Transcrição de texto sobre a realidade nacional, acerca da verdade da informação, dos jornalistas e dos comentadores
BISCATES
por Carlos de Matos Gomes 140715
Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?
Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.
Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhas, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas, da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos. Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates, do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo! É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra. O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos. Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso. Os directores de informação são responsáveis pela decisão de saber uma e desconhecer outra.
Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que compra jornais e que vê telejornais.
Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.
Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco, da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV, das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme. Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito.
Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.
Não temos comunicação social: temos quadrilhas de toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito.
Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas.
Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de couro nos cornos do touro para a marrada não doer.
Um director de informação é um “inteligente” que dirige uma corrida.
Quando uma estação de televisão convida um Camilo Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares, um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo. Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima.
As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.
Todos os programas de comentário político nas TV deviam começar com a música de um passo doble. Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.
O silêncio que os “negócios “ da família "Dona Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade: uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos. Em termos tauromáquicos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.
O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.
Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo, que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!
Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Angelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?
Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola?
Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros!
Carlos de Matos Gomes
Nascido em 24/07/1946, em V. N. da Barquinha. Coronel do Exército (reforma). Cumpriu três comissões na guerra colonial em Angola, Moçambique e Guiné, nas tropas especiais «comandos».
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sábado, 11 de outubro de 2014
JORNALISTAS, COMENTADORES E A VERDADE
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domingo, 13 de julho de 2014
FALHA DE MANUTENÇÃO E DE LÓGICA NA INFORMAÇÃO
Deve ter havido ineficiência na manutenção do avião e houve informação infantil por funcionária da TAP
Quem vai ao mar avia-se em terra. Quem vai de viagem verifica o funcionamento do carro antes de partir (níveis de combustível, de lubrificante e de refrigerante, estado das luzes, dos travões e escuta do trabalhar do motor a ver se não há falhas audíveis). Com um avião, os cuidados devem ser maiores e há equipas de técnicos responsáveis por isso. O avião não pode encostar à berma se houver avaria. Portanto, a falha do motor que semeou peças sobre zona urbana, talvez pudesse ter sido evitada se tivesse havido uma manutenção e verificação rigorosa.
Mas o caso estimula a mais reflexões. O avião, para poder aterrar sem perigo maior, andou a perder peso, queimando combustível às voltas sobre a zona densamente urbanizada de Lisboa, em vez de o fazer sobre o mar ou zona menos densamente urbanizada. O motor restante podia falhar e os habitantes sofreriam as consequências.
Sobre tudo isto ouviu-se uma vos de representante da TAP a dizer que os passageiros não correram perigo. Ora isso era uma infantilidade ou golpe de mágica, para enganar os ouvintes. Os passageiros de avião correm sempre risco que, felizmente, raramente se concretiza. Estes não puderam continuar a viagem que tinham iniciado e, se o avião tivesse caído, haveria mortes e, se o motor restante tivesse falhado, as baixas seriam graves entre os passageiros e os habitantes da área da queda. Felizmente, não houve danos pessoais, mas isso não equivale a ser dito que não estiveram em perigo.
Tais riscos estiveram na intenção de deslocar o aeroporto para fora da área densamente urbanizada de Lisboa, para a OTA e depois para ALCOCHETE. Estranhamente, o ministro da altura (Jamé), que defendia la localização na OTA e era contra a de Alcochete, disse que esta fica na outra banda, região desértica onde só há camelos. Mas o facto de ser deserto dá vantagem para reduzir os danos em caso de acidente na descolagem ou na aterragem ou nos sobrevoos para queimar combustível. Não houve lógica em tal argumento.
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quinta-feira, 27 de março de 2014
MENTIRAS E «INVERDADES» ANTES DAS ELEIÇÕES
É habitual que, durante as campanhas eleitorais, surjam promessas pouco sérias a fim de captar votos dos eleitores mais distraídos, crédulos e com menos capacidade de selectividade.
