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terça-feira, 12 de novembro de 2013

DESEMPENHO DO GOV É MAIS COERENTE DO QUE O DO TC ???

Afirmações públicas como a do título da notícia Marques Guedes: 'Acórdãos do TC não têm sido muito coerentes', acerca do TC, dão um mau exemplo aos cidadãos que, perante este desrespeito por um órgão que deve fiscalizar a legalidade perante a Constituição, deixam de sentir a obrigação de respeitar os órgãos de soberania. O PR é considerado demasiado «prudente» e inactivo, a AR faz erros como a lei de limitação de mandatos nas autarquias, o Governo é aquilo que o povo vê: descontos ou cortes sucessivos e acumulados, com uma austeridade que promete durar para lá de 2014, sacrificando os cidadãos que ele devia defender e tornar mais felizes e com vida mais sustentável.

Haja moralidade, dignidade e eficiência, senhores políticos, pelo menos os que foram eleitos pelo povo, que prestaram juramento mas que o escravizam sem mostrar uma finalidade e sem limite de tempo. Será que, por exemplo, perante a Constituição estará correcto prosseguir o objectivo que se traduz em Os multimilionários portugueses são mais e estão mais ricos.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PONTO DE VISTA DE ELEITOR APARTIDÁRIO


Achei interessante a originalidade da expressão de um cidadão (aparentemente isento e apartidário), que vou tentar reproduzir.

Quando uma pessoa se sente doente vai procurando recuperar com chá e mesinhas até que, como não melhora, decide ir ao médico, na esperança de, dentro de pouco tempo, sentir melhoras e, depois, recuperar completamente a sua alegria de viver e a energia anterior.

No nosso pais passou-se algo parecido. No primeiro semestre de 2011, houve uns sábios que diagnosticaram a doença do país reprovaram o PEC !V forçaram a entrega dos destinos do País à troika e prometeram salvar o País do mal de que sofria e, em 14 de Agosto de 2012, chegarem ao ponto de anunciar o fim da recessão em 2013.

Mas ao doente não melhorou, antes pelo contrário, terminou 2012 com o quarto maior défice e a terceira maior dívida na UE. E não contente com isso, depois de muitas promessas e previsões falhadas em 2013, a confusão nunca foi explicada, continua o mau tratamento ineficaz e prevê-se um 2014 com um dramático agravamento do doente, com cortes e restrições em todos os variados sectores da vida das pessoas.

Depois de tão constante agravamento, o doente ou se convence de que vai morrer da doença e aceita esse destino ou se enche de coragem e procura o parecer e o serviço de outro médico.

Achei graça à simplicidade e clareza deste raciocínio e relato-o na esperança de que o médico em acção reveja o tratamento da doença do seu doente e assuma a responsabilidade dos erros cometidos e da necessidade de aplicar uma terapia diferente e mais eficaz. E será que aparecerá médico melhor, neste bairro de pobres de espírito?

O que dirá a isto o supremo médico deste hospital, responsável porque tudo funcione bem, com a maior eficácia, para benefício de todos os doentes?

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domingo, 8 de setembro de 2013

INVESTIMENTO E EXPORTAÇÕES TERMINAM A RECESSÃO ???


São vários os autores que consideram como finalidade da governação a melhoria da qualidade de vida da população, em geral, e que a economia política constitui uma ferramenta para atingir tal finalidade.

A notícia «Menor queda do investimento e exportações explicam saída da recessão», parece referir sinais de que a crise com recessão está a ser ultrapassada. No entanto O governo, segundo algumas opiniões, baseadas nas notícias sobre o OE para 2014 em preparação, continua com ameaça e chantagem, em vez de explicar as cidadãos as razões reais e verdadeiras da austeridade, os resultados já conseguidos (se há alguns) para a sua qualidade de vida.

É possível que haja dificuldades para tal explicação de forma credível e compreensível pelos cidadãos contribuintes e eleitores, apesar de alguns governantes serem considerados detentores de elevada formação teórica e intelectual mas, aparentemente, sem capacidade de compreensão das realidades e de efectuarem a ligação entre as doutrinas que decoraram e os factos no terreno.

