acerca da crise complexa que estamos a atravessar:

«Ao aceitarmos o descaramento com que certas medidas são tomadas, estamos a aceitar o desaparecimento de toda a ética da vida política. E estamos a deixar que novamente o nevoeiro nos envolva e que o terreno propício ao enquistamento (a não inserção) se desenvolva. Estamos a aceitar que este se estratifique no nosso inconsciente, e assim se justifique o declínio da democracia.

Se este tipo de duplo-esmagamento (do poder apoiado pelos mídia e do medo existencial) não produziu microterrores (que virão muito depois), ele prolifera agora através do duplo efeito do controlo da televisão pelo poder e do controlo dos territórios existenciais pela televisão O PM compreendeu perfeitamente a importância do capital simbólico que a imagem mediática confere. O prestígio, o carisma de origem «divina» que afecta os gestos, a imagem, as palavras do sujeito mediático encerra uma mais-valia simbólica que o torna puro, imediatamente atraente e «belo». A imagem transforma (pelo menos tendencialmente) o antipático em simpático, o repulsivo em aceitável. A aura mediática muda o facto em direito e valor.

Com tanta magia assim ganha, o homem político mediático corre o risco de julgar que tudo pode, que as maiores asneiras, erros, desgovernações lhe serão imediatamente perdoados ou melhor, que eles serão afectados de uma espécie de «impunidade», de «ligeireza», de «irrelevância» que não contarão no balanço final eleitoral – porque, afinal, não se inscreverão na memória popular. A isto chama-se também populismo, demagogia imanente (que se enraíza endemicamente no nosso país, no «nacional porreirismo», naquele gregarismo «da malta», que traduz a força extraordinária da cultura popular portuguesa que atravessou as barreiras de classe e de estatuto, num país «provinciano» em que nem a nobreza nem a burguesia conseguiram produzir culturas verdadeiramente autónomas, duradouras e consistentes).

… leva-nos de novo à génese da nossa passividade de cidadãos livres.

Porque é que deixámos chegar as coisas a este ponto? Porque é que uma maioria da população não se indigna e protesta ao ponto de obrigar o Governo a mudar de direcção? De onde vem a nossa anestesia, a nossa complacência, enquanto povo perante actos que fazem perigar a democracia?»

NOTA: Se procurarmos observar as realidades à nossa volta, as interacções entre vários factos e fizermos um esforço para responder às dúvidas que se nos levantam, certamente faremos evoluir o nosso conceito de cidadania, sair da concha da complacência ou da indiferença e teremos uma participação mais activa na nossa sociedade, de que dependemos e para cujo desenvolvimento todos devemos colaborar.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Gaspar o irónico


Gaspar tem uma acentuada propensão para brincar com coisas sérias como se estivesse num palco de comédia em que os espectadores estivessem sintonizados com a sua ironia, Mas, actualmente, a sua plateia está cheia de cidadãos descontentes, indignados, a quem têm sido exigidos sacrifícios não previamente calculados e que se tem verificado ser inúteis.

A sua anedota mais recente pode traduzir-se em duas pequenas frases: Aguentem porque somos «um povo de marinheiros capaz de superar as piores tormentas» e agora já estamos a «perspetivar a saída da crise e olhar de frente o futuro».

Enfim, mais frases bonitas sem conteúdo, sem nada de concreto, que evidenciam ironia de mau gosto por pessoa sem respeito pelo povo que sofre e precisa de factos geradores de confiança e de esperança. C0mo pode falar de futuro, se o presente não foi por ele devidamente previsto e preparado. Se o futuro estiver para o presente na mesma proporção como este está para o passado, ele será um abismo ou um inferno inimaginável.