Porém, estamos ainda a quase dois meses das próximas eleições para o Parlamento Europeu e já surgem da parte do Governo promessas díspares denunciadoras de desorientação nos partidos da coligação. É certo que isso foi, em grande parte, devido à precipitada e impensada resposta aos documentos vindos a público dos 70 e dos 74 acerca da reestruturação da dívida pública. Mas esse desnorte demonstra incapacidades, dificilmente desculpáveis em entidades que assumiram tão altas responsabilidades, para reflectir serenamente nos problemas antes de emitir opinião.
Vejamos alguns títulos das notícias vindas a público que evidenciam tal descoordenação: Para ler um artigo deverá fazer clic no seu título. A seguir a alguns títulos está uma nota escrita de improviso na sua primeira leitura
Passos anuncia novos cortes antes das europeias
Expresso. 14:07 Segunda feira, 24 de março de 2014 Ângela Silva
Passos promete anunciar mais cortes antes das europeias
Ionline. Por Rita Tavares. publicado em 25 Mar 2014 - 05:00
Montenegro. “Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões”
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 25 Mar 2014 - 14:13
PSD. Eventual redução de salários será compensada por diminuição de cortes
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 26 Mar 2014 - 17:54
(…)
NOTA:
Afinal, que ideia podemos fazer das intenções do Governo? Ou será que os governantes não têm intenções definidas e falam aquilo que lhes salta à boca sem terem pensado antes???
O Sr Deputado Luís Montenegro, como porta-voz do seu partido, parece querer difundir o que o seu Governo faz ou quer fazer de «melhor». Fica-lhe bem esse desejo, mas falta-lhe apoio, anda a nadar sem pé. Disse ontem que “Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões”, o que, aliás, contrariava palavras públicas do PM, Mas hoje já admite «eventual redução de salários». E que virá amanhã???
Passos diz que País conhecerá 'recuperação económica bastante importante' em 2014
Sol.26 de Março, 2014
(…)
NOTA:
PORQUÊ ESTAS PALAVRAS DE OPTIMISMO depois de ter «prometido» mais cortes ? Tudo tem uma razão de ser e ela depende do lado de onde sopra o vento.
Talvez elas sejam motivadas pelo desejo de conquistar investimentos da comunidade portuguesa de Moçambique Realmente o dinheiro deles seria mais sincero e menos interesseiro do que o dos chineses da barragem das três gargantas. Mas receio que depressa os nossos compatriotas se sintam enganados e, depois dos primeiros cortes, arrepiem caminho e prefiram investir em terras africanas. As falácias não costumam ser bom material para construir os alicerces de um futuro estável, promissor e com êxito.
Mota Soares diz que redução de pobreza nos idosos mostra “aposta inequívoca” do governo
Ionline.Por Agência Lusa. publicado em 26 Mar 2014 - 17:18
(…)
NOTA:
A POBREZA É AFLITIVA. O ministro Mota Soares conversou com os deputados sobre o problema da pobreza e, seguindo o fraseamento pomposo habitual nos governantes, falou de uma "aposta inequívoca na proteção aos idosos". Não disse irrevogável, disse apenas inequívoca! Mas não desapareceram os equívocos.
Vale a pena ler a notícia, principalmente, os três últimos parágrafos.