Mas, mau grado tais dificuldades de comunicação com o cidadãos mais simples, ela é indispensável e não podem ser regateados esforços para esclarecer o povo que, sem isso, pode entrar numa doentia falta de esperança e de confiança que pode ser geradora de situações conflituosas de proporções imprevisíveis.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

RECESSÃO IMPARÁVEL?


Na consulta matinal à Comunicação Social deparei com notícias demasiado preocupantes que exigem análise cuidada a fim de não cairmos em tentações de falsos optimismos e de atrevidas previsões condenadas à partida, quer pelo realismo quer pelas experiências recentes. De salientar as referências que Constança Cunha e Sá faz às referências contraditórias feitas por elementos do Governo e da estrutura do PSD, ao esquema do acordo com a troika e às entidades por ele responsáveis.

Por não dar jeito transcrever textos extensos, limito-me a colocar aqui os links das principais notícias que possam ser úteis para os leitores que estiverem interessados em conhecer melhor os vários aspectos do tema.

- Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto
- OCDE não acredita em metas de défice
- Bruxelas rejeita nova flexibilização do défice... para já
- Bruxelas insiste no cumprimento do défice
- Programa de ajustamento "deve ajustar-se" à realidade, diz Portas
- Portugal precisa de cortar 6 mil milhões por ano até 2030
- OCDE: Portugal não vai atingir novas metas do défice para 2013 e 2014
- Vítor Gaspar desvaloriza previsões da OCDE
- «Mal seria se a grande preocupação de Vítor Gaspar fosse o Benfica» (com vídeo)
- Zona euro continua a crescer mais lentamente do que EUA em 2014
- Situações de fome confirmam relatos que chegam à confederação das famílias 

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sábado, 18 de maio de 2013

DESEMPREGO AUMENTOU EM ABRIL


É a espiral, pá! Ninguém pára o seu movimento…

Transcrição de notícia do Expresso:

Mais 72 mil desempregados em Abril
Expresso. 16:40 Sábado, 18 de maio de 2013 Lusa

O número de desempregados no final de abril aumentou 11% em termos homólogos, num total de 728.512 pessoas, com mais 72.614 inscritos nos centros de emprego, segundo dados mensais do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

No final de abril, os centros de emprego do Continente e Ilhas registavam 901.441 pedidos de emprego (mais 14,9% do que em 2012), tendo o número de inscritos diminuído ligeiramente face a março (-0,8%).

Os desempregados há mais de um ano aumentaram 31,4% em termos homólogos, totalizando 319.541 inscritos, enquanto os que tinham um tempo de inscrição inferior a um ano diminuíram 0,9% para 408.971 inscritos.

O número de desempregados à procura de um primeiro emprego apresentou uma variação homóloga de 24,8% (60.631), enquanto o número de pessoas que querem um novo emprego aumentou 10% (667.881).

Ao longo do mês de abril, inscreveram-se nos centros de emprego 57.992 desempregados (mais 5.032 do que no mesmo mês de 2012), destacando-se o aumento nos Açores (20,5%) e no Norte (12,7%).

O "fim de trabalho não permanente" continua a ser o principal motivo para a inscrição (35%), seguindo-se o despedimento (16,6%).

As ofertas de emprego aumentaram 37,6% comparativamente a abril de 2012 e 13.271 estavam por preencher.

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPIRAL RECESSIVA NÃO INFLECTE


Apesar de sucessivas previsões falhadas por excessivo optimismo e de promessas não cumpridas por terem sido irreais e tendentes a criar infundadas esperanças, as notícias mostram que a nível das realidades palpáveis, a «espiral recessiva» não evidenciam sinais de inflexão.

Não é animador saber que 21 falências entram por dia em tribunal, e que os casos de insolvências de pessoas singulares continuaram a aumentar. O próprio ministro Gaspar diz que cortes ascendem a 4700 milhões entre 2014 e 2016, o que, como a experiência de dois anos aconselha, devemos acrescentar uma percentagem de segurança ao volume dos cortes e ao prazo que ele indica. Por outro lado, empresas públicas agravam prejuízos, o que é compreensível por os seus gestores serem escolhidos pelo poder e não por concursos públicos honestos na apreciação dos currículos.

Mas o mais significativo, do ponto de vista da opinião pública, poderá ser o caso de VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) e profissionais terem ficado retidos por falta de crédito para pagar combustível, durante demasiado tempo, de que poderia ter resultado perda de vidas de pessoas à espera de socorro.