E ele teve vários alertas, várias situações em que reconheceu os seus erros de previsão e se surpreendeu com os resultados das decisões imponderadas que tomou. Por exemplo, uma corrida rápida aos arquivos mostra em 17-02-2012 a notícia Há 885 novos desempregados por dia. Poucos dias depois, em 04-03-2012, disse com a sua notória criatividade que A história garante que venceremos a crise, mas hoje, passado um ano, verifica-se que essa fada milagrosa não merece mais confiança do que os nossos governantes. E a via dolorosa do nosso ministro continuou e menos de dois meses depois, em 27-04-2012, mostrou-se preocupado com desemprego que ele não conseguiu prever nem evitar. E entretanto, a austeridade cumpriu o seu dever que muitos técnicos e pensadores perspicazes tinham previsto que era a redução do poder de compra com a paragem da economia, encerramento de empresas, desemprego, e menor volume da colheita fiscal o que levou a que em 20-06-2012 surgisse a notícia Défice orçamental ficou acima do de 2011 no primeiro trimestre

Depois houve o corte do subsídio de férias e de Natal, contra o que surgiram atitudes populares de indignação e em 10-07-2012 veio a notícia de que Governo procura alternativas ao corte dos subsídios que gerem “consenso”. As incapacidades geram confusão com os menores problemas e estes não eram muito simples. Da teimosia em insistir na austeridade, cada vez mais agravada, no estilo custe o que custar, doa a quem doer, ou quero posso e mando, o desemprego tem sido o aspecto mais preocupante pelas consequências que acarreta, e em 10-08-2012 surgiu a notícia Desemprego de licenciados sobe 49,5%.

E o percurso tem prosseguido a caminho de um buraco sem hipóteses de regresso, com as palavras «animadoras» citadas no início soframos tudo com cara alegre pois temos a tradição de marinheiros que aguentavam todas as tormentas até ao naufrágio definitivo.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Verdade e competência ou o quê?


Encontramo-nos numa situação muito crítica em que os eleitos têm que se concentrar, com todas as suas capacidades, na vida dos portugueses. Governar é isso. Mas agora a sensibilidade da situação exige que se mexa nos problemas com pinças, que se olhe para os problemas quase simultaneamente com microscópio e com binóculos, para dar atenção aos mínimos pormenores, sem perder de vista os objectivos distantes com todos os factores internos e externos.

Para isso, os partidos devem deixar de se entreter e desperdiçar energias com tricas entre si, e devem unir esforços para bem de Portugal, para encontrar a melhor solução, a melhor estrutura do Poder e da administração pública, a todos os níveis, etc. Nisso é interessante ver que o Ministro da Defesa desafia secretário-geral do PS a debater reforma do Estado e que Seguro desafia Passos Coelho para debater alternativa para o país, pois será bom que todos colaborem na preparação da Reforma do Estado que deve ser efectuada para durar algumas décadas sem necessidade de recuos e avanços que desnorteiam os cidadãos e os leva a desprezarem os políticos e cantarem a Grândola. Oxalá estes desafios não sejam apenas jogos florais como as guerras do alecrim e da manjerona.

O país está em crise e não suporta mais erros. É preciso que surjam, sem demora, decisões globais e sectoriais, progressivas, bem estudadas, com a colaboração de pessoas capazes, idóneas, isentas e conhecedoras dos problemas do pais (dos portugueses). A situação tem piorado imparavelmente como mostram os seguintes artigos:

- Gaspar reconhece que desemprego será ainda maior
- António Borges: Falta de equidade leva a sentimentos de revolta
- António Borges critica desigualdades na repartição dos sacrifícios
- Desemprego dispara, défice derrapa, dívida cresce e crescimento encolhe
- Marcelo: "Persistir na atual solução é suicida"
- Marcelo Rebelo de Sousa diz que vai ser mais difícil ao governo ganhar as eleições em 2015
- "Zigue-zague" de Gaspar "retira confiança à política"
- Seguro faz duras críticas às políticas de austeridade do Governo

Mas apesar deste quadro nada calmante, surgem notícias que mostram a persistência no voluntarismo, na teimosia obsessiva, na crença de que ideias são realidades que resolvem problemas sem que «haja acção eficaz, que mostram desprezo pela realidade e desconhecimento dos maus resultados das medidas tomadas nos 20 meses que empobreceram a população não abastada, criaram desemprego, paralisaram a economia, encerraram empresas, etc. Essas notícias centram-se na seguinte: Passos Coelho: País está na direcção certa.

