Não devemos rejeitar inovações
(Public em O DIABO nº 2266 de 05-06-2020 pág 16. Por A João Soares)
As controvérsias fazem parte inerente da pesquisa científica. O filósofo francês Edgar Morin afirma que uma teoria só é científica ser for refutável e que em ciência nada deve ser considerado dogmático. Por isso, não devemos recusar inovações mas, ao tomar uma decisão estratégica, destinada a regular a vida futura, devemos ponderar com o maior cuidado e profundidade as suas vantagens e inconvenientes, tendo sempre em atenção os condicionamentos actuais e previsíveis que influenciarão a sua concretização. Se rejeitarmos, levianamente ou por receio excessivo, aquilo que nos parece ter riscos, podemos estar a aceitar a paralisia e a estagnação da vida, o que é grave, principalmente, quando se trata do futuro de um Estado. Assim, é preocupante quando se ouve um alto responsável afirmar, sem explicação cuidada e com ar aparentemente seguro, que a virtude está em prometer a continuidade dos assuntos socioeconómicos e a estabilização e recuperação das soluções que podem ter parecido boas durante a crise actual.
É imperioso não ter medo de fazer mudanças e verificar que grandes passos em frente, na História Nacional, foram devidos a decisões corajosas que podiam ser criticadas por demasiado ousadas e perigosas pela tradicional calma passiva do nosso povo. É aplicável a este conceito a posição do ‘Velho do Restelo’ que Luís de Camões descreve na sua obra épica. Porém, a coragem não deve ser confundida com inconsciência, capricho fantasioso ou atrevida ousadia, pois devem ser bem ponderadas as prováveis vantagens e inconvenientes a fim de serem obtidos os melhores resultados para o melhor futuro dos portugueses. É conveniente que, neste momento, com grandes perspectivas de evolução em variados aspectos da sociopolítica mundial, as decisões estratégicas não se confinem a recuperar a vida anterior à pandemia e, muito menos, não se agarrem à continuidade de algo que tivesse vantagens para um ou outro sector mas sem interesse para a globalidade dos portugueses. Tal visão estratégica de melhorar os interesses essenciais de Portugal deve contar com a colaboração de pensadores nacionais e especialistas dos temas a abordar e das soluções a procurar, e que sejam independentes sem ligações a partidos nem a grandes grupos económicos para não se perder esta oportunidade de procurar o melhor para o futuro dos portugueses e para o engrandecimento do nosso País.
Tem havido muita gente a apontar como exemplo países que reconheceram que as medidas de confinamento foram demasiado restritivas e sem tomarem em consideração aspectos peculiares que não deviam ser abrangidos por regras gerais, e olhando para indesejados resultados para a economia, os serviços fundamentais, etc., e que estão a alterar todo esse projecto, como o Japão e vários países europeus, controlando os resultados e não vendo inconveniente no abrandamento das restrições aplicadas. Das pessoas que se colocaram ao lado do alívio do isolamento exagerado destaca-se a médica Margarida Abreu, que afirmou que pior do que a pandemia do Covid-19 foi a pandemia do medo que tolheu muitos cérebros e criou consequências de difícil eliminação e os muitos crimes de violência doméstica que afectaram muitas famílias da pior maneira. Os inconvenientes de ordem psicológica foram muito notados. Embora não haja certezas e previsões dogmáticas, podemos abraçar a realidade dos “factos que acompanhamos diariamente: o despertar da solidariedade e a oportunidade de reforçar a consciência das verdades humanas que fazem a qualidade de vida: amor, amizade, comunhão e solidariedade”.
Muitos pensadores à semelhança de Edgar Morin, sem darem uma ideia clara do que será a vida social nos próximos meses e anos, confessam a incerteza mas admitem que surgirão soluções totalmente discordantes da vida anterior à pandemia. Será um mundo novo e imprevisível. Oxalá se caminhe para mais amizade e solidariedade, com mais respeito pelas pessoas e menos apego doentio ao dinheiro e que as sociedades sejam mais pacíficas e harmoniosas. A criação do futuro está nas mãos dos governantes que devem ter a honestidade de perscrutar os reais interesses da população em geral, sem privilegiar injustamente ‘elites’ alheias aos mais altos interesses da Nação, como conjunto de todos os cidadãos. ■
quinta-feira, 4 de junho de 2020
NÃO DEVEMOS REJEITAR INOVAÇÕES
Posted by
A. João Soares
at
17:08
0
comments
Labels: continuidade, controvérsia, coragem, decisão, estabilidade, estagnação, evolução, Inovação, mudança, ousadia, paralisia, recuperação, refutação
quarta-feira, 19 de abril de 2017
A MUDANÇA FAZ PARTE DA VIDA
A mudança faz parte da Natureza e da vida
(Publicado em O DIABO de 18 de Abril de 2017)
Geralmente, as pessoas não gostam de mudanças porque estas as obrigam a alterar hábitos e comportamentos. Mas as mudanças fazem parte da Natureza e da vida em geral e, por isso, devemos procurar aceitar e reagir da forma mais adequada aquelas que nos surgem inesperadamente. E também não devemos adiar ou evitar mudanças necessárias, aconselhadas pelas circunstâncias da nossa vida, perante a envolvência em que nos encontrarmos.
Mas não convém esquecer que «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo». Devem evitar-se mudanças precipitadas que não sejam ajustadas às realidades e aos objectivos pretendidos e que, depois, obriguem a voltar atrás, com os inerentes custos de tempo gasto e de actividades inúteis e nocivas.
Os cuidados a ter antes de decidir uma mudança são tanto mais indispensáveis e necessariamente meticulosos quanto mais elevado é o nível das implicações sociais e abrangência das pessoas afectadas pelas consequências das alterações resultantes.
Devemos aprender a lição das precipitações de Trump que, com a pressa de implantar as promessas eleitorais, antes de mandar proceder a uma análise meticulosa de todos os factores implicados, embora os objectivos pretendidos pudessem ser teoricamente aceitáveis, veio a deparar-se com o facto de as estratégias pretendidas encontrarem dificuldades e oposições, tanto interna como externamente, que resultaram em fracassos logo no início do mandato. Os obstáculos surgidos não contribuem para o prestígio e o sucesso da difícil e complexa função que, há pouco, iniciou.
As restrições a imigrantes de diversos países que foram contrariadas pela Justiça, pelos responsáveis de diversos estados e, também, por autoridades internacionais que recordaram que a actual população estadunidense foi originada por imigrantes de muitas partes do Mundo e que em qualquer estado há gente boa e gente com tendências perigosas.
Outra mudança abortada foi a alteração não devidamente ponderada de apoio de saúde – Obama care - à população mais carente, assunto em que o próprio partido de Trump não pôde dar apoio suficiente.