PSD garante que ninguém vai ganhar menos no próximo ano
Iopnline. Por Ana Suspiro e Susete Francisco. publicado em 27 Mar 2014 - 05:00
(…)
NOTA:
MAIS UMA PROMESSA A JUNTAR A OUTRAS QUE FORAM ESQUECIDAS E RENEGADAS. Só acredita quem tem memória curta e não vê o jogo de palavras antes de eleições. O que conta não é apenas o valor do salário ou da pensão, mas o rendimento líquido mensal, depois de cortes, de aumentos de saques fiscais, do aumento dos preços de produtos e serviços essenciais. Com todos os saques agravados como já prometeu o PM e já admitiu Luís Montenegro, não interessa apenas o valor ilíquido de salários e pensões mas o valor global do rendimento líquido resultante. Sem poder de compra não se desenvolve a economia, sem um pouco de poupança não se dá aos bancos capacidade de empréstimos e o país não cresce. Não é com carros de luxo que se premeia o pequeno consumidor. Os «sábios» das Finanças ignoram totalmente a qualidade de vida da maior parte dos portugueses.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
IDOLATRIA MODERNA OU AUSÊNCIA DE SENSO
O poema de Zélia Chamusca intitulado Como se cria um ídolo
recebeu um comentário que por merecer reflexão se transcreve:
Com a proliferação de ídolos, embora efémeros, estamos a regredir para a mais antiga fase da humanidade em que eram criados ídolos e deuses para satisfazer ignorantes e apaziguar espíritos sem informação sobre as realidades circundantes, tendo-se desenvolvido o politeísmo que consistia na adoração de um Deus para cada problema que o homem não percebia, o sol, o mar a lua, o vento a trovoada, etc . Mas o mundo foi evoluindo e a ciência foi dando respostas a muitas dúvidas e, então, surgiu o monoteísmo.
Porém, hoje parece estarmos em regressão e adoram-se muitos ídolos efémeros, desde o dinheiro ao objecto tecnológico com mais capacidades que os anteriores, ao dinheiro, às pessoas que se destacam em actividades populares, mesmo que sem significado cultural e sem contributo para o desenvolvimento mental e científico, como o futebol e os espectáculos alienantes.
O Papa Francisco tem-se referido muitas vezes a esse retrocesso cultural e civilizacional, que denominou culto dos ídolos efémeros que impedem o relacionamento construtivo com os familiares, colegas e vizinhos, e por vezes criam separações e conflitos clubísticos e obscurantismo aproveitado por grupos e indivíduos que, depois, se servem da deficiente formação e informação das massas populares que são arrastadas atrás de palavras como, por exemplo, liberdade democracia.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
JORNAL ANGOLANO OBRIGA A SÉRIA REFLEXÃO
A notícia Jornal de Angola ataca de novo "elites portuguesas ignorantes e corruptas" obriga a séria e profunda reflexão a fim de serem tiradas as devidas conclusões e, eventualmente, ao olhar para dentro, proceder a revisão da nossa sociedade.
As frases seguintes talvez não sejam calúnias ou acusações gratuitas e poderão servir de alerta para uma auto-análise, uma introspecção que conduza a um «mea culpa», isto é a um processo de regeneração:
… a comunicação social portuguesa, dominada pelas elites portuguesas corruptas e ignorantes …
… em Portugal, políticos e jornalistas, intelectuais com ideias submersas em ódios recalcados …
… não podemos continuar pacientemente à espera que a inteligência ilumine as elites portuguesas corruptas e ignorantes …
Aos políticos não adianta pedir atenção para estas insinuações, mas dos jornalistas será de sugerir, independência, imparcialidade, rigor na informação difundida e coragem em denunciar casos de tráfico de influências, de corrupção e de enriquecimento ilícito, bem como abusos contra os direitos do homem e do cidadão. Não podemos ter de continuar a crer apenas nas palavras do prof Paulo Morais.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Discutir os problemas com verdade e transparência
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Discutir os problemas
Correio da Manhã. 20-01-2013. 1h00. Por: João Vaz, Redactor Principal
Os portugueses enfrentam graves dificuldades. E enquanto o governo põe a economia em recessão e o desemprego a subir, ouvem-se do próprio executivo e das oposições catadupas de soluções abstrusas.
Do FMI ao Bloco de Esquerda, todos vendem soluções e todos acham que as suas propostas deviam suscitar o consenso. Já se inibem quanto à concertação porque na realidade não são capazes de se pôr de acordo sobre quais são os problemas. Os portugueses têm de pensar na sua vida em sociedade.
Temos problemas, há que os identificar e discutir. Todos se lembram de alguma vez terem ouvido os professores ou os pais dizerem que compreender um problema é já meia solução.
Pelo contrário, discutir soluções sem assumir qual é o problema deixa tudo à mercê da manipulação e demagogia. Mesmo uma solução consensual pode não resolver o problema.