Homem honesto não diria uma coisa que não é suportada por qualquer indicador da realidade, não condiz com os textos atrás referidos. Homem inteligente teria mais cuidado em captar a confiança das pessoas de forma mais aceitável. Se a direcção está certa quando se verificam os dados referidos no título desta notícia, tem que se concluir que o objectivo para que ela conduz será o mais profundo abismo de onde não há regresso. Ora, não creio que Passos queira, conscientemente, levar os portugueses para um suicídio colectivo, logo será absolutamente necessário dar umas guinadas no volante e mudar de direcção para evitar o buraco. Gerir é como conduzir um carro, não se pode fixar o volante e cruzar os braços, pois é preciso corrigir a direcção a cada instante.

Por outro lado, se durante 20 meses temos vindo a sofrer crescentes sacrifícios sem que se tenha obtido qualquer melhoria, qualquer resultado positivo e compensador, não podemos esperar que a mesma equipa consiga inverter os resultados, pois a receita está a ser a continuação do uso do mesmo tóxico, maas agora em dose reforçada. Isso não cura dos efeitos negativos do tratamento anterior com dose mais ligeira. Só pode agravar.

Também não parece sensato desprezar os sinais que chegam do descontentamento, da indignação popular, como se vê pelo título da notícia Passos defende que protestos "não são representativos da sociedade portuguesa”. Será que os responsáveis esperam por um milagre? Ou será que em vez de serem cumprimentados pelo som de uma canção popular passem a ser por outro som diferente e de efeitos mais dolorosos? Estamos numa encruzilhada difícil que exige competência nas decisões e verdade na informação dirigida aos cidadãos. E devem ser tomados em consideração, nas devidas proporções, todos os sinais dele advindos.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Grândola para mais governantes


Depois de Passos Coelho, Miguel Relvas, Paulo Macedo, Paula Teixeira da Cruz, Vítor Gaspar, foram contemplados com o som da canção «Grândola Vila Morena, o ministro Álvaro Pereira e os secretários de Estado Franquelim Alves e Sérgio Monteiro.

Os portugueses estão a tomar gosto por esta música, e os governantes devem rever o seu estilo com que tratam os assuntos que afectam os cidadãos, porque o que custa é começar e, depois, pode aumentar o risco de o som vir a ser diferente. E, nestas coisas, mais vale prevenir, porque, às vezes, já não é possível remediar…

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Onde isto irá parar ???

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sábado, 15 de setembro de 2012

Polícia guarda sede do FMI

A sede do Fundo Monetário Internacional, situada no número 57 da Avenida da República, em Lisboa, está a ser vigiada por polícias e cães, devido à ocorrência de alguns confrontos.

Gritos e algumas palavras de ordem têm vindo a ser pronunciadas pelos manifestantes em frente à sede do FMI. Foram ouvidos três petardos e pelos menos dois jovens foram detidos quando arremessavam tomates contra o edifício. Para além disso, um dos manifestantes atirou uma garrafa.

Ver notícia do DN

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Greve como forma de protestar ???

Em dia de greve-geral, o jornal PÚBLICO convidou oito intelectuais a responder á pergunta Que razões encontra em Portugal para protestar?. Transcrevem-se as respostas que, no seu conjunto, apresentam uma análise muito completa da situação, embora não tivesse sido focado de forma clara o lado negativo relacionado com os incómodos criados aos utilizadores dos serviços públicos, inocentes da crise e vítimas da austeridade, nem os eventuais efeitos positivos da greve, se é que dela resultou algum passo para vencer a crise.

1. José Morgado, Professor e investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada

"Acho [a pergunta] uma provocação. Há imensas razões para protestar, há imensas razões de descontentamento. Há pessoas a passar por grandes dificuldades. Somos um país muito assimétrico. As medidas de austeridade têm contribuído para aumentar essa assimetria, essa desigualdade. Não há equilíbrio na distribuição de sacrifícios. Essa é uma boa razão de descontentamento. Talvez isto sirva para repensar o modo como pensámos o desenvolvimento, a qualidade de vida, a economia."