E não deixa de ser grave que, apesar da austeridade e dos cortes já com muito tempo de funcionamento, em vez de a dívida pública ter sido reduzida, consta que aumenta 131 milhões de euros por mês, o que leva a concluir que não há motivo para esperar a paragem da «espiral recessiva» e muito menos da sua inflexão. Certamente, não há vontade ou coragem para fazer parar o esbanjamento de dinheiro público, referido no post austeridade em 2013 e 2014 ??? e nos elementos nela linkados.

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

AUSTERIDADE AGRAVA A ECONOMIA


Manuela Ferreira Leite defendeu que o Governo trave a austeridade, sob pena de agravar um cenário económico cada vez mais débil. “Se as medidas tornam a ser cortes nos vencimentos na Função Pública e nas pensões, estaremos a trabalhar com o objectivo de aumentarmos a recessão”.

A antiga ministra das Finanças considerou ainda que o Governo não pode andar com avanços e recuos: “Há dias aprovou-se um projecto de crescimento. Dois dias depois, foi aprovado outro que anula o arranque para o crescimento. Isto é absolutamente bizarro”.

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Quem é mais democrata???


Em democracia, como a etimologia da palavra diz, o Poder reside no povo. Quando se trata de democracia representativa, este delega poderes nos eleitos e estes devem ser leais, fiéis, às promessas feitas para receber o voto e manter-se atentos às necessidades e aos sentimentos dos eleitores, como é de bom tom em qualquer mandatário.

É significativo que hoje na Venezuela metade da população sente-se órfã porque ficou sem o Presidente que, apesar de ser considerado ditador, tratava bem os seus concidadãos mais necessitados, interessava-se por eles, falava-lhes em termos que eles compreendiam e apreciavam.

Pelo contrário, neste pequeno rectângulo lusitano, estamos numa espiral recessiva há cerca de 20 meses, com medidas atrofiadoras dos recursos e das vontades, a austeridade, tendo esta recebido sucessivos apertos que tolhem a economia, fazendo encerrar empresas, com o consequente aumento de desemprego, fome e pobreza, menor quantidade de impostos recebidos apesar dos sucessivos aumentos das taxas, e o crescente descontentamento da população.

E apesar do muito ruído que a população, em grandes massas, faz para mostrar a sua legítima indignação, o PM recusa ouvir e, na sua teimosia obsessiva diz que um governante que decida em função de manifestações «não está à altura do lugar que desempenha» e afirma que não governa «em função das manifestações nem dos protestos». Diz que é necessário prosseguir reformas com «firmeza e resiliência», isto é como antes dissera, «custe o que custar», mas não dá um mínimo sinal de tais reformas, embora já esteja a governar há 20 meses. E afirma também, sem explicar, que “é mais sensato” reduzir o salário mínimo.

Perante isto, o próprio PR, apesar de ser sempre muito parco e cuidadoso nas suas palavras, aconselha que os "portugueses não podem deixar de ser escutados", um conselho muito sensato, que até Chávez assumia. Também o Bispo do Porto diz que portugueses precisam de respostas para a crise. E o professor Marcelo Rebelo de Sousa diz que Passos devia admitir que o Governo tem de mudar de rumo.

Será que Passos despreza as características mais clássicas da democracia e prefere avançar, obstinadamente só, levando o país para um abismo sem retorno? Que êxitos de 20 meses de governação já apresentou claramente por forma a ser compreendido pelos cidadãos mais humildes, como teria feito Chávez?

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dívida pública ultrapassa estimativas


No final de 2012, segundo dados revelados pelko Banco de Portugal, a dívida pública atingiu os 203,4 mil milhões, correspondentes a 122,5% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que ficou acima das expectativas da troika incluídas na sexta avaliação ao programa de ajustamento financeiro, segundo as quais ela não deveria passar dos199,7 milhões de euros, o equivalente a 120% do PIB.