Com estes casos tão badalados nas Comunicações Sociais de todas as latitudes esperamos que os «donos» da União Europeia pensem bem naquilo que pode ou não ser feito para garantir o melhor futuro para os europeus, com a conveniente confiança nas competências dos líderes que seja geradora e esperança inspiradora de energias positivas para a Europa de amanhã.
Mas uma mudança que era desejável do Estado mais poderoso, embora fosse esperada, não dá sinais de vir ser concretizada, a de tornar as relações internacionais mais pacíficas e harmoniosas, dando maior relevância e operacionalidade à diplomacia da ONU e evitando guerras destruidoras. Porém Trump, com a sua fanfarronice do poder, atacou a Síria com 59 mísseis, lançados contra alvos militares. Em vez de mostrar mestria no diálogo e na negociação, para sanar atritos, usa as armas em larga quantidade, sem contemplações, segundo o velho hábito dos poderosos.
Uma mudança que se impõe é a erradicação, sem excepções, de armas químicas e nucleares. O CS já há muito decretou a proibição da disseminação de armas nucleares, mas no seguimento do erro antidemocrático original da Instituição, os seus membros permanentes, imperiais, criaram para si a excepção de poderem continuar a possuir e aperfeiçoar tai armas, o que tolheu a eficácia de tal decisão e hoje já existem tais armas em vários estados. Mesmo que a erradicação seja total, os Estados que hoje as possuem dispõem de tecnologia, para em caso de anormalidade as poderem fabricar e usar, o que é indesejável, dados os efeitos globais de uma explosão de que as poeiras radioactivas podem ser transportadas pelo vento e danificar toda a vida animal e vegetal do planeta.
Posted by
A. João Soares
at
07:10
0
comments
Labels: mudança
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
NECESSIDADE DE MUDANÇA
«Necessidade de mudança»
(Publicado em O DIABO de 24 de Janeiro de 2017)
A Mudança constitui uma característica da vida, da Natureza. Para saber se um acidentado inconsciente ainda tem vida há que ver se algo nele tem movimento, por exemplo se o coração bate. Na vida social também temos de evitar a estagnação, a degradação de valores essenciais a fim de podermos viver, isto é, ser criativos e inovadores sem a obsessão de repetirmos o que fizemos anteriormente.
Mas convém recordar a frase de um ex-governante muito citado que disse «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo». A mudança é necessária e conveniente quando vai ao encontro de novas soluções, em metodologia, estratégias, organizações para atingir melhores resultados com menos custos em tempo, sacrifícios e haveres. A mudança exige cuidados na sua preparação e acompanhamento. Não é sensato mudar sem fazer um prévio estudo, devendo ser evitada a precipitação, o palpite, a aventura.
Vemos na vida internacional algumas iniciativas de mudança inteligente e bem intencionada, como o acordo na Colômbia entre Poder e os oposicionistas a fim de estes desistirem da violência que vinham usando há mais de meio século, como o novo regime de Singapura que gerou uma nova ordem mais civilizada, como as negociações para uma solução pacífica para a Síria, como a procura de intermediários para solucionar o conflito entre Israel e a Palestina, etc.
Mas qualquer mudança é difícil porque obriga a quebrar hábitos e rotinas, por vezes ligados a ambição de riqueza, a exibição de poder, ao culto da imagem, etc. Estes factores que emperram a transição de um ambiente de violência generalizada para uma saudável convivência harmoniosa e pacífica, são visíveis em conflitos por vezes internos e menores que, em vez de serem analisados sem preconceitos para encontrar a maneira mais adequada de os resolver ou de os aceitar atenuando os efeitos, são, pelo contrário, encarados com escalada de violência que agrava a situação sem sanar a causas.
Enquadram-se nestas condições alguns casos de destruições maciças de povoações e de mortes de pessoas em alguns pontos do Médio Oriente, a dureza com que a Turquia tem encarado os incidentes internos a que tem assistido, e a deslocação pela NATO de poderoso contingente militar para a Polónia.
Neste último caso, trata-se mais de dissuasão do que de retaliação, mas que não deixa de ser uma escalada semelhante a outras que precederam algumas guerras recentes. E, como nos casos destas, nomeadamente a do Iraque, isto nunca conduz a bons resultados, senão para aqueles que beneficiam os fabricantes de armamento que segundo já dizia Eisenhower não param as fábricas e, para isso, pressionam os Estados e os grupos de guerrilheiros a fazer guerras a fim de consumirem aquilo que pretendem vender e, depois, inovarem os seus produtos bélicos. E não têm sensibilidade para ver que, dessa forma, morre muita gente inocente e é destruído muito património privado e histórico, como se tem visto no Médio Oriente e noutros pontos do globo. Nos Estados onde tal tipo de violência tem actuado, a qualidade de vida piorou e foram criadas vagas sucessivas e numerosas de refugiados. Tudo catástrofe para a humanidade.
E a repetida violência deixa-nos a dúvida e enfraquece a esperança numa mudança encarada a sério de se procurar passar a resolver os conflitos, quando ainda pequenos, através da diplomacia, do diálogo e da negociação em vez de ser pelas armas.
Mas a MUDANÇA de que a Humanidade necessita não se resume à guerra, pois é mais transversal e deve procurar tornar mais racionais, morais, legítimos, todos os sectores da sociedade, desde a corrupção, ao compadrio, à gestão de todas as organizações públicas de que a população depende quanto a eficiência, a simplicidade de funcionamento, a gestão do dinheiro público, etc.
Qualquer mudança deve contribuir para o respeito recíproco pelos outros, a aceitação das diferenças e a melhoria da qualidade de vida com justiça social.
A João Soares
17 de Janeiro de 2017
Posted by
A. João Soares
at
16:18
0
comments
Labels: mudança
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
SOLSTÍCIO É MOMENTO DE MUDANÇA
Hoje o Planeta Terra tem um momento de mudança. A Natureza tem vindo, nos últimos seis meses, a reduzir os dias mas hoje vai iniciar a sua dilatação. Estamos no SOLSTÍCIO DO INVERNO.
Que o Mundo mude é natural. As estações do ano são disso um exemplo bem conhecido.
Na vida das pessoas, das sociedades, também há que evitar a estagnação, os vícios inveterados, os maus hábitos. Mas os dirigentes responsáveis e as pessoas que comentam e opinam publicamente têm um papel importante a desempenhar para que as mudanças sejam para melhorar os «interesses nacionais», em vez de se limitarem a beneficiar os ambiciosos que pretendem viver à larga, à custa do erário público, lesando o contribuinte mais desfavorecido e indefeso. MUDAR,SIM MAS PARA MELHOR do País.