2. Jardim Moreira, Presidente da Rede Europeia Anti-pobreza

"Estamos na curva da nossa história económica, politica, cultural, religiosa. As incertezas acumulam-se em vários lados e cruzam-se muitas vezes sem coerência e sem objectivos comuns. Neste contexto, o ser humano é menosprezado. As pessoas revoltam-se contra esta situação, que é injusta, que oprime o ser humano. As pessoas querem viver “em liberdade”. A única forma que têm de exteriorizar o seu descontentamento é através do protesto, que pode assumir várias formas."

3. Jaime Nogueira Pinto, Professor do ISCSP

"Não me parece que num tempo em que de facto não há nada para ninguém faça muito sentido uma greve geral”, afirma, ao PÚBLICO, Jaime Nogueira Pinto. O professor de Ciência Política do ISCP salienta, contudo, que “compreendo a dificuldade da vida dos trabalhadores, e já agora também da classe média, mas no ponto em que as coisas estão só demagogicamente se podem esperar ou prometer melhorias a partir de processos de pressão ou violência social".

"A greve, para além de perturbar a estabilidade de todos e testar a capacidade de mobilização da nova direcção da Inter não vai trazer nada de novo”, prossegue Nogueira Pinto. “Dito isto, quero sublinhar que o direito à indignação é um direito importante e que muitos portugueses o devem sentir e manifestar", considera. "Passamos as últimas décadas a destruir as bases morais e materiais da Nação e da economia nacional, parte por estupidez parte por manifesto dolo e vantagem de alguns que o fizeram", conclui o professor.

4. Elísio Estanque, Professor de Sociologia do Trabalho

"Estou um pouco apreensivo quanto ao impacto e aos efeitos que a greve geral possa vir a ter”, afirma, ao PÚBLICO, Elísio Esta2nque, professor de Sociologia do Trabalho da Faculdade de Economia de Coimbra. “As pessoas estão muito atordoadas devido às dificuldades do dia-a-dia, o salário é contado até ao último cêntimo, pelo que abdicar de um dia de salário é muito significativo”, assegura.

Este especialista, também investigador do Centro de Estudos Sociais, considera que “hoje o patronato tem mais poder pelo que os trabalhadores vivem a ansiedade do desemprego, do encerramento da empresa ou da mera retaliação”. “As pessoas estão descontentes, nota-se uma certa crispação, mas tudo pode ser neutralizado pela eficácia da greve geral”, admite. “Tenho a sensação de que a convocatória foi precipitada, talvez pela necessidade de afirmação da corrente maioritária na CGTP”, observa Elísio Estanque.

Um resultado menos bom do protesto sindical pode ter efeitos perversos. “Mesmo que a greve geral não tenha um grande impacto, as suas consequências podem levar ao pessimismo, a retomar o protesto sob outra forma, pois o movimento do 12 de Março de 2011 não está resolvido”, adverte. Outra consequência, “será um enclausuramento do sindicalismo que pode dar um novo alento ao discurso liberal”, alerta o investigador.

5. António Pires de Lima, Presidente da Unicer, Presidente do Conselho Nacional do CDS

"Mais do que razões, as pessoas protestam por emoções e isso é muito respeitável. Estamos a viver momento delicado, em que há muitas pessoas a perderem o trabalho e a viverem momentos de incerteza. Este clima, que é do ponto de vista económico recessivo, afecta as pessoas, fá-las viver com medo, deprimidas. E, por isso, é respeitável que protestem, mesmo sabendo que infelizmente não existe outro caminho, no curto prazo, que não proceder, ao nível da economia e das empresas, aos ajustamentos que estamos todos a fazer."