O espanto causado por notícias deste género gera as seguintes interrogações:

Como se explica que, após 20 meses, ainda não tenha parado o agravamento da espiral recessiva?
Porque é que, em tal período, ainda não se parou com as despesas sumptuosas e abusivas de reformas milionárias, por vezes acumuladas, de excessos de assessores e de «especialistas» que não deram ajuda eficaz para encontrar as soluções correctas, de quantidade de deputados acima da média europeia, de mordomias, de carros em abundância, de gastos com fundações, observatórios, empresas públicas e municipais de duvidoso interesse a não ser para os tachistas que delas vivem, etc, etc.?
Quem explica este desnorteamento?
Quem explica a teimosia obsessiva da austeridade que esmaga os cidadãos mais carenciados, trava a economia, leva ao encerramento de empresas, causa despedimentos e desemprego em volume crescente, etc?

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Gaspar ouviu a «Grândola»


Gaspar tomou ontem parte nas «segundas jornadas da consolidação, crescimento e coesão», num hotel de Lisboa onde, depois de uma intervenção inicial, respondeu a perguntas de militantes do PSD, que continham azedas críticas. À porta do hotel estiveram concentrados manifestantes que entoaram «Grândola, vila morena» e exibiram uma faixa em que se lia «Fora, Passos» e «Fora, Portas».

O ministro abandonou a conferência sem prestar declarações aos jornalistas e saiu do hotel de carro através da garagem, enquanto manifestantes que ainda se concentravam junto à unidade hoteleira gritaram, à passagem do carro do governante, os impropérios vulgarizados nos últimos dias.

Para ler mais sobre este assunto, sugerem-se alguns artigos da Comunicação Social:

- Gaspar ouviu críticas e foi apupado
- Gaspar admite em evento do PSD que vai antecipar medidas de reserva
- "Zigue-zague" de Gaspar "retira confiança à política", Por Luís Marques Mendes
- "Não há ventos favoráveis se o marinheiro não conhece o rumo", Por Henrique Monteiro
- Vítor Gaspar bateu com a cabeça na parede, Por Bruno Proença
- Gaspar estatelou-se, Por Pedro Silva Pereira

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sabedoria de grisalhos ou peste de jotinhas ???


Um Sr Deputado fez há dias uma afirmação depreciativa das gerações dos seus pais e avós e das pessoas experientes com reconhecido valor e patriotismo. Gostava que esse Sr me esclarecesse o que considera mais nocivo para Portugal, se são os grisalhos com muito saber, experiência e prudência que os impede de cair nas ciladas de impulsos irrealistas ou se são os jovens irreverentes, arrogantes, teimosos obsessivos que pretendem fazer vencer soluções sem pernas para andar, com prejuízo para os cidadãos, como aconteceu no Governo anterior e como vem acontecendo, há 20 meses, no actual que se apresentou como Salvador da Pátria mas que tem alimentado uma espiral recessiva lesando trabalhadores, pensionistas e população em geral.

Os jovens (jotinhas) actuais, imbicaram na austeridade como se esta fosse a mesinha que cura todos os males, e viria resolver a crise. Teimaram em tal asneira, apesar de vários alertas de pessoas de cabelo grisalho nacionais e estrangeiras. Decorridos alguns meses de sacrifícios suportados pela população mais carente, não puderam deixar de reconhecer erros de previsão por falta de conhecimento das realidades e dos factores intervenientes no fenómeno concreto, e de lamentar os resultados notórios no aumento do desemprego, do encerramento de empresas e de menores receitas fiscais devido a mais reduzida actividade económica.

Mas a teimosia obsessiva e a arrogância do «custe o que custar», doa a quem doer, posso, quero e mando, em vez de procurar outra solução, das várias indicadas pelos observadores e especialistas atrás referidos que desaconselhavam a austeridade, insistiram na mesma asneira. Reforçaram a dose do tóxico que fez adoecer o paciente, na esperança de, com isso, ele se curar!!! Penso que esta imagem da medicina é bem explícita para quem ouse reflectir. Assim como os agentes que vão conduzir à cura não podem ser os que estiveram na causa da patologia.

Gaspar já em 27 de Abril de 2012 confessou que errara as previsões e admitiu que a taxa de desemprego que estava em níveis mais elevados do que o estimado. Também Passos em 14 de Agosto de 2012 anunciou o fim da recessão em 2013, o que teve de esquecer poucos meses depois. E, agora, verifica-se que, apesar de todas as promessas e palavras de optimismo sem fundamento, é admitido que existe uma espiral recessiva de que não se vislumbra o fim.
De entre as opiniões estrangeiras é de citar a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding considera que a austeridade não é a receita certa.