Esta reflexão resulta das palavras que vêm a público acerca do resultado das eleições em Espanha e da sua comparação com o que se passa em Portugal. E concluo que, por vezes, o poder de gerir a mudança nem sempre é devidamente utilizado, quando ouço um PM teimar em orientação mal ou nada analisada «para o mal ou para o bem». Não é caso único pois, há poucos anos, um outro PM teimava «custe o que custar». Os assuntos dos Estados são de tal forma complexos que não permitem tal rigidez. O amanhã traz circunstâncias que exigem adequações constantes na rota estratégica. Mas os objectivos pretendidos devem ser mantidos o mais possível porque são eles que garantem a estabilidade do crescimento e inspiram a confiança de investidores e cidadãos em geral.
HAJA SENTIDO DE RESPONSABILIDADE E RESPEITO PELA MISSÃO E PELOS CIDADÃOS.
Posted by
A. João Soares
at
07:19
5
comments
Labels: estratégia, mudança, responsabilidade, solstício
sábado, 31 de outubro de 2015
MUDANÇA COM GARANTIA DE SER PARA MELHOR
A MUDANÇA É IMPERATIVA NA NATUREZA. São as mudanças entre o dia e a noite, entre as estações do ano, e em todas as actividades da Natureza. Sem elas não pode haver crescimento, nem vida propriamente dita. O pântano significa estagnação, putrefacção, pestilência.
Hoje, na propaganda política, fala-se de mudança, como se essa fosse uma inovação artificial. Mas não é. É certo que qualquer mudança causa o incómodo de obrigar a alterar certas rotinas e alguns comportamentos e isso leva as pessoas mais obtusas e com mentes imobilizadas a encará-la com receio e pessimismo.
Mas ela é necessária, natural e insubstituível.Porém, para que corresponda à esperança e ao desejo de trazer melhorias, tem que ser bem analisada, calculada, preparada e concretizada com perseverança, inteligência e o máximo rigor possível a fim de os objectivos de melhoria serem atingidos no máximo grau de rigor possível.
MUDAR É PARA MELHORAR e não deve ser encarada como aventura inconsciente. Perdoem-me citar a frase de Salazar: «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo». É preciso preparar a mudança com competência e capacidades a fim de serem obtidos os melhores resultados desejados.
Oxalá, os partidos políticos saibam encarar as mudanças necessárias para Portugal crescer e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Posted by
A. João Soares
at
18:48
0
comments
Labels: mudança
terça-feira, 28 de abril de 2015
UM NOVO PORTUGAL É URGENTE
Tal como a Páscoa é a ressurreição para uma vida nova mais socialmente justa, também a data de 25 de Abril deve ser a partida para uma nova era de moralidade, ética e justiça social. Faça-se tal renovação já. Que as próximas eleições para a AR e para a PR sejam uma séria PROMESSA DE MUDANÇA, para «LEVANTAR HOJE, DE NOVO, O ESPLENDOR DE PORTUGAL.
Posted by
A. João Soares
at
06:58
0
comments
Labels: ética, moralização, mudança, renovação
domingo, 22 de fevereiro de 2015
CRITICAR AS MUDANÇAS, É DE VELHO DO RESTELO
Não posso alinhar cegamente com críticas severas às mudanças, à aventura anti-troika, ocorridas na Grécia. Tais críticas parecem baseadas na hipótese fantasista e egocêntrica de que nos encontramos no cume da perfeição humana, social e política e que não vale a pena procurar mudar para melhor porque nada existe de mais perfeito do que as «regras actuais». Se tal conservadorismo, inacção, acomodação e aversão a mudanças, existisse desde os primórdios da Humanidade, estaríamos ainda na era da Pedra Lascada.
Viver é mudar e a mudança acarreta sempre sacrifício, no mínimo, para deixar velhos hábitos e criar outros novos. Criticar mudanças será condenar os pontos mais salientes da nossa história, independência nacional, descobrimentos, 1º de Dezembro, 10 de Outubro, 26 de Maio, 25 de Abril… É certo que nem sempre os herdeiros das mudanças mereceram o risco da aventura e não souberam aproveitar da melhor forma as oportunidades surgidas, para benefício dos cidadãos, da liberdade com responsabilidade, para o desenvolvimento cultural e social. Mas o mundo viveu assim e por isso surgiram novas tecnologias nos transportes, nas diversas indústrias, nas comunicações, até se chegar à globalização, e isto não parará, pois a velocidade de progresso será cada vez maior.
Sem mudanças cai-se em estagnação pantanosa, com vícios de exploração dos mais fracos em benefício dos mais poderosos que se tornam cada vez mais prepotentes e arrogantes e destroem a vivência social, criando condições para terríveis catástrofes sociais, hoje, altamente perigosas para vidas humanas e património material, histórico e natural, devido ao moderno armamento de destruição maciça, existente.
Em vez de criticar obcecadamente, será melhor ajudar, com conselhos e apoios à adopção de medidas que contribuam para animar e estimular uma sociedade mais produtiva e socialmente justa, disposta a um desenvolvimento activo e promissor de um futuro mais brilhante, para construir um Mundo melhor
Imagem de arquivo
Posted by
A. João Soares
at
10:01
1 comments
Labels: estagnação, Grécia, mudança, progresso
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
ANO NOVO DEVE TRAZER RENOVAÇÃO E MUDANÇAS
ANO NOVO,VIDA NOVA, exige de cada um esforço persistente para a RENOVAÇÃO, para se criar na humanidade um ambiente de fraternidade Paz e inovação, o que exige uma atenta observação da sociedade mais próxima, com intenção de aperfeiçoar e limar arestas e de alertar os responsáveis para os problemas a necessitar de resolução.
Com este espírito, transcrevo um texto de opinião recebido do autor, sem qualquer compromisso com as ideias políticas apresentadas, mas apenas por dar uns tópicos de análise da situação actual que interessa conhecer. «O maior cego é aquele que não quer ver» e convém que não sejamos cegos e disponhamos de informação variada para podermos formar opinião própria.
CHEGOU A HORA!
(Recebido como anexo de e-mail do autor, Campos de Barros 141231)
Por motivos de natureza diversa, que parte dos meus amigos, da vida real e do facebook conhecem, tem-me faltado disposição, a vários níveis, para dar seguimento aos já habituais Artigos de Opinião, em que exteriorizo o que me vai na alma e na consciência.
Mas também verdade é que não conseguiria ficar tranquilo, neste último dia de 2014, se não desse público conhecimento do espírito de revolta, e só não utilizo as expressões “raiva” e “ódio”, por, como católico que sou, respeitando em absoluto quem o não é, que de mim se tem apoderado, face a comportamentos e situações, algumas delas já constantes de artigos anteriores, com que o país se tem visto confrontado.