6. Inês Pedrosa, Escritora e directora da Casa Fernando Pessoa

"Que razões? Todas. Não gostavam do PEC IV, gostam mais do PEC VIII? Agora as pessoas estão a perceber que não gostam. A situação do país é grave e não se está a resolver. Os sacrifícios estão a cair sobre os já sacrificados. Sinto que as prioridades não foram bem definidas e que a sufocação da economia só amplia a crise. A política actual é de puro corte, sem ver que alguns cortes significam a morte de certas áreas e o desfazer do trabalho de anos. Isso será visível a breve trecho na educação e na ciência, áreas onde o governo anterior investiu bastante, na melhoria do sistema de ensino e no desenvolvimento científico. A desculpa da falta de dinheiro é isso mesmo: uma desculpa. As negociações podiam ser diferentes. As contas estão a ser mal feitas e baseadas no puro economicismo, que se tem mostrado ele próprio incompetente. A massa fiscal aumentou e o défice não diminuiu.

Temos um sindicalismo fraco. Esta greve é capaz de ser forte, mas só porque a CGTP tem uma presença marcante no sector dos transportes. Enquanto não houver unidade e entendimento entre as centrais sindicais e enquanto o povo não perceber que a união faz força, os sindicatos vão continuar a ter muito pouca força. Penso que as greves deviam ser conjuntas das duas centrais, não separadas. Essas não me mobilizam.

Quem faz greve perde um dia de trabalho e há muita gente que não pode fazê-lo sob pena de não ter o que comer ao fim do mês. Eu trabalho a recibos verdes e não vou fazer greve. Mas penso que há definitivamente razões para o protesto."

7. Viriato Soromenho Marques, Catedrático de Filosofia da Universidade de Lisboa e especialista em alterações climáticas

"Não faltam razões para protestar, o problema reside sempre em saber quais são as formas mais adequadas e eficazes de protesto. Estamos a assistir a uma espécie de "deslocamento de placas tectónicas" na sociedade contemporânea, e em particular na Europa, com imensas consequências nos planos social, económico, político e até moral.

Vivemos uma crise financeira e económica, que tem também raízes ambientais, alimentando-se ainda no facto de o projecto de construção europeia estar atingido por uma espécie de paralisia e recuo, precisamente na altura em que seria vital o seu aprofundamento e revitalização políticos num sentido claro, que deveria ser o do federalismo europeu.

A crise europeia é uma crise sistémica. Exige respostas estruturais, que impliquem uma óptica europeia, instrumentos de governação europeia, instituições europeias, uma legitimidade política fundada num verdadeiro consentimento dos povos europeus. Precisamente o contrário daquilo a que temos assistido. Medidas avulsas e de recorte nacional, condenadas ao fracasso.

O movimento sindical, as organizações não-governamentais, as associações de cidadãos, as redes sociais, mas também os partidos políticos têm de procurar formas de coordenação europeia das suas acções de protesto, bem como das suas propostas de alternativa. A questão da criação de um espaço público europeu, de uma esfera de participação e cidadania europeias, é hoje uma questão de vida ou de morte não só para o projecto europeu, mas para a possibilidade de democracias avançadas e robustas no Velho Continente."

8. Carlos Trindade, Dirigente da CGTP

"Há um sentimento geral de que estamos a empobrecer e a regredir. Este empobrecimento e este recuo reflecte-se nos salários, na redução dos transportes públicos ou no aumento das taxas moderadoras.

Simultaneamente, as pessoas sentem que todo este processo é pautado por uma grande injustiça e que há uma casta que fica de fora destes sacrifícios. Estas são razões mais do que suficientes para as pessoas protestarem e o ambiente está a tornar-se larvar: foi o recente apedrejamento dos autocarros da Carris ou os trabalhadores dos impostos que falam de agressões."

Imagem do PÚBLICO

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Alerta para risco de «indignação» violenta


Para evitar surpresas desagradáveis, o Governo não deve deixar de estar atento aos diversos sinais de descontentamento e indignação que, embora possam, distraidamente, ser considerados insignificantes por a população ser tradicionalmente pacífica e ordeira, poderão, no entanto, ser um fermento de algo grave que possa estar para acontecer.

Não deve ser desprezada a notícia PSP regista forte aumento de posse ou tráfico de armas em Janeiro em relação ao mesmo mês do ano transacto.