Os portugueses sabem que a vida é feita de problemas. Em última análise, só acabam com a morte. Comprar soluções, mesmo que fossem bem estudadas, o que não é o caso do pacote do FMI, não resolve.
Temos mesmo de discutir os problemas e concertar soluções. Empurrá-los para amanhã e depois só aumenta a bola de neve das dificuldades.
NOTA: Definir o problema tem que ser o ponto de partida para a procura de soluções, através do método Pensar antes de decidir ou de qualquer outra metodologia de reconhecida eficácia.
Ao tentar definir o problema é preciso olhar para a realidade, com atenção, sem preconceitos, transparência, de portas e janelas abertas, como propõe Seguro em relação ao debate sobre o futuro de Portugal segundo notícia que refere palavras do líder socialista que devem ser meditadas, sem o preconceito de se simpatizar ou não com o o seu partido. Há verdades universais que não podem ser consideradas asfixiadas por um segmento da sociedade.
O debate de ideias sobre o futuro de Portugal e o esboço de soluções e medidas a implementar não pode ser feito à porta fechada, pois, democraticamente, cada cidadão deve pensar, procurar analisar a situação real e dar opinião. Só sendo estimulado a reflectir sobre o problema real que se pretende resolver, isto é, estado em que isto está, é que se pode exigir dele um voto consciente responsável.
Sem um estudo bem iniciado e bem conduzido com uma metodologia como a que foi atrás referida não se pode criar o Portugal do futuro e as palavras sobre a reforma do Estado podem não passar de um Carnaval de trafulhices, o que está longe das necessidades de Portugal e da grande maioria dos portugueses e nem se acabará com males crónicos e em acelerado agravamento como, por exemplo com a indústria da eutanásia dos velhos.
Os portugueses devem ser estimulados a seguir com curiosidade os debates e a participar da forma possível com as suas opiniões e as suas achegas. A informação válida é indispensável e os jovens não devem imitar os mais idosos quando justificam o seu sentido de voto por pessoas ou factos ocorridos na década de 1970. É preciso votar com responsabilidade e a consciência de que votar é preparar o futuro. Para isso ser possível é preciso estar bem informado. E como estamos habituados a votar em listas de desconhecidos que não cumprem as promessas eleitorais e, frequentemente, não correspondem moralmente ao que deles se esperava, acontece a quantidade de abstenções e de votos em branco, sendo estes uma prova bem clara da falta de confiança em todos os concorrentes, isto é, no sistema «democrático» praticado.
A notícia referente ao PS merece ser meditada, embora com as reservas de que por trás das palavras estão os interesses da luta inter-partidária em que mais alto do que os interesses nacionais, dos portugueses, estão os interesses partidários, a ambição da conquista do poder, para benefício do partido e dos seus «boys» e «girls». Habituaram-nos a isso e não devemos ignorar essas realidades. Por detrás de bonitas palavras podem estar interesses ocultos opostos aos interesses nacionais.
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domingo, 15 de abril de 2012
Autoritarismo abomina liberdade e livre-arbítrio
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Saúde "manu militari"
Publicado por Manuel António Pina, no Jornal de Notícias, em 2012-04-12,
Quatro anos depois, o dr. Francisco George, eterno director-geral de Saúde, está a convocar as tropas higieno-fascistas para a 2ª Cruzada Antitabagista, desta vez mobilizando também as brigadas anti-álcool (as próximas cruzadas já contarão com as brigadas anti-sal, anti-açúcar, anti-gorduras polinsaturadas, anticafeína, etc.), tudo sob o comando de um até aqui anónimo secretário de Estado da Saúde.
Parece que um estudo encomendado pela Direcção-Geral terá concluído que um em cada quatro portugueses morre prematuramente, "em parte devido ao tabaco" (a parte de mortes devidas à miséria, ao desemprego ou à fome não vem nas estatísticas do dr. George). Era do que secretário de Estado e director-geral precisavam para se sentirem no direito de se intrometer nas decisões pessoais, na vida, na casa, e até nos automóveis alheios.