É a corrupção que grassa em grande escala, na maior parte das situações sem que a justiça actue e envolvendo, quer personalidades, políticas ou não, quer organizações de natureza vária, com destaque para o sector bancário e financeiro;
São Fundações e Institutos que continuam, muitas delas sem qualquer utilidade pública, para a quase totalidade dos cidadãos, a receber dinheiro da fazenda pública;
São políticos, das várias cores, que continuam a prometer o que sabem não ser possível cumprir, mentindo descaradamente aos cidadãos;
É o segredo de justiça permanentemente violado, morrendo a culpa sempre solteira;
É o fosso cada vez mais profundo, a separar ricos dos pobres, com uma classe média a deixar de existir, classe média considerada como o motor da economia de qualquer país;
São as centenas, ou mesmo milhares de sem abrigo, constituindo um verdadeiro ultraje à dignidade humanam sem que pareça que tal realidade preocupe minimamente os que têm (des) governado este país;
-É o controlo, em muitas situações, do poder judicial pelo poder político, por sua vez subjugado, sem honra nem dignidade, aos grandes grupos económicos e financeiros e a organizações mais ou menos secretas;
São as colocações de amigos em altos cargos de grandes empresas, muitas vezes oriundos da esfera governamental e a integração de outros nos vários ministérios, sem que o passado e competência profissional o justifiquem minimamente. Basta estar atento aos D.R. para nos apercebermos dos critérios seguidos; ou melhor, do critério seguido, em grande parte dos casos: ser possuidor de cartão de militante.
E tudo isto se repete ao longo de dezenas de anos, sempre com os mesmos actores políticos e com a conivência dos cidadãos, por acção ou omissão, desperdiçando, por erro de pontaria ou não utilização, a arma demolidora de que são possuidores: o voto;
Muito, mas muito mais situações poderia apresentar, sem risco de ser desmentido, mas o constante do texto penso ser suficiente para demonstrar a imperiosa necessidade de alterar de regime, substituindo-o por um outro em impere a missão de Servir e em que os eleitos representem, na verdade, a vontade dos cidadãos. Na verdade, e face à actual legislação eleitoral, feita à medida dos interesses dos tradicionais partidos com assento na A.R. os cidadãos limitam-se a votar em partidos, que elaboram as suas listas de candidatos à medida dos seus desejos e interesses, assistindo-se à situação caricata, imprópria de uma verdadeira democracia, de haver candidatos que se podem considerar eleitos, mesmo antes das eleições São os que ocupam os lugares cimeiros das várias listas.
Deste modo, só uma nova lei eleitoral, a que os partidos do poder se têm por sistema oposto, em que o voto nominal prevaleça, permitirá aos eleitores escolherem os seus verdadeiros representantes, sem que, de modo algum, tal signifique a eliminação dos partidos, pedras angulares de uma Democracia de verdade, mas partidos que integram os deputados escolhidos directamente pelos cidadãos. E enquanto tal não suceder, continuar-se-á a viver numa democracia de “faz de conta”, em que domina uma partidocracia, quando não uma ditadura partidária…
Por tudo isto, a minha afirmação de que “Chegou a hora”, a hora da mudança, por via democrática, bastando para tal que os cidadãos que não se revêm nos actuais partidos com assento na A.R. apoiem, com os seus votos, os partidos que contenham no seu programa e que se comprometam a alterar a actual legislação, substituindo-a por uma outra em que a pedra angular seja o voto nominal.
E ao referir-ma a tais partidos, incluo tanto os já existentes, como os que se encontram em fase de breve legalização.
E porque sempre actuei com frontalidade e transparência, quero registar que, conforme já tenho publicitado, integro um partido em fase final de legalização e em que a alteração da lei eleitoral é um princípio fundamental…
E só lamento que a actual legislação não permita aos Movimentos Cívicos concorrer a eleições, obrigando-os, para tal ser possível, a transformarem-se em partidos.
Portanto, para mim “Chegou a hora”! Que, em 2015, a mesma Hora chegue para a maioria dos cidadãos portugueses. É que considero que, como defensor acérrimo de uma Democracia de Verdade, ser este o voto mais adequado!
Imagem de arquivo
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
CAVACO PRUDENTE OU TEMEROSO?
Durante várias décadas de vida, tenho assumido como regra comportamental que as autoridades, principalmente as que foram eleitas pelos cidadãos, devem ser por estes tratadas com o maior respeito e a máxima deferência.
Nesse conceito, enquadra-se o Supremo Magistrado da Nação que, por definição, deve considerar-se apenas limitado pelo texto da Constituição da República, interpretado com o bom senso e a prudência que deve estar sempre no espírito de uma pessoa que ousou candidatar-se ao cargo e obteve a eleição pelos votos da maioria dos cidadãos que votaram de forma útil.
Por isso, pode ficar-se chocado com o título da notícia «Cavaco é um vice-primeiro ministro e não um Presidente da República».
Mas como não há fumo sem fogo, devemos procurar os motivos que levaram a autora, eurodeputada também eleita por eleição legal, a fazer afirmação tão ousada. E deparamos com palavras do PR como as seguintes «Portugal tem ainda à sua frente grandes desafios muito exigentes. Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro. É uma ilusão pensar que os problemas do país estão resolvidos. Tal como é uma ilusão pensar que os problemas podem ser resolvidos num contexto de facilidades»
Declara,assim, que o Governo não resolveu os problemas do país. Nisso, está em concordância com a opinião de Bruxelas: /«Outro problema para a troika é o programa de reformas estruturais. Para Bruxelas, o ímpeto do reformista está a abrandar consideravelmente e mal, porque a economia portuguesa precisa de continuar o seu ajustamento na visão de Bruxelas, e, em alguns casos, estarão mesmo a ser revertidos os resultados de algumas das reformas colocadas em curso.»
E que apesar de vários anos de dura austeridade, repetidamente agravada, afirma claramente que «Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro». Um cidadão medianamente informado perguntará, qual o motivo de o PR não ter decidido eleições antecipadas. Pode ter havido um de dois tipos de raciocínio.
O primeiro, de extrema prudência e sensatez, porque pode ter pensado que as eleições representariam paragem na vida nacional e despesas, sem garantia de que delas resultasse um governo menos mau.
O segundo, de temeridade e falta de ousadia para arriscar essa paragem e despesa, com receio de que resultasse um governo pior, o que parece ser de grande improbabilidade.
Daqui que o artigo inicialmente referido tenha insinuado uma submissão ao Governo, como se fosse um seu vice-PM. Claro que isso não passa de uma forma hiperbólica e irónica como é frequente acontecer na nossa política de discutível qualidade.
Mas Cavaco manifesta-se contra o medo da mudança, a qual é meritória e indispensável para não continuarmos cristalizados numa austeridade por teimosia que já mostrou a sua ineficácia, por não ter efectuado a prometida Reforma Estrutural do Estado, entre outras coisas, com redução da burocracia ao mínimo indispensável, o que evitaria as falhas de um programa que estão na origem da operação Labirinto, que tornaria desnecessário o desbarato do património Nacional, das joias da coroa e a privatização de empresas símbolos de soberania, criado mais milionários e empobrecido maior número de cidadãos desprotegidos. E isso demonstra que o PR, em vez de se mostrar solidário com o Governo, devia tê-lo criticado e ter-lhe dado um puxão de orelhas e colocado de pé voltado para a parede.