A solução do «mais vale prevenir do que remediar» não deve assentar exclusivamente em rusgas e buscas policiais aos locais de mais prováveis existência de armas ilegais, porque o resultado de tais acções não será totalmente satisfatório, nem de efeito dissuasor duradouro. A melhor acção preventiva consistirá em agir sobre as causas e a motivação dos descontentamentos e da indignação. Será aconselhável um contacto mais íntimo com as várias camadas sociais, a explicação das medidas de austeridade que devem ser equitativas e proporcionais às potencialidades económicas dos cidadãos, a rigorosa gestão do dinheiro público, o combate à corrupção, aos abusos e às fugas ao fisco. Dessa forma, aqueles que estão gravemente atingidos pela austeridade poderão atenuar as suas razões de queixa.

Mas tem que haver cuidado, evitando as explicações falsas ou incompletas como as do PR em 20 do corrente que, em vez de serenarem, deitaram mais lenha na fogueira. A crise está a obrigar o povo a pensar e já não é muito fácil enganá-lo com palavras bonitas mas sem apoio visível de factos concretos.

Imagem do JN

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Agricultura desprezada

Os Produtores de Leite estão descontentes e prometem manifestar-se na rua contra a má distribuição dos dinheiros vindos da União Europeia, tal como aconteceu com os que foram recebidos na CEE. Vale a pena ler o artigo do JN com o título "Dinheiro da UE vai parar à costa do Estoril".

Ao reagirem contra as más decisões da tutela mostram que já despertaram, ou estão a despertar da letargia em que o País tem vivido, como mergulhado em coma induzido por um constante martelar de palavras vazias de conteúdo mas douradas com promessas irrealistas, sem pernas para andar. Estão a seguir as sugestões que têm vindo de pessoas que foram eleitas pelo povo e sentem o seu dever de alertar os mais distraídos.

Mário Soares disse e tem falado várias vezes em consonância com o tema de que o povo tem de usar o seu direito de manifestar a sua INDIGNAÇÃO. Cavaco Silva disse e tem insistido que nada se ganha com a RESIGNAÇÃO. Manuel Alegre, deputado e ex-candidato a PR, criticou a ABDICAÇÃO CÍVICA . Agora (24horas de ontem) Ramalho Eanes diz que os portugueses devem ser «MAIS EXIGENTES» com os governantes e que não podem deixar adormecer «a capacidade de se revoltarem» e, quando necessário, «substituir governantes».

Os agricultores, uma das actividades menos propensas à indignação, mais resignadas, mais dadas à abdicação e à esperança por «milagres» e menos dadas à exigência e à revolta, estão dar sinais de alvorada e de estarem conscientes de que devem lutar pelos seus direitos, em benefício de Portugal, hoje demasiado dependente das agriculturas estrangeiras por a nossa estar moribunda, em grande parte devido ao desvio dado aos dinheiros que lhe eram destinados, como diz o artigo citado.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Formalismos radicais são nefastos para o País

Recebi por e-mail uma opinião crítica acerca de afirmações do presidente do Sindicato dos Magistrados, que apontavam imperfeições ao actual regime político, salientando que deveria ter decoro porque, o seu posicionamento é institucional e não o pessoal a que tem pleno direito.

Respeito todas as opiniões e evito o mais possível emitir uma porque não ocupo posição nem apareço na TV, nem procuro conquistar votos para eleições ou concursos de qualquer espécie, pelo que procuro ser independente e analisar o mais imparcialmente possível o que se passa , Apenas ousando emitir alertas para que se pense e se evitem atitudes e decisões menos ponderadas de que possa resultar lesão nos interesses do País. Gostaria de ver os Interesses Nacionais serem sempre objectivo fundamental dos estudos e decisões dos governantes e autarcas, que juraram cumprir com lealdade as funções que lhes foram confiadas.

Orientado por esta filosofia de vida, respondi assim ao meu correspondente:
Admiro o teu pensamento politicamente correcto e inserido num rigor formal muito interessante. Do meu ponto de vista, procurando colocar-me no papel de um cidadão sem qualificação, dentro da normalidade média, procuro ver a essência das coisas e não os formalismos que enferrujam as engrenagens.