Restaurantes e bares dirão adeus aos investimentos feitos e deixarão de poder ter espaços reservados a fumadores; até à porta será proibido fumar (e quem for a passar?, terá que mudar de rua?); serão proibidas máquinas de venda automática de tabaco (não há máquinas de venda de "cavalo" ou de "branca" e nem por isso é difícil obtê-los...); proibir-se-á fumar dentro de carros com crianças (haverá um inspector da ASAE dentro de cada carro?); quanto ao álcool, nem uma "mini" poderá ser vendida em bombas de gasolina ou após a meia-noite.
A estrela amarela ao peito ficará para mais tarde.
NOTA: As atitudes ditatoriais surgem sempre de cabeças incapazes de liderar um povo, com respeito pelas liberdades e pelo livre-arbítrio de cada um, recorrem ao policiamento por não saberem usar um bom sistema de ensino e de difusão de informação positiva. O convencimento exige saber e capacidade de utilizar os melhores argumentos para suscitar os comportamentos mais benéficos a cada um e à colectividade. Na ausência de tais competências surge a mão de ferro, o «quero, posso e mando» e são vomitadas «leis» sem viabilidade. Se ninguém os travar criarão a brigada anti-suicídio, com a finalidade de evitar que os mais decididos resolvam acabar com a vida, rapidamente, antes que a miséria fruto da austeridade e da má condução da sociedade, os elimine lentamente com sofrimento continuado. Mas tal sadismo não será de estranhar.
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sábado, 23 de abril de 2011
Portugueses com baixo bem-estar
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Bem-estar dos portugueses está ao nível de países atingidos pela guerra
Ionline. 22 de Abril de 2011. por Kátia Catulo,
INQUÉRITO INTERNACIONAL
Em Portugal, as expectativas são das mais baixas do mundo. Tão desafortunados como na Serra Leoa
Apesar do sol e das praias, os portugueses têm tendência para se sentir cinzentos, como a imagem.
Se os números fossem uma ciência exacta, nós portugueses estaríamos em ponto de rebuçado para fazer uma revolução nas ruas. Só 14% da população portuguesa está convencida de que vive num país próspero, segundo o estudo do instituto Gallup sobre "Bem-estar Global", que coloca o pessimismo dos portugueses ao nível dos habitantes da Tunísia ou da Líbia.
Vivemos na Europa dos ricos, usamos telemóveis de última geração, vamos de carro para o trabalho, viajamos nas férias da Páscoa, mas na hora de quantificar a nossa felicidade, sentimos que somos tão desafortunados como os que sobrevivem sem água potável na Serra Leoa, ou como os que vivem em média menos uma década do que nós, o caso do Usbequistão, com uma esperança de vida de 68 anos contra os 79 anos em Portugal.
Entre os 124 países, Portugal está no ranking dos últimos com as mais baixas expectativas sobre a sua qualidade de vida que tem agora e nos próximos cinco anos, partilhando a sua angústia com o Quirguizistão, Usbequistão, os territórios palestinianos, a Tunísia, a Líbia, a Hungria e a Serra Leoa. Atrás de nós, só a Nigéria, a Mauritânia, o Iraque ou o Iémen.
Portugal aparece no estudo da Gallup como um país derrotado e sem esperança, apesar de, por exemplo, o rendimento per capita de 15 mil euros (dados do Banco Mundial) ser quase o dobro da Hungria (8 mil euros) e incomparavelmente mais gordo do que na Tunísia (3 mil euros). Isso quer dizer pouco para um povo que provavelmente prefere olhar para os finlandeses ou os suecos e concluir que ganha menos de metade do que os povos nórdicos.
Será que um país com as mais baixas taxas de mortalidade infantil (3,7 mortes por mil crianças) se pode comparar com outros como a Serra Leoa, que todos os anos vê morrer em média 192 bebés por cada mil que nascem? A distância entre Portugal e os países que são seus vizinhos nesse sentimento de infortúnio é enorme. Basta olhar para o índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas.