Para onde vamos?

Tenho aqui estimulado os jovens entre os 35 e os 50 anos para cuidarem do futuro de Portugal, que será o seu, pois eles, mais do que os «grisalhos», devem, logicamente, estar mais interessados nessa recuperação porque são eles que mais irão beneficiar para si e para os filhos e netos. Será de perguntar porque não temos visto pessoas dessa faixa etária com real valor a evidenciar-se na actividade pública, sendo certo que nas ciências, nas técnicas e nas artes, alguns jovens se têm destacado tanto dentro como fora das fronteiras. Mas esses fundamentam-se em valores morais que não lhes aconselham misturar-se nas baixezas da política. Esta tem que iniciar uma rápida recuperação para se prestigiar e impor-se ao respeito da população, para evitar repetição das recentes cenas de cânticos a interromper discursos de membros do Governo.

Perante estas reflexões simples, se o Sr Deputado pai da «peste grisalha» desejar deixar um comentário em resposta à pergunta do título, fico muito grato mas peço que não utilize a linguagem politiquês, de palavras elevadas mas sem conteúdo que nada esclarecem, mas sim uma linguagem didáctica que elucide os leitores, principalmente os que mais precisam de ser esclarecidos, como este humilde escrevinhador.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A espiral recessiva


Transcrição de artigo do Económico, seguido de NOTA:

Cavaco tinha razão
Económico. 15/02/13 00:35 | António Costa

Cavaco Silva afirmou no discurso de Ano Novo (ver NOTA) que Portugal já estava numa situação de espiral recessiva. Os números da evolução da economia ao longo de 2012, que terminou com uma contracção de 3,8%, um valor a tocar os máximos históricos, dão-lhe razão, e deveriam fazer soar os alarmes em São Bento e na Praça do Comércio.

24 horas depois de serem divulgados os dados do desemprego - 16,9% no último trimestre - a semana não poderia acabar da pior forma. A economia portuguesa registou uma recessão de 3,2% em 2012, ligeiramente acima do previsto (na última de uma sucessão de revisões) pelo Governo. Sim, a diferença de duas décimas é, estatisticamente, irrelevante.

O problema, esse sim muito relevante, é outro, é a tendência que se verifica ao longo do ano e essa sim é uma espiral recessiva. Basta, aliás, cruzar esta queda do produto com o nível de destruição de desemprego nos últimos três meses do ano - metade do total de 200 mil ao longo de 2012 - para ficar claro o nível de ajustamento brutal que atingiu a economia portuguesa.

O Governo fez o ajustamento orçamental em 2012 à custa de impostos e de cortes temporários de despesa, que os juízes do Tribunal Constitucional se encarregaram de chumbar. E fez aprovar um Orçamento de 2013 que é, basicamente, um confisco para cumprir as metas de redução do défice acordadas com a ‘troika'. Foi, é um modelo de ajustamento desequilibrado, que retirou recursos à economia privada, que só poderia ter este resultado. E vem aí mais.

"A austeridade está a resultar, mas falta o resto", escrevi ontem neste espaço, a propósito do desemprego que atinge mais de 1,4 milhões de pessoas. ‘O resto' é enorme. E faltará ainda mais em 2013, tendo em conta o orçamento que está em vigor e a crise económica que atinge a Europa.

Pedro Passos Coelho anunciou em Agosto o regresso do crescimento em 2013, reafirmou ontem a inversão do ciclo económico na segunda metade do ano, mas não se percebe bem em que é que é o primeiro-ministro se baseia para fazer estas previsões. Com a informação disponível, é pura astrologia. O primeiro-ministro está a ver um crescimento nas estrelas.

Passos Coelho e Vítor Gaspar não têm dado ouvidos aos alertas, muitos de dentro do próprio Governo, sobre os riscos de o País cair numa espiral recessiva. Agora, já caiu, já passou a linha que separa o ajustamento necessário, pelo qual este Governo não é responsável, da recessão crónica. Em 1982/83, por exemplo, Portugal tinha instrumentos para realizar uma desvalorização interna de preços e tinha, ao mesmo tempo, uma economia europeia que estava a crescer. Vivíamos um problema nosso.