Acho que não tem grande interesse que A ou B diga uma coisa que as suas funções não lhe permitam (isto é demasiado vulgar na vida real), mas sim procurar ver se aquilo que diz tem razão de ser, se corresponde à verdade, ou dela se aproxima. O formalismo da Justiça tem aspectos caricatos como o aumento da criminalidade em virtude de ter acabado (assim o parece!) a prisão preventiva, o que deixa os criminosos em liberdade a continuarem a fazer o que sabem e para o que têm propensão (ver o relatório de 5 de Setembro de 2008 do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público).

Um outro aspecto desse rigor do formalismo legal é expresso no caso de um empresário de Braga ter sido condenado por um crime de corrupção activa, mas a defesa recorre não para provar que não cometeu o crime mas porque as provas em que o Juiz se baseou não são formalmente legais. O mesmo se passou com o apito dourado. A legislação demasiado restritiva e pormenorizada impede que a Justiça seja eficaz e rápida.

O excesso de formalismo, permite que quem tem muito dinheiro e possa pagar a bons advogados que prolonguem os processos até à prescrição ou ao arquivamento, acaba por ficar ilibado. Parece que a legislação foi feita a pensar nesses amigalhaços dos legisladores!

Se estas deficiências não forem desmascaradas por quem está dentro do assunto, nunca melhorarão. Por isso as palavras do Sindicato dos Magistrados merecem o aplauso dos cidadãos vulgares em que me situo.

O que é preciso é que as críticas sejam pronunciadas com sentido de Estado, com patriotismo, com a intenção de tornar os serviços públicos mais eficientes para bem da Nação.

Nem tudo está perfeito porque errar é humano. Por isso é dever de quem, conhece algo a necessitar de retoques alertar o Poder. Mário Soares defendeu o direito dos cidadãos a manifestarem a sua «indignação», Cavaco já disse que se deve evitar a «resignação» e Manuel Alegre criticou a «abdicação cívica». Uma crítica feita serenamente, em termos cordatos e com a intenção de aperfeiçoar o sistema que engloba o País e os cidadãos deve ser aceite como uma bênção celestial e levada em conta nas meditações que precedem as grandes decisões, que afectam a vida dos portugueses. Por isso, os artigos «Juízes criticam poder político» e «Justiça não pune mais poderosos e influentes», devem ser bem vindos a quem decide. Em democracia, cada cidadão deve colaborar nos destinos do País, com indignação, sem resignação nem abdicação, e preparando-se para poder expressar conscientemente o seu voto no momento próprio.

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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Indignação e negação do «simplex»

Na esperança de que estas palavras possam chegar a quem tenha poderes de agilizar o processo, trago aqui este apelo de um correspondente e amigo que está indignado com erros e obstáculos dos serviços públicos, neste caso a DGV ou entidade que a substitua.

Mudou de residência, pelo que teve que actualizar toda a sua documentação e de sua esposa. Com algumas peripécias pelo meio, lá foi conseguindo, só que a dada altura esbarrou com um monstro de nome “falecida??!!” DGV.

Em 14 de Maio, há precisamente três meses, 92 dias, foi-lhe passada uma guia provisória para substituir a carta de condução, que ficou no serviço para substituição por outra com a morada actual. Em 11 do corrente, foi a uma Loja do Cidadão, á tal DGV que já não é mas que também não sabem muito bem a que Ilha pertencem, e ficou espantado porque se limitaram a renovar a guia até 11/12/2007.

O seu problema é que pretende dar um passeio a Espanha e França de carro e foi informado que não poderá conduzir porque, lá, a guia que tem não é considerada como substituta da carta e, se for apanhado pelas policias deste países ficará numa situação demasiado desconfortável.

Apesar desta situação desagradável, reconhece que a funcionária que o atendeu foi muito simpática e aconselhou-o a ir ao ACP onde, perante a guia e o respectivo pagamento, lhe emitiriam uma Carta Internacional.