Os portugueses fazem parte do clube dos ricos, segundo o relatório de 2010, estando entre os 40 primeiros, num total de 169 países incluídos. Longe dos portugueses está o Usbequistão, no 102.o lugar, o Quirguizistão (109.o lugar) ou a Serra Leoa, que ocupa a 158.a posição. Só mesmo a Hungria é que nos ultrapassou em 2010 (36.o lugar) na avaliação que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento faz sobre a qualidade de vida, comparando a expectativa de vida ao nascer, à riqueza e à educação dos povos.
Devemos ficar surpreendidos com as conclusões do estudo do instituto Gallup? Nem por isso, diz o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. Esse pessimismo, essa falta de confiança ou esse constante queixume "é um clássico" e é recorrente nos vários estudo do Eurobarómetro, onde Portugal surge quase sempre ao lado de países que saíram do comunismo e que viveram os "desaires" da ditadura, explica o investigador.
"Somos infelizmente uma população com baixa auto-estima, com profissões penosas, rendimentos ou pensões baixos, que já não tem a agricultura e nunca teve indústria", explica o professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. E é por isso que, na maioria dos estudos e inquéritos internacionais, Portugal surge como a "sombra projectada" de um país que está a envelhecer a uma velocidade enorme, que vê a sua parte mais jovem partir e que diminui "drasticamente" a sua taxa de fertilidade.
Neuroticismo Tudo isso tem um nome e chama-se "neuroticismo". O palavrão, segundo Villaverde Cabral, significa a tendência que um povo tem para a neurose colectiva e que acaba por explicar essa "bizarria" de ter uma população que se sente tão infeliz quanto os outros povos que enfrentam maiores índices de pobreza ou até guerras civis.
É um sentimento constante em outros estudos e traduz-se na inclinação dos portugueses para "não confiar" nos outros, sobretudo nas instituições políticas. Essa desconfiança, aliás, acaba por explicar igualmente o "exército de abstencionistas" que quase nunca se dá ao trabalho de perder umas horas dos seus domingos para eleger o seu presidente, o seu governo ou o seu autarca, defende o sociólogo.
É claro que toda essa neurose não acontece por acaso e apenas se agudizou porque foi atrás de uma recessão económica. "Desde o início da década, os portugueses sentem que não há motivos para optimismo, a economia do país não cresce há dez anos, os emigrantes deixaram de regressar e a nossa situação vai piorar", diz o investigador, avisando que a população portuguesa já interiorizou que os tempos mais próximos serão ainda mais difíceis.
Uma boa dose de realismo nunca fez mal a ninguém, mas o investigador do Instituto de Ciências Sociais diz que o pessimismo dos portugueses pode vir a ter consequências graves a médio prazo: "Essa tendência portuguesa para empurrar para baixo é tudo o que não precisamos num contexto complicado em que é preciso energia para voltar a acreditar que o país tem capacidade para sair de uma crise que, sendo profunda, não vai durar para sempre", remata.
NOTA: Teria sido preferível que a causa desta situação desagradável tivesse sido uma guerra, porque esta é traumática, mas normalmente pouco demorada e estimula energias para a recuperação, como aconteceu na Alemanha, no Japão e na Coreia do Sul. Pelo contrário, o lento e progressivo apodrecimento que, durante anos, nos trouxe a este buraco nada tem de estimulante e causa desmotivação, desmazelo, desinteresse, apatia, acomodação, que nada têm de bom.
Ao fazer esta minha nota, sinto-me alvo de uma crítica teórica de um amigo que considera que a informação pela Internet deve ser absolutamente verdadeira, de fonte segura, mais do que a certeza dos tribunais a julgarem ou dos políticos a discursarem promessas falaciosas e mentiras piedosas sobre a «pujança» nacional.
Com tais restrições e preocupações de certezas não circulariam mais do que uns pares de notícias por dia e os eleitores não teriam matéria para raciocinar sobre o sentido a dar ao seu direito cívico de votar. Ficar-lhes-ia apenas a fé no candidato mais bem-falante, mais elegante ou «bonito», o que nada contribuiria para o desenvolvimento do país e a procura das soluções mais construtivas para o bem-estar da população. Talvez seja essa preocupação da verdade que cause a demora das decisões dos processos judiciais e a quantidade dos que serão abrangidos pela prescrição. O óptimo é inimigo do bom.