Hoje, vivemos um problema nosso em simultâneo com um problema europeu e, até, mundial. Não há escapatórias em 2013, talvez em 2014 com a ajuda da ‘troika', que tem de ser chamada à razão já nesta sétima avaliação que se inicia no dia 25 de Fevereiro, tem de estar disponível para regimes de excepção e medidas de choque, fiscal por exemplo, se não quiser ter mais uma Grécia quando está tão perto de ter mais uma Irlanda.

Cavaco disse na mensagem de Ano Novo, em 130101:

Temos urgentemente de pôr cobro a esta espiral recessiva, em que a redução drástica da procura leva ao encerramento de empresas e ao agravamento do desemprego.
De acordo com as previsões oficiais, as dificuldades das famílias não irão ser menores no ano que agora começa.
O Orçamento do Estado para 2013, aprovado pela Assembleia da República, visa cumprir o objectivo de redução do défice acordado com as instituições internacionais que nos têm emprestado os fundos necessários para enfrentar a situação de emergência financeira a que Portugal chegou no início de 2011.
A execução do Orçamento irá traduzir-se numa redução do rendimento dos cidadãos, quer através de um forte aumento de impostos, quer através de uma diminuição das prestações sociais.
Todos serão afectados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios.


Pedro Passos Coelho anunciou em Agosto, na «festa do Algarve» o fim da recessão em 2013

Depois disso vieram os avanços e os recuos, maiores do que aqueles, os erros sucessivos nas «previsões» e o agravamento da recessão com inconvenientes em todo o horizonte dos interesses da quase totalidade dos portugueses, bem evidenciados mos números oficiais e nas opiniões de pessoas insuspeitas.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Direito a não emigrar

O artigo de opinião Pactos de regime cita a frase da mensagem do Papa que diz "antes do direito a emigrar há que reafirmar o direito a não emigrar, isto é, a ter condições para permanecer na própria terra".

Refere que «as estatísticas escondem as inúmeras famílias desfeitas, filhos que crescem longe dos pais» engenheiros e professores sem emprego demasiado novos para ir para a reforma e demasiado idosos para ser contratados, restando-lhes a emigração, como única forna de sobreviver.

O autor diz que: «Está na hora de os nossos políticos olharem para as taxas de desemprego e de emigração e lerem nelas o sofrimento que as políticas levianas da austeridade, "do custe o que custar", estão a provocar. A questão não é ideológica, muito menos partidária: a austeridade é válida se, no final, ajudar a diminuir o défice e a dívida – mas não é isso que está a acontecer. Está na hora dos partidos se entenderem em pactos de regime que – respeitando os compromissos assumidos – tornem de novo possível a fixação de recursos e a criação de riqueza.»

NOTA: Este texto tem muito interesse para «vermos» o País real, sentindo os sofrimentos das pessoas e compararmos com a superficialidade, sem medidas concretas nem agenda da afirmação do PM "Queremos crescer nos próximos anos acima da média dos últimos 12". Provavelmente, o PM seria convincente se tivesse dito «queremos reduzir o défice nos próximos meses para ficar abaixo da média dos últimos 17 meses». Tanta emigração forçada poderá fazer com que o Governo queira os reformados a trabalhar, para compensar a população activa que sai e a economia possa subsistir.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O que nos irá acontecer ???

Em meados de Agosto, há menos de 4 (quatro) meses, no Algarve, Passos anunciou o fim da recessão em 2013, o que não pode deixar de ser relembrado agora, quando o Banco de Portugal espera recessão de 1,6% do PIB em 2013, contrariando a projecção actual do Governo que prevê uma queda de 1%.

«A instituição liderada por Carlos Costa considera que em 2013 a economia portuguesa vai recuar 1,6 %, um desempenho muito mais negativo do que a estagnação estimada no último boletim, publicado antes da apresentação do Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano.» A Notícia PIB sofreu contracção de 3% no conjunto dos três primeiros trimestres também não é animadora e está em sintonia com o pessimismo do BdP, embora a notícias deste se refira a previsões.

Também o PR, professor catedrático de economia, admite que a situação é muito pior do que se antecipava.

Por seu lado, Passos, para apaziguar os cidadãos, esquecidos daquilo que prometeu no Algarve, diz que os números do INE «estão em linha» com as estimativas do Governo. Isto não cheira a franqueza e a lealdade, sendo mais louvável a surpresa manifestada pelo PR.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sair da zona de perigo!!!