Considerando-se «um cidadão que até paga tudo o que tem que pagar», manifesta a sua grande indignação pela demora devida a inépcia (incompetência) de algumas pessoas, sentindo «que se se tratasse de eles cobrarem alguma multa de trânsito ela já cá cantaria».
Lembrando-se do tal tão propagandeado «simplex» ele pergunta «mas afinal que raio de país é este?». Teve que se deslocar propositadamente a Setúbal, ida e volta 250 Km ,e agora terá que ir a Lisboa, pagar mais para conseguir algo que já pagou ao Estado. E tudo isto, devido a um serviço que não funciona devidamente.

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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Vai passar. Bíblia dos políticos?

Este texto de autor desconhecido retirado de um .pps poderá agradar a muita gente pela sua moral, mas não merece a minha inteira simpatia e muito menos, certamente, a do principal autor dos blogs
Leão Pelado e Mentira. No fim justifico esta minha reserva.

Vai passar

Havia num país distante, um rei poderoso que tinha como servo um homem bom e fiel, cuja eficiência era única em todo o reino.

Porém, o rei não podia acreditar que esse homem era perfeito. Mil dúvidas povoavam sua mente. E se num momento muito importante a eficiência deste servo falhasse?

Diante desta dúvida o rei resolveu colocar à prova a capacidade do homem. Chamou-o e disse: -" Servo, cansei-me desta minha coroa. Quero uma outra, mas não mais em ouro e sim quero-a com pedras preciosas. As mais exóticas e brilhantes que houver. Portanto, ordeno-lhe que a confeccione para mim".

Como ele sabia que em seu reino não havia este tipo de mineração, achou que pela primeira vez seu servo lhe falharia.
Mas meses depois, o fiel empregado voltou trazendo uma coroa de beleza ímpar, com pedras espectaculares nunca antes vistas em reino algum.

Mas o rei ainda não aceitando totalmente a eficiência do escravo, depois de muito pensar e meditar chamou-o novamente ordenando: ...
-" Servo, agora quero que acrescente nesta linda coroa, uma frase que quando eu estiver triste eu me alegre, e quando eu estiver feliz, eu me entristeça".

O servo saiu de lá desesperado. Como faria isso? Já tinha feito tudo na vida para provar sua fidelidade ao rei, mas agora ele lhe pedia algo que parecia impossível.
Chegou em casa entristecido, sabendo que perderia seu cargo e que, mais do que isso, perderia a confiança do rei. Mas a esposa, consternada com a tristeza do marido depois de muito pensar teve uma grande ideia que lhe transmitiu e ele a executou.
Depois de pronta, o servo pegou a coroa e a levou ao rei que de imediato a colocou na cabeça e foi para a frente do espelho para ver o que nela estava escrito.
Espantado então viu a breve frase:

VAI PASSAR!

E assim é a nossa realidade. Não importa o momento que estejamos vivendo,
TEMOS QUE TER SEMPRE A CERTEZA DE QUE SEJA O QUE FOR, PASSARÁ.
Se a dor, a tristeza, o desânimo estiverem presentes em sua vida,
NÃO SE ENTREGUE POIS EM BREVE TUDO PASSARÁ.
Se, por outro lado, você estiver vivendo um grande momento, Aproveite-o!
NÃO O ESTRAGUE POR COISAS PEQUENAS. SABOREIE-O COM CALMA, POIS ELE TAMBÉM PASSARÁ!

NOTA: Embora possa ser do gosto de muita gente, não me sintonizo com a moral retirada desta história. Primeiro porque o rei foi pouco humano e amigo do seu servidor, segundo porque o «Vai passar» corresponde à passividade do povo português que não se indigna, se resigna, vai sofrendo à espera de milagres, mas não procura a felicidade com as suas atitudes e esforço construtivo. Espera que o sofrimento passe, sem nada fazer para isso. Por outro lado, corresponde ao pensamento dos políticos, que sabendo que o «bem bom» irá passar, procuram retirar o máximo de benefícios agora. Seguem o conselho de Milôr Fernandes, o Vão Gogo, que diz. «É preciso roubar agora porque amanhã pode ser proibido».

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