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Alergia dos portugueses aos partidos
Transcrição de artigo com palavras ponderadas de um cidadão que, apesar de se considerar "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal, seguido de NOTA:
Cardeal Patriarca teme "alergia dos portugueses face aos partidos"
PÚBLICO. 21.04.2011 - 00:33 Por Lusa
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, demonstrou esta quarta-feira preocupação por uma "alergia que está aí a nascer, dos portugueses em relação aos partidos", apelando ainda a que as empresas mantenham e criem novos postos de trabalho.
"Isto é um apelo muito grande aos partidos para se valorizarem culturalmente. Não podem ser arranjos de circunstância", disse D. José Policarpo no debate "Portugal - Que Futuro?", organizado pela Rádio Renascença.
D. José Policarpo defendeu como essencial para a dinamização da economia portuguesa a manutenção e criação de postos de trabalho, fazendo um apelo às empresas nesse sentido.
"Neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho", declarou o Cardeal Patriarca.
Descrevendo-se como um cidadão "razoavelmente bem informado e com atenção à realidade", D. José Policarpo diz que neste momento não sabe "exactamente o que se passa" em Portugal.
"Não tenho os dados objectivos que me permitam ter um juízo pessoal do que se passa no país", declarou, apelando a uma maior intervenção na comunicação de outras figuras que não da esfera política portuguesa.
"Neste momento é urgente que os portugueses não ouçam só o discurso político, que a própria comunicação tenha isso em conta e não gaste 90 por cento do seu tempo a veicular discurso político. Há outras pessoas da sociedade que têm coisas para dizer", ressalvou.
No que refere ao papel da Igreja, D. José Policarpo sustenta que a "vasta doutrina e pensamento adquirido" sobre "as grandes questões da sociedade" devem servir para um diálogo "com os fiéis e os cidadãos" de modo a ajudar a "identificar a realidade" do país.
NOTA: Os discursos dos políticos constituem uma barragem de embrutecimento dos cidadãos, impedindo-os de conhecer as realidades, de se interrogarem e pensarem pela própria cabeça, sendo transformados em ovelhas dóceis facilmente manipuladas pelos acólitos do poder.
Tal objectivo não se resume apenas ao cidadão comum mas engloba os políticos seguidores dos líderes, como se viu na votação da lei da rolha, na da lei de financiamento dos partidos e, recentemente, no congresso de endeusamento do «querido líder».
As palavras citadas no artigo são actuais e adequadas , devendo ser devidamente analisadas e aproveitadas como orientação do comportamento dos «responsáveis» pelo Nação.
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A. João Soares
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
A Justiça é cega!!!
A frase que serve de título parece não ser elogiosa quando se trata de conhecer os criminosos para depois os julgar e condenar, por forma a garantir à sociedade um adequado grau de segurança. A notícia Detidos após perseguição no Algarve estavam em condicional levanta sérias preocupações acerca dos riscos a que os cidadãos vulgares, normais, estão sujeitos em consequência de decisões pouco esclarecidas.
Entre os casos que constam do cadastro criminal dos dois detidos, J. Ramirez e M. Anjos, consta um furto qualificado na comarca de Albufeira, um roubo com arma de fogo a um banco em Loulé e um assalto a uma gasolineira, em Faro e, pouco tempo depois, a morte do chefe Martins, da PSP de Lagos.
Ambos estiveram presos na cadeia do Linhó e, após cumprirem parte da pena a que foram condenados pela morte do chefe Martins, saíram em liberdade condicional há pouco mais de um mês, após cumprirem metade da pena. J. Ramirez saiu a 7 de Junho e M. Anjos quatro dias depois, apesar de serem considerados perigosos pelas autoridades, e de terem um vasto historial de crimes violentos e vários processos registados na Justiça.