Depois do muito que vem sendo dito acerca do OE 2013 e das previsões do valor do factor de recessão em fins do próximo ano, entre 1% e 5,3, a notícia Passos diz que Portugal saiu da zona de perigo só pode ser uma brincadeira hilariante, tal como o foi a garantia referida na notícia de 14 de Agosto Passos anuncia o fim da recessão em 2013. Poucas semanas depois desta promessa, o PM «prometia» o agravamento da austeridade, que prejudicaria todos os aspectos da vida dos portugueses, excepto a dos banqueiros, dos grandes empresários, dos grandes especuladores financeiros e dos administradores dos organismos públicos referidos por Luís Marques Mendes.

Só pode dizer-se que se saiu da zona de perigo mostrando claramente ao povo que a austeridade abrandou e que a sua vida está aliviada dos sacrifícios que lhe vêem sendo impostos. Ora o que o povo sabe e sente é que os sacrifícios que já são grandes vão ser agravados por insistência nas medidas já conhecidas como contraproducentes e por não serem escolhidas alternativas para resolver a crise estrutural.

Assim, o «perigo» constitui uma ameaça que estará presente até à consumação do acidente ou, pelo melhor lado, até ser claramente reduzida a hipótese deste, portanto, na realidade, ainda estamos na zona de perigo, porque ainda não se concretizou a queda irreparável no fundo do precipício, num suicídio colectivo, sob o empurrão de tecnocratas que desprezam as pessoas cujas vidas e direitos estão em jogo, nem houve cortes nas despesas estruturais do Estado, nem as empresas deixaram de encerrar, nem o desemprego teve redução visível, nem melhoraram as condições de vida dos mais carentes.

Nessa óptica contabilística e trágica, as despesas com organismos sugadores da energia nacional, referidas claramente por Luís Marques Mendes ainda podem continuar a «mamar» nas tetas do Estado durante mais umas semanas, enquanto a incapacidade dos governantes deixar que existam. O perigo talvez fosse afastado, deixando o povo mais aliviado, se fosse dada atenção ao milhar e meio de sumidouros do dinheiro público referidos pelo Conselheiro de Estado. Seria bom que o PM convencesse o «operador de calculadora» que está á frente das Finanças a olhar para as despesas do Estado e das autarquias e para as pessoas que pagam impostos e, em compensação, sofrem cortes de vária ordem. Mas não pode deixar de se considerar a hipótese de o título da notícia ser propositadamente enganoso por parte do jornalista. Nesse caso, pode ser seguido o exemplo do procedimento judicial iniciado pelo MDN contra a agência Lusa acerca do título da notícia sobre o discurso das Caldas.

Realmente, governar em Democracia obriga a comunicar com verdade e transparência, usando a norma «claro, preciso e conciso». Prometer é um risco ou um perigo em que não é bom incorrer, porque prometer obriga a cumprir.

Para os portugueses aceitarem e partilharem, motivadamente, o esforço da política de reconstrução do país, precisam de conhecer as causas, as características, os factores que influenciaram os problemas, quais as alternativas possíveis para a solução e quais as razões que levaram o Governo a adoptar uma delas e, por fim, poderem, pelo seu próprio raciocínio, prever os efeitos do seu esforço para a melhoria da sua vida e a dos seus descendentes.

Desejo boa sorte para Portugal, com uma governação realista e sem fantasias de futurismo insustentável.

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domingo, 14 de outubro de 2012

Jorge Sampaio alerta para perigos da austeridade

Transcrição de notícia:

Jorge Sampaio quer renegociação do empréstimo da troika
PÚBLICO. 14-10-2012 - 09:55

Antigo presidente vê perigos para a democracia

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio (PS) diz ser necessário um consenso alargado para conseguir renegociar as condições do empréstimo com a troika (Comissão Europeia, BCE e FMI).

Em entrevista no programa “Portugal 2012”, da SIC Notícias, o Presidente que precedeu Cavaco Silva explicou que “já toda a gente percebeu que a austeridade rebenta com o país, com os portugueses e a sua esperança, com os direitos e até com a própria democracia”.

Jorge Sampaio referiu-se também ao perigo de uma “explosão social incontrolável”, e admitiu que o Governo acabe por cair. Realçou também a importância “de uma nova manifestação de cidadania” demonstrada nos recentes protestos que têm tido lugar em todo o país.