Imagem de arquivo
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Mudar exige ponderação
Mudar exige ponderação
A vida é feita de mudança, nenhum dia, nenhuma época, é igual ao passado, o tempo constitui um recurso irrecuperável, pelo que deve ser usado da forma mais proveitosa, em todos os aspectos. Devemos começar pela preparação da sua utilização. Devemos Pensar antes de decidir.
Vem isto a propósito do artigo de opinião no Diário de Notícias Mudar de vida de Manuel Maria Carrilho (cuja leitura se aconselha apesar da sua extensão). Nele, partindo da mudança da hora, reflecte na necessidade de mudar de hábitos, de mudar de vida, como diz, «mudar de hábitos mentais e de ideias».
Mas tais mudanças só podem ocorrer «pela pressão incontornável das circunstâncias, quando elas impõem verdadeiras roturas», como é o caso da crise actual.
E, se a mudança é imprescindível na condução de uma viatura, de um navio ou de um avião, em que é imperioso reparar com oportunidade cada pequeno desvio da rota, ou mudar de itinerário, se ocorrer um impedimento que impeça continuar no mesmo, também na vida privada, nas empresas ou nos Estados, é absolutamente necessário, a cada momento, procurar a melhor solução para o momento seguinte. E uma crise deve constituir um bom incentivo para proceder às mudanças mais racionais e eficazes aconselhadas pelos melhores estudos isentos e patriotas orientados pelos reais e consensuais interesses nacionais.
Carrilho reflecte na conveniência de ser estudado o melhor futuro para a Europa e coloca três pontos a ponderar, quanto a vantagens e inconvenientes para a preparação do futuro do Velho Continente de onde partiu a civilização preponderante no planeta durante cerca de uma dezena de séculos. Tais três pontos centram-se em federalismo, crescimento e proteccionismo.
Oxalá os actuais e futuros governantes dos Estados Europeus se mostrem competentes para delinear o futuro do Velho Continente. De forma exequível e realista para não desmerecer as glórias do passado.
Imagem de arquivo
Posted by
A. João Soares
at
15:53
0
comments
Labels: mudança, pensar, ponderação, sensatez
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Coragem para pensar e falar
Enquanto houver quem tiver coragem para pensar e dizer a sua opinião, não podemos perder a esperança de um futuro melhor. Ainda há pessoas com valor. São mais perigosos aqueles que se calam e tudo aceitam sem reagir, do que os que reclamam e gritam a sua indignação. Destes podemos esperar colaboração no esforço de mudança para melhor.
Posted by
A. João Soares
at
10:25
2
comments
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Europa ou muda ou terá revolução
Mário Soares alerta Se a Europa não muda, terá de haver uma revolução, o que nada tem de novidade para os leitores deste espaço, onde por várias vezes tem sido lançado tal aviso aos políticos, com a intenção de serem implementadas mudanças tendentes a restabelecer a ordem, a paz e a confiança do povo (dos 90% do povo) que vive em piores condições e que é o mais sacrificado pelas crises criadas pelos mais beneficiados pela «legalidade» existente.
É comummente aceite que todo o ser vivo, toda a actividade humana, estão sujeitos a mudanças e as da humanidade têm pouco de espontâneo, pois são, em grande parte resultado de atitude e de comportamentos, nem sempre bem pensados.
A crise actual demonstra que qualquer decisão exige uma preparação prévia, exige que se Pense antes de decidir. Sem uma perfeita análise do problema que é preciso resolver, este além de não ter a melhor solução, causa danos e perdas de recursos de que o tempo não é despiciendo.
Para que a solução das mudanças sociais não venham a ser obtidas por revolução, tem que ser bem preparada uma evolução eficaz e pacífica. É precisa uma mudança adequada e bem analisada.
Ao ler as palavras de Mário Soares surgem pontos de meditação e dúvidas sobre o real significado das sugestões que aparecem pelos jornais., Qual é a direcção de mudança que é considerada mais benéfica para os europeus e para o mundo? Que tipo de revolução prevê Mário Soares? Como evita os habituais estragos em património e vidas humanas, característicos das revoluções? Qual a estrutura de governo, de relações internacionais, de sistema financeiro, que prevê para depois do dia da revolução? Como encara a hipóteses da «ditadura Merkozy»?
Para o esclarecimento das realidades actuais com vista a dar o passo em frente, para a mudança para uma NOVA ERA, não podemos usar linguagem hermética e ilusória, como a argumentação usada por alguns «pensadores» baseada na «legalidade». Ora, a legalidade não passa de uma artificialidade criada pelos políticos para satisfazerem os seus intuitos pessoais e de «bando» de ambição e poder financeiro. Há que preparar uma rotura de regime e de mentalidades dos governantes e isso tem que contrariar a legalidade vigente. Sem tal ilegalidade o mundo não evolui tanto quanto o desejável.
O povo merece mais do que a triste realidade que o explora e oprime. O regime impõe a escolha entre listas que contêm nomes que não são conhecidos da maioria dos eleitores, mas estes acabam por votar numa delas, levados por promessas mentirosas ou sem a suficiente credibilidade.
Depois, aceita a desgraça embora tenha a convicção de que, 4 anos depois, será o caos, o qual fica para martírio dos seus filho e netos. Seria mais honesto, coerente e corajoso que não se adiasse o caos para quem vier a seguir. Porque não se arrisca o caos agora mesmo? Porque não se elimina um dos mentirosos, já, para levar os outros a serem mais sérios e prudentes, dedicando-se mais às suas tarefas, para bem dos cidadãos? Se a eliminação desse não for suficiente para moralizar os restantes, aplica-se a mesma receita a outro... e assim sucessivamente até a governação ser feita para os cidadãos comuns e não para os do poleiro contra os interesses nacionais. Quanto mais tarde for aplicada a terapia maior o risco de o doente se tornar incurável e morrer da pior forma.
Porém, para evitar a revolução a que se refere Mário Soares, e este mau (mas justo) destino dos políticos actuais, está na mão destes fazer a reforma indispensável das suas mentalidades. Têm que se convencer seriamente de que a sua tarefa não pode continuar a ter como principal objectivo o seu enriquecimento ilícito à custa do povo, nem pelo processo do bando do BPN, nem com as conivências da Face Oculta, ou do IPO/Lima/Isaltino...
Como a Humanidade se regozijaria se os actuais poderes procedessem já à moralização do regime, à reforma pacífica do sistema. Com essa solução evitar-se-iam os graves prejuízos de uma mudança violenta. No caso do Egipto, passado quase um ano após o «sucesso» da revolta popular, ainda não foi ultrapassada a crise, o seu PREC ainda dura, o povo ainda não está a colher benefícios do golpe.
A nível Europeu e Mundial, a reforma dos sistemas que ocasionaram a crise actual é indispensável e inadiável. Mas tem que ser muito bem pensada e preparada, não com base na legalidade vigente, mas numa moralidade que tenha as pessoas como objectivo. Não convém que seja imposta por um teórico distante do mundo real, mas também não se pode esperar que seja apoiada pela generalidade dos políticos actuais, porque a esses não interessa mudar os vícios e as manhas que os tornaram ricos por efeito de varinhas mágicas e truques inconfessados. Ninguém mata a galinha dos ovos de ouro!
Na Europa, dado o entendimento Merkel- Sarkozy, está adiado o perigo que ocasionou as duas guerras mundiais, devidas a problemas entre os seus dois Estados, mas se encarassem uma solução para uma NOVA ERA, tendo em vista a Paz e o desenvolvimento dos mais carenciados, reduzindo o fosso entre os G20 e os P20 (países mais pobres e mais pequenos), poderiam estar no bom caminho para a felicidade das gerações do porvir. Mas trata-se de um duo que inspira pouca confiança aos restantes Estados da EU, pelo que, sem precipitação mas com espírito construtivo deve procurar-se um consenso sensato entre os membros da União, com a preocupação permanente de melhorar a vida dos cidadãos, o que deve ser mais importante e permanente do que os frios números da dívida actual.
Imagem do PÚBLICO
Posted by
A. João Soares
at
06:51
1 comments
Labels: desenvolvimento, ética, mudança, Nova Era, paz
domingo, 26 de junho de 2011
Ética é indispensável na política
Um dos candidatos à liderança do PS defende um “capitalismo ético” ao serviço das pessoas. O conceito de ÉTICA na política é por vezes abordado, quase sempre com cepticismo, pelo que quando surge não deve ser esquecido, pois é um valor a alimentar em qualquer sector.
A intenção manifestada pelo candidato parece louvável, é religiosamente correcta, embora difícil de colocar em prática. Mas, havendo intenção de reforçar a ética, como o futuro de Portugal está nas mãos de todos os portugueses, se quisermos, o País será mais desenvolvido com as pessoas mais felizes consigo próprias, com os seus amigos e vizinhos e com todos os seres vivos.
Na origem do Cristianismo foi dado lugar de destaque às pessoas aconselhando que cada um deve amar os outros como a si mesmo e que o respeito mútuo é indispensável para uma vivência harmoniosa, em Paz. Não devemos fazer aos outros o que não desejamos que nos façam.
E quanto ao capitalismo ético, a Bíblia refere a «parábola da moeda de ouro» (Lucas 19,1.-28) que, neste tema merece ser bem ponderada no seu significado.. A distribuição social dos recursos deve ser proporcional ao mérito, à qualidade do desempenho, mas abrindo uma excepção ao apoio necessário àqueles que, por incapacidade, não possam produzir o necessário para o seu sustento.
Uma sociedade só pode viver em paz quando houver justiça social assente na ética, na moralidade, no civismo, ao serviço de toda a população, com especial atenção aos mais carentes. As oportunidades de emprego devem ser iguais para todos, cada um desempenhará conforme a sua competência e receberá a compensação proporcional ao seu desempenho.
O mesmo candidato já mostrou a sua ética quando foi o único a votar contra lei de financiamento de partidos, quando afirmou que os portugueses “estão fartos de fazer sacrifícios sem ver resultados" quando disse que "É inaceitável" que os sacrifícios não sejam feitos pelos que mais têm e quando defendeu que os sacrifícios dos portugueses devem ser justificados com resultados do Governo.
Quanto ao comportamento ético de políticos e de gestores públicos, merecem destaque palavras do Governador do Banco de Portugal, do Autarca Macário Correia e de Leonor Beleza que lembra que há altura em que é preciso colocar o país acima de tudo.
Também o outro candidato apresenta preocupações de ética ao dizer que a sua candidatura é de mudança, rompendo com a continuidade, embora correndo o risco de.não agradar aos que apostam na continuação de erros velhos.
Imagem do Google
Posted by
A. João Soares
at
18:43
0
comments
Labels: ética, justiça social, mudança, política
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Espanha despertou
Para sair da crise , não se pode a continuar a chapinhar na lama, é preciso mudar, é preciso dar um passo para terreno sólido, para solo seco, saltar do pântano.
O povo espanhol já tomou consciência da necessidade de mudança, deixou de continuar à espera de milagres, convenceu-se que o futuro do País e de cada um depende de cada cidadão e aproveitou a oportunidade.
Além das concentrações em várias cidades em que têm sido apoiados por cidadãos de vários países europeus, manifestaram nas urnas o poder do povo que caracteriza a verdadeira é Democracia.
São muito significativas as notícias que nos dizem que Espanhóis desafiam proibição e mantêm concentrações em várias cidades e, nas eleições regionais e municipais de Espanha causaram a derrocada do PSOE.
Certamente, após este resultado da vontade do povo, sentirão a esperança num futuro melhor, com intensidade suficiente para o conseguirem. A vontade e a motivação do povo, quando bem liderado, tornam grandes os Países.
Imagem de Juan Medina/Reuters
Posted by
A. João Soares
at
07:38
0
comments
Labels: Democracia, mudança, recuperação
domingo, 16 de janeiro de 2011
O amigo António à caça de insólitos
O Amigo António continua a deleitar-me com a sua forma de olhar para as coisas complicadas como se estivesse a ver tudo claro transparente, mas não deixa de ficar intrigado com as manobras da baixa política. Desta vez, saiu-se com a descoberta do insólito apoio do PSD a Cavaco Silva.
Custou-me a concluir que tinha ouvido bem, pois ambas as entidades são fruto da mesma árvore e companheiros do mesmo grupo ou tendência. Mas ele, com o seu raciocínio muito simples e adequado a explicar o menos visível aos mais ignorantes, esclareceu a sua «anedota» que parece não o ser.
Os dados dele são os seguintes: Cavaco é de todos os candidatos o único que, pelo seu passado e a sua forma de estar na política, garante a continuidade, na crise com que conviveu sem evidenciar o mínimo sintoma de alergia e sem fazer algo de positivo para a evitar ou debelar, mesmo que fosse apenas por palavras bem audíveis e insuspeitas.
Pelo contrário, o PSD tem mostrado interesse em mudanças na governação, por forma a melhorar todas as deficiências de organização da máquina pública, passando pela Educação, pela Saúde, pela Justiça, etc..e, para isso, mostra-se interessado em eleições legislativas antecipadas. Ora, depois de o povo, como dizem, ir eleger Cavaco Silva, portanto profundamente mentalizado para evitar a mudança e quaisquer aventuras, será difícil fazer uma lavagem ao cérebro colectiva e eficaz que contrarie o tratamento hormonal que agora lhe está a ser injectado com efeito positivo (na hipótese de o candidato ganhar).
Por outro lado o PS, depois das eleições, se tiverem o referido desfecho, vai agarrar-se ao slogan da continuidade e da estabilidade de que o povo mostrou gostar ao eleger Cavaco.
Achei piada a este raciocínio do Amigo António e não deixei de o trazer aqui para que cada um se ria ou medite, sobre o quanto há de insólito nas tácticas políticas.
Não tive coragem de perguntar qual o candidato que, segundo ele, o PSD deveria apoiar mas, como é muito cauteloso, talvez armasse em pitonisa e dissesse uma frase esfíngica como «qualquer um excepto Cavaco, Alegre e Defensor», porque todos os outros estão mais preparados para mudanças.
Posted by
A. João Soares
at
17:57
2
comments
Labels: continuidade, mudança, presidenciais
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O futuro está nas nossas mãos
Posted by
A. João Soares
at
22:04
0
comments
sábado, 21 de agosto de 2010
Fernando Nobre candidato da mudança
Apresentam-se algumas frases da entrevista dada por Fernando Nobre ao PÚBLICO:
Eu costumo dizer que quantos mais candidatos formos melhor, se todos aparecerem para discutir propostas, soluções e ideias para o país. Quanto mais discussão houver melhor.
É a candidatura da cidadania, que tem sido o meu pilar há mais de 30 anos. Eu não evoco a cidadania por um mero objectivo conjuntural.
A minha candidatura é a das pessoas e procura uma mudança radical. Um rompimento com o que tem sido feito até hoje. Se as pessoas quiserem mais do mesmo, embora se queixem, têm muito por onde escolher. Se efectivamente quiserem a mudança e outro tipo de paradigma de sociedade, que eu defendo e que está escrita nos meus livros, têm uma escolha que é a minha candidatura.
Os cidadãos têm de estar no cerne de todas as questões. O Estado, a economia e as finanças só têm razão de ser se tiverem como único objectivo o desenvolvimento humano. Este é que é o novo paradigma da civilização e que Portugal também tem de implementar.
Fala-se de um cidadão que nunca teve uma participação na vida política activa partidária. Então este cidadão não serviria? Será que os outros foram assim tão competentes até hoje e nos conduziram para a situação em que estamos mergulhados? Acredito que os portugueses são muito mais esclarecidos e sábios do que muitas pessoas pensam. Nestas eleições elas vão ter uma efectiva escolha.
Eu vou até ao fim para unir os cidadãos. Estamos perante desafios de tal modo graves para a sociedade portuguesa que os cidadãos têm de saber que têm por fim um cidadão como eles para ir até ao fim e para defender os seus verdadeiros interesses.
É uma candidatura unipessoal, não partidarizada. É política, eu faço política há mais de 30 anos. Repare: quem se ocupa de questões humanitárias e sociais como eu há mais de 30 anos, eu faço política, não é política partidária. Continuarei sempre a ser o presidente da AMI e o fundador da AMI.
A independência e a autonomia da magistratura e do Ministério Público são essenciais a um verdadeiro Estado democrático, mas algo está a correr mal no pilar da justiça no nosso país e o Presidente da República tem de intervir e de participar na procura de uma solução. Porque o que está à vista em muitos casos - e vamos ver o que vai acontecer com a Casa Pia - é que há uma justiça para os quem têm os meios para recorrer aos grandes escritórios de advogados e outra para o mero cidadão.
Imagem da Net.
Posted by
A. João Soares
at
19:27
0
comments
Labels: Fernando Nobre, mudança
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ventos Fortes de Mudança
Vento que bate, insistente,
Em frágeis corpos, sem norte.
Leva tudo à sua frente,
Na sua fúria de morte.
Ninguém sabe o que fazer.
Desistir, não são capazes.
Acreditam no vencer
E na sorte dos audazes.
Alguns, de força incansável,
Estudam o mal na raiz,
Na procura de travar
Os ventos do seu país.
Ventos loucos, sem control,
Que sopram todos os anos,
Anos escuros, sem sol,
Que causam penas e danos.
Uns esperam a calmia,
Vão recolhendo a folhagem,
Outros, mais em sintonia,
Juntos, lutam com coragem.
Procuram travar o vento,
Lutam p'rá acalmar a dor.
Acreditam no bom tempo
E na força do amor.
De tronco sólido e duro,
Fogem de ventos e lodos.
Têm 'sperança num futuro:
Todos por um, Um por todos.
E, nesse esperar sem fim,
Sentindo a força do vento
Que sopra, dentro de mim,
Vou-me 'squecendo do tempo,
Esse factor meu rival,
Que sei ser muito importante,
Nesta luta desigual
Contra o mau tempo constante.
Venham os corpos com norte
E coragem p'rá mudança
Desta injustiça tão forte.
Maria Letra
NOTA: Este poema foi transcrito do blogue Sempre Jovens e vem reforçar a mensagem contida no post Que futuro teremos?
Posted by
A. João Soares
at
22:12
4
comments
Labels: mudança, reestruturar, reformar
terça-feira, 2 de junho de 2009
Qualquer mudança exige esforço
As pessoas gostam de falar de mudanças, sonham com elas e quando estão no poder procuram impor novidades. Algumas destas são oportunas e benéficas, mas raramente são devidamente preparadas (ver Pensar antes de Decidir) por forma a ser garantida a sua aceitação, sem rupturas traumáticas, e a sua implementação de forma sustentada. Sem essa preparação, uma simples mudança pode ser inviável.
Isto ficou bem ilustrado nas reformas que o actual Governo prometeu levar a cabo, mas em que não conseguiu obter êxito. Em vez de reformar com a colaboração dos principais agentes dos sectores em questão, tentou reformar contra tais agentes.
Não quero agora analisar as causas dos fracassos e dos recuos, mas apenas referir as dificuldades que as pessoas, muitas pessoas, cristalizadas num certo sistema de raciocínio, sentem e terem problemas de adaptação a situações diferentes.
Um dos candidatos às europeias, professor universitário, com mérito, sentiu esses obstáculos. Habituado às palavras sábias das sebentas e dos tratados académicos, não conseguiu descer ao terreno pedregoso da política com p minúsculo. Para evitar tropeções e quedas graves foi levado aos comícios e arruadas pela mão calejada de tutores de muita confiança do seu partido, os quais, não podendo sondar as ideias que germinam num tal cérebro condicionado por altas teorias, não conseguiram evitar afirmações que, por incorrectas e desajustadas, tiveram de ser rasuradas no dia seguinte com os inconvenientes que tal acção sempre traz. Isso passou-se com a invenção do «imposto europeu», com a reabertura da exploração das pirites alentejanas, etc. Prometeu que as minas vão reabrir, mas não disse quais as de S. Domingos, de Aljustrel ou outras? Parece que nenhumas, para já. Mas é bonito fazer promessas, mesmo que irreais.
Porém, o seu forte não tem sido apresentar projectos que elucidem sobre o seu mérito, sobre o merecimento do voto, mas denegrir o seu adversário melhor colocado. Até o acusa de não andar acolitado por grandes figuras do partido! Como se todos os candidatos precisassem de ser conduzidos pela mão como crianças que vão à escola pela primeira vez, ou como ele próprio. Tal acusação não passa de uma má reacção à acusação que sobre si pende de andar apoiado de muito perto pelos veteranos do seu partido. Será que temos de pagar uma equipa de consultores para lhe darem apoio permanente no Parlamento Europeu?
Posted by
A. João Soares
at
21:42
0
comments
Labels: adaptação, flexibilidade, mudança
domingo, 23 de novembro de 2008
Reacção de um País
Fruto fatal dos anos que se vão acumulando, surgem-me, cada vez mais, de supetão, no ecrã da memória, frases vindas dos tempos da juventude, daqueles saudosos tempos em que éramos obrigados a saber de tudo um pouco, ao contrário dos dias de agora, em que a NET lá está para nos informar, se nos informar, e com a condição, apenas, de sabermos o que é que lhe queremos perguntar…
Foi assim que, por estes dias, me veio à superfície uma velha “lei”que dizia que causas idênticas, em condições idênticas, produziam, ou tendiam a produzir, idênticas consequências, só que sendo, realmente, uma mais que remota recordação, não terá sido sem um porquê que ela me surgiu do baú das recordações.
Trouxe-a à tona, na verdade, o “facto” do momento, a vitória de Obama nos “States”, e surgiu a ligar dois momentos e dois locais diferentes. Sendo um dos factos, necessariamente, essa vitória é o outro uma vitória muito semelhante em Portugal: a de Sócrates na sequência do desgoverno que o antecedera..
E não será uma possível semelhança de ideais políticos entre ambos que me leva a olhá-los em conjunto. O que me move nessa ligação é a circunstância de, numa como na outra, e sem querer retirar mérito a qualquer dos vencedores, o factor mais relevante dessas vitórias, que não podiam deixar de acontecer, ter sido a acção ou a inacção dos verdadeiros vencidos, e digo assim porque, nos Estados Unidos, quem realmente foi vencido foi todo um demasiado longo governo de Bush Jr., e não o candidato à eleição que soube perder com a maior dignidade.
Seja qual for a soma das virtudes dos vencedores, a verdade é que as suas vitórias nunca poderiam ter sido tão expressivas se os seus antecessores não tivessem sido quem foram, particularmente no caso de Obama que, há meio ano, ninguém ousaria antever Presidente….dos Estados Unidos.
Santana Lopes soube unir a vontade de um País no sentido de o mandar embora, tal como Bush conseguiu unir aos democratas a parcela dos americanos que tradicionalmente não acreditam que haja político que justifique a maçada de ir votar e que, desta vez, entenderam que se impunha fazê-lo, e até mesmo uma fatia dos tradicionais republicanos, já farta de um governo absolutamente autista e desejosa de algo de novo, virado para os interesses do povo, que não para meros mitos da economia.
Será que este gesto higiénico que põe fim a uma política desastrada para a América e para o Mundo virá transformar tudo num Éden? Obviamente que apagar quanto de mau se fez no seu país com as políticas aí seguidas e, no resto do Mundo, com as políticas aí induzidas, seria uma obra impossível para oito anos de mandato que sejam. Basta olhar para os danos ambientais causados pelo aquecimento global, em boa medida resultantes da cegueira bushiana nessa matéria, vetada que foi pelo capitalismo selvagem, a que sempre esteve vendido, qualquer medida que pudesse aumentar as despesas ou diminuir os lucros dos detentores do capital.
Mas, por muito verdadeiro que tudo isto seja, o que não deixa dúvidas é que algo tinha de mudar e sem ser para que tudo continue na mesma.
Estará, porém, Obama à altura da tarefa que o espera? Será que as maiorias que, entre nós, se denominam maiorias absolutas e, lá, residem na convergência política da Presidência e das duas Câmaras não são portadoras de graves riscos para uma sã democracia? Restarão dúvidas de que o ter “a faca e o queijo na mão”, sendo essencial para a realização de um programa coerente, pode ser também o “caldo de cultura” ideal para o posso, quero e mando gerador de todos os abusos? Abstraindo da generalização que encerra, não teria um fundo de razão o geógrafo e pensador anarquista francês Elisé Reclus ao afirmar que “é uma lei da natureza que toda a árvore dá o seu fruto natural, que todo o governo floresce e frutifica em caprichos, tirania, usura, infâmias, morticínios e desgraças”, desde que o deixem, acrescento eu?
Do poder absoluto de mandar, da necessidade íntima de mostrar esse poder aos insubmissos, da convicção de que se é dono exclusivo da verdade e da razão, do esquecimento de que o poder de que num determinado contexto se dispõe não é de origem divina mas provém de um mandato popular, concedido com base na confiança em promessas mil de dedicação à defesa dos interesses do mandante, não estarão, neste momento, entre nós, pais, professores, estudantes a sofrer consequências que não se sabe aonde poderão chegar? Não estará também a massa anónima dos contribuintes a perguntar a si própria se o seu dinheiro não irá servir para “indemnizar” especuladores mergulhados em mais que duvidosos investimentos da alto risco, escondidos atrás de pequenos depositantes e aforradores, esses sim a justificar a protecção do Estado?
Questões importantes, por certo, mas que muito longe nos levariam…
Para já, certo é apenas que, lá como cá, foi pronunciada uma sentença popular que condenou um estilo de exercício do poder a que urgia pôr fim. Do resto, só o tempo permitirá julgar, não se podendo, porém esquecer que, cá, o novo veredicto se aproxima a passos largos.
De momento, só nos resta ao “God bless America”, de Irving Berlin, acrescentar um “God bless the World” e, à cautela, ir “fazendo figas” para que se não venha a, por desmedido orgulho, gerar por aqui alguma nova “reacção” de contornos desconhecidos que possa redundar no divórcio entre o eleitorado e a classe política, sempre passível de consequências dramáticas de que a História regista exemplos, e que possa tornar baldados quantos sacrifícios nos foram e estão a ser exigidos em nome da correcção do “défice orçamental”.
João Mateus
NOTA: Caro João Mateus, do alto da tua quase vetusta idade e do muito saber fermentado na experiência de uma profissão consolidada em contactos diversificados, pareces um oráculo, deixando em aberto muitos temas para reflectir e definir dúvidas que buscam respostas assentes em sérias análises.
Obrigado por mais esta douta colaboração para este modesto espaço que fica à espera de mais textos com o teu habitual timbre.
Posted by
A. João Soares
at
17:06
2
comments
Labels: mudança, Obama, Portugal e o futuro