Na segunda-feira furtaram um veículo, em Faro, e foram perseguidos pela PSP. Menos de 12 horas depois da detenção, foram presentes a tribunal e postos em liberdade apenas com termo de identidade e residência, porque o Ministério Público (MP) de Faro não conhecia oficialmente estas informações sobre os «suspeitos», apesar de estarmos na época da informática e a Justiça estar apoiada por uma boa rede de dados.
Também o critério de concessão de liberdade condicional parece estar baseado no acaso ou na lotaria, sem atender às condições específicas do detido, e dos efeitos para a segurança da sociedade. Também a prisão que teoricamente deveria servir para a recuperação e reabilitação de criminosos, parece, pelo contrário, ser uma escola de aperfeiçoamento de tácticas e artes criminais.
Enfim, estamos perante um tema que merece profunda análise de sociólogos, psicólogos e juristas, o que provavelmente produziria conclusões contrárias às reformas levadas a cabo pelo anterior ministro da Justiça.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sócrates avisou
Sócrates não mente, sempre.
Na profundidade do seu subconsciente é um bom homem e, quando liberta o seu íntimo, diz verdades, avisa, mostra objectivos e, como Nostradamus, faz profecias, como aqui mostrou e que já se confirma.
É preciso estar atento para decifrar a sua mensagem.
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A. João Soares
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Bem haja, Sr. Artur
Segundo notícia do Jornal de Notícias, Artur Santos Silva, presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), diz que «os políticos devem prestar mais contas aos eleitores».
Nada diz de novo, além daquilo que neste blogue tem sido dito repetidamente, mas é importante que esta personalidade, o diga, principalmente agora nas funções de que está investida. Os portugueses precisam destas opiniões, destes alertas que, vindos de uma ilustre figura, têm mais credibilidade. Bem haja, por isso.
Eis alguns destaques da notícia:
- Há "uma crescente distância" entre eleitos e eleitores
- "Quem tem o poder tem de prestar mais contas", explicando o que cumpriu ou não em relação ao que prometera e porquê
- A prestação de contas, "quer dos autarcas quer dos deputados quer dos governantes, é um processo fundamental".
- Os políticos têm também a obrigação de dar o exemplo. "São uma referência para os outros" e, como tal, "têm de dar o exemplo de que estão ali não para defender causas e interesses pessoais, mas para servir o bem público, a causa pública".
- Os eleitores devem contrariar a tendência para a resignação e manter uma intervenção cívica "mais permanente", mobilizando-se em causas, até porque, sustentou, não chegam os modelos mais tradicionais de "votarmos uma vez e ficarmos à espera da próxima eleição para premiarmos ou penalizarmos quem anteriormente escolhemos".
Para ler toda a notícia faça clic aqui
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A. João Soares
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domingo, 28 de junho de 2009
Sua Excelência traído pelo seu discurso
Tal como o rebanho deve ter os olhos no seu pastor, também a Nação deve prestar muita atenção ao indivíduo que escolheu para seu líder e representante. Não é chamar carneiros aos portugueses, embora alguém os tenha considerado burros, ao serem debatidas as datas das eleições, e embora os governantes só pensem neles quando lhes querem sacar o voto.
Os cidadãos devem observar tudo o que se passa com os candidatos e nada deve ser deixado passar sem ser analisado. Em época dedicada à reflexão cuidadosa para a tarefa de votar responsavelmente, nenhum pormenor deve ser desprezado. Um gesto falhado, uma afirmação fora de cena, pode revelar a verdade que os candidatos pretendem manter oculta, por detrás da máscara ensaiada. Por isso aqui se transcrevem dois pequenos trechos de uma longa carta de um socialista de longa data. Para ler tudo basta clicar no título.
Carta aberta ao primeiro ministro
(…) Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções. A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência.
Nunca fala a favor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso de Vossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência.
(…) Todos temos Vossa Excelência em boa conta, como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor.
Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo, marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soa a Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.(…)
texto de José M. Barbosa
Publicada por Luis em A Tulha do Atílio.
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