"Há um caminho que pode deslizar para um certo desespero" e "a democracia tem que responder com ideias, com aberturas partidárias", defendeu o antigo Presidente.

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OE 2013. Cavaco avisa Passos

Segundo a notícia Cavaco avisa Passos: não se pode cumprir o défice a “todo o custo”, o Presidente da República envia recado ao PM em vésperas da apresentação na AR do OE 2013:

“Nas presentes circunstâncias, não é correcto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objectivo de défice público fixado em termos nominais”

(...)“devem ser definidas políticas que garantam a sustentabilidade das finanças públicas a médio prazo e deixar funcionar os estabilizadores automáticos”.

“Se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objectivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores”.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Austeridade obsessiva em terras de Nuno Álvares Pereira

Depois de publicado o post A Austeridade é Repudiada deparei com abundante informação referente ao que se projecta em PORTUGAL. Não é fácil digerir aquilo que pode ser considerado perigosa toxicidade perante a sensatez ali expressa. Por isso, ficam apenas os links para facilitar a consulta conforme o tempo disponível ou a necessidade de conhecer.

- Bagão Félix: subida dos impostos é “napalm fiscal” devastador
- Fortíssimo aumento de impostos vai "acentuar fraude e evasão fiscal"
- IRS sobe mais para quem ganha menos
- UGT: Escalões do IRS não procuram justiça social
- Veja aqui os novos escalões de IRS
- Pensões acima de 1350 euros levam corte entre 3,5% e 10%
- Pontos essenciais do OE 2013
- Menos 50% de contratados a termo na função pública
- Subsídio de Natal será pago em duodécimos
- Rendimentos de capitais tributados com taxa de 28%
- Nova taxa sobre cosméticos e produtos de higiene
- Suspensa reserva e pré-aposentação nas FA
- Reduzidas as deduções em IRS com crédito à habitação
- Menos abatimentos com a casa e deduções mais apertadas
- Subsídios de desemprego e de doença reduzidos em 6% e 5%
- Municípios recebem total de quase 2,3 mil milhões
- Trabalho em dia feriado cai de 50 para 25%
- Cortes mínimos nas PPP de 250 milhões em 2013
- Administração local tem de reduzir endividamento
- Programação Militar com corte de mais de 40%
- CGTP: proposta do Governo é uma ofensa
- Contribuições para a ADSE descem para 1,25%
- Controladores aéreos fora dos cortes salariais em 2013
- Taxa do audiovisual mantém-se em 2,25 euros

Perante esta reacção generalizada, perante as palavras que já disse, e perante as posições referidas no post citado, como irá reagir o PR quando o OE 2013 lhe for apresentado para promulgação?

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Austeridade tem efeito recessivo

Na mensagem Cavaco Silva adverte para “efeito recessivo” da austeridade e fracas expectativas dos empresários, o PR alertou para os riscos das decisões de austeridade “obviamente, já que são medidas com efeito recessivo que afectam o rendimento dos cidadãos e, como tal, o consumo”.

Veja-se referência ao efeito recessivo em

Vítor Gaspar surpreendido com a realidade nacional em 27-04-2012

Leia-se também:

Governo esteve reunido 13 horas para preparar Orçamento

Marcelo: Passos Coelho “tem 15 dias” para remodelar o Governo 

António José Seguro acusa governo de “condenar o país ao empobrecimento” 

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Palavras de políticos e a recessão

Li algures há poucos dias que
«Palavras de políticos são tão leves que a mínima brisa as leva.»

Pareceu-me ser uma expressão algo exagerada mas, depois, vi notícias que lhe dão sustentação.

Ora vejamos a notícia de há apenas 50 (cinquenta) dias Passos anuncia o fim da recessão em 2013 no PÚBLICO por Leonete Botelho

Hoje, surgiram estas
IRS pago pelos portugueses vai subir cerca de 30% em 2013, no PÚBLICO por Sérgio Aníbal, e
Governo prevê aumento do desemprego para 16,4% no PÚBLICO por Sérgio Aníbal e Pedro Crisóstomo

Em que ficamos?

Quando será que podemos acreditar nos mais altos «responsáveis» pela Nação?